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Zararlı Böcekler Üzerinden Beslenme ve Laboratuvar Şartlarında Yapılan Beslenme Ekolojisi Çalışmaları Yapılan Beslenme Ekolojisi Çalışmaları

1.1.2. Örümceklerin Beslenmesi ve Önceden Yapılan Beslenme Ekolojisi Çalışmaları Çalışmaları

1.1.2.2. Zararlı Böcekler Üzerinden Beslenme ve Laboratuvar Şartlarında Yapılan Beslenme Ekolojisi Çalışmaları Yapılan Beslenme Ekolojisi Çalışmaları

Em suas obras, Saviani apresenta o conceito de criticidade como referente exponencial emanado do entendimento de que o vínculo entre escola e sociedade é reciprocamente determinante. Neste processo, por conseguinte, o fenômeno educacional torna-se o ponto focal por meio do qual podemos estabelecer essa

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Saviani, em suas obras, utiliza as expressões “teorias da educação” e “concepções pedagógicas” (esta última correlata de “ideias pedagógicas”; SAVIANI, 2005b, p. 31) para designar as tendências educativas classificadas em “não-críticas”, “crítico-reprodutivistas” e “críticas”.

mediatização, interligando educação e prática social em seus variados contextos, consolidando-se, assim, uma correspondência dialética.

Ao utilizarmos desse aparato, a criticidade, podemos obervar que se consolida, concretamente, o desenvolvimento da consciência filosófica, “[...], unitária, coerente, articulada, explícita, original, intencional, ativa e cultivada” (SAVIANI, 1986, p. 10) e isso pode indicar “[...] caminhos para a crítica do existente e para descoberta da verdade histórica” (SAVIANI, 1994, p. 15-16).

Nesse sentido, o autor deixa explícito que a articulação de uma teoria transversalizada pela categoria da “crítica” “[...] só pode ser formulada do ponto de vista dos interesses dominados” (SAVIANI, 1988, p. 9), pois, para ele, o processo educativo é a passagem da desigualdade à igualdade (Idem, 2013, p. 237). Isto equivale dizer que, para o autor, averbar o elemento crítica como tônica propulsora de uma teoria educacional é sustentar a premissa de que há contradições entre classes sociais e estas estão presentes integralmente no interior da escola. Ou, seria a escola uma instituição gravitante e suspensa no plano físico, abduzida do vínculo humano? Ou, ainda “[...] estaria acima das relações sociais e da dinâmica da história?” (GHIRALDELLI, 1994, p. 206).

Mediante tal qualificação, a abordagem savianista compreende que há teorias pedagógicas que interpretam o processo educativo de forma isolada da realidade global, revelando que a educação, independente das demais estruturas sociais, pode subsistir por si mesma e ser, de certa forma, autônoma, para formar gerações que terão a incumbência de equilibrar as camadas societárias. Logo, a escola pode desempenhar a função de conservadora do modo de vida social.

Por fim, Saviani (1988, 1994, 2011a, 2013) considera as teorias que entendem a atividade educativa em coexistência (produtiva e materialmente) ao movimento histórico e, por isso neste pode interferir, mesmo que secundariamente, pois a ação educativa está disposta a uma correlação de forças determinantes e determinadas. Esta definição se sustenta mediante a ideia da superação de concepções educacionais mecânicas, pretensamente apolíticas e aparentemente desarticuladas.

A partir do critério de criticidade e seu contraponto, a acriticidade, é que Saviani agrupa na categoria de Teorias Não-Críticas as Pedagogias Tradicional,

Nova e Tecnicista; no grupo de Teorias Crítico-Reprodutivistas, a “Teoria do Sistema de Ensino enquanto Violência Simbólica”, a “Teoria da Escola enquanto Aparelho Ideológico de Estado (AIE)” e a “Teoria da Escola Dualista” (SAVIANI, 1988) e, finalmente, na categoria de Teorias Críticas ou Contra-Hegemônicas, a Pedagogia Socialista, Libertária, Comunista, Libertadora e Histórico-Crítica (SAVIANI, 2005b, p. 35-37).

As Teorias Não-Críticas são assim intituladas por conceberem a educação como autônoma e compreendê-la a partir dela mesma, anulando e neutralizando possíveis interrelações entre o fenômeno educativo e relações sociais globais. Seus mentores interpretam a educação como um instrumento de equalização social, de superação da marginalidade (vez que esta é caracterizada como um fenômeno acidental, uma espécie de desvio que afeta os indivíduos, devendo impreterivelmente ser, como tal, corrigida) e integração dos membros junto à sociedade. Nessa propositura, considera-se singularmente a ação da educação sobre a sociedade.

Na sequente subdivisão, constatam-se as teorias crítico-reprodutivistas. Primeiramente, Saviani (1988) analisa os elementos do “sistema de ensino enquanto violência simbólica” estudados pelos escritores Pierre Bourdieu e Jean- Claude Passeron (1975); na “Teoria da escola enquanto Aparelho Ideológico de Estado (AIE)”, Louis Althusser (1983) aborda o efeito reprodutivo das relações de exploração capitalista, garantindo uma educação apregoada, imposta e a serviço dos interesses da classe dominante e, finalmente, a “Teoria da Escola Dualista”, idealizada por Christian Baudelot e Roger Establet (1971), na qual seus autores argumentam ser a escola um aparelho sustentador da divisão de classes permeada pela dualidade: Secundária Superior (SS) e Primária Profissional (PP), correspondendo à divisão da sociedade em burguesia e proletariado. Essa divisão das duas escolas não ocorre apenas no fim da escolarização, mas desde o início os filhos dos trabalhadores estão destinados a não atingir níveis superiores, encaminhando-se para atividades manuais. Desse modo, observamos que a escola reafirma a divisão entre trabalho intelectual (rede SS) e trabalho manual (rede PP). Nessa dicotomia repousa a possibilidade concreta de manutenção da estrutura capitalista.

De modo panorâmico, os teóricos crítico-reprodutivistas consideraram ser impossível à escola, isoladamente dos condicionantes sociais, produzir a equalização social e reparar as desigualdades proliferadas no bojo do capitalismo, além de, igualmente, advogarem a impossibilidade da existência de uma escola única, pois, de um lado forma um pequeno número de intelectuais aptos a se manterem no poder e a conservar a estrutura social dominante e, de outro, orienta a massa trabalhadora a vender sua força de trabalho por salários insuficientes à sua provisão, assegurando o crescimento econômico de alguns poucos. Notamos que a instituição escolar, assim, é vista preservando e reforçando a existência de uma sociedade composta de classes forçosamente antagônicas e desiguais.

A partir desses pressupostos é que Saviani (1988) as denomina no interior do viés crítico, “[...] uma vez que postulam não ser possível compreender a educação senão a partir dos seus condicionantes sociais” (SAVIANI, 1988, p. 27), de forma que se considera, portanto, a determinação das relações sócio-globais na educação. Entretanto, são reprodutivistas, pois, a relação é dada de mão única: apenas as relações sociais definem a educação e esta em nada, ou minimamente, pode determiná-las. Consequentemente, verificamos um vínculo de subordinação da educação em relação à sociedade, vínculo este em que a primeira é determinada pela estrutura socioeconômica, condicionando o tipo de manifestação no interior do fenômeno educativo.

Dilui-se, à vista disso, nas teorias crítico-reprodutivistas, a dialeticidade entre educação e as basilares estruturas sociais, pois se são elas que determinam a escola, a esta cabe apenas reeditar os respectivos interesses e necessidades para aquela se reproduzir, não havendo espaços e oportunidades para intervenção nessa realidade. Postula-se, à vista disso, um posicionamento pessimista, constatador, conformado e imobilista, vez que a educação, mesmo que de forma intermediária e indireta, é incapaz e ineficiente para alterar as condições vigentes da sociedade capitalista.

Esses determinantes sociais agem como instrumento de discriminação e marginalização social, manifestadas, fundamentalmente, nas condições de produção da vida material, propícias para que grupos que detêm maior liderança e força se convertam em dominantes, apropriando-se, assim, dos resultados da produção social e relegando os demais à condição de marginalizados.

No último conjunto, Saviani (2005b) apresenta as teorias críticas ou contra- hegemônicas como as que “[...] buscam colocar a educação a serviço das forças que lutam para transformar a ordem vigente visando a instaurar uma nova forma de sociedade” (SAVIANI, 2005b, p. 35).

Para o autor o conceito de crítica está associado à

[...] consciência dos condicionantes histórico-sociais da educação [...] é próprio da consciência crítica saber-se condicionada, determinada objetivamente, materialmente, ao passo que a consciência ingênua é aquela que não se sabe condicionada, mas, ao contrário, acredita-se superior aos fatos, imaginando-se mesmo capaz de determiná-los por si mesma (SAVIANI, 2013, p. 229).

De igual modo, a pedagogia revolucionária é crítica e por isso sabe-se condicionada. Ela não entende a educação

[...] como determinante principal das transformações sociais, reconhece ser ela elemento secundário e determinado. Entretanto, longe de pensar, como o faz a concepção crítico-reprodutivista, que a educação é determinada unidirecionalmente pela estrutura social dissolvendo-se a sua especificidade, entende que a educação se relaciona dialeticamente com a sociedade. Nesse sentido, ainda que elemento determinado, não deixa de influenciar o elemento determinante. Ainda que secundário, nem por isso deixa de ser instrumento importante e por vezes decisivo no processo de transformação da sociedade (SAVIANI, 2013, p. 230).

Prossegue Saviani (2013) afirmando que o epicentro dessa nova teoria perpassa pela crítica como fundamento teórico-metodológico, articulando alternativas para compreender os impasses e dificuldades do processo educativo brasileiro, pautado em uma perspectiva historicizada e engajada na compreensão da vida social.

Partindo desses pressupostos e para atender o proposto neste capítulo, passaremos a focalizar e abordar as perspectivas da ação supervisora impressas no interior das teorias Tradicional, Nova, Tecnicista, Libertadora e Histórico-Crítica, justamente por estas constituírem vigorosa manifestação junto ao processo educativo brasileiro.