1.3. Araştırmanın Amacı ve Sorusu
1.3.1. Araştırmanın Yöntemi: Anlatı Geliştirme
A dimensão pedagógica é entendida como a competência pautada pela configuração metodológica e didática que encaminha e estimula a aprendizagem em qualquer ambiente educativo. A atual mudança nos métodos utilizados nos espaços não-escolares é decorrente da implantação da cultura de desenvolvimento das aprendizagens. Isso não significa que os métodos clássicos de ensino estejam abolidos, posto que, em determinados contextos, ainda desempenham um papel importante nos processos de formação. Existe, no entanto, crescente preocupação em desenvolver metodologias de aprendizagem que estimulem a autonomia e o envolvimento dos sujeitos aprendentes nas propostas de trabalho. O ensino, por muito tempo, esteve pautado na lógica dos conteúdos mínimos e configurava-se pela transmissão que atendia às demandas de qualificação, hoje, porém, vive-se a lógica de conhecimentos que oportunizem melhor desempenho nas práticas profissionais.
Do ponto de vista didático-metodológico, torna-se importante trabalhar, nesta dimensão, com a implementação de estratégias que permitam melhoria na formação profissional através da atuação por competências, as quais se relacionam com a capacidade de mobilizar conhecimentos e saberes. O pedagogo, por sua competência pedagógica, organiza e
implementa a recomposição dos saberes exigidos dos trabalhadores pelas mudanças sociais, econômicas, tecnológicas, educativas. “A importância dada a este tipo de conhecimento deve- se ao fato de não ser um conhecimento que possa ser adquirido de forma mecânica ou linear” (GARCIA, 1995, p. 57), trata-se de um conjunto de saberes relacionados à concepção da ação pedagógica como ato educativo. O pedagogo, ao atuar nas organizações, torna-se responsável pela implementação das ações relacionadas ao planejamento, à orientação, à execução, ao acompanhamento e à avaliação dos processos educativos.
O próprio pedagogo vive um processo de construção de competências relacionado ao desenvolvimento de habilidades que o auxiliam no desempenho de sua função. Segundo os entrevistados (E2, E3, E4, E6, E9, E19, E11, E12, E13), algumas competências de cunho pedagógico requeridas referem-se a: articular teoria e prática; implementar estratégias que facilitem o aprendizado; estimular a integração de conhecimentos ações-problema a serem resolvidos; articular saberes que dispõem para aplicar na solução de problemas; propor dinâmicas de trabalho que envolvem as qualidades humanas, ter formação técnico-científica; priorizar propostas educativas; investir nas relações baseadas na flexibilidade e na interação entre os vários agentes que atuam na construção desse processo; estimular nos trabalhadores a capacidade de reflexão crítica, o desenvolvimento da autonomia, a atuação responsável, participativa e flexível.
O pedagogo assume também uma ação de escuta (principalmente o E4, E2 e E9) das dificuldades e das angústias sentidas pelos trabalhadores. A partir da escuta e de levantamentos, o pedagogo tem condições de organizar atividades, cursos, reuniões, dinâmicas de grupo que auxiliem o trabalhador a melhor compreender sua função e o estimulem a avançar nas questões profissionais. O E2 salienta: “faço o acompanhamento, a análise, a observação, a avaliação, o feedback dos cursos, dos trabalhos, dos encontros, dou devoluções para os trabalhadores sobre sua formação”.
Pelos dados levantados na pesquisa, a dimensão pedagógica é uma questão implicitamente relacionada ao desempenho e o pedagogo precisa constantemente se qualificar para isto: “temos que trabalhar e nos especializarmos (estudar) cada vez mais para que possamos proporcionar a qualificação do trabalhador” (E7). Ele não só implementa qualificações e capacitações, como também usufrui desta formação. A qualificação ocorre antes da ação (reflexão para que a ação a ser realizada vá ao encontro das demandas do grupo); durante a ação (reflexão da prática para que se confirmem ou redimensionem as práticas exercidas); após a ação (reflexão sobre a prática e sobre a reflexão para uma nova ação). Nesta dimensão, os sujeitos são despertados para uma nova consciência decorrente de
ações práticas em que os resultados atingidos conduzem à ação reflexiva. Pelos depoimentos, percebe-se que as ações pedagógicas sustentam-se em problemáticas que contêm e desvelam outras problemáticas nelas imbricadas, capazes de despertar o contínuo interesse pela descoberta, pela aprendizagem, permitindo maior compreensão sobre o real (DESAULNIERS, 1997).
A prática conduz ao envolvimento com uma proposta de trabalho mais produtiva e participativa e ao abandono da corrente alienante e alienadora. O trabalho educativo do pedagogo solicita ser pensado e partilhado no grupo com a socialização de responsabilidades, idéias, projetos e metas. A organização, local de trabalho, passa a ser vista também como local de formação. As empresas e organizações investem na educação continuada, pois isto significa ter um trabalhador que melhor compreende os processos e os métodos laborais. Um dos entrevistados diz: “trabalho quase que exclusivamente na capacitação dos trabalhadores, ela é considerada educação continuada para dar base aos conhecimentos técnicos dos trabalhadores” (E1).
A formação é importante para a organização porque, através dela, os trabalhadores configuram e compreendem as ações e atribuições de suas tarefas e, assim, evitam a mera reprodução de modelos apresentados pelos que os antecederam. Nesta perspectiva, o E7 expressa: “nossa visão de treinamento é uma visão em que a reflexão, o autoconhecimento e aperfeiçoamento humano fazem parte”. Estas ações ajudam o trabalhador a compreender como deve proceder efetivamente, ainda que possam conter equívocos, elas facilitam o processo de mudança da prática profissional. O E10 refere que, em sua equipe de trabalho, “diagnosticamos que conhecimentos o sujeito traz e o que precisa saber para o cargo que vai ocupar” (E10). Alguns entrevistados dizem: “os técnicos querem que os trabalhadores encaminhados para o curso de formação ou treinamento aprendam rápido, até porque eles não podem ficar muito tempo longe de seus locais de trabalho” (E8), e afirmam que isso não é bem assim, pois é preciso tempo para processar todas as informações. Neste contexto de valorização e desenvolvimento do conhecimento, é que se insere o pedagogo, profissional habilitado para atuar nos processos educativos.
A formação pedagógica tem algumas questões nucleares como: a) construção de estratégias que orientem para ações que promovam a qualificação, a capacitação dos trabalhadores no desempenho de duas funções; b) espaços e propostas de articulação de saberes, que permitam a construção de aprendizagens, que o qualifiquem melhor no desempenho de suas competências (VEIGA SIMÃO, 2004b). Isto estimula a realização e a participação em cursos, eventos, palestras e pesquisas que contribuam para o desenvolvimento
de competências, que qualifiquem as pessoas e a produção. “As organizações de trabalho querem que o trabalhador venha pronto e não é assim, é preciso oferecer as condições para que ele se atualize” (E1); “as chefias querem resultados imediatos, querem o funcionário pronto para atuar” (E2), é preciso que o pedagogo estimule, motive os trabalhadores para que participem e progridam em suas aprendizagens, porque a empresa “quer trabalhadores com formação, que saibam lidar com o público, que conheçam as alternativas do mercado” (E2).
Um dos entrevistados diz: “atuo em treinamentos, numa concepção de estimular o trabalhador a aprender, a raciocinar, a analisar os fatos e acontecimentos, para atender as pessoas. A capacitação vai além do treinamento e é feita com o objetivo de que as pessoas se qualifiquem” (E9). Isso mostra o quanto o pedagogo está envolvido na implementação de ações que corroborem a aprendizagem do trabalhador.
Os entrevistados falam muito em treinamentos, mas eles estão explicitados como formação contínua, mesmo que treinamento seja entendido, do ponto de vista conceitual, como o conjunto de procedimentos formais utilizados pelas organizações de trabalho para facilitar a aprendizagem dos trabalhadores, de forma que sua conduta leve à consecução dos objetivos da organização e de seus próprios propósitos (E1, E2, E7, E8, E9, E10, E11, E12, E13). As organizações consideram os treinamentos importantes porque, através deles, o pedagogo trabalha propostas de envolvimento e de interação que levem o trabalhador a participar, progredir em suas aprendizagens e se preparar adequadamente para atuar no contexto organizacional. Como E1 salienta, existem empresas em que “o profissional demonstra que precisa de uma formação em uma determinada área, montamos um plano de capacitação e ele realiza o curso um período de 90 dias” (E1). Outro entrevistado acrescenta: “cada trabalhador tem um número de horas de formação que devem ser realizadas ou cumpridas ao longo do ano”. Caso ele não consiga fazer esta formação, poderá negociar com a empresa e, no outro ano, deverá fazer dobrado para poder compensar o número de horas de formação que ficou faltando (E2). A idéia de treinamento se mistura com a de formação, porque ambas investem na educação e se constituem como processos intercomplementares (nunca excludentes), cujos objetivos buscam, mais do que a acumulação de técnicas, amplas mudanças de atitude.
A educação é um vasto processo que permite ao indivíduo desenvolver-se em muitas dimensões. A educação permanente é compreendida também como formação continuada. Ao planejá-la, o pedagogo estabelece em qual das múltiplas dimensões será colocada a ênfase. No depoimento do entrevistado (E12), percebe-se uma tendência: “trabalho com a gestão do conhecimento, desenvolvimento de programas de formação, acompanho pessoas no seu
desempenho, no desenvolvimento das competências no ambiente de trabalho”. Este é um indicador de como o pedagogo, através do processo de formação continuada, propõe metas a serem conquistadas.
O processo de formação continuada nas organizações é desencadeado tanto para qualificar o trabalho a ser realizado, como para preparar os sujeitos que nela ingressarão. O pedagogo (E3) relata: “ministro palestras para as pessoas que estão se preparando para o mercado de trabalho, converso com elas a respeito do significado do trabalho na vida das pessoas, trazendo os elementos básicos da legislação do trabalho e da segurança no trabalhador”. Com esta atuação, o pedagogo possibilita ao sujeito da aprendizagem rever o que acredita ser capaz de fazer e o que precisa redimensionar para ter mais sucesso no trabalho. Um entrevistado revela que acompanhar este trabalho possibilita “a formação continuada, aborda a subjetividade dos processos de grupo, a motivação dos funcionários, o desenvolvimento de habilidades e as competências para determinadas funções” (E10).
Pelas ações desempenhadas na formação pedagógica, o pedagogo organiza a formação continuada que “favorece a apropriação de conhecimentos, estimula a busca de outros saberes e introduz uma fecunda inquietação contínua com o já conhecido” (PLACCO e SILVA, 2000, p. 27).
Ao analisar e refletir sobre a atuação dos pedagogos e sobre as razões que justificam suas ações pedagógicas nos espaços não-escolares, percebe-se que eles favorecem e estimulam os trabalhadores a compreenderem as demandas existentes nas organizações e a desenvolverem competências que permitam conquistar novos espaços, garantir a ascensão a novos cargos e obter melhores salários. O E9 explicita: “cabe ao pedagogo criar, organizar, adaptar, (re)avaliar, aperfeiçoar e controlar o curso do desenvolvimento das atividades que permitam o trabalhador desenvolver competências que o beneficiem em seu local de trabalho”. Esta afirmação é complementada pelo E11: “o trabalhador pode ser promovido no próprio emprego e, para tal, são organizadas propostas de formação com as quais o sujeito vai se qualificando para superar a próxima etapa”.
Embora não seja o objetivo desta pesquisa, percebe-se, nestas afirmações, que ao pedagogo é requerida uma atuação auto-regulada para que ele possa estimular a auto- regulação das aprendizagens dos trabalhadores. Os indicadores analisados evidenciam que suas ações - planejar, organizar propostas de atuação, sistematizar estratégias - precisam ser extremamente auto-reguladas. A atuação dos pedagogos em várias atividades mantém ativa sua capacidade de aprender, a qual é sistematicamente orientada para estimular e orientar os
educandos-trabalhadores na consecução de suas metas profissionais. A análise permite, pois, que se reflita também sobre a atuação auto-regulada dos pedagogos investigados.
Propiciar condições para o desenvolvimento profissional dos trabalhadores e estimular o desenvolvimento da autonomia evidenciam-se como consenso entre os pedagogos entrevistados com relação à finalidade de sua atuação. A autonomia é um ‘princípio regulador’ da ação pedagógica que supõe a “articulação estreita de um processo de escoramento e desescoramento” (MEIRIEU, 2005, p. 112). O citado autor explica que o pedagogo não visa à autonomia absoluta de todos os aprendizes, mas ele pode avançar e estimular o processo de autonomização, que se dá a partir da retirada das escoras. Veiga Simão (2002a, 2004a) e Pozo (2002) enfatizam que a ajuda pode se feita por ‘andaimar’ (scaffolding), que tem a função de escorar e estimular a construção do conhecimento e serve de proteção e estímulo para que o sujeito possa avançar por si só. Aos poucos, as ‘escoras’ vão sendo retiradas. O sujeito tem consciência da ajuda recebida e como se desenvolve prospectivamente vai se tornando independente. A supressão não pode ser prematura – sob pena de tudo desabar; não pode ser brusca – sob pena de o indivíduo não enfrentar dificuldades que ainda é incapaz de superar; não pode dispensar a reflexão sobre o que está em jogo nessa situação – sob pena de o indivíduo achar que jamais conseguirá dispensar toda ajuda. Apoiar o sujeito, por meio de ajudas e de atividades de metacognição, até o momento que ele consiga fazer por si só, é um dos princípios da auto-regulação da aprendizagem.
Quanto à metodologia de trabalho utilizada, existe aproximação entre as falas dos entrevistados. O E9 refere e a maioria confirma: “a metodologia utilizada é sempre participativa, realizo vivências (dinâmicas de grupo), trabalhos corporais, palestras, atividades de construção de materiais, estudo dirigido, enfim, atividades pedagógicas variadas”. Esta fala é assim complementada: “utilizamos a didática para organizar os conteúdos de modo que os técnicos entendam que dependendo da forma como esses conteúdos são trabalhados pode-se atingir um número maior de trabalhadores, pois cada um tem seu tempo de aprender” (E8). O E2 expressa sua preocupação em coordenar os encontros de forma que não sejam cansativos nem desestimuladores: “não posso colocar uma pessoa fechada numa sala, durante quatro horas para assistir um curso, pois ela não vai aproveitar nada, tenho que propor alternativas para que ela mesma se envolva no trabalho a ser feito”.
A maioria dos pedagogos (E2, E3, E4, E6, E7, E8, E9, E10, E11, E13) revelam que não ministram todas as aulas, que não dominam todos os conhecimentos e, por isso, buscam no mercado profissionais que dominem conteúdos específicos. Manifestam, no entanto, sua preocupação: “sou responsável por ajudar os demais colegas na preparação das aulas,
principalmente os instrutores para que o trabalhão desenvolvido vá ao encontro das propostas e metas estabelecidas pela empresa” (E8). O E13 diz: “utilizo a metodologia que é por excelência indicada pela UNESCO, conhecimento é igual ao desenvolvimento de competência, habilidades e atitudes”.
As ações do pedagogo estão também atreladas ao seu dinamismo pedagógico, pois ele assume uma função gestora e identifica novas ações a serem desencadeadas, como explica um dos entrevistados: “a formação visa à qualificação do indivíduo, mas não só voltado para o trabalho, desenvolvemos todos os aspectos possíveis para a formação pessoal e profissional” (E9).
O pedagogo está investido da responsabilidade de facilitar a aprendizagem, para isso, ele leva o outro à reflexão, ao dar-se conta dos fatos e à busca de mais qualidade em seus ‘fazeres’ através da conquista de novos saberes. Esta arte de articular a gerência pedagógica e educativa, segundo Senge (2000), equivale a ações equilibradas entre ação, reflexão, indagação e experimentação, sobre as atividades realizadas. Tais ações mobilizam processos eficazes, efetivos e relevantes de aprendizagem e estimulam as competências. As competências, referidas pelo autor, desenham o perfil dos pedagogos que atuam nos espaços não-escolares (se não de todos, da maioria):
a) domínio pessoal – a capacidade, a competência de cada pedagogo ser um gestor do processo que desempenha, estimulando as aprendizagens dos trabalhadores para que eles também desenvolvam seu domínio pessoal. Isso pode ser percebido na fala do E2: “implemento projetos de educação corporativa, o que equivale a desenvolver ações educativas que beneficiem os trabalhadores no desenvolvimento de suas capacitações e necessidades”;
b) modelos mentais – asseguram as condições, a competência de reflexão continuada, de reflexão alternativa e da construção de inferências e interações que permitem ao trabalhador instigar sua capacidade de superação e de articulação de saberes. Neste sentido, E3 diz: “faço a análise dos projetos dos cursos e sou constantemente solicitada pelos técnicos para implementarmos novas técnicas de trabalho e/ou dinâmicas de aula e reuniões para termos melhores resultados no trabalho”;
c) visão compartilhada – estimula as competências de participação, estabelece o compromisso, as inter-relações das questões em que os princípios da prática profissional são discutidos, analisados e implementados através dos princípios pedagógicos. Conforme as entrevistas, esta ação é uma preocupação relevante dos pedagogos, como demonstra E3: “organizo um seminário no qual pensamos as estratégias de ação para que envolva toda a equipe a pensar coletivamente”. Outro entrevistado E10 diz: “as chefias também participam
da organização, trabalhamos em parceria, buscamos as mesmas metas”. Os demais entrevistados expressam que sua atuação ocorre através da relação de parceria, do compromisso de trabalhar com os mesmos objetivos e metas. Destacam que os trabalhadores envolvidos se engajam, criam, pensam, elaboram propostas integradas e, quando necessário, ajudam-se mutuamente e, assim, todo o trabalho é realizado com troca de experiências num clima de confiança;
d) aprendizagem em equipe – permite e desenvolve a competência de reflexão coletiva, torna procedente e equilibrador o saber e permite a tomada de decisão na responsabilidade partilhada. Sobre este assunto, E9 explica: “organizo projetos de monitoria de forma que um ensine o outro, percebo o que ele não consegue fazer e sistematizo sua aprendizagem,existe a figura do colega tutor, que auxilia o colega que está chegando”– o que demonstra o trabalho de equipe e a ajuda mútua. O E10 diz: “o pedagogo trabalha na empresa com ênfase na formação de gestores e em equipes de trabalho”. Os demais entrevistados também confirmam a ação do trabalho em equipe. Nesta linha, Le Boterf (1994) confirma a competência coletiva, com dupla vertente – a competência coletiva de uma equipe de trabalho e os sistemas de trabalho encarados em rede, em parceria conjunta –, que cria linguagens próprias, organiza rotinas, partilha ações e propostas formativas e prevê espaços de cooperação e de dinâmicas de co-formação participativa.
Estes quatro pontos, que foram analisados segundo a teoria de Senge (2000), são denominados ‘disciplinas de aprendizagem’ e entendidos como a construção de saberes que se fundem em uma quinta disciplina configurada no pensamento sistêmico. Este é conceituado como a interconexão com todos os outros pontos, mas que os transcende, pois apresenta preocupação com a formação humana, tecnológica e espiritual do sujeito aprendiz, bem como com o desenvolvimento do sujeito ‘profissional’ comprometido consigo e com os outros na busca da realização pessoal-profissional. Esta disciplina agrega todas as outras e propõe que se considere o ser humano como holístico e integral. Neste sentido, E10 afirma: “a formação continuada de gestores aborda a subjetividade dos processos de grupo, a motivação dos funcionários, o desenvolvimento de habilidades e as competências para determinadas funções”. Os pedagogos-educadores entrevistados verbalizam que, em suas competências, está implícita a questão da humanização. Cabe ao pedagogo o desenvolvimento de uma ação pedagógico-educativa que, respeitando as diferenças existentes entre os trabalhadores, leve à construção valores coerentes.