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2.3. İdari Kayıtlar

3.1.1. İşlevsellik, Engellilik ve Sağlığın Uluslararası Sınıflandırması’nın Özellikleri

3.1.1.2. Etkileşim Özelliği

3.1.1.2.2. Bağlamsal Etmenler İçin Bileşenler

Como já assinalado, o conceito de saneamento ambiental é mais abrangente que o referente ao saneamento básico e, como aqui o foco do estudo é o saneamento em face do Direito Ambiental, convém analisar os direitos materiais fundamentais vinculados ao seu exercício e estruturantes dos valores de salubridade.

Neste diapasão, mencionam-se as lições de Celso Antonio Pacheco Fiorillo174 que aqui serão transcritas in verbis:

a) direito ao uso de águas, que segundo o autor refere-se tanto às águas potáveis destinadas ao consumo da pessoa humana, cuja distribuição é realizada por um fornecedor público ou, alternativamente, por um fornecedor privado, como aquelas destinadas à higiene.

Nesse tópico, analisam-se inclusive as relações consumeristas175, no que tange à comercialização da água destinada ao consumo da população e a publicidades enganosas.

174FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Estatuto da Cidade comentado, cit., p.84-113.

175“O STJ julgou caso no qual a relação consumerista se fez marcante entre uma empresa

destinada à comercialização de água destinada ao consumo da coletividade e os consumidores que estavam sendo lesados por publicidade enganosa. Assim, segue a ementa: ADMINISTRATIVO. CÓDIGO DE ÁGUAS. NORMAS BÁSICAS DE ALIMENTOS. SLOGAN PUBLICITÁRIO APOSTO EM RÓTULO DE ÁGUA MINERAL. EXPRESSÃO “DIET POR NATUREZA”. INDUÇÃO DO CONSUMIDOR A ERRO.

1. A definição sobre ser o slogan "diet por natureza" aposto em rótulo de Água Mineral inerente à própria água mineral ou à sua fonte, demanda o reexame de matéria fático-probatória insindicável por esta Corte Superior em sede de recurso especial, ante aincidência do verbete sumular n.° 07/STJ.

2. É assente que "não poderão constar da rotulagem denominações, designações, nomes geográficos, símbolos, figuras, desenhos ou indicações que possibilitem interpretação falsa, erro ou confusão quanto à origem, procedência, natureza, composição ou qualidade do alimento, ou que lhe atribuam qualidades ou características nutritivas superiores àquelas que realmente possuem.” (art. 21, do Decreto-lei n.° 986/69)

3. Na redação do art. 2°, inciso V, do Decreto-lei n.° 986/69, considera-se dietético “todo alimento elaborado para regimes alimentares especiais destinado a ser ingerido por pessoas sãs;”

4. Somente os produtos modificados em relação ao produto natural podem receber a qualificação de diet o que não significa, apenas, produto destinado à dieta para emagrecimento, mas, também, a dietas determinadas por prescrição médica, motivo pelo qual a água mineral, que é comercializada naturalmente, sem alterações em sua substância, não pode ser assim qualificada porquanto não podem ser retirados os elementos que a compõem.

5. In casu, o aumento das vendas do produto noticiado pelo recorrido caracteriza a possibilidade de o slogan publicitário encerrar publicidade enganosa capaz de induzir o consumidor a erro. 6. Legalidade da autuação imputada à empresa recorrida.

7. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, provido”. (REsp. 447303. Rel. Min. Luiz Fux, DJ28/10/2003).

b) direito a esgoto sanitário, consistente no sistema destinado a receber detritos/dejeções da pessoa humana, ou seja, os esgotos .Estes consistem em excretas humanas, por águas servidas, procedentes do uso doméstico, comercial, industrial e também por águas pluviais;176 c) direito ao ar atmosférico e sua circulação, incluindo-se o uso do ar

atmosférico visando o exercício do direito de antena (direito de captação e transmissão da comunicação (direito de se informar e ser informado, por meio do espectro eletromagnético outorgado a brasileiros e estrangeiros residentes no País;

d) direito ao descarte de resíduos177, como materiais que resultam,

segundo Celso Fiorillo178, da própria existência humana e suas

necessidades frente à ordem econômica do capitalismo, cuja coleta é dever do Poder Público municipal.179

176Os esgotos são formados por quatro tipos de despejos: a) águas residuárias: líquidos ou

efluentes do sistema doméstico ou industrial; b) despejos domésticos: despejos líquidos das habitações, estabelecimentos comerciais, instituições e edifícios públicos; c) águas imundas: águas residuárias que contêm dejetos oriundos de matéria fecal; d) despejos industriais: efluentes de operações industriais; e) águas de infiltração: parcela das águas do subsolo que penetra nas canalizações de esgoto. In: CARVALHO, Anésio Rodrigues de; OLIVEIRA, Mariá Vendramini Castrignando de Oliveira. op. cit., p. 115.

177É importante realçar que aqui também pode ser analisada a questão em face das relações de

consumo.

178FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Estatuto da Cidade, cit..,92-94.

179O Poder Público Municipal responde objetiva e solidariamente em casos em que os serviços

tenham sido prestados por concessionária de serviço público ( in casu, a SABESP), posto que tem a obrigação de fiscalização da correta execução do contrato:

DIREITO ADMINISTRATIVO E AMBIENTAL. ARTIGOS 23, INCISO VI E 225, AMBOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO.

RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO MUNICÍPIO. SOLIDARIEDADE DO PODER CONCEDENTE. DANO DECORRENTE DA EXECUÇÃO DO OBJETO DO CONTRATO DE CONCESSÃO FIRMADO ENTRE A RECORRENTE E A COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO − SABESP (DELEGATÁRIA DO SERVIÇO MUNICIPAL). AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO AMBIENTAL. IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DE RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO POR ATO DE CONCESSIONÁRIO DO QUAL É FIADOR DA REGULARIDADE DO SERVIÇO CONCEDIDO. OMISSÃO NO DEVER DE FISCALIZAÇÃO DA BOA EXECUÇÃO DO CONTRATO PERANTE O POVO. RECURSO ESPECIAL PROVIDO PARA RECONHECER A LEGITIMIDADE PASSIVA DO MUNICÍPIO. I - O Município de Itapetininga é responsável, solidariamente, com a concessionária de serviço

público municipal, com quem firmou "convênio" para realização do serviço de coleta de esgoto urbano, pela poluição causada no Ribeirão Carrito, ou Ribeirão Taboãozinho.

II - Nas ações coletivas de proteção a direitos metaindividuais, como o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a responsabilidade do poder concedente não é subsidiária, na forma da novel lei das concessões (Lei n.º 8.987 de 13.02.95), mas objetiva e, portanto, solidária com o concessionário de serviço público, contra quem possui direito de regresso, com espeque no art. 14, § 1° da Lei n.º 6.938/81.(...)” ( REsp. 28222, Rel. Min. Eliana Calmon e Rel. para acórdão Min. Nancy Andrighi, DJ 15/10/2001)

3. O saneamento ambiental como direito humano e fundamental