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ANLATILARLARDA OLAY ÖRGÜSÜ

A civilização babilônica conhecida pelos historiadores como Mesopotâmia, nome grego que significa “terra entre rios”, é uma região centrada em planalto de origem vulcânica, que apresenta um solo fértil em função do percurso dos rios que nascem nas montanhas da Armênia e deságuam separadamente no Golfo Pérsico. Diferente do Egito, a Mesopotâmia não se unificou sob o comando de um só governo. A região era povoada de cidades-Estado independentes, mas que, periodicamente, exerciam forte hegemonia sobre toda a Mesopotâmia. Antes de explorarmos alguns artefatos pertencentes a essa civilização, realizaremos uma atividade para contextualizá-la.

Atividade 1 – Um passeio na história da civilização mesopotâmica

Nesta atividade, pretendemos propiciar momento de pesquisa sobre aspectos históricos relacionados à civilização em estudo, no sentido de ampliar o conhecimento do aluno acerca da História e da Geografia desta civilização. Foram selecionados diferentes artefatos como mapas, fotografia de objetos, figuras e imagens relacionados à civilização, bem como outros materiais necessários a realização das tarefas propostas aos grupos.

Procedimentos

1. Organização da sala de aula com as fotografias, imagens e mapas relacionadas à civilização mesopotâmica.

2. Construção de uma rede de ideias sobre a civilização mesopotâmica a partir das questões: Onde fica localizada a Mesopotâmia? Quais os rios que banham essa região? Como é hoje conhecida essa região?

3. Exposição oral sobre os aspectos gerais da civilização em estudo por meio de transparências ou slides.

4. Convite aos alunos para dar um passeio na história dessa civilização por meio da exposição das fotografias, imagens, objetos e outros documentos que a representa.

5. Solicitação, após o passeio, que os grupos selecionem uma ou mais fotografias das que estão expostas na sala (aquela que chamou mais atenção), para realização de uma pesquisa sobre o artefato escolhido, criando um texto narrativo sobre o mesmo.

6. Apresentação e discussão dos trabalhos produzidos pelos grupos.

5.3.2.1 Explorando os tabletes mesopotâmicos

Figura 9 - Tabletes mesopotâmicos

Fonte: <http://www.imagem.google.com.br>

A civilização mesopotâmica apresenta alguns artefatos que podem ser explorados na sala de aula dos cursos de formação de professor como possibilidade de diálogo entre as áreas. Entre eles podemos destacar os tabletes mesopotâmicos, que revelam toda a evolução do pensamento dessa civilização. Os tabletes, fabricados em argila e pedra, documentam não só um processo de desenvolvimento da escrita na região como também, registram aspectos da vida cotidiana e da administração política das sociedades que formavam a Mesopotâmia. Os povos da mesopotâmia utilizaram-se desse artifício para produzir memória. A palavra inscrita sobre a argila quebra o caráter passageiro da mensagem; registra e reorganiza todo o percurso de construção de uma civilização.

A atividade 1 – Por dentro do artefato

Esta atividade tem como objetivo proporcionar aos alunos momento de análise e descobertas sobre a escrita babilônica, incentivando-o a “agirem como

arqueólogos” para examinar réplicas de artefatos antigos, fazendo inferências sobre aspectos relacionados à aritmética babilônica. Realizaremos também nesta atividade uma exposição oral sobre o sistema de numeração babilônico, tomando como ponto de partida os símbolos contidos nos artefatos apresentados aos grupos. Nesta atividade, utilizaremos como artefato réplicas de tabletes com escrita babilônica. Será necessária, a construção com argila, de tabletes contendo alguns símbolos utilizados na civilização babilônica.

Procedimentos

1. Levantamento dos conhecimentos prévios sobre a escrita babilônica por meio de questionamentos: Como se chama a escrita dos povos da mesopotâmia? Por que tinha o nome cuneiforme? Quem os decifrou?

2. Apresentação de réplicas de tabletes babilônicos, aos grupos, para análise e levantamento de hipóteses sobre o que está escrito.

3. Discussão no coletivo sobre as hipóteses levantadas pelos grupos. 4. Pesquisa, em diferentes documentos, sobre outras figuras que apresentam a escrita babilônica, comparando com o que foi observado nas réplicas dos tabletes de argila.

5. Exposição oral sobre o sistema de numeração babilônico, enfatizando os símbolos, a base e a forma de escrita dos números.

Atividade 2 – Explorando tábuas de multiplicação

Nesta atividade, o aluno terá oportunidade de analisar cópia de um tablete contendo uma tabuada de multiplicação escrita com os símbolos babilônicos, para que possa descobrir os valores correspondentes a cada coluna, identificando a tabuada escrita, além de propiciar momento de criação de réplicas de outros artefatos. Para tanto, é preciso cópia do artefato e materiais necessários para construção de outros.

Procedimentos

1. Apresentação da cópia de um tablete babilônico contendo uma tabuada de multiplicação.

Figura 10 – Tablete Babilônico

Fonte: Texto de Irene Percival An Artefactual Approach to Àncient Arithmetic.

2. Exploração e descoberta dos valores dos símbolos da cada coluna do artefato proposto. Registro das observações realizadas pelos grupos.

3. Discussão, no coletivo, das observações realizadas pelos grupos. 4. Construção de réplicas de outros tabletes de argila, escrevendo outra tabuada de multiplicação utilizando os símbolos babilônicos.

5. Escrita de texto expondo como se sentiram construindo esses artefatos.

5.3.2.2 Explorando o Estandarte de Ur

Figura 11 - Estandarte de UR

Fonte: <http://www.imagem.google.com.br>

Este é também um artefato que pode ser explorado na sala de aula de matemática como forma de promover a interconexão entre as áreas, tendo em vista que possibilita descobrir aspectos relacionados à formação da civilização mesopotâmica. O chamado Estandarte de Ur encontra-se atualmente no Bristish Museum de Londres, e foi descoberto num dos mais antigos túmulos do cemitério Real, em aproximadamente 2.600 a 2.400 a.C..

Sua exploração pode ser feita em termos da pesquisa sobre a sua história, destacando todos os elementos que o constituem, tais como: o material de que é formado, porque foi construído, suas medições, e o que representa na história da sociedade babilônica. Este artefato não apresenta de imediato conteúdos matemáticos, mas a partir de sua história, podemos explorar as unidades de medidas que o compõem, sua forma geométrica, seus ângulos, entre outros aspectos matemáticos. Quanto a Língua Portuguesa, podemos sugerir a produção de um texto que traduza a história desse artefato. Esse texto será originado a partir de um trabalho de pesquisa em diferentes espaços de busca (livros didáticos, enciclopédias, revistas especializadas, internet, site, dentre outros). Quanto ao trabalho com a disciplina de Arte, podemos indicar uma releitura do estandarte, representando cenas da sociedade atual. Com isso, estamos propiciando ao aluno condições de desenvolver a sua criatividade e as suas habilidades de pesquisa e síntese das informações coletadas.

Sugerimos, ainda, que os alunos façam uma pesquisa de outros artefatos relacionados à civilização babilônica, ligados aos diferentes aspectos dessa civilização, tais como: a arquitetura, as artes, a vida cotidiana desses povos para que possa dar margem à criatividade do aluno na elaboração de situações de ensino que possibilitem a interconexão entre as áreas.