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Aktif Karbon Üretimi ve Adsorpsiyonda Kullanımı ile Ġlgili ÇalıĢmalar

3. ADSORPSĠYON

3.4. Aktif Karbon Üretimi ve Adsorpsiyonda Kullanımı ile Ġlgili ÇalıĢmalar

Para uma pesquisa qualitativa, o corpus representa uma coleção finita de materiais, determinada pelo analista de forma arbitrária, onde esses significantes da vida social são tratados como textos (BAUER;AARTS,2002). Contudo, para a estratégia da arqueologia não se

trata de definir um corpus pois esse seria infinito, mas sim de selecionar os discursos pertinentes em um arquivo; através da descoberta de qual a ordem esses discursos se vinculam em determinada época, parte-se da descrição das transformações dos tipos de discursos e interroga-se sobre as condições de emergência dos elementos discursivos (FAIRCLOUGH,2001;

THIRY-CHERQUES,2008).

O Corpus desta pesquisa foi formado por discursos de cenas do cotidiano encontradas no Sítio Arqueológico, que comunicavam a marca Coca-Cola e estiveram presentes em espaços públicos durante o período de investigação, selecionados por sua pertinência às condições de representatividade. Neste contexto foi considerada a comunicação da marca e todas as suas formas de expressividade materiais tais como os produtos de extensão da marca (como as roupas e material de escritório e papelaria), a exposição do produto, o logotipo, o slogan, a forma da embalagem, entre outras.

Ao longo de sete meses de observação foram resgatadas 773 imagens no Sítio Arqueológico. Inicialmente, de junho até agosto de 2008, as imagens folham colhidas por

oportunidade. Sem a condição de uma rota pré-estabelecida, saímos na busca de encontrar signos da marca em alguns pontos da cidade, ou ainda, registramos imagens em nossos percursos cotidianos de trabalho e lazer. Após realizar as primeiras vivencias em campo, a pesquisa foi sistematizada, a região foi subdividida em áreas geográficas nas quais foram traçados um cronograma de atuação e as seqüências de rotas a serem percorridas. Na figura a seguir é possível visualizar o mapa do Sítio Arqueológico e a indicação da direção das seis rotas de percurso.

Figura 1(3) - Mapa indicativo da direção das rotas percorridas

As seis rotas incorporaram as fotos resgatadas anteriormente e formaram um total de 69 séries discursivas, cujas fotos são passíveis de repetição podendo pertencer a mais de uma série.

Na tabela a seguir é possível visualizar as datas e rotas planejadas e percorridas, bem como as séries discursivas que foram encontradas e a numeração das fotos pertinentes a cada uma.

Rota 1 – Zona Sul su

búrbi

o

Séries Localização Data Nº das fotos

Série 1 Av. Eng. Abdias de Carvalho 08/09/21 1; 2

Série 2 Av. Recife, Bairro do Ipsep 08/09/21 3

Série 3 Av. Recife, Bairro do Ipsep 08/09/21 4 a 13

Série 4 Rua Jean Emile Favre, Bairro do Ipsep 08/10/12 2 a 5

Série 5 Av. Recife, Bairro do Ipsep 08/10/12 6 a 77

Série 6 Rua Jean Emile Favre, Bairro do Ipsep 08/11/11 1 a 3

Série 7 Rua Engenheiro José Apolinário, Bairro da

Imbiribeira 08/11/15 1 e 2

Série 8 Bairro da Imbiribeira 08/11/15 3 e 4

Série 9 Nossa senhora do Pilar, Bairro da

Imbiribeira

08/11/15 5 a 7

Série 10 Rua Arquiteto Luiz Nunes, Bairro da

Imbiribeira 08/11/15; 08/10/11 8 e 9; 01

Série 11 Bairro do Ibura 08/11/15 10 a 12

Série 12 Av. Dois Rios, Bairro do Ibura 08/11/15 13 a 19

Série 13 Ladeira da COHAB – UR 1 08/11/15 20 a 23

Serie 14 Rua Nova Canaã 08/11/15 24 a 30

Série 15 Estrada da Batalha e Av. da Batalha 08/11/15 31 a 47

Série 16 Av. Barreto Menezes 08/11/15 49 a 62

Série 17 Av. Quatro de outubro; Av. Bernardo

Vieira de Melo 08/11/15 63 a 74

Série 18 Av. Agamenon Magalhães, Av. dos

Sonhos, Av. Mascarenhas de Moraes 08/11/15 75 e 79

Série 19 Av. Agamenon Magalhães, Av. dos

Sonhos, Av. Mascarenhas de Moraes

08/11/15 85 a 87; 93 e 94

Série 20 Avenida Barreto de Menezes, centro

comercial de Prazeres 08/11/15 80 a 102

Série 21 Av. Barreto de Menezes, Av. da Batalha 08/11/15 103 a 117

Série 22 Av. Barreto de Menezes, Av. da Batalha 08/11/15 104 e 105

Série 23 Av. Barreto de Menezes, Av. da Batalha 08/11/15 107 a 109

Ro ta 2 -Z on a sul li tor al

Série 1 Shopping Center Recife, Boa Viagem

08/06/11 1 e5 08/06/20 1 a 8 08/06/21 1 a 7 08/08/16 7 08/08/23 2 a 5

Série 2 Shopping Center Recife, Boa Viagem 08/08/16 2 a 4

Série 3 Shopping Center Recife, Boa Viagem 08/08/16 08/08/23 1,6 5, 8 a 10 a 12

08/08/25 1 a 5

Série 4 Shopping Center Recife, Boa Viagem 08/08/16 6

Série 5 Conselheiro Aguiar até o Bairro do Pina 08/08/23 13 08/11/16 83 a 89, 92 e 14

08/10/12 82

Série 6 Av. Boa Viagem 08/10/12 78 08/10/12 83 a e 81 84

08/11/16 90 e 91

Série 7 Marca estendida 08/10/26 8 a 27

Série 8 Jardim Beira Rio 08/11/16 1 a 10, 12 a15

Série 9 Arredores da Av. Domingos Ferreira 08/11/16 16 a 22, 24, 25,

27,

Série 10 Av. Visconde de Jequitinhonha; Av.

Senador Paulo P. Guerra

08/11/16 34 a 40

Série 11 Bairro de Barra de Jangada 08/11/16 41 a 51

Série 12 Volta pelo litoral 08/11/16 52 a 57, 59 a 77,

79 a 80, 82

Série 13 Av. Domingos ferreira 08/11/22 1 a 5

Série 14 Bairro de Brasília Teimosa 08/12/06 11 a 20, 22 a 31

Série 15 Shopping Center Recife, Boa Viagem 09/02/06 1 a 11

Rota 3 - Zon a nor te su búrbi o e litor

al Série 1 Série 2 Cidade de Paulista Av. Cruz Cabugá 08/08/09 08/08/11 1 a 3 1 e 2

Série 3 Discurso espontâneo 08/09/18 1 a 7

Série 4 Av. Cruz Cabugá 08/11/22 6 a 8

Série 5 Bairro do Carmo 08/11/22 9 a 11

Série 6 Rua Joaquim Nabuco 08/11/22 12 a 19

Série 7 Cidade alta de Olinda 08/11/22 21 a 28

Série 8 Litoral norte até Bairro de Casa Caiada 08/11/22 29 a 30, 33 a 49,

51,52

Série 9 Litoral norte após Bairro de Rio Doce 08/11/22 53 a 76

Série 10 Cidade de Paulista 08/11/22 78 a 94

Série 11 Tabajara, Bairro de Ouro Preto 08/11/22 95 a 99, 101 a110

Série 12 Bairro de Sítio Novo 08/11/22 111 a 117; 120

a130

Série 13 Bairro de Salgadinho 08/11/22 131 a 139

Ro ta 4 – Z on a No roes te

Série 1 Bairro da Torre 08/08/16 1

Série 2 Bairro da Torre 08/10/26 4 a 7

Série 3 Bairro das Graças 08/11/01 1 e 2

Série 4 Bairro de Casa Forte 08/11/30 1 a 29, 31 a 37

Série 5 Bairro de Dois Irmãos 08/11/30 38 a 45

Série 6 Bairros da Jaqueira e Espinheiro 08/11/30 46 a 59

Série 7 Mercado da Encruzilhada 09/01/03 1 a 7

Ro ta 5 - Zon a Oes te

Série 1 Av. Caxangá e arredores 08/12/07 6 a 10, 12 a 15, 17

a 20, 22,23; 94 a 107

Série 2 Início de Camaragibe - direita 08/12/07 27 a 30

Série 3 Início de Camaragibe - esquerda 08/12/07 46 a 53

Série 4 Cidade de Camaragibe 08/12/07 31 a 43

Série 5 Bairro da Várzea 08/12/07 57 a 79

Série 6 Cidade Universitária 08/12/07 80 a 92

Ro ta 6 - Zon a Cent ro

Série 1 Cais de Santa Rita 08/08/09 4 a17

Série 2 Bairro do Parque Amorim 08/08/17 1 08/11/15 118 e 2

08/11/16 93

Série 3 Paço Alfândega, Bairro do Recife Antigo 08/10/09 1 08/10/25 3

08/10/29 1 a 3

Série 4 Bairros: Boa Vista, Derby e Recife Antigo

08/10/25 2 08/10/26 1 a 3; 28 08/11/22 140 e 141 08/12/06 1 a 9 08/12/07 1 a 5; 54 a 56; 108

Série 5 Bairro do Recife Antigo 09\01\02 1 a 9, 11 a 25

Tabela 3 (3) - Rotas percorridas, série e datas (Cont.)

Ao todo foram planejadas seis rotas e todas tiveram por ponto de partida e de chegada o centro da cidade do Recife. Essa divisão inspirou-se quantitativamente na divisão político- administrativo da cidade, também dividida em seis conjuntos de bairros, e estendeu seus limites para os demais municípios, tomando por base a necessidade de percorrer sempre as principais vias de acesso e seu entorno. Desse modo, investigamos as cidades que fazem limite com Recife em sentido norte, sul e oeste, estabelecendo para o norte e para o sul uma via litorânea e outra denominada de subúrbio.

As imagens registradas anteriormente foram anexadas a essas rotas respeitando sua condição geográfica e, apesar de terem sido coletadas em datas diferentes, se incorporaram ao critério espacial, eleito para esta pesquisa. Para cumprir essas rotas utilizamos o GPS - Global

Positioning System10, interligado ao equipamento fotográfico, que localizou os registros de imagem e permitiu gerar os mapas das trilhas marcados, utilizando para tanto o serviço do Google maps.

A Rota 1 foi estabelecida tomando por início a ponte que cruza da Av. Agamenon Magalhães seguindo para a Rua Paissandu, percorrendo as vias principais, com sentido sul subúrbio, atravessando os seguintes bairros: Paissandu, Ilha do Retiro, Afogados, Imbiribeira, Ipsep, Ibura, COHAB, Jordão, Areias, Barro, Piedade e Cavaleiro (cidade de Jaboatão dos Guararapes).

A Rota 2 inicia-se na ponte Governador Paulo Guerra atravessando os seguintes bairros: Pina, Boa Viagem, Piedade, Candeias e Barra de jangada (Cidade de Jaboatão dos Guararapes). Pertencendo ainda a essa rota foi programado em outro dia o percurso do bairro de Brasília Teimosa.

A Rota 3 seguiu em sentido norte litoral e subúrbio. Essa rota iniciou-se na Ponte de Limoeiro e seguiu pelo litoral para Cidade Alta de Olinda, depois percorreu os bairros: Carmo, Bairro Novo, Casa Caiada, Rio Doce, Janga, Conceição e Maria Farinha. A rota retornou pela cidade de Paulista, seguindo para os bairros de: Ouro Preto, Jardim Brasil, Peixinhos, Sítio Novo e Salgadinho.

A Rota 4 segue em sentido Noroeste, iniciando na ponte que cruza da Av. Agamenon Magalhães no Bairro do Parque Amorim, em direção à Avenida Rosa e Silva. Percorre os seguintes bairros: Espinheiro, Graças, Encruzilhada, Casa Forte, Apipucos e Dois Irmãos.

A Rota 5 segue em direção Oeste, iniciando na ponte que cruza da Av. Agamenon Magalhães em direção à Rua Joaquim Nabuco. A trilha desce pela Avenida Caxangá percorrendo os seguintes bairros: Madalena, San Martin, Cordeiro, Iputinga, Engenho do Meio, Cidade universitária, Várzea, e o município de Camaragibe.

10 O GPS é um sistema de localização de posicionamento de um receptor na superfície da terra a partir de sinais

A Rota 6 inicia-se no viaduto que liga o Bairro dos Coelhos ao Bairro de São José, percorrendo os bairros de Santo Antônio e Recife Antigo.

Nas três figuras que se seguem é possível perceber as rotas no mapa. A figura 2 evidencia as Rotas 1 e 2 da região sul, percorridas dia 15 e dia 16/11/08, perfazendo um total de 131, 3 quilômetros (Km) de extensão; nas cores: azul e vermelha (representando a ida e volta) encontra-se traçado o percurso Zona Sul subúrbio; na cor vermelha, rosa e na verde Zona Sul Litoral, incluindo o bairro de Brasília Teimosa, apesar do mesmo ter sido visitado posteriormente no dia 06/12/08. O percurso deste bairro acrescenta mais 19,8 km de extensão às rotas dos dias 15 e 16 acima citadas.

Salientamos que, apesar das fotos registradas anteriormente terem sido incorporadas às rotas, os percursos executados não foram registrados uma vez que os mesmos não possuem medição das distâncias efetivamente percorridas.

A Figura abaixo representa a Rota 3 - Norte litoral e subúrbio, realizada dia 22/11/08, percorrendo um total de 104, 7 Km de extensão.

Na figura seguinte podemos visualizar as Rotas 4, 5 e 6, que formaram o percurso Noroeste, Oeste e Centro do mapa arqueológico.

O traçado em vermelho e verde representa a Rota 4 - Noroeste, percorrida dia 30/11/08, com 40 km de extensão; a linha azul mostra a Zona Oeste, percorrida dia 07/12/08, com um percurso de 54, 11 Km; ainda a linha azul representa (na parte de baixo do mapa) a Zona Centro, realizada dia 02/01/09 com 9,25 Km percorridos.

3.2.3.1 A instalação do fotograma

Valendo-nos de imagens como referência para o desenvolvimento de teoria, estamos conscientes que utilizamos de uma prática comum apenas nos estudos culturais (HARPER,

2005),mas que em nosso caso representou a condição apropriada.

Nossa investigação buscou fazer uso do recurso imagético como uma forma de narrativa que, agregada ao método etnográfico, proporcionou uma série rica de elementos muitas vezes inviáveis de serem captados pelas palavras (CAVEDON, 2001; LOIZAS, 2002).

Consideramos, por tanto, que o estudo dos usos das tecnologias audiovisuais constitui um processo de produção de narrativas etnográficas (HARPER,2005;ROCHA,2003).

Considerando que existem situações que dependem do processo fotográfico e que as investigações sociológicas vêm se apoiando fortemente neste recurso (HARPER,2005),nossa

pesquisa encontrou nele a liberdade narrativa necessária para sua execução. A estrutura e o caráter polissêmico desse processo permitiram analisar como os significados são construídos, incutidos e veiculados pelos meios sociais, obtendo modos singulares de observar e descrever a cultura e as modificações provocadas em seu meio (ACHUTTI; HASSEN, 2004; CAVEDON,

2001;BONI;MORESCHI,2007;HARPER,2005).

Salientamos que Harper (2005) acredita que o método fotográfico se tornará em breve muito comum na antropologia visual por sua qualidade de pesquisa interativa e capacidade de documentar o cotidiano das pessoas. O autor argumenta que as imagens fotográficas são dados similares às outras formas de dados, podendo incitar um pensamento sociológico

inteiramente a partir de suas imagens. As imagens são muito úteis nos estudos de mudança social por sua capacidade de revelá-las com extraordinário detalhamento, desenvolvendo argumentos visuais. As novas possibilidades tecnológicas que, em si permitiram as novas formas de pensar e fazer pesquisa de campo visual apresentam também inúmeras vantagens de leitura, interpretação e interação com os conteúdos captados.

Recorrer ao recurso fotoetnográfico, entretanto, significou combinar de modo adequado os dois saberes: o da técnica fotográfica e o da visão antropológica do fenômeno, cuja condição define a aplicação do método etnográfico tais como: um olhar supostamente

desprovido de preconceitos e capaz de relativizar, da necessidade de construção de uma sólida

bagagem teórica, da imersão da pesquisadora no campo, e da utilização da técnica de

observação acompanhada do diário de campo (ACHUTTI; HASSEN, 2004; ANDION; SERVA,

2006;CAVEDON,2001;BONI;MORESCHI,2007GODOY,2006; GODOI;BALSANI, 2006).

O uso da fotografia implicou em outros cuidados uma vez que, diferentemente da

produção escrita, a construção etnográfica através dos meios audiovisuais revelam um ilimitado campo de criação de sentido (GODOY,2006; GODOI; BALSANI, 2006; RODRIGUES,

2006). No entanto a subjetividade é inerente também aos demais recursos investigativos, e foi preservada através da adoção da visão antropológica, pelo uso da analítica interpretativa arqueológica e pela adoção de um planejamento da ida ao campo, referente inclusive à elaboração da organização do fotograma, que implicou na execução da seqüência das fotos e sua forma de arquivamento, propiciando que seu resultado gerasse uma narrativa fotoetnográfica(ACHUTTI;HASSEN,2004;BONI;MORESCHI,2007).

A seqüência de categorização e organização do fotograma foi realizada tomando por base a localização das cenas no interior do sítio arqueológico. A proximidade geográfica de cenas foi uma questão significativa para formação das séries discursivas. Para possibilitar a

guarda organizada e recuperação temática imediata por séries discursivas, utilizamos o programa de tratamento e gerenciamento de imagens Adobe Photoshop Lightroom II11

Benzer Belgeler