1.3. HÂKİMLİK TEMİNATI 34
1.3.3. Hâkimlik Teminatının Unsurları 39
1.3.3.1. Azledilememe 39
Na Tabela 3A (Apêndice), encontram-se os resultados das medidas de dissimilaridade baseada na distância generalizada de Mahalanobis (D2). Pode se observar que as maiores distâncias envolveram as progênies: FMI 1-12 x FMI 8-19; FMI 4-69 x FMI 8-19; FMI 1-12 x FMI 5-26; FMI 5-57 x FMI 8-19; FMI
1-12 x FMI 3-53; FMI 1-12 x FMI 10-78; FMI 4-69 x FMI 5-26; FMI 4-120 x FMI 8-19; FMI 4-69 x FMI 10-78 e FMI 1-13 x FMI 8-19 com as distâncias de 27,722; 25,006; 22,167; 21,220; 21,082; 19,556; 19,033; 19,004; 18,871 e 18,717, respectivamente.
Os pares menos divergentes foram: FMI 1-39 x FMI 3-74; FMI 2-17 x FMI 5-117; FMI 4-29 x FMI 4-66; FMI 4-88 x FMI 4-123; FMI 3-72 x FMI 8-74; FMI 3-22 x FMI 9-53; FMI 5-28 x FMI 5-115; FMI 4-123 x FMI 10-46; FMI 9-43 x FMI 10-75 e FMI 2-17 x FMI 3-22, tendo as distâncias de 0,014; 0,031; 0,041; 0,058; 0,079; 0,080; 0,093; 0,110; 0,121 e 0,136, respectivamente.
O par com as progênies FMI 1-12 e FMI 8-19, provenientes dos clones 139 e 21+21, respectivamente, mostraram-se como as mais dissimilares, com D2ii’ igual a 27,722, e, as progênies FMI 1-39 e FMI 3-74, oriundas dos clones 139 e 76/2, respectivamente, como as mais similares, com D2ii’ igual a 0,014.
As progênies FMI 8-19; FMI 1-12; FMI 4-69; FMI 8-24; FMI 5-71; FMI 10- 78; FMI 5-26; FMI 3-53; FMI 5-57 e FMI 2-32 destacaram-se como as mais dissimilares entre as 100 progênies, com as seguintes distâncias de Mahalanobis médias (DMM): 9,850; 9,478; 8,168; 6,771; 6,261; 6,189; 6,159; 6,036; 5,956 e 5,669.
Verifica-se que as combinações mais divergentes envolveram os progenitores 8 (clone 21+21), 1 (clone 139), 4 (clone 45), 5 (clone 153), 10 (clone 99), 3 (clone 76/1) e 2 (clone 76/1). As progênies recombinadas dos progenitores 6 (clone 80), 7 (clone 79), 9 (clone 106) e 11 (clone 25+8) não estiveram entre os mais divergentes.
A progênie FMI 8-19 destacou-se como uma das mais dissimilares de todas, com DMM = 9,850; estando envolvida em 5 das 10 maiores distâncias registradas, além de apresentar, também, a distância de magnitude mais elevada, verificada com a progênie FMI 1-12. A progênie FMI 1-12 apresentou- se como a segunda mais dissimilar, com DMM = 9,478, estando envolvida em 4 das 10 distâncias mais dissimilares registradas, apresentando, além da primeira a terceira maior distância, observada com a progênie FMI 5-26. As progênies FMI 9-43 e FMI 10-75 mostraram-se como as mais similares, com DMM de 2,084 e 2,047, respectivamente, sendo a progênie FMI 4-123 envolvida em 2 das 10 menores distâncias estimadas (Tabela 3A - Apêndice).
Em estudos entre 32 clones de café Conilon, componentes das três variedades clonais, EMCAPA 8111, EMCAPA 8121 e EMCAPA 8131, objetivando a identificação dos mais divergentes utilizando como técnica de dissimilaridade a distância generalizada de Mahalanobis, em relação a 7 características, Fonseca (1999) constatou D2 máximo de 87,742 e D2 mínimo de 0,674. O mesmo autor, concluiu, como era de se esperar, que a maioria entre as maiores distâncias foi detectada entre pares de genótipos componentes de diferentes variedades clonais, ocorrendo apenas uma vez entre genótipos pertencentes à mesma variedade. Entre genótipos da variedade EMCAPA 8121 foram constatadas 9 entre as maiores distâncias. Em contrapartida, as menores distâncias entre genótipos não foram, necessariamente, observadas entre genótipos de uma mesma variedade, caracterizando assim o fato de que nem sempre os cruzamentos de maior interesse encontram-se entre germoplasma de variedades distintas.
Em análise de diversidade genética, também utilizando a distância generalizada de Mahalanobis entre progênies de meios-irmãos de C. canephora pertencentes a grupos distintos da espécie (Guineano e Congolês), Ivoglo (2007) observou dissimilaridade máxima de 19,65 e mínima de 1,17, com base em 14 características morfoagronômicas, dentre as características, destaca-se a produção. Enquanto, Ferrão (2004), estudando a dissimilaridade genética entre clones de café Conilon em dois locais, com base em 14 características, estimou distâncias D2ii’ de magnitudes variando de 1,28 a 211,70.
Dados conjuntos, mostram que a população em estudo apresentou menor divergência genética que os materiais genéticos de café Conilon estudados por Fonseca (1999) e Ferrão (2004).
Com base na Tabela 3A (Apêndice), dentre as 10 progênies com maiores dissimilaridades, com exceção das progênies FMI 2-32; FMI 3-53; FMI 4-69; FMI 5-26; FMI 8-19 e FMI 8-24, as demais são promissoras para hibridação, pois, além de considerável divergência genética, possuem bom potencial produtivo per si, além de outras características importantes, tais como: uniformidade de maturação, tamanho de fruto, época de maturação de frutos e certa resistência à ferrugem, conforme apresentado na Tabela 2A (Apêndice).
Apesar de a progênie FMI 8-19 mostrar-se como a mais divergente em relação às demais, deve-se ter cuidado ao elegê-la em um programa de melhoramento, por apresentar característica desfavorável, como tamanho de fruto. Contudo, para o presente estudo, a característica citada possui uma fração considerável da variância genotípica atribuída aos desvios de dominância.
Segundo Cruz et. al (2012), a existência de variância atribuída a dominância é desejável em programas que objetivam a exploração do vigor manifestado em combinações hibridas. Como existe relação biométrica entre a heterose e o grau médio da dominância, afirma-se que, na existência de variância associada aos desvios de dominância, a heterose se manifesta de maneira significativa. Portanto, a progênie FMI 8-19 pode ser de grande utilidade por possuir características de interesse, sendo recomendado o cruzamento da mesma com outra progênie divergente.
Algumas ressalvas devem ser destacadas em relação a um próximo ciclo de seleção recorrente, visto que a DMM envolvendo todas as progênies selecionadas foi de 3,844, portanto, pode ser interessante, no processo, a inclusão de alguns materiais fornecendo alelos favoráveis para população para posterior ciclo de seleção recorrente.
No entanto, valer salientar que a hibridação entre genótipos bem adaptados às condições locais é de grande importância no melhoramento. Neste sentido, Vello et al. (1972) constataram maior produção em muitas combinações híbridas entre clones locais de cacaueiros baianos, com aparente menor diversidade genética, do que entre híbridos oriundos de cruzamentos entre estes e clones “Trinitários” introduzidos.
Ainda assim, para a segurança do melhorista na utilização dos métodos de melhoramento genéticos em C. canephora envolvendo reprodução assexuada e sexuada, é interessante que ambos sejam conduzidos paralelamente, pois, enquanto os primeiros promovem estreitamento da base genética dos materiais obtidos, os últimos permitem a recombinação genética, recuperando a variabilidade e proporcionando a manutenção na população de genes que podem vir a ser considerados importantes em condições futuras (Charrier e Berthaud, 1988; Fonseca, 1999, Ferrão et al., 2007).