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3. YÖNTEM

3.6. Bağımsız Değişken

1 Tradução nossa. “Creio que existe uma regra de ouro para restauração: não alterar o comportamento físico do edifício: manter suas regras, respeitar seus princípios e nunca se deixar levar pela ideia de novas soluções ou técnicas, que possam sobrepor esse princípio.” 2 Alguns aspectos na formação de Peter Zumthor, como o fato de pertencer a uma família de carpinteiros, ter começado os estudos na Kunstgewerbeschule Basel em 1963 e, em 1966, se transferir para o Pratt Institute em Nova York para estudar arquitetura e design, auxiliaram-nos na compreensão de sua obra, assim como o fato de ter trabalhado como arquiteto, entre de 1968 a 1978, no Departamento de Manutenção e Preservação de Monumentos do Cantão de Graubüngen, na Suíça. 3 Ver Abrigo para Ruínas Arqueológicas Romanas (CHUR, SUIÇA), Corredor de Conexão Museu de Arte de Chur (CHUR, SUIÇA), Casa Gugalum (GRAUBÜNDEN, SUIÇA), Renovação Urbana de MEELFABRIEK (LEIDEN, HOLANDA), Museu de Arte de Kolumba (COLONIA, ALEMANHA. Ver: ARQUITETURE AND URBANISM. Peter Zumthor. Tokio: a+u Publishing, Extra Edition , fev/1998.

4 Angelo Bucci não é mais integrante do escritório MMBB

Arquitetos desde 2003, atualmente dirige o escritório SPBR Arquitetos. 5 Existe uma discrepância entre a precisão datas de projeto e obra, nas informações contidas no site do escritório SPBR, nas datas das pranchas e no depoimento do arquiteto. Como Bucci relatou o processo de procura de um imóvel para o irmão começou no final do ano de 1994, entre essa data e o ano de 1996, o casal adquire o imóvel, pois nas pranchas do projeto consta a data de dezembro de 1996, o que reforça a ideia de que a obra deve ter sido iniciada no ano seguinte, 1997. Concluímos então, que as datas informadas no site estão erradas – Projeto de Reforma: 1997; Obra: 1998. 6 Informação fornecida por Bucci em entrevista realizada pelo autor em 02/09/2011.

7 Teoria que se refere à Cesare Brandi, também chamada Teoria da Restauração. Alguns de seus princípios e sua influência na Carta de Veneza foram abordados no presente trabalho no item

Preservação e intervenção: os critérios teórico-metodológicos, p. 42. 8 O grifo tem a intenção de ressaltar a dedicação e cuidado do arquiteto, provavelmente já sabendo, por experiência prévia, que surgiriam muitas questões no dia a dia da obra.

9 Informação fornecida por Paulo Mendes da Rocha em entrevista

realizada pelo autor em 26/09/2011. 10 Informação fornecida por

Eduardo Colonelli em entrevista realizada pelo autor em 20/09/2011. Essa entrevista encontra-se disponível na íntegra nos Anexos do presente trabalho, p. 217.

11 Tradução nossa. “Na verdade, em restauração não valem dogmas e tudo isso deve ser entendido como generalidade: O edifício comanda muito e cada obra é um caso excepcional.”

12 Para aferir os itens que constam nesse referido documento, ver:

Relatório Preliminar de Serviços – R.2, elaborado pelo Escritório

Paulistano de Arquitetura em: 12/05/2010, que se encontra, em

versão reduzida, nos Anexos, p. 216. 13 O escritório Bela Vista Arquitetos teve como equipe de colaboradores neste projeto os seguintes integrantes: Apoena Amaral, Carlos Ferrata, Eduardo Ferroni, Pablo Hereñu e Moracy Almeida, que participaram ativamente desde a elaboração do projeto em todas as suas etapas, acompanhamento de obra e desenvolvimento e adaptação do detalhamento.

14 Trecho retirado da entrevista realizada em 19/02/1999 na sede da Cenpla com o engenheiro Osmar Penteado de Souza e Silva (1928-2008) e é parte integrante dos Anexos do referido trabalho. Ver: KOURY, Ana Paula. Grupo

Arquitetura Nova. São Carlos: EESC- USP, 1999. Dissertação (Mestrado) – Escola de Engenharia de São Carlos / USP, São Paulo, p. 220-239. 15 Informação fornecida por Paulo

Mendes da Rocha em entrevista realizada pelo autor em 26/09/2011. 16 Essa informação também pode

ser confirmada ao estudarmos o jogo completo de desenhos originais, cuja folha de número 3A, com a descrição “planta do térreo – alternativa 2” já

contém um estudo da mudança da cozinha para a nova posição. 17 Sobre este tema ver item: A presença dos arquitetos autores, vínculos e fatores externos, do

presente trabalho, p. 33. 18 A distinguibilidade é um dos

princípios da Teoria da Restauração de Cesare Brandi, que aponta:

“(…) a integração deverá ser sempre facilmente reconhecível

(…)” BRANDI, Cesare. Teoria da

restauração. Tradução: Beatriz

Mugayar Kühl. Cotia: Ateliê Editorial, 2004. (Artes e Ofícios, 5), p. 47. 19 Sobre esse termo, Kühl comenta

que Brandi desenvolveu, para a restauração de pinturas, um método de integração de lacunas

“com linhas verticais feitas com aquarela, descritas inicialmente como ‘filamentos’ (1945), e em texto de 1946 assumiria a denominação atual”, ver: KÜHL,

Beatriz Mugayar. Cesare Brandi e a teoria da restauração. Pós – Revista

do programa de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAU-USP/ Universidade de São Paulo. São

Paulo, n. 21, junho 2007, p. 201. 20 Tradução nossa. “Atualmente, a casa foi reformada e se alteraram os tons da cor de seu interior, que são agora mais vivos do que a versão original.”

21 Vale a pena ressaltar que, no livro de Marlene Acayaba – Residências em

São Paulo, referência inconteste no

que tange à pesquisa e informações de diversas casas da arquitetura moderna e cujos redesenhos minuciosos são referências até os dias atuais, na ficha técnica consta apenas a seguinte informação: “Arquitetos dirigiram mestre Agostinho Mallart.” ACAYABA, Marlene. Residências em

SP. São Paulo: Projeto, 1986, p. 89-94. 22 Essa ideia do caráter didático relacionado à reconstrução também é abordada por Oksman: “A

reconstrução pode ter um caráter didático, mas não é considerada uma ação de preservação (…) não significa que não tenha um valor do ponto de vista da comunicação

(…) [um edifício] carregado de

valores que se julgam importantes de serem transmitidos.” OKSMAN,

Silvio. Preservação do patrimônio

arquitetônico moderno – A FAU de Vilanova Artigas. São Paulo: FAU-

USP, 2011. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Arquitetura de

112 TRÊS CASAS PAULISTAS: RECOMPOSIÇÃO E INTERVENÇÃO

23 “Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo em um estado completo que pode não ter existido nunca em um dado momento.”

VIOLLET-LE-DUC, Eugène Emmanuel.

Restauração. Apresentação e

tradução Beatriz Mugayar Kühl. 3. ed. Cotia: Ateliê Editorial, 2006, p. 29.

24 Tradução nossa. “Reparar é repor. Devolver ao elemento danificado, lesionado ou degradado, sua capacidade funcional, fazendo com que suas características mecânicas (no caso de uma estrutura portante) voltem a ser as que foram (ou deveriam ter sido), em seu primeiro momento de existência.”

25 Que se refere à Viollet-le-Duc (1814-1879). Podemos citar um de seus princípios absolutos:

“(…) restaurar não é apenas uma conservação da matéria, mas de um espírito da qual ela é suporte.”

VIOLLET-LE-DUC, Eugène Emmanuel.

Restauração. Apresentação e

tradução Beatriz Mugayar Kühl. 3. ed. Cotia: Ateliê Editorial, 2006, p. 23. 26 A listagem apresentada refere-se apenas aos temas mais importantes. Para uma aproximação mais pormenorizada, ver: Relatório

Preliminar de Serviços – R.2,

elaborado pelo Escritório Paulistano de Arquitetura em: 12/05/2010, que se encontra, em versão reduzida, nos Anexos, p. 216.

27 Ao tratar do assunto do “reparo” do concreto, certamente

indagaremos sobre como proceder e se, neste caso, um tipo de “anastilose” poderia ser uma

alternativa: “recomposição de partes

faltantes, mas desmembradas” e

cujos “elementos de integração

deverão ser sempre reconhecíveis e reduzir-se ao mínimo necessário, para assegurar as condições de conservação do monumento e restabelecer a continuidade de suas formas.” CURY, Isabelle (org.). Cartas patrimoniais. 2. ed. revista e

aumentada. Rio de Janeiro: IPHAN, 2000. (Edições do patrimônio), p. 95. 28 Sobre esse assunto ver item A Carta de Veneza e suas bases teóricas, do presente trabalho, p. 44. 29 Projeto residência Bento Odilon Moreira – 1963, seus desenhos encontram-se disponibilizados no acervo do arquiteto.

30 Essa postura de substituição das peças originais foi discutida no item

As especificidades da preservação da arquitetura moderna, do presente

trabalho, p. 35.

31 Os benefícios e contradições decorrentes da presença do próprio autor na intervenção foram abordados no item A presença

dos arquitetos autores, vínculos e fatores externos, do presente

trabalho, p. 33.

32 Verbete definido no dicionário Aulete: “2.Móvel com hastes ou

ganchos em que se penduram roupas e chapéus; CABIDEIRO; OMBREIRA (NE) 3.Suporte com hastes que se prega à parede ou atrás de porta, us. para esse mesmo fim” Disponível

em: http://aulete.uol.com.br/ cabide#ixzz2JWMQtzTA. Acesso em: 31/01/2013. Nos desenhos do projeto executivo encontra-se indicado o seu sinônimo: arara. 33 Dorma é a marca de um fabricante de sistemas de fixação para vidros. Neste caso específico, utilizou-se um sistema em peças de Alumínio fundido (linha SM), que tem como característica a menor interferência nos panos de vidro. Disponível em: <http://www.dorma. com.br>. Acesso em: 03/02/2013. 34 A reversibilidade é um dos princípios da Teoria da Restauração de Cesare Brandi, que aponta: “(…)

prescreve que qualquer intervenção de restauro não torne impossível, mas, antes, facilite as eventuais intervenções futuras.” BRANDI,

Cesare. Teoria da restauração. Tradução: Beatriz Mugayar Kühl. Cotia: Ateliê Editorial, 2004. (Artes e Ofícios, 5), p. 48. Esse princípio também é conhecido como retrabalhabilidade, ver: OKSMAN, Silvio. Preservação do patrimônio

arquitetônico moderno – A FAU de Vilanova Artigas. São Paulo: FAU-

USP, 2011. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Arquitetura de

Urbanismo/USP, São Paulo, p. 58.

35 “Máquina portátil provida de colheres de aço instaladas em braços radiais que giram em torno de um eixo vertical, utilizada para alisar, compactar e dar acabamento a uma superfície de concreto fresco.“

CHING, Francis D. K. Dicionário

visual de arquitetura. Tradução: Julio

Fischer. 2. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010, p. 57. 36 Limpeza realizada com equipamentos que utilizam bombas de alta pressão e cujos jatos d’água são direcionados em determinadas superfícies sem danificá-las. 37 Produto com características químicas que impedem a permanência e acumulação de água nas superfícies em que forem aplicadas. “A hidrofugação tem por

objectivo proteger preventivamente as fachadas expostas aos agentes meteorológicos, contra a humidade e contra os danos provocados pela humidade em estruturas arquitectónicas. A impregnação hidrofugante é um tratamento incolor da substância construtiva, sem formação de película, que impede a absorção de água e dos seus solutos poluentes por capilaridade, sem obstruir os capilares, pelo que preserva as condições de respirabilidade do substrato.”

Disponível em: <http://www.wacker. com/cms/media/publications/ downloads/6187_PT.pdf>. Acesso em: 06/02/2013.

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