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Akran eğitiminde öğretmen ve öğrencin rolleri

A produção agroenergética em áreas de assentamentos rurais, ou de produtores já assentados, é imenso desafio no contexto da distribuição das possibilidades de inclusão produtiva, portanto sócio-econômicas, de parcelas significativas de nossa população rural, sobretudo no Nordeste.

No momento setores da sociedade manifestam-se com receio do novo mundo bioenergético que se aproxima. Basicamente o medo reside na exclusão dos micro e pequenos produtores rurais, ou seja, de que esse mundo seja novamente reservado aos médios e grandes capitais:

As movimentações de países ricos e de grandes multinacionais em torno do tema levam analistas e movimentos sociais camponeses a enxergarem com relutância a entrada de países em desenvolvimento na produção de biocombustíveis. Os impactos ambientais gerados com o aumento das monoculturas, a exploração sobre camponeses e trabalhadores rurais e a ameaça à produção de alimentos estão no rol de preocupações. No Brasil, a aposta do agronegócio é na cana-de- açúcar e na soja – transgênicas, é claro.[...]Para o agrônomo Alexandre Borscheid, a disputa pelo mercado e pelo modelo de produção dos biocombustíveis já começou e, do jeito que está, o campo está limpo para o avanço das transnacionais do agronegócio. ‘Se não houver uma intervenção do Estado para priorizar as políticas para a agricultura camponesa, a tendência é as transnacionais ocuparem esse mercado, que é extremamente promissor economicamente. Elas vão avançar para cima das áreas agrícolas e isso coloca a agricultura familiar em risco. Os agricultores têm que ter produção com autonomia, com projetos próprios, em que se possa garantir a produção de energia líquida preservando os sistemas de produção de alimento’, avalia (CASSOL, Daniel. Bioenergia, para quem? São Paulo: [s.n], 2007. Disponível em: <http://www.mst.org.br/mst/revista.php?ed=38> Acesso em: 04, mai. 2007).

As observações feitas mostram o estado de preocupação dos movimentos sociais organizados. Essa preocupação foi exemplarmente expressa pela seccional da FAO para a América Latina e o Caribe em documento recentemente elaborado. O

referido documento trata do desenvolvimento da matriz bioenergética levando em consideração seus impactos quanto à produção de alimentos, a sustentabilidade ambiental e a distribuição de riqueza no meio rural. Sua conclusão é enfática:

A percepção geral é que a terra arável está totalmente ocupada ou que existe pouca margem para ampliar-se a novos cultivos. As cifras para América Latina e o Caribe mostram ao contrário, ou seja que existe ainda grande potencial para seu aumento. Parte desta terra arável disponível poderia ser utilizada para cultivos energéticos que, se estiverem acompanhados de um pacote de políticas e programas bem desenhados, poderiam ir em benefício de milhões de pequenos produtores rurais que atualmente se encontram em condições de pobreza, sem comprometer seus bosques nem a segurança alimentar da região.[...] Ademais considera-se indispensável a implementação de um conjunto de políticas que possam reduzir os riscos na adoção de cultivos bioenergéticos sobre a segurança alimentar:(i)políticas de desenvolvimento e ordenamento territorial começando por uma zona agro ecológica indicativa das terras disponíveis para os cultivos bioenergéticos, assim como o ordenamento dos incentivos e penalidades para o uso de bosques, água, etc.; (ii) políticas tecnológicas que explorem todas as possibilidades de matérias primas da região e que sejam acessíveis aos pequenos agricultores e orientadas à tecnologías de pequena escala, tanto para o segmento agrícola como para o industrial e de consumo final; (iii) políticas de regulamentação dos mercados de produtos e serviços que definam claramente o marco regulatório do uso de biocombustíveis, das normas de comércio, dos seus incentivos e impostos, etc.; (iv) políticas de melhoramento das relações contratuais entre os diversos atores da cadeia produtiva desde a produção primária até o consumidor final, incluindo a inserção da agricultura familiar e a garantia dos direitos trabalhistas; (v) políticas que levem em conta também a estrutura de consumo dos combustíveis de maneira que não se incentive o desperdício em função de um modelo de consumo crescente de energia

(OPORTUNIDADES e Riscos do Uso da Bioenergia para a Segurança Alimentar para a América Latina e o Caribe. Santiago[Chile:CEPAL/FAO, 2007. Disponível em: <https://www.fao.org.br/publicacoes.asp> Acesso em: 27 jun. 2007).

Há terra disponível e em grande quantidade para a produção bioenergética. Contudo, a segurança alimentar e a distribuição de renda irá depender de uma série

de políticas que privilegiem um modelo bioenergético baseado em cultivos variados efetivamente integradores dos micro e pequenos produtores rurais como agentes rentáveis do negócio bioenergético, o que leva necessariamente a uma postura ativa do Estado Nacional montando as bases institucionais e os marcos regulatórios para tal.

No Brasil a realidade não tem se apresentado dessa forma, não existindo, até o presente, indícios de consistência quanto à elaboração de uma política bioenergética que atenda a complexidade produtiva e sócio-econômica posta em tela. Aqui, basicamente, o Estado Nacional aponta suas duas principais ações na atuação da Petrobras junto aos assentamentos rurais no fomento à produção agroenergética sob o foco do programa Petrobras Fome Zero e no lançamento pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) do Pronaf destinado ao Plano Safra 2007/2008 contemplando recursos para a produção de energias renováveis.

No que concerne ao Pronaf, observa-se claramente que o MDA deu caráter institucional a produção agroenergética criando linha de crédito específico que, inclusive, ultrapassa a esfera meramente agrícola adentrando-se no financiamento de mini-usinas para produção de etanol. Concretamente se estabelece o intento da inclusão dos micro e pequenos produtores rurais através do crédito. Infelizmente tais intenções, corretas e louváveis, estão longe de poderem ser consideradas suficientes.

Para processos significativos de integração dos micro e pequeno produtores rurais, assentados ou não, faz-se necessário uma política de produção baseada na inclusão dos produtores pelo grande capital na forma de integradora da produção. Essa política de integração necessariamente deverá partir da premissa de que a maioria desses produtores (sobretudo aqueles localizados em áreas de assentamento rural) possuem pouca ou nenhuma experiência como agricultores aptos às exigências dos atuais níveis de produtividade social média no setor. Nesse contexto, até o momento, o Governo Federal tem atuado de forma tímida. Precisamente restringiu-se, no âmbito do MDA, à criação de um selo de responsabilidade social, denominado Selo Combustível Social:

O Selo Combustível Social é um componente de identificação concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário aos produtores de biodiesel que promovam a inclusão social e o desenvolvimento regional por meio de geração de emprego e renda para os agricultores familiares enquadrados nos critérios do Pronaf.Por meio do selo de combustível social, o produtor de biodiesel terá acesso a

alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados, acesso às melhores condições de financiamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e suas Instituições Financeiras Credenciadas, ao Banco da Amazônia S/A – BASA, ao Banco do Nordeste do Brasil – BNB, ao Banco do Brasil S/A ou outras instituições financeiras que possuam condições especiais de financiamento para projetos com Selo Combustível social. O produtor de biodiesel também poderá usar o selo para fins de promoção comercial de sua empresa.O selo somente será concedido para os produtores de biodiesel que: - Comprem matéria-prima da agricultura familiar em percentual mínimo de: - 50% região Nordeste e Semi-árido; - 10% região Norte e Centro Oeste e, - 30% região Sudeste e Sul.” (SELO Combustível Social.

Brasília: MDA, 2007. Disponível em: <http://www.mda.gov.br/saf/index.php?sccid=362> Acesso em: 30, jul.

2007).

Tem-se acima o reconhecimento pelo MDA de que a produção agroenergética no âmbito dos micro e pequenos produtores rurais necessita de um entrelaçamento produtivo com capitais de porte significativo, ligados ao processo industrial de produção de etanol e óleo vegetal/biodiesel.

Dados do MDA mostram que de 1995 a 2006 foram assentadas 905.380 famílias. Juntamente com essas famílias assentadas, os números apresentados pelo IBGE no seu último censo agropecuário (1995) mostram que existiam no Brasil por ocasião da realização do censo 2.402.374 estabelecimentos rurais com até 10 hectares (65% dessas propriedades localizadas no Nordeste) e 1.916.487 estabelecimentos rurais com tamanho variando de 10 até 100 hectares (32% no NE). Portanto o universo da micro e pequena propriedade rural no Brasil é muito elevado. Como a produção bioenergética está ligada umbilicalmente a toda uma estrutura agroindustrial a montante e a jusante da propriedade, sua efetividade necessita não apenas de crédito, mas de pacotes tecnológicos bem definidos, qualificação para cada tipo de atividade agrícola, estabelecimento de contratos com preços de compra definidos, transporte e processamento industrial.

O Brasil, com uma grande quantidade de micro, pequenas e médias propriedades rurais inseridas nas mais diversas realidades de clima e solo, e ademais, tendo por produtores rurais indivíduos carentes de experiência agrícola com patamares de produtividade social média condizentes com a contemporaneidade, não pode esperar que uma política bioenergética possa se desenvolver por estímulos

como o supracitado Selo Combustível Social aos grandes capitais que se deslocam para a área bioenergética9.

Por sua vez, a grande empresa de economia mista com controle acionário do Estado brasileiro a se colocar como potencial agente integrador do universo de produtores acima citado é a Petrobras. Sobre os investimentos nesse segmento a empresa afirma:

Para assumir a liderança nacional em biodiesel, fortalecendo-se como empresa integrada de energia, a Petrobras lançou-se à atividade de produção em 2006, dando início à construção de três usinas. As unidades, que somam investimentos de R$ 227 milhões, em Candeias (BA), Montes Claros (MG) e Quixadá (CE), terão capacidade para produzir cerca de 57 milhões de litros de biodiesel por ano e serão inauguradas até o fim de 2007.Os empreendimentos vão ao encontro do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. A partir de janeiro de 2008, será compulsória a adição do produto ao diesel de petróleo, na proporção de 2%. Para a aquisição de insumos – soja, algodão, mamona e dendê, além de gordura animal –, a Companhia firma parcerias com entidades de pequenos agricultores, valendo-se dos benefícios fiscais do Selo Combustível Social, concedido a indústrias de biodiesel que geram trabalho e renda na agricultura familiar. A meta da Petrobras é produzir 855 milhões de litros de biodiesel por ano até 2011. Para alcançar essa produção a Companhia analisa cerca de 15 outros projetos em várias regiões do País, em parceria com diferentes investidores, desde grandes grupos econômicos até cooperativas de trabalhadores rurais.(ENERGIAS Renováveis:Em Busca Da Liderança. Rio de

Janeiro: Petrobras, 2007. Disponível em:

<http://www2.petrobras.com.br/portugues/index.asp> Acesso em: 30, jul. 2007).

      

9 Segundo o MDA, as empresas que conseguiram o até o presente momento o Selo Combustível Social foram: Granol - Anápolis/GO, Granol - Campinas/SP, Soyminas - Cássia MG, Biocapital - Charqueada/SP, Fertibom - Catanduva/SP, Cia Refinadora da Amazônia Brasil Biodiesel - Crateus/CE, Brasil Biodiesel - Floriano/PI, Brasil Biodiesel - Iraquara/BA IBR Inoquímica do Brasil Ltda, Barra Álcool - Barra do Bugre/MT, Ponte di Ferro - Taubaté/SP e Oleoplan - Veranópolis/RS.

Uma meta de 855 milhões de litros de biodiesel para serem produzidos até 2011, investimentos em 4 pequenas usinas da ordem de R$ 277 milhões com uma alegada capacidade de beneficiar 57 milhões de litros de óleo vegetal por ano são claramente insuficientes como um processo de indução mais equilibrada da produção rural para o público em questão. Aceitando tal conta a Petrobras até 2011 estará beneficiando 228 milhões de litros, restando 627 milhões a serem adquiridos dos grandes produtores, sobretudo de soja. Se analisarmos os dados de investimento em infra-estrutura do PAC para a área bioenergética (investimentos esses declaradamente da Petrobras) observamos que a infra-estrutura para a produção de biodiesel terá um gasto total de 1 bilhão e 196 milhões de reais. Descontados os gastos previstos para usinas destinadas a integrar os micro e pequenos produtores, restam 919 milhões de reais. Ademais, duas usinas em 2 estados nordestinos, numa região que produz apenas 13,77% do PIB agropecuário numa área que corresponde a 18,25% do território nacional não parece ser um investimento relevante.

O contrário ocorre com as inversões previstas para o etanol:

Para estimular a consolidação do mercado internacional de etanol, a Petrobras ingressou na diretoria da recém-criada International Ethanol Trading Association (Ietha) e criou a joint-venture Brazil- Japan Ethanol (BJE), sediada em Tóquio, voltada ao desenvolvimento do mercado japonês do produto. A Companhia também firmou entendimentos com o Central Energy Fund (CEF), da África do Sul, e com a Mitsui, do Japão, para a exportação de etanol.” (ENERGIAS Renováveis:Em Busca Da Liderança. Rio de Janeiro:

Petrobras, 2007. Disponível em:

<http://www2.petrobras.com.br/portugues/index.asp> Acesso em: 30, jul. 2007).

 

Pesos e medidas absolutamente diferentes. A Petrobras, em documento oficial, anuncia participação na diretoria de uma trade para atuação na distribuição mundial de etanol além de uma joint-venture sino-brasileira sediada em Tókio já para a formatação do mercado bilionário japonês totalmente dependente das importações mundiais de petróleo, sendo o terceiro maior importador mundial de óleo cru, ficando apenas atrás dos EUA e da China. Segundo o boletim estatístico do ano de 2006 da

Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) o Japão importou 1 bilhão e 617 milhões de barris, a um custo total atualizado (com a cotação de US$ 72,24 em 30 de julho de 2007) de 116,8 bilhões de dólares.

Já dentro desse universo empresarial a joint venture com a Mitsui está em

andamento desde maio de 2007. Trata-se de um alcoolduto de 1150 quilômetros ligando a cidade de Senador Canedo (GO) a Paulínia, interligando-se com o porto de São Sebastião-SP de onde será exportado o produto:

A obra vai consumir parte dos R$ 4,1 bilhões previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o setor de escoamento de álcool e deve garantir, por meio da interligação com o Porto de São Sebastião (SP), a exportação de 3,5 bilhões de litros de álcool por ano, a partir de 2011, de acordo com estimativas da Petrobrás [...] O fornecimento do álcool exportado que passará pelo duto será da parceria entre Petrobrás, a trading japonesa Mitsui e o setor privado. A parceria prevê a construção de 40 destilarias de álcool, a maioria no entorno entre a ponta e o meio do alcoolduto, em Goiás, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A parceria prevê que a Mitsui financie a construção das destilarias, os usineiros entrem com a terra e com a cana-de-açúcar e a Petrobrás com a logística para o escoamento, ou seja, o alcoolduto. O prestígio da estatal brasileira serviria, assim, para avalizar o negócio e ainda para garantir a produção, a logística de exportação e, principalmente, o lucro com a comercialização com combustível (ALCOOLDUTO de 1.150 Km Terá R$ 4,1 Bi do PAC. São Paulo: O Estado de São Paulo, 2007. Disponível em: <http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=351554> Acesso em 05, mai. 2007).

São números completamente diferentes daqueles apresentados para a integração da produção de micro e pequenos produtores rurais. Por tais números percebe-se de forma nítida a completa discrepância de objetivos da Petrobras com os anseios de uma política energética inclusiva e diversificada. Enquanto política de inclusão a Petrobras prevê investimentos em 3 usinas com custos previstos de R$ 277 milhões para uma produção de 57 milhões de litros de biodiesel por ano. Em outra ponta, apenas uma empresa japonesa irá construir 40 usinas no entorno de um alcoolduto com seu custo previsto de R$ 4,1 bilhões para o escoamento de

exportações de 3,5 bilhões de litros por ano. Mais do que isso, fica clara a posição da Petrobras quanto à preferência de atuar no circuito da distribuição do combustível. Por fim, se subtrairmos esses 4,1 bilhões de reais (já previstos no PAC para a construção do álcoolduto) restam 12,1 bilhões de reais da mesma fonte para serem gastos com etanol nesse mesmo formato.

Os recursos destinados pelo PAC para a produção de etanol baseiam-se nas necessidades de consumo dos mercados americano, europeu e japonês. Em 2006 EUA e Europa importaram da OPEP 9,0 bilhões de barris (petróleo cru), o que equivale em preços atualizados a 654,7 bilhões de dólares. A entrada de capitais norte-americanos e europeus encontra-se em pleno andamento, na mesma linha realizada pelos japoneses. A produção bioenergética adotada é a da monocultura da cana de açúcar.

Vivenciamos um marco histórico provavelmente sem precedentes. Temos a possibilidade de dominar a base estrutural da produção mundial: os combustíveis líquidos. Do posicionamento adotado pelo Estado Nacional dependerá a insurgência de uma era nunca antes vista de multiplicação de emprego e renda em todo o território nacional e grupos sociais, com fatores multiplicadores ainda não dimensionáveis, podendo-se reduzir ou até extinguir a sempre angustiante desigualdade regional. Mas o contrário também é absolutamente verdadeiro: a centralização de toda expansão agroenergética numa macro-região (o Centro-Sul) e sob a ação dos grandes capitais industriais e agroindustriais, expandirá desigualdades regionais e de renda, também em escalas não dimensionáveis.

Atualmente, no Rio Grande do Norte, o Programa Petrobras Fome Zero vem atuando junto a 367 famílias de produtores rurais assentados, em 8 municípios induzindo o plantio de Girassol, conforme apresentado na tabela abaixo:

Tabela 10

Programa de biodiesel do território do mato grande 2007

Assentamento/comunidade Nº  FAMÍLIAS HECTARES 

 

Município: São Bento do Norte

São Miguel 35 133,5

P. A 25 de julho 2 12

São Francisco 9 90

Santa Vitória 17 126

Total de famílias e hectares no município 96 477,5

Fonte: Coopera

Tabela 9

 

Programa de biodiesel do território do mato grande 2007 (continua)

Assentamento/comunidade Nº FAMÍLIAS  HECTARES  Município: Caiçara do Norte

Pedrinhas 6 30

Sede 1 12

São Sebastião 5 20

Terra Santa 6 20

Total de familias e hectares no município 18 82

Município: Jandaíra

P.A Guarpapes 9 10

P.A Santa Inês 8 16

P. A Trincheiras 14 30

Cabeço 4 10

P. A aroeira 10 48

Total de famílias e hectares no município 45 114

Município: Ceará-Mirim

P.A Shalom 6 10

Total de familias e hectares no municipio 6 10

Município: Parazinho

Sec. Agricultura 20 275 Alivio 28 70 Bom trabalho 26 80 Parazinho 4 20 Thiago Barbosa 1 5 Francisco Damião 1 40

Total de familias e hectares no municipio 99 550

Município: João Câmara

P.A Modelo I 40 170

P.A Modelo II 8 10

Total de familias e hectares no municipio 48 180

Município: Pedra Grande

Alto da Aroeira 4 70

Santo Antonio 10 50

Sitio Pitombeira 3 15

P.A Boca do Campo 16 70

P.A Bom Sucesso 4 10

Fazenda Novo Horizonte 1 10

Total de familias e hectares no municipio 38 225

Município: Touros    

Ramada 12 14

Boa Esperança 5 10

Total de familias e hectares no municipio 17 24

Total Geral 367 1.663

Fonte: COOPERA

A parceria estabelecida com as comunidades e assentamentos relacionados foi construída através de contratação pela Petrobrás da empresa Arco-Verde da Paraíba, através de convênio estabelecido com a Cooperativa dos Ricinicultores do Apodi e Região - COOPERA, para realização conjunta (trabalhadores e empresa) dos

preparos culturais, tais como, gradagem, nivelamento, preparo de solo, plantio e colheita.

O presente trabalho acompanha o impacto na agregação de renda dessas famílias a partir dessa experiência agroenergética, bem como a forma de integração utilizada pela Petrobras no intuito de captar o sentido real de atuação da empresa junto a produtores rurais assentados10. Isso porque há uma diferença com distâncias abissais que separam a criação de programas de integração de assentamentos rurais na produção agroenergética da atuação pontual como programas sociais compensatórios em busca de selos de responsabilidade social que mobilizados midiáticamente camuflam o real sentido estratégico de atuação da Petrobras e, em última instância, da política do Estado Nacional no processo de distribuição das oportunidades de participação (lembrando a clássica figura de imagem do delfinato) do imenso “bolo” bioenergético em construção.

       10

As informações contidas no site da Petrobras (https://www2.petrobras.com.br/ResponsabilidadeSocial/) indicam que dos 58 projetos do programa Petrobras Fome Zero até o presente momento, nenhum atua com a produção bioenergética em áreas de assentamento. Nesse contexto, o Rio Grande do Norte passa a ser efetivamente a primeira ação institucional da empresa nesse sentido.

3 O NOVO RURAL

O avanço qualitativo da modernização do meio rural no Brasil levou o

autor supracitado a evoluir seu posicionamento para a existência de novas

ruralidades que em nada ou muito pouco possuem em comum com o que

tradicionalmente se considera rural.

A partir de meados dos anos 80, assistimos à emergência de uma nova conformação do meio rural brasileiro, a exemplo do que já