2.4. Entegrasyon ve Performans İlişkisi
3.1.2. Araştırma Hipotezleri
No ano de 1999 o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, divulgou o Manual de projeto Geométrico de Rodovias Rurais contendo importantes orientações técnicas e normativas a respeito da vias de circulação do país. A averiguação detalhada de tal documento permite identificar informações sobre a estrutura física do transporte.
A observação dos fatores apresentados no manual permite compreender as bases das estruturas da malha rodoviária. Para os fins desta pesquisa esta é uma questão de importância e dela decorre uma serie de fatores que permitem um maior esclarecimento de como se dá o deslocamento das pessoas no espaço. Partindo da interpretação de alguns aspectos funcionais das rodovias rurais, identificou-se que o projeto geométrico das mesmas segue especificações que muito tem a ver com a natureza do espaço geográfico na qual elas estão inseridas.
As rodovias são classificadas por diferentes critérios, todavia para efeito de consecução de projetos de engenharia, há a necessidade de uma convergência de interesse em torno de uma nomenclatura que aponte para o nível de qualidade do serviço que a rodovia presta. Do ponto de vista funcional, cumpre-se entender que uma malha viária rural está subdivida em estágios diferenciados que atendem movimentos e volumes de tráfego específicos, formando uma estrutura de hierarquia funcional. As vias rurais dizem respeito aos sistemas funcionais viários contidos em áreas onde a densidade populacional é baixa e o uso do solo se diferencia do urbano. A rede viária segue uma ordem lógica de organização que conectam diferentes origens e destinos (localidades) que se classificam pelo número de viagens e indicam a intensidade de geração e atração das mesmas (Figura 20).
Figura 20: Linhas de desejo (DNER, 1999, p. 14 ).
Os sistemas funcionais propostos pelo DNER (cf., 1999, p.13-28) permitem a classificação hierárquica em três diferentes níveis, que por sua vez se separam em outros subníveis que guardam especificidades quanto ao tipo de serviço que oferecem e a função que exercem (Tabela 6).
Fazenda Vila Cidade Média Cidade Grande Fazenda Vila Cidade Média Cidade Grande
Tabela 6: Hierarquia das vias rurais.
Sistema Características Subdivisão Características Velocidade de
operação
Principal
Conecta cidades com população acima de 150.000 habitantes e as capitais dos estados.
60 a 120 km/h
Primário
Conecta cidades com população acima de 50.000 habitantes a menos que esteja servida por sistema principal
50 a 100km/h
Arterial
Possibilita mobilidade a grandes volumes de tráfego
Promove ligação de cidades e outros centros geradores de tráfego capazes de atrair viagens de longa distância
Proporciona acesso a distâncias razoáveis a todas as áreas desenvolvidas e de grande densidade, por meio de adequado espaçamento interno.
Geralmente se enquadra na classe de projeto 0, I-A e I-B
Secundário
Conecta cidades com população acima de 10.000 habitantes, a não ser que já estejam servidas por sistema superior.
Servem a viagens intra-estaduais e outras não servidas por rodovias de nível superior
40 a 80km/h
Primário
Conecta cidades com população acima de 5.000 habitantes não servidas por rodovias de nível superior.
Dar acesso a outros centros importantes de geração de tráfego (ex. parques turísticos, portos) Fazer ligação ao Sistema arterial
30 a 70km/h
Coletor
Tem como função atender o tráfego intermunicipal e centros geradores de tráfego de menor vulto não servidor pelo sistema arterial. São comuns velocidades mais
moderadas. Complementa o Sistema Arterial, formando uma rede contínua que possibilita a ligação de áreas rurais e centros municipais à malha arterial, proporcionando mobilidade em área específica do Estado.
Geralmente Classe II e III
Secundário
Conecta cidades/vilas população acima de 2.000 habitantes. Dar acesso a áreas servidas com Sistema Coletor Primário ou com Sistema Arterial
30 a 60 km/h
Local
Em geral composto por rodovias de pequena extensão destinada essencialmente a proporcionar acesso ao tráfego intra-municipal de áreas rurais e de pequenas
localidades às rodovias de nível superior, pertencentes em geral ao Sistema Coletor secundário. Pode apresentar descontinuidades, mas não pode ser isolado do restante da rede rodoviária.
Classe IV-A e IV-B
--
Estradas vicinais, geralmente pioneiras. Geralmente não- pavimentada.
Classe IV-A: volume médio diário de veículos é entre 50 e 200 Classe IV-B: volume médio diário de veículos é inferior a 50 Os níveis de serviço variam muito, pois as condições de manutenção da superfície de rolamento são os fundamentais para a manutenção da velocidade e conforto.
20 a 50km/h
A diferenciação hierárquica das rodovias se faz então com base numa série de fatores: conectividade, qualidade, tráfego e espacialidade, implicando assim no grau de acessibilidade e mobilidade das populações sobre estas superfícies (Figura 21).
Figura 21: Relação entre os níveis de acesso e mobilidade nas diferentes classes funcionais de rodovias
rurais (modificado do DNER, 1999, p.16).
Na Figura 21, no topo do eixo “Y” são identificados os ramais sem continuidade. Ao longo desse eixo indentificam-se diferentes ramificações e sua relação com o nível de mobilidade é substancial para se descrever medidas de acesso entre pontos de origem e destino da malha.
Transferindo esse modelo para o caso da presente pesquisa, pode-se pensar nos pontos de origem como sendo as localidades rurais, representadas por fazendas, casas de campo, sítios e outras construções onde residem pessoas. Em geral estas localidades são servidas por vias não-pavimentadas e decorrem em importante limitação ao desenvolvimento de velocidades; e os pontos de destino podem ser interpretados como postos de saúde, locais de atendimento localizados nas áreas urbanas, mas que não são necessariamente descontínuos, como parece no gráfico, pois estas localidades estão contidas na malha urbana do município.
Sistema Viário Local
Ramais sem continuidade
Sistema Viário Coletor
Sistema Arterial Secundário
Sistema Arterial Principal Sistema Arterial Primário
NÍVEL DE MOBILIDADE
tráfego local tráfego direto e local tráfego direto
N ÍVE L DE A C ESSO Controle Ilimitado Qu eda d o C o n trole velocidade (via expressa) Total
Sistema Viário Local
Ramais sem continuidade
Sistema Viário Coletor
Sistema Arterial Secundário
Sistema Arterial Principal Sistema Arterial Primário
NÍVEL DE MOBILIDADE
tráfego local tráfego direto e local tráfego direto
N ÍVE L DE A C ESSO Controle Ilimitado Qu eda d o C o n trole velocidade (via expressa) Total