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4.9. BULGULAR

4.9.5. Araştırma Hipotezlerinin Yapısal Eşitlik Modeli İle Test Edilmesi

A preocupação com a interatividade, em muitos casos identificada como operações de VCR (Video Cassete Recorder ou, simplesmente, aparelho de vídeo cassete). faz-se presente no pro- jeto de servidores para mídia contínua já há muitos anos, como se pode observar em trabalhos como [51, 61, 62]. Uma forma limitada de interatividade foi proposta por [10], em trabalho que previa o broadcast de diversas cópias do mesmo fluxo, de forma que a interatividade poderia ser oferecida, de forma limitada, pela simples troca de fluxos. Já em [27–29], usa-se a reserva de banda para canais de contingência destinados a atender as operações de avanço e retrocesso acelerados, com garantias estatísticas de que se possa atender a maioria dos usuários que re- quisitem essas operações. Em [18] são propostos esquemas de organização de disco voltados para atender avanço e retrocesso acelerados. Um esquema de alocação de banda, associado ao uso restrito de buffers, foi proposto em [37] para permitir operações interativas numa janela reduzida de tempo.

Um esquema usando transmissão broadcast é proposto em [6]. O sistema proposto agrupa pedidos de exibição de mídia e não fornece serviço imediato. Usa buffer de dimensões res- tritas como forma de fornecer operações interativas de duração prefixada. Uma operação de pausa, por exemplo, termina automaticamente ao fim de um período de tempo preestabelecido e ajustado conforme a configuração do sistema para a duração de pausas. Assim como outras propostas anteriores, usa canais adicionais para facilitar as operações interativas.

A técnica Split-and-Merge, proposta em [54], usa canais adicionais destinados a tratar as operações interativas e conta com uma estrutura de buffers compartilhados por diversos clientes para permitir que, após uma operação interativa, o cliente se desligue do fluxo adicional criado e volte a receber dados de um fluxo Multicast compartilhado.

Em oposição ao Split-and-Merge, que coloca o buffer num nó da rede para que possa ser compartilhado por vários clientes, no esquema proposto em [36] o buffer é colocado no cliente. Nessa proposta, um mecanismo de broadcast faz a distribuição dos vídeos. Um ponto inte- ressante desse esquema é que ele carrega conteúdo no buffer antecipadamente, como forma de facilitar as operações interativas. Em [1] o buffer também é deslocado para o cliente. O proto- colo BEP - Best-Effort Patching [55] retoma e estende o Split-and-Merge, buscando contornar deficiências, tais como buffer compartilhado colocado na rede e criação de número excessivo

2.1 Protocolos 32

de fluxos dedicados a atender as operações interativas.

A codificação de vídeos em uma forma que permite a sua recuperação em diferentes reso- luções é usada em [52]. Esse armazenamento é empregado como base para a criação de um mecanismo capaz de oferecer as operações interativas de avanço e retrocesso acelerados.

O uso de buffers associado a fluxos de contingência é retomado em [17, 64]. O primeiro faz extensões ao Stream Tapping [16], e o segundo propõe um protocolo de broadcast próprio, denominado Pagoda Broadcasting Protocol.

A técnica BIT - Broadcast-based Interaction Technique é proposta em [77]. Essa técnica baseia-se no broadcast de uma chamada versão interativa da mídia, que nada mais é que uma versão comprimida da dessa mídia. Essa versão comprimida é usada como base para o atendi- mento às ações interativas.

Chainning [73] é um protocolo de Multicast que modifica o Batching de forma a reduzir

a latência nos atendimentos de novos usuários. Esse protocolo foi modificado em [71] para permitir operações de interatividade.

Uma arquitetura que opera em dois níveis é proposta por [53]. Num primeiro nível, usa técnicas de broadcast para transmitir a mídia até um conjunto de proxies. Num segundo nível, usa conexões ponto-a-ponto (Unicast) entre proxy e cliente para transmitir a mídia. Tira partido do buffer existente no proxy para implementar operações de interatividade.

Em [45] é proposta a arquitetura RM - Range Multicast, uma modificação na arquitetura tra- dicional de protocolos Multicast (onde todos os clientes ligados a um canal recebem exatamente o mesmo fluxo). Na arquitetura Range Multicast, cada cliente pode receber um ponto diferente, ainda que próximo, do fluxo Multicast. Para tanto, o trabalho propõe a criação de uma estrutura

overlay que faça o roteamento dessa nova forma de Multicast. Os nós de roteamento aos quais

os clientes se conectam dispõem de buffer suficiente para permitir que cada cliente receba um ponto diferente do fluxo. Esse mesmo buffer é usado para permitir operações interativas.

Protocolos orientados a requisições, com serviço imediato, têm sido alvo de trabalhos re- centes com foco na redução do impacto da interatividade. Otimização para o protocolo Pat-

ching, chamada Patching Interativo - PI, foi apresentada em [59]. Novas otimizações para

o Patching, denominadas Patching Interativo Eficiente - PIE e Patching Interativo Completo

- PIC, foram descritas em [68]. Uma otimização para o Bandwidth Skimming, denominada Merge Interativo - MI, foi apresentada em [69] e comparada às técnicas anteriormente propos-

tas – PI [59], PIE e PIC [68] – e também ao Bandwidth Skimming. Além de comparações de banda de rede, fez-se nesse trabalho [69] uma avaliação da complexidade de tempo para a

execução dessas técnicas. Propostas para melhor uso de buffer são encontradas em [13]. Em conclusão, várias abordagens têm sido adotadas no sentido de melhorar a escalabilidade de protocolos de compartilhamento de banda para cargas interativas. Diversas técnicas empre- gam buffer para aprimorar o compartilhamento e reduzir a banda de servidor. No entanto, uma avaliação ampla do impacto na escalabilidade de protocolos, considerando uma variada gama de cenários e cargas, ainda não foi efetivada. Este trabalho tem como alvo fazer tal avaliação, como forma de subsidiar o projeto de estratégias para redução de banda de servidor.