• Sonuç bulunamadı

Para Rosenstock (1974b), o MCS é composto basicamente por quatro dimensões: susceptibilidade percebida, seriedade percebida, benefícios percebidos e barreiras percebidas (Figura 1).

3 Referencial Teórico

42

FATORES MODIFICADORES PROBABILIDADE DE AÇÃO PERCEPÇÕES INDIVIDUAIS

ƒ Variáveis demográficas (idade, sexo, raça, etc.) ƒ Variáveis psicossociais

(personalidade, classe social, pressão social, etc.) ƒ Variáveis estruturais

(conhecimento sobre a doença, contato prévio com a doença, etc.)

ƒ Benefícios percebidos da ação preventiva. ƒ Barreiras percebidas da ação preventiva ƒ Suscetibilidade percebida para a doença “X” ƒ Seriedade percebida da doença AMEAÇA PERCEBIDA DA DOENÇA ƒ Probabilidade de tomar medidas de ações preventivas em saúde

ESTÍMULOS PARA AÇÃO ƒ Campanhas de massa ƒ Conselhos de outros ƒ Recomendações de profissionais de saúde ƒ Doença de familiares ou amigos ƒ Artigos de jornal ou revistas

Figura 1 – “Modelo de crença em Saúde”, como determinante do comportamento preventivo em saúde (ROSENSTOCK, 1974, p.330)

A susceptibilidade percebida refere-se aos “riscos subjetivos de contrair uma doença”, ou vivenciar uma condição.

A variação é muito ampla no que diz respeito à aceitação e ao entendimento dos indivíduos acerca de sua susceptibilidade a uma determinada situação. Ou seja, as pessoas podem descartar quaisquer percepções de risco, crer em determinadas possibilidades de risco ou expressar sentimento de que se percebem em risco real de contrair a doença.

Uma outra variável que integra o modelo é a percepção da seriedade de uma determinada concepção de saúde.

3 Referencial Teórico

43

O grau de seriedade ou gravidade pode ser avaliado tanto pelo grau de estimulação emocional criado pelo pensamento de uma doença, bem como pelas diversas conseqüências biológicas, sociais, emocionais que esta doença poderá acarretar.

Esta percepção também varia de pessoa a pessoa, podendo a dimensão do problema ser considerada em termos de incapacidade física ou mental, temporária ou permanente, bem como de sua mortalidade. Portanto, o termo seriedade da doença empregado no modelo é abrangente e extrapola a simples gravidade clínica da doença, pois traz implicações familiares, financeiras, profissionais.

Assim, uma pessoa pode não considerar que a tuberculose seja clinicamente séria, mas pode acreditar que a sua ocorrência seja séria se provocar problemas psicológicos e econômicos na família.

A susceptibilidade e a seriedade percebida têm um forte componente cognitivo e estes estão no mínimo parcialmente vinculados ao grau de conhecimento.

A aceitação da susceptibilidade a uma doença percebia como séria proporciona o potencial para ação; define-nos, entretanto, a trajetória a ser seguida.

A direção a ser assumida é influenciada por crenças relativas à efetividade das ações, ou seja, das alternativas disponíveis e conhecidas para se reduzir a ameaça de doenças a qual o indivíduo percebe-se sujeito, bem como valorizar os benefícios acarretados.

Assim, benefícios percebidos referem-se à crença na efetividade da ação e na percepção de seus resultados positivos.

Vale ressaltar que uma alternativa é provavelmente vista como benéfica se ela tem relação com a redução da susceptibilidade ou seriedade de uma doença, sendo as crenças influenciadas por normas e pressões sociais. Elas podem ser, sobretudo

3 Referencial Teórico

44

conflitantes.

Por exemplo, com referência a enfrentar os sintomas sugestivos de câncer a pessoa pode refletir e estabelecer um conflito entre um forte sentimento de susceptibilidade a uma doença séria e, deste modo, uma determinada ação poderá ser efetiva para reduzir a ameaça à doença e uma real convicção de que não há métodos eficazes de prevenção e/ou controle.

Assim, estes aspectos negativos da ação em saúde, avaliados em termos de custo, esforços empreendidos, caracterização invasiva dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos, vivências, dor, insatisfação, aborrecimentos, constituem barreiras percebidas para a ação das quais emanam determinantes conflitantes de prevenção.

Portanto, os níveis associados da susceptibilidade e severidade proporcionam energia ou força para agir e a percepção dos benefícios, com eliminação das barreiras, proporcionam um caminho preferido de ação.

Além do mais, a associação susceptibilidade e seriedade atinge níveis de intensidade consideráveis, sem resultar necessariamente em ação. Nesse sentido, ressaltam-se os componentes internos que dizem respeito ao indivíduo, como por exemplo, um sintoma, e os fatores externos às relações interpessoais, reações sociais, o impacto da mídia, enquanto elementos que podem funcionar como estímulos aliciadores de ações.

Ainda compõem o MCS as variáveis demográficas, sócio-psicológicas e estruturais abordem tanto as percepções individuais de ações preventivas como aos benefícios percebidos destas ações.

Com suas variáveis demográficas, psicossociais, cognitivas e motivacionais, o MCS representa uma alternativa importante para os estudiosos que visam pesquisar

3 Referencial Teórico

45

ou intervir em saúde, proporcionando à população alvo oportunidades de sensibilização sobre seus comportamentos em saúde.

4 Objetivo Geral

48

4 OBJETIVOS

4.1 Objetivo geral

Identificar e analisar as informações e as situações de risco de estudantes de nível médio da cidade do Lubango, Angola – África, sobre as infecções sexualmente transmitidas e aids baseados no Modelo de Crenças em Saúde de Rosenstock (1974 b).

4.2 Objetivos específicos

1- Identificar as informações que os estudantes têm sobre o modo de transmissão e as medidas preventivas referentes às infecções sexualmente transmitidas e aids, baseadas no Modelo de Crenças em Saúde.

2- Identificar situações de risco entre os estudantes referentes às infecções sexualmente transmissíveis e a infecção pelo HIV.

4.2 Finalidade

Propor o planejamento de um programa educativo de prevenção e controle das infecções sexualmente transmissíveis/aids, para os estudantes de nível médio da cidade de Lubango, Angola - África, para suprir as necessidades identificadas por meio da aplicação do Modelo de Crenças.

5 Metodologia

49

5 METODOLOGIA