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AZERBAYCAN MÜVEKKİLİ’NİN DİĞER KURUMLARLA İLİŞKİSİ 106

Três décadas depois, em 1939, o número de 9 escolas na União Sul18 cresceu para 51 escolas, com um total de 1.344 alunos. Já a União Este19, que praticamente começou seu sistema educacional nas décadas de 1920 e 1930, chegou a 21 escolas, que totalizavam 504 alunos. Por sua vez, na União Norte20 havia duas escolas, com 75 estudantes ao todo. Em 1939, 74 das 95 igrejas existentes possuíam uma escola, ou seja, nada menos que 79% das igrejas tinham suas escolas. O ápice dessa expansão ocorreu na segunda metade da década de 1940, atingindo em 1950, uma proporção escola-igreja de 116%, com 142 igrejas e 165 escolas. A existência de mais escolas do que igrejas organizadas deve-se ao fato de que, além das igrejas, outros 23 grupos21 já possuíam sua escola (AZEVEDO, R., 2004, p. 34, 35). Esta marcante expansão deveu-se ao compromisso dos líderes denominacionais com o ideal adventista de que junto a cada igreja deveria haver também uma escola: “Nas localidades

18 A União Sul, na estrutura organizacional adventista, representava em 1939, os estados do Rio Grande do Sul,

Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

19

A União Este, em 1939, compreendia os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.

20 A União Norte, em 1939, compreendia os demais estados da Federação.

21 Grupos são igrejas não auto-sustentáveis, portanto, são pequenas congregações que dependem da

onde há igreja, devem-se estabelecer escolas mesmo que não haja mais de seis crianças para frequentá-las” (WHITE, 1985, p. 458).

A partir da década de 1960, a escola adventista não mais acompanhou o ritmo de crescimento de igrejas e de membros. Como se isso não bastasse, no final daquela década, a educação adventista brasileira se defrontou com uma de suas maiores crises. Em 1969, o número de escolas no Brasil havia chegado a 341. Porém, nos cinco anos seguintes, a perda foi devastadora, com o fechamento de 101 delas, diminuindo a proporção igreja-escola para apenas 55%. A crise educacional adventista desse período foi gerada principalmente pela nova Lei de Diretrizes e Bases (a famosa LDB-5692), promulgada em 1971, que mudava radicalmente o ensino primário para oito séries (1º Grau). Consequentemente, muitas escolas primárias adventistas de quatro séries, com poucas salas e área física insuficiente, não possuíam infra-estrutura adequada para serem transformadas em escolas de 1º Grau completo com oito séries. O efeito dessa nova legislação sobre o sistema educacional adventista, como já mencionado, foi a redução de 341 escolas para 240, em 1973, uma perda de 30%. As matrículas, que eram de 17.773 alunos, perderam 1.452 alunos, uma perda referente a apenas 8%. O que reforça a tese de que foram fechadas as menores e menos estruturadas escolas primárias (AZEVEDO, R., 2004, p. 36, 37).

Essa crise foi agravada pelo fato de perder-se de vista, em certa medida, os ideais dos pioneiros de disponibilizar a educação adventista a todas as crianças da Igreja. Além disso, o sistemático investimento financeiro no nível elementar ainda não era uma prática corriqueira na Igreja, de modo que a denominação não estava preparada para enfrentar esta situação de crise na educação adventista. Pelo menos cinco medidas importantes foram implementadas para superar a crise vigente neste período (AZEVEDO, R., 2004, p. 37, 38):

1) Reunião organizada pelo Pastor Enoch de Oliveira: esta reunião realizada em 1972, contou com a participação dos presidentes e departamentais de Educação das Uniões Brasileiras; do pastor Wilson Sarli, presidente da Associação Paulista; do professor Hélio Serafino; do professor Earle Pazinato Linhares, departamental de Educação da Associação Paulista; e do professor Roberto Azevedo, que apresentou na ocasião o Projeto São Paulo, tendo em vista a grave condição da educação adventista no Estado de São Paulo. A reunião caracterizou-se por sérias discussões, pois a nova lei já tinha sido promulgada e a situação

era quase de pânico. Na verdade, além dos internatos adventistas, a denominação possuía, em cada União, apenas uma escola em regime de externato com as oito séries do 1º Grau e essas escolas eram o Instituto Adventista Grão-Pará (União Norte), o Instituto Adventista Caxiense (União Este) e a Escola de Curitiba (União Sul). Esta comissão decidiu apoiar integralmente a educação adventista, salientando a necessidade de um plano de reestruturação do sistema educacional adventista em todo o Brasil, envolvendo a disponibilização de recursos financeiros para salvar esse sistema.

2) Envolvimento da liderança da Igreja Adventista do Sétimo Dia: sentido a gravidade do problema, as administrações colocaram a educação como prioridade local e nacional, mobilizando recursos financeiros e orientando os pastores e os líderes locais como procederem em suas respectivas áreas de atuação. A batalha foi travada especialmente nas igrejas locais, onde anciãos, diáconos, pais e mães de alunos lutaram bravamente para salvar e sustentar o sistema educacional adventista.

3) Elaboração e implantação do Projeto Brasil: este projeto, desenvolvido pelo professor Roberto Azevedo, ajudou a identificar claramente os maiores desafios da educação adventista no Brasil, propondo sugestões concretas para a solução das questões mais difíceis.

4) Investimento financeiro no sistema educacional: as administrações das Associações e Missões passaram a investir solidamente na construção de novas escolas de qualidade. Esse processo envolveu a aquisição de terrenos, a construção de novos edifícios escolares, a preparação e atualização de professores e a melhoria das bibliotecas escolares.

5) Estabelecimentos de Fundos de Educação regionais: a antiga União Sul estabeleceu, inicialmente, um fundo em nível de União para acelerar o processo de aquisição de terrenos e construção de escolas. Posteriormente, fundos semelhantes foram criados nas Associações e Missões, bem como nas próprias instituições educacionais e igrejas sem escolas. Esse plano tornou-se um excelente “banco de empréstimos” para sustentar o processo de transformação e consolidação do sistema educacional brasileiro.

Como resultado desse esforço sistemático, o número de apenas 11 escolas fundamentais completas existentes (incluindo os oito internatos) em 1971 passou para 241

em 2002. Tomadas as providências necessárias para superar as crises da fase anterior, a educação adventista brasileira iniciou um processo de transformação e reestruturação que se estendeu por cerca de uma década e meia. As escolas pequenas e, às vezes, multisseriadas, passaram a dispor de terrenos maiores, e novas construções começaram a surgir. Diretores e professores foram preparados. Assim, gradativamente, surgiram centenas de novas escolas de 1º Grau completo de boa qualidade. Apesar do crescimento no número de escolas, no Brasil, ser paulatino e significativo, nas duas décadas seguintes: 1975 (290 escolas), 1980 (372), 1985 (411), 1990 (428) e 1995 (465); este crescimento não acompanhou o crescimento no número de membros. A proporção igreja-escola caiu significativamente: 1975 (41,6%), 1980 (43,7%), 1985 (33,2%), 1990 (22,7%) e 1995 (17,0%). O sistema educacional adventista cresceu até 1997, atingindo um total de 495 escolas. Mas uma nova crise se tornou visível nos anos seguintes, com uma perda acentuada de 158 escolas, chegando ao ano de 2003 com apenas 337 escolas, uma diminuição de 32% (AZEVEDO, R., 2004, p. 38-40, 43).

Em contraste com a crise de 1972 (legislativa), essa nova depressão que surge a partir de 1996, está primariamente relacionada com problemas econômico-financeiros. Porém, em ambas as crises encontramos fatores em comum: acomodação interna, perda do ideal de ter uma escola em cada igreja (crise de 1972), perda do ideal de ter uma escola em cada distrito (crise econômico-financeira) e as medidas mais importantes implementadas para superar as crises foram semelhantes. Embora todos os países da Divisão Sul-Americana fossem atingidos por essa nova crise, no Brasil o impacto foi maior (AZEVEDO, R., 2004, p. 45). Pelo menos oito fatores podem ser considerados como possíveis causadores dessa crise, segundo relatório do professor Roberto Azevedo (2000, p. 13-17), porém, vamos mencionar e destacar apenas cinco destes fatores:

1) Redução drástica da depressão brasileira: durante o período com elevados índices inflacionários, muitos dos problemas econômico-financeiros eram camuflados pela própria inflação. Com a redução da inflação, as debilidades afloraram;

2) Instalação da recessão no Brasil: a redução da inflação criou uma significativa recessão que atingiu a economia, gerando o aumento do desemprego e a consequente

contenção de despesas. Muitas famílias transferiram seus filhos das escolas adventistas pagas para as escolas públicas gratuitas.

3) Ampliação acentuada da inadimplência: esse problema foi agravado para o sistema educacional adventista pela pressão governamental, que passou a amparar a permanência de alunos inadimplentes durante o ano escolar. As escolas podiam impedir rematrícula de alunos inadimplentes, mas não podiam mais suspendê-los das classes por questões financeiras durante o ano escolar em que já estavam matriculados.

4) Interrupção das bolsas de estudo para as escolas adventistas: a crise também afetou os empresários adventistas que apoiavam a educação adventista com bolsas de estudo. Entre as empresas mais afetadas pela crise estava a Golden Cross. Conseqüentemente, cerca de 6 mil a 8 mil alunos perderam suas bolsas de estudos, acentuando ainda mais a crise do sistema educacional adventista.

5) Diminuição dos recursos disponibilizados pela Igreja para a educação: as Associações e Missões também foram afetadas pela mesma crise econômica, e as suas administrações tiveram que reduzir suas despesas e custos na tendência de equilibrar suas contas. Essa redução envolvia uma diminuição dos recursos disponíveis tanto para a rede hospitalar adventista como para a área educacional.