BÖLÜM 3: YAPTIRIMLARIN ETKİLERİ
3.1. Ekonomik Etkiler
3.1.2. GSMH, Büyüme Oranı ve Kişi Başına Düşen Milli Gelir Üzerindeki Etkisi 66
A espera de uma criança é um evento importantíssimo na vida do
casal, que “imagina”, durante nove meses, como será seu bebê,
identificando-se com ele, criando expectativas e anseios com relação ao
próprio papel de pais e às características da criança. A história de cada filho
se insere de modo único e singular na existência do pai e da mãe, tanto a
gestação quanto o nascimento interferem nas matrizes vinculares da mulher
e do homem (MELLO FILHO, 1992).
Afirmam Lukesch (1985) e Murphy (1999) que durante a gravidez os
pais chegam a verbalizar suas preocupações sobre a possibilidade de que
repelido, principalmente se o período gestacional transcorre normalmente e
nunca houve qualquer problema na família.
Sabe-se que o nascimento de uma criança é um acontecimento
permeado de planos e intensas emoções (DOMINGUES, 2006). De acordo
com Maldonado (1992), nesta etapa o casal estabelecerá novas relações,
papéis e responsabilidades para cuidar da criança, como também para
atender às necessidades sociais e econômicas da família e as atenções são
todas voltadas para a chegada deste novo membro.
Nos primeiros contatos com a criança, inicia-se a percepção das
diferenças entre o bebê idealizado pelos pais e o recém-nascido real que
está entregue aos seus cuidados.
Diversos estudos descrevem que a constatação do adoecimento da
criança é tida como uma ruptura dessa construção imaginária, que provoca
significativas mudanças e prejuízos na dinâmica familiar (KLAUS; KENNEL,
1993; MACDANIEL; HEPWORTH; DOHERTY, 1994a; PETEAN, 1995; KLAUS;
KENNEL; KLAUS, 2000; MURRAY, 2000; NEREO; FEE; HINTON, 2003;
CASTRO, 2006; MOSKOWITZ et al., 2007; SAVIANI-ZEOTI; PETEAN, 2007).
Segundo Petean (1995), a percepção de que o filho é diferente
remete os pais a uma crise em relação às expectativas do desejo do filho
idealizado, significando que todos os sonhos, fantasias e esperanças
deverão ser abandonados e reconstruídos. Como nos colocam MacDaniel,
Hepworth e Doherty (1994b), Canning (1999), Finnie (2000), Cummins
(2001), Chen et al. (2002) e Colnago e Biasoli-Alves (2003), para os pais,
trazer ao mundo um filho com algum tipo de incapacidade é fonte de
criança tal como ela é, e adequar suas expectativas às capacidades reais do
novo membro da família. Porém, há uma sensação de incredulidade devido
ao impacto da notícia, como se o mundo tivesse chegado ao fim,
desencadeando angústias, sentimentos de luto ou perda e comprometendo
o processo de apego com a criança (TIENGO, 1998; DOMINGUES, 2006).
Após os primeiros momentos de perplexidade e choque, de acordo
com Murphy (1999) e Castro (2006), há pais que vivenciam um forte
ímpeto de proteção, outros continuam incertos e inseguros de suas
emoções durante algum tempo, principalmente quanto à aceitação de uma
criança especial na vida familiar e temem o investimento emocional em
uma pessoa que lhes pode trazer mais tristezas do que prazer.
Os pais poderão reagir de várias formas ao diagnóstico, com um
misto de revolta e esperança, ficando alguns preocupados e deprimidos,
outros bravos ou sentindo-se culpados e alguns consideram que o
diagnóstico é um alívio, já que imaginavam quadro mais grave (PUPO
FILHO, 2003a; DOMINGUES, 2006).
Tiengo (1998) afirma que os pais mostram grande necessidade de
compreender a causa do problema, buscando permanentemente e
incansavelmente uma justificativa. O sentimento de culpa para Castro
(2006) pode surgir de maneira intensa, gerando sofrimento para o sistema
familiar, inclusive podendo os pais culpar-se a si mesmos, ou a outros.
Alguns pais vão querer ignorar completamente a notícia ou se
questionar sobre o fato de ter ocorrido justamente com eles (GREEN,
2006). Outros, ainda, buscarão explicações ligadas ao seu comportamento
pessoal ou procurarão por algo que ocorreu e possivelmente ignoraram
A percepção de que seu filho está fisicamente doente é um evento
objetivo, que causa certo medo e também uma experiência pessoal e
reflexiva. A vida não permanece a mesma, passando por ciclos de
mudanças e períodos de tensão. A mãe, muitas vezes ansiosa, sofre pela
incerteza da evolução da doença do filho e suas possíveis consequências
(SANTOS, 2003; SCHMIDT, 2003; GREEN, 2007).
Como nos colocam Áries (1981) e Tiengo (1998), praticamente são
descartados planos e expectativas futuras e o movimento da família é todo
focado na criança doente.
Damião e Ângelo (2001) propõem à família, como estratégia de
enfrentamento, conhecer mais a respeito do problema, independente da
doença, para conseguir perceber que nem tudo é novo, obtendo assim
maior controle da situação. De acordo com os autores, isto aumentará a
confiança dos familiares para falarem sobre o assunto e poderá também
ajudá-los a descobrir que outras famílias estão na mesma situação.
De acordo com Schmidt (2003) e Castro (2006), as famílias de
crianças com doença crônica são como todas as famílias, mas, de uma
família para outra, é variável o tempo necessário para o estabelecimento de
uma relação relativamente confortável com a criança. Este tempo também é
diferente para cada membro do núcleo familiar, significando que a família é
única.
Cada membro da família necessitará de tempo para se adaptar ao
problema, pois a situação é fonte de desgaste, quanto mais grave e
Numerosos fatores influenciam a maneira como cada família assume
os cuidados. Neste contexto, cuidar de uma criança com doença crônica
requer, não só uma reestruturação da rotina da família, mas também na
sua dinâmica. Completando, Beltrão et al. (2007), Iwamoto et al. (2008) e
Bocchi e Angelo (2008), ressaltam também a importância e necessidade de
apoio social e suporte emocional nesta situação.
Os pais, em geral, estão despreparados para mudanças dramáticas no roteiro e na história que devem enfrentar; e quase sempre possuem pouca experiência em que se basear, ao procurar pistas de como pensar e reagir à situação. (...) Questões básicas como se a criança irá viver e morrer, se irá ser capaz de andar e falar, de brincar com outras crianças, de vestir-se sozinha e se irá para escola, dominam e ameaçam seu mundo. Em tais casos os pais enfrentam a tarefa de fabricar e construir uma nova história experimental e provisória, para conseguir integrar tal experiência em sua vida (BURKE; SCHAAF, 2002, p.73).