2. FİNANSAL PİYASALARDA YATIRIM ANALİZİNDE KULLANILAN
2.5. Anomaliler
2.5.1. Dönemsel Anomaliler
2.5.1.2.1. Ocak Ayı Anomalisi
Para identificar se a troca de informações entre os funcionários das empresas, é de natureza colaborativa ou compartilhada, no questionário utilizou-se primeiramente o termo ―vontade‖ para verificar se as trocas eram compartilhadas (uso o sistema colaborativo da empresa porque tenho vontade). e ―sem vontade‖ para as trocas colaborativas (não tenho vontade de utilizar o sistema colaborativo da empresa). Esse enunciado foi utilizado para não melindrar os respondentes com conceitos pré-definidos, e de simplificar e traduzir de forma direta a informação que era necessária saber (FOWLER, 1995).
Como continuação da questão, buscou-se identificar o porquê que os indivíduos trocam informações no ambiente de trabalho, destacando três opções que ressaltavam comportamentos distintos e direcionados para comprovar se as ações são realmente voluntárias ou fazem parte do trabalho. Nesse sentido, adotou-se opções que denotavam o uso do sistema colaborativo: 1- porque faz parte do trabalho, buscando relacionar o uso do sistema com a necessidade ou obrigatoriedade das rotinas diárias; 2- como possibilidade de potencializar as trocas de informação dentro da empresa, relacionando à vontade de trocas, mas com objetivos de obter retribuição, ou seja, não é um ato altruísta e; 3- como forma de ajudar os colegas, relacionando mais uma vez com a atividade voluntária e sem necessidade de haver retribuição. Sob essa construção da questão, foram alcançados os seguintes resultados que serão apresentados a partir de agora.
4.6.1 Tipos de troca de informação na Documentar
Na análise dos resultados obtidos na empresa Documentar percebe-se no primeiro grupo de perguntas que há muito mais a vontade de trocar as informações, ou seja, prevalecem na organização as trocas compartilhadas com 87,10% das respostas, correspondendo a 27 funcionários.
Mas, ao observar o segundo grupo de perguntas, conforme o Gráfico 4, observa- se que 16 funcionários, ou 51,31% dos respondentes, escolheu a opção dois que traduz a necessidade de retribuição nas trocas de informação, não podendo ser considerado um tipo
de troca de informação que é totalmente voluntário. Em segundo lugar, com o voto de 12 respondentes ou 38,71% das respostas, destaca-se a opção um, que trata sobre as trocas determinadas pelas rotinas de trabalho, ou seja, de acordo com os conceitos adotados no capítulo 2, trocas colaborativas que têm como principal finalidade ―o trabalhar junto‖. A opção três que está relacionada diretamente às trocas voluntárias recebeu apenas 6,45% das escolhas, representando 2 funcionários, indicando uma distorção nas afirmativas coletadas.
Gráfico 4: Tipos de troca de informação que prevalecem na Documentar.
Fonte: Elaborado pela autora.
Já a pesquisa qualitativa indicou que essa é uma questão delicada. Praticamente todas as entrevistadas escolheram uma das duas opções em sua primeira resposta (se as trocas eram mais compartilhadas ou colaborativas), mas seis delas, durante a narrativa da resposta retrataram-se afirmando que na verdade os dois tipos de troca de informação co- existem. Além disso, detectou-se durante as falas das gestoras o uso de expressões que associam a ambos os tipos de troca como ―as contribuições são expontâneas‖ ou ―que elas fazem parte do trabalho‖, o que reforça essa análise. Nesse sentido, pode-se perceber que ambos (a colaboração e o compartilhamento) coexistem na organização, sendo que a adoção de um ou outro comportamento frente às trocas de informação pode ser influenciada por diversos fatores que impulsionam o indivíduo a agir de determinada forma ou de outra.
4.6.2 Tipos de troca de informação no Synergia
Seguindo o mesmo padrão de análise, detecta-se no Synergia a obtenção de praticamente os mesmos resultados da Documentar. Nesse caso, nota-se que 34
respondentes, ou seja 73,91% das respostas, indicam que as trocas de informação são tidas como compartilhadas.
No segundo grupo de respostas, a primeira opção foi equivalente à Documentar, sendo 56,52% das respostas, o equivalente a 26 funcionários, estão concentradas na opção dois que traduz a necessidade de retribuição nas trocas de informação, não sendo um tipo de troca de informação que é totalmente voluntário. Como segunda opção, os resultados foram um pouco distintos tendo a opção três, relacionada às trocas voluntárias, com a adesão de 12 funcionários ou 26,09% das escolhas e por último a opção um, com 17,39%, correspondendo a 8 respondentes, que trata sobre as trocas colaborativas no ambiente de trabalho, conforme o Gráfico 5.
Gráfico 5: Tipos de troca de informação que prevalecem no Synergia.
Fonte: Elaborado pela autora.
Na pesquisa qualitativa a grande diferença nos resultados obtidos é que nenhum dos entrevistados respondeu que os colaboradores do laboratório gostam de trocar informações. Três deles afirmaram que as trocas de informação por meio da wiki são colaborativas, ou seja, são parte do trabalho e um deles respondeu que esses tipos de troca coexistem. Durante as respostas, dois dos entrevistados complementaram as suas narrativas afirmando que os dois tipos de troca coexistem. Nesse sentido, destaca-se na resposta do entrevistado nº 2 um comportamento relacionado a isso. Em seu depoimento ele aponta a existência de pessoas que são tidas dentro da equipe como referências no fornecimento de informações e na utilização da ferramenta. Esse comportamento é, segundo ele, uma consequência dos benefícios que esses funcionários percebem por trocar informações, enquanto outros, por sua vez, são realmente obrigados a isso.
Normalmente as pessoas que são muito demandas pra esclarecer, pra dar informação, são pessoas que são as referências, usam porque vêem o benefício daquilo. Ela usa esse recurso e acho que até ajuda no trabalho dela porque ela vê o benefício direto. Mas como eu estimulo muito as pessoas a colocarem
coisas na Wiki, eu vejo que algumas colocam só porque alguém pediu. Então vai um pouco do perfil da pessoa,
as duas situações coexistem.
Outro ponto que precisa ser destacado é com relação à necessidade de reciprocidade nas trocas de informação. Sobre isso, todos os gestores responderam que não percebem que as pessoas esperam retribução nas trocas de informação, o que diverge dos resultados obtidos pelo questionário.
Sob os itens apresentados, é possível afirmar que, assim como na Documentar, os dois tipos de troca de informação coexistem no Synergia. Nesse sentido, visualiza-se um maior equilíbiro entre os tipos de troca colaborativa ou de compartilhamento, mas ainda com a mesma discrepância entre os dois grupos de respostas.
4.6.3 Tipos de troca de informação na Empresa C
Por fim, apresentam-se os resultados da Empresa C que são bastante similares aos encontrados no Synergia, ou seja, percebe-se o destaque para o primeiro grupo de opções indicando a existência de trocas de informação mais compartilhadas com 70,97% das opções de resposta, equivalendo esse total a 22 funcionários.
No segundo grupo de respostas, de acordo com o Gráfico 6, destacam-se a escolha da opção dois, com 45,16% ou 14 funcionários optantes, referindo-se ao comportamento de necessidade de retribuição nas trocas de informação. Em segundo lugar ficou a opção três (trocas voluntárias) com 25,81% das escolhas ou 8 respondentes sem muita diferença percentual da opção um, com a resposta de 7 funcionários ou 22,58%, que está relacionada às trocas colaborativas no ambiente de trabalho.
Gráfico 6: de troca de informação que prevalecem na Empresa C.
As respostas da entrevista semi-estruturada junto aos gestores revelam que dois entrevistados acreditam que as trocas são voluntárias porque os funcionários gostam de trocar informações, três deles afirmam que faz parte do trabalho e dois acreditam que são tipos de trocas que coexistem. Percebe-se um equilíbrio das opiniões, não podendo somente com esses dados afirmar a prevalência de um dos tipos de troca de informação.
Mas, uma das diferenças encontradas nas narrativas feitas pelos gestores da Empresa C é que a grande maioria deles, cinco no caso, acredita que os funcionários esperam ter reciprocidade nas trocas de informação que são realizadas, conforme o depoimento do entrevistado nº 4.
[...] Faz parte do trabalho trocar informação, interagir com outras equipes. Eu sou a favor de você passar informação e não reter informação. Acho que quanto mais informação você dar, você vai ter um
retorno maior de informação mesmo. [...].
Sob os itens apresentados, é possível afirmar que, assim como na Documentar e no Synergia, a Empresa C apresenta os dois tipos de troca de informação coexistindo entre si. Nesse sentido, visualiza-se um maior equilíbiro entre os tipos de troca colaborativa ou de compartilhamento, mas ainda com a mesma discrepância entre os dois grupos de respostas.
Assim, numa análise geral dos resultados apresentados em cada uma das empresas, percebe-se um equilíbrio entre os achados das três empresas, podendo-se afirmar que a maioria das respostas é de 76,85% para aceitação de que as trocas são movidas pela vontade do usuário do sistema, mas com 51,85% das respostas indicando que as trocas são realizadas esperando algum tipo de retribuição.
No item seguinte, serão apresentados os índicios que confirmam a predominância de um motivo de comportamento perante as trocas de informação dentro de cada uma das empresas.