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Arabağlantı Konusunun Regüle Edilmesini Gerekli Kılan Nedenler

1.3. Arabağlantının Önemi ve Arabağlantının Düzenlenmesini Gerekli Kılan Nedenler

1.3.2 Arabağlantı Konusunun Regüle Edilmesini Gerekli Kılan Nedenler

Em 1913, com Totem e Tabu, Freud ainda insiste na tentativa dedistanciar o mecanismo de sublimação do mecanismo de recalque – efetuado pela primeira vez em 1910 –, contrapondo as formações oriundas do processo sublimatório às formações sintomáticas; estas subentendem o recalque, ausente nas primeiras.95

As neuroses, por um lado, apresentam pontos de concordância notáveis e de longo alcance com as grandes instituições sociais, a arte, a religião e a filosofia. Mas, por outro lado, parecem como se fossem

93 Ibidem, p. 134. 94 Ibidem, p. 135. 95

Embora, assim como em Escritores criativos e devaneio (1908), não se utilize do termo sublimação para as configurações não sintomáticas.

distorções delas. Poder-se-ia sustentar que um caso de histeria é a caricatura de uma obra de arte, que uma neurose obsessiva é a caricatura de uma religião e que um delírio paranóico é a caricatura de um sistema filosófico. A divergência reduz-se, em última análise, ao fato de as neuroses serem estruturas associais; esforçam-se por conseguir, por meios particulares, o que na sociedade se efetua através do esforço coletivo. Se analisarmos os instintos em ação nas neuroses, descobriremos que a influência nelas determinante é exercida por forças instintivas de origem sexual; as formações culturais correspondentes, por outro lado, baseiam-se em instintos sociais, originados da combinação de elementos egoístas e eróticos. As necessidades sexuais não são capazes de unir os homens da mesma maneira que as exigências da autopreservação. A satisfação sexual é, essencialmente, assunto privado de cada indivíduo. (FREUD, 1913, p. 85) É nessa passagem da Moral sexual ‘civilizada‘ que se baseia Birman ao

afirmar que:

Com efeito, considerar a histeria quase uma obra de arte, a neurose obsessiva quase um sistema religioso e a paranoia quase um sistema filosófico implica enunciar que as três diriam respeito à ordem do sintoma e do recalque, enquanto a arte, a religião e a filosofia se produziriam no registro da sublimação. (BIRMAN, 2008, p. 23).

Supomos que essa ideia nos auxiliaria quanto a ponderar mais precisamente sobre a configuração de determinadas obras, se teriam em sua composição traços de ordem mais sublimatória ou mais sintomática. Assim, o que indicaria as pinceladas excessivas nitidamente desnecessárias sobre a tela, a retificação inoportuna e visivelmente desnorteante, a edição exaustiva e nunca acabada de um texto, a finalização sempre postergada de um trabalho?

Contrastando com essa motilidade, na qual reside seu valor para a civilização, o instinto sexual é passível também de fixar-se de uma forma particularmente obstinada, que o inutiliza e o leva algumas vezes a degenerar-se até as chamadas anormalidades. O vigor original do instinto sexual provavelmente varia com o indivíduo, o que sem dúvida também acontece com a parcela do instinto suscetível de sublimação. Parece-nos que a constituição inata de cada indivíduo é que irá decidir primeiramente qual parte do seu instinto sexual será possível sublimar e utilizar. Em acréscimo, os efeitos da experiência e das influências intelectuais sobre seu aparelho mental conseguem provocar a sublimação de uma outra parcela desse instinto. Entretanto, não é possível ampliar indefinidamente esse processo de deslocamento, da mesma forma que em nossas máquinas não é possível transformar todo o calor em energia mecânica. Para a grande maioria das organizações parece ser indispensável uma certa quantidade de satisfação sexual direta, e qualquer

restrição dessa quantidade, que varia de indivíduo para indivíduo, acarreta fenômenos que, devido aos prejuízos funcionais e ao seu caráter subjetivo de desprazer, devem ser considerados como uma doença (FREUD, 1908, p. 174).

Freud, desde os Três Ensaios, põe o processo de sublimação no lugar de um dos destinos possíveis da pulsão. Frisa que é através desse processo sublimatório que as excitações superintensas provenientes das diversas fontes das pulsões sexuais encontram novas possibilidades de escoamento por serem empregadas noutros campos, “de modo que de uma disposição em si perigosa resulta um aumento nada insignificante da eficiência psíquica”96. Sobre isso

discorreremos mais longamente no capítulo seguinte. Basta-nos, por hora, deixarmos em relevo que Freud considera a sublimação um dos processos básicos da atividade artística, quiçá o mais relevante, subentendendo também outros ou diferentes graus de perfeição sublimatória, como apontamos acima. Assim, conforme a sublimação em determinado caso seja mais ou menos completa, isto é, ocorra de forma mais eficiente ao converter as pulsões sexuais para outros alvos mais elevados ou menos eficiente por não domá-las tão mais perfeitamente e, por conseguinte, atingir tão-somente um resultado sublimatório pífio e revestido de espectros sintomáticos, neuróticos e/ou perversos, há a possibilidade de se identificar alternâncias e/ou sobreposições dos mais variados mecanismos psíquicos. Por isso Freud diz que “a análise caracterológica de pessoas altamente dotadas, sobretudo as de disposição artística, revela uma mescla, em diferentes proporções, de eficiência, perversão e neurose”97.

Sou, portanto, muito pouco purista para alegar que em algum artista ou neurótico exista, respectivamente, tão somente sublimação ou sintoma. Porém,

96

FREUD, 1905, p. 225.

97

Essaàpassage àe àF eudà o ti uaàdaàsegui teàfo a:à―Uma subvariedade da sublimação talvez seja a supressão por formação reativa, que, como descobrimos, começa no período de latência da criança e,

nos casos favoráveis, prossegue por todaà aà ida.à á uiloà aà ueà ha a osà ― a te à deà u à ho e à

constrói-se, numa boa medida, a partir do material das excitações sexuais, e se compõe de pulsões fixadas desde a infância, de outras obtidas por sublimação, e de construções destinadas ao refreamento eficaz de moções perversas reconhecidas como inutilizáveis. Por conseguinte, a disposição sexual universalmente perversa da infância pode ser considerada como a fonte de uma série de nossas virtudes, na medida em que, através da formação reativa, impulsiona a criação delas .à g ifoà osso,àF‘EUD,à ,à p. 225). Temos todavia que ter em mente, que esta parte que destacamos diz respeito a uma consideração da sublimação ainda atrelada ao recalque, que, como vimos, fora descartada desde 1910 no trabalho sobre Leonardo Da Vinci.

ante o desejo, quais são os caminhos possíveis para aquele sujeito em particular? Como diz Castiel, “isso é individual e singulariza o sujeito, o diferencia dos demais”.98