BÖLÜM 3: DEBÛSĐ’DE AKIL-VAHĐY ĐLĐŞKĐSĐ
3.2. Aklın Hükümleri
3.2.3. Aklın Dinî Alanda Zorunlu (Vacip) Gördüğü Fiiller
Os registros das aulas de campo foram feitos apenas nos momentos em que o grupo se detinha, na área de estudo, para intervenções mais longas do monitor. Dessa forma, foram descartados os diálogos eventuais entre monitor e alunos isolados, centrando a atenção na interação formal com o grupo como um todo. Também não foram consideradas algumas intervenções do monitor relacionadas com questões operacionais, geralmente feitas no início da caminhada e relacionadas à distância a ser percorrida, ao horário previsto de retorno e às questões de segurança e organização.
A coleta incluiu registros em vídeo e áudio, ininterruptos do início da interação até o momento em que o grupo se põe novamente em marcha ou passa a se dedicar a outro tipo de atividade. A continuidade do registro foi importante para estabelecer um referencial de tempo para as interações.
As imagens em vídeo foram obtidas com uma câmera de Mini DV, operada na mão do pesquisador, sem o uso de tripé. Tal opção se deve a dois motivos: (1) oferecer maior mobilidade para registrar tanto gestos e expressões do monitor como dos alunos, em movimento pelo espaço de trabalho, possibilidade esta de que se ressentem trabalhos que utilizam a câmera fixa, como em Márquez (2002); e (2) reduzir o impacto da presença da câmera, que por seu tamanho extremamente reduzido e por sua mobilidade, não se destacava em meio às câmeras digitais utilizadas pelos próprios alunos.
As gravações armazenadas em fitas Mini DV eram copiadas, posteriormente, para fitas VHS normais para reprodução em aparelho de videocassete, que foram
utilizadas para a realização da análise inicial e para a transcrição das ações. Do total de seis horas de gravação inicial foram selecionados quatro fragmentos, de 10 a 18 minutos de duração, perfazendo um total de cerca de 62 minutos de interação selecionados.
Os critérios de seleção dos fragmentos visavam ter registros feitos em todos os ambientes, ter fragmentos que contivessem sessões de trabalho integralmente registradas com som e imagem de boa qualidade.
O registro de áudio foi feito em duplicata: havia o registro feito pela própria filmadora, sincronizado à captação das imagens, e um registro em paralelo utilizando-se um gravador MD (Mini Disc) de alta fidelidade acoplado a um microfone estéreo de lapela, sensível e discreto, fixado no chapéu do pesquisador. A transcrição das falas foi feita com base nesse segundo registro, utilizando-se o primeiro para confrontar dados em momentos de fala simultânea e para sincronizar a escala temporal, registrada pelos dois aparelhos.
O uso simultâneo de duas câmeras para registrar ações de alunos e monitor (como fazem KRESS et al., 2001) chegou a ser cogitado, mas a idéia foi abandonada por considerarmos que seria grande o impacto da presença de um auxiliar de pesquisa operando a segunda câmera junto a um pequeno número de alunos no campo.
O pesquisador, como estratégia para reduzir o impacto de sua presença no grupo de alunos, atuou como monitor durante o primeiro dia das viagens, junto à equipe de monitores. É importante, porém, deixar claro que esta atuação não caracteriza de modo algum este trabalho como pesquisa participante: a atuação do pesquisador, nesse sentido, foi restrita às tarefas operacionais que envolveram o primeiro dia das viagens incluindo a assistência ao embarque, na escola, a atuação
de apoio nos percursos de ônibus e barco para o deslocamento até o local de estudo e às tarefas relacionadas com a instalação e organização dos alunos nos alojamentos do Parque Estadual.
Nos dois dias subseqüentes em cada uma das viagens, em que se realiza o trabalho didático em si, o pesquisador não atuava em nenhum momento como monitor, ainda que permanecesse identificado pelos alunos como um sendo monitor que estaria executando uma outra tarefa, que não didática. Nas viagens organizadas por empresas de turismo educacional não é rara a presença de monitores com funções diferenciadas, como coordenadores, recreacionistas ou profissionais das áreas de resgate e primeiros socorros. O pesquisador foi apresentado ao grupo de alunos como tal: como alguém que, além de atuar em outras viagens como monitor, na atual viagem estava envolvido em uma atividade de pesquisa relacionada com o tipo de aula que se faz no campo.
No início das atividades didáticas, o pesquisador teve a oportunidade de apresentar brevemente seus objetivos e intenções para o grupo de alunos. Apresentou-se como aluno de pós-graduação da Universidade de São Paulo, que tinha como “espécie de lição de casa” a tarefa de observar a maneira como monitores e alunos comunicam-se em uma aula de campo. Explicou a finalidade da gravação das atividades e esclareceu que as fitas seriam assistidas apenas por ele mesmo, garantindo que nem a escola e nem os alunos seriam identificados no trabalho.
Acreditamos que a participação do pesquisador no contexto da viagem contribuiu decisivamente para estabelecer uma relação de confiança com os alunos e com a equipe de monitores, minimizando o impacto da presença do observador.
Uma de nossas preocupações no planejamento da coleta de dados foi a de garantir o mínimo de interferência nas atividades e buscar estudar uma situação real, representativa das práticas atuais nas escolas. Quando se compara a aula de campo com o ambiente controlado da sala de aula, a busca da situação ideal traz algumas particularidades.
Por um lado há a vantagem da quebra da rotina ser minimizada: diferentemente da sala de aula, em que a presença de um observador geralmente marca uma quebra de rotina, numa viagem de campo a presença do pesquisador se dilui entre um número de novos personagens, como os monitores, que já são esperados para a situação.
Por outro lado, o trabalho de observação e coleta de dados se vê constrangido por uma série de fatores “incontroláveis” implicados em uma aula de campo: variações inesperadas de maré, chuva, vento excessivo, “aparições” ou “desaparecimentos” de elementos naturais (animais ou plantas, por exemplo), que interferem na dinâmica da aula de campo de maneira imprevisível: ao mesmo tempo em que são dados, pois ajudam a configurar a atividade, podem chegar a comprometer a própria atividade ou mesmo forçar seu cancelamento.