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2.3. Bulgular (Verilerin Analizi ve Yorumlanması)

2.3.3. AraĢtırma Hipotezlerinin Değerlendirilmesine ĠliĢkin Bulgular

A norma de Redução ao Valor Recuperável, IAS 36 (IASB, 2004), estabelece procedimentos nos quais a empresa deve aplicar para garantir que os seus ativos não sejam registrados a

Fontes externas Fontes internas Empreendimento controlado ou coligado

Forte redução do valor de mercado para o período.

Evidência disponível de obsolescência ou de dano físico de um ativo.

O valor contábil do investimento nas demonstrações contábeis separadas excede os valores contábeis dos ativos líquidos da investida, reconhecido nas demonstrações consolidadas, incluindo eventual ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill).

Mudanças no ambiente tecnológico, de mercado, econômico ou legal no mercado ou no qual o ativo é utilizado.

Mudanças significativas nos planos e que afetarão a utilização do ativo, tornando-o ocioso ou inativo.

Aumento das taxas de juros ou de retorno de investimento que poderão afetar o valor de uso do ativo.

Existência de mudanças significativas nos planos e que afetarão a utilização do ativo, tornando-o ocioso ou inativo.

O dividendo excede o total de lucro abrangente da controlada, empreendimento controlado em conjunto ou coligada no período em que o dividendo é declarado.

O valor contábil do patrimônio líquido é superior ao valor de suas ações no mercado.

valores contábeis superiores ao que eles possam ser recuperados, seja por meio da venda do ativo, seja pelo benefício do uso. Esse benefício, conhecido como valor de uso do ativo, constitui o montante das receitas futuras, trazidas a valor presente em função dos períodos futuros de uso do ativo. Para se chegar ao valor do preço de venda do ativo, utiliza-se do conceito de valor justo. O valor justo busca identificar o quanto esse ativo vale no mercado. A IFRS 13 (IASB, 2011) assim define o valor justo: “the price that would be received to sell an asset or paid to transfer a liability in an ordely transaction between market participants at the

measurement date” (p. A539). Buscando maior consistência ao valor justo, sua mensuração

está hierarquizada em informações de três níveis. :

 Informação de Nível 1: preços cotados (não ajustados) em mercados ativos ou

passivos idênticos a que a entidade possa ter acesso na data da mensuração;

 Informação de Nível 2: informações observáveis para o ativo ou passivo, de forma

direta ou indireta, exceto os preços cotados no Nível 1;

 Informação de Nível 3: dados não observáveis para o ativo ou passivo, que

necessitam de técnica específica de avaliação.

Dessa forma, se o ativo tiver preço cotado no mercado, será reportado ao Nível 1 de informação, ou seja, há preferência em relação aos demais. Caso contrário, busca-se a segunda forma de observação, direta ou indireta. Em última instância, caso o ativo não tenha ainda preço cotado no mercado, utiliza-se de técnicas de mensuração, nível 3, para se chegar ao valor do ativo.

Assim, se o valor contábil de um ativo apresenta-se maior do que o seu valor recuperável (o montante que pode ser recuperado pelo uso ou pela venda do ativo), reconhece-se uma perda por redução ao valor recuperável. A IAS 36 (IASB, 2004) estabelece que a empresa deve avaliar ao final de cada período de report, a existência de algum indício de que algum ativo esteja desvalorizado. Para ativos intangíveis com vida útil indefinida, ativos intangíveis indisponíveis para uso e para o ágio por expectativa de rentabilidade futura a avaliação deve ser realizada anualmente. Ao se aplicar o teste, este deve ser realizado ao menor grupo de ativos para o qual a entidade possui fluxos de caixa identificáveis, chamados de “unidade

Na aplicação do teste de recuperabilidade, o valor contábil dos ativos na unidade geradora de caixa é comparado com o valor recuperável, que se refere ao maior entre o valor justo dos ativos (ou da unidade geradora de caixa) líquido de despesas de venda e o valor presente dos fluxos de caixa que se espera gerar com o uso do ativo “valor em uso”. Se o maior de um desses valores futuros for inferior ao valor contábil, reconhece-se a uma perda por redução ao valor recuperável correspondente à diferença.

 Cálculo do valor em uso

A projeção de fluxos de caixa futuros deve ser baseada em premissas razoáveis, considerando o histórico. As tendências demográficas devem ser utilizadas, porém com cautela. Há um entendimento da existência dos retornos marginais decrescentes, que praticamente garantem que a empresa alcance um nível estável, pois além desse limite o crescimento estará sujeito a restrições. Alguns procedimentos devem ser evitados, tais como taxas de crescimento de receitas exageradas, previsões de redução de custos significativas, ou vidas úteis absurdas (Mackenzie et al., 2013).

A taxa de desconto deve ser apropriada às transações implícitas nas transações de mercado atuais. Para a identificação da taxa, a norma IAS 36 (IASB, 2004) indica que a mesma envolve subcomponentes. A taxa de mercado corrente refere-se à mesma para todos os testes de redução ao valor recuperável em uma determinada data. Entretanto, na análise dos subcomponentes, o risco deve ser considerado. Assim, para o valor de cada ativo, devem-se considerar as taxas de mercado e os riscos específicos do ativo. Na indisponibilidade de taxas descontadas para risco, dois procedimentos são necessários: (a) identificar o valor temporal puro do dinheiro para o período de tempo durante o qual o ativo será utilizado; e (b) somar um prêmio de risco apropriado ao fator de juros puro, relacionado à variabilidade dos fluxos de caixa futuros. A norma considera fatores de risco, tais como: o risco país, da moeda, do fluxo de caixa e o risco de preços (IASB, 2004).

Vários são os detalhes que envolvem os aspectos técnicos da norma. Contudo, busca-se identificar não a visão meticulosa dos procedimentos, mas a relação intrínseca com a contabilidade gerencial. Portanto, a extensão da norma não representa o objetivo desse trabalho e, dessa forma, não será abordada. Na sequência, a Figura 3 apresenta um resumo das

relações entre a contabilidade gerencial e a financeira, do ativo imobilizado quanto à análise da visão prospectiva do relatório financeiro e a aproximação com a contabilidade gerencial.

Figura 3 - Característica preditiva/prospectiva de apoio às deicisões do ativo imobilizado Fonte: o autor

A norma (IASB, 2004) propõe indiretamente uma análise de mercado, perspectiva de cenários futuros, identificação das taxas de crescimento, identificação dos riscos inerentes ao ativo imobilizado e taxas relativas à remuneração de capital pelo mercado. São fatores que, exclusivamente, estavam no campo da economia e da contabilidade gerencial. Porém, tendem

EMPRESA sobrevivência no mercado Sustentabilidade e

Contabilidade Gerencial

Análise Prospectica de Apoio às Decisões

- Impactos do custo do dinheiro no tempo

- Análise da capacidade do imobilizado em gerar

receitas futuras; análise do valor de uso do ativo

- Análise de mercado: perspectiva de cenários

futuros;

- Identificação de taxas de crescimento - Identificação de riscos inerentes ao ativo

imobilizado

- Taxas de mercado relativas à mensuração de

capital

Práticas comuns entre a contabilidade gerencial e

agora a se direcionarem para o campo da contabilidade financeira, estabelecendo-se como prática comum.

Não obstante, essa análise auxilia na percepção de novas oportunidades, pois exercita a capacidade dos envolvidos, estimulando-os a olhar para o ambiente externo da empresa, abrindo campo para percepções que, de outra forma, não estariam visíveis. Nesse sentido, Simons (1994) destaca a necessidade de atenção às pessoas, enfatizando que indivíduos podem criar oportunidades, além de ampliar o seu conjunto. A transformação de recursos disponíveis em saídas de valor requer a atenção das pessoas. Dessa forma, a alteração do paradigma da contabilidade financeira pode possibilitar maior sinergia de objetivos e informações, proporcionando novas oportunidades para o negócio.