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2.3. AÇILMA

2.3.4. Aileye Açılma

2.3.4.4. Aileye Açılma Sürecinin LGB Bireyler Üzerinde Olumsuz

As propaganda muitas das vezes tem a intenção de convencer o leitor e os espectadores, a mal interpretação dessas pode fazer a maior diferença.

Nem sempre são boas mas nem sempre são ruins. Por exemplo, as tirinhas que lemos mostra

uma menina se perguntando “o que nós fomos?” “os malditos sabem que nós ainda não sabemos.” São muitas ordem para uma pessoa só. Mas também existem as boas como as propagandas de água, as de trânsito, de comidas saudáveis.

Basta ser bem entendida e depende da consiência da população fazer ou não o que “mandam”.

A orientação argumentativa de A6 está marcada, de modo explícito, pelos operadores argumentativos: “mas”, “e” e “mas também”. No primeiro parágrafo organizado pelo aluno-produtor, observamos já a introdução de seu ponto de vista acerca do assunto abordado que tem uma continuidade no parágrafo seguinte, em que ele afirma que (as propagandas) “nem sempre são boas mas nem sempre são ruins”.

Essa primeira ocorrência do operador argumentativo (mas) demonstra a relação de oposição existente entre as duas afirmações apresentadas pelo aluno-produtor, que, de ponto de vista estrutural, parece vago e inconsistente. Apesar disso, A6 introduz exemplos das falas da tirinha para se posicionar e trazer propriedade ao seu argumento e fecha o parágrafo com um período introduzido pelo operador argumentativo “mas” que, de acordo com o Quadro 01 embasado em Koch (2006), é um argumento orientado para conclusões contrárias. Entendemos, dessa forma, que o referido aluno corrobora em todo o parágrafo com a mesma ideia estrutural do período inicial do mesmo bloco, isto é, ele apresenta que há algo bom e ruim nas propagandas e explica isso no decorrer da sua explicação.

Esse movimento de apresentação do argumento e explicação poderia ter sido organizado melhor por meio dos operadores corretos, mas, inicialmente, não observamos isso. Por fim, em seu texto, ele fecha a ideia geral sem nenhum tipo de conexão efetiva, apenas discorre que “depende da população” fazer algo.

Situações como essa vem apenas confirmar a importância do papel do professor na sala de aula, cuja missão é mediar o ensino dos operadores argumentativos e de suas respectivas funções, para que os alunos façam uso desses elementos linguísticos de forma

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mais reflexiva. Pensando nisso, passemos para a análise da segunda versão do referido aluno.

2ª versão

As propaganda muitas vezes tem a intenção de convencer o leitor e os espectadores, porém a mal interpretação dessas podem fazer a maior diferença.

Entretanto, nem sempre essas propagandas mostram coisas ruins, já que existem as de água, as

hospitalares, de trânsito, etc.

Portanto ser bem interpretada ajuda a população não ser conduzido pelas propaganda, assim vai

da consciência de cada um.

A partir da leitura do texto, é possível atestar melhorias no uso dos operadores argumentativos, as quais endereçamos a eficácia do ensino oferecido. Esse texto foi o único, entre os analisados, que a quantidade de palavras diminuiu em relação à produção inicial escrita pelo aluno. A ideia continuou a mesma, o desenvolvimento da argumentação não foi tão eficaz, mas foi imprescindível notar as melhorias no uso adequado dos operadores argumentativos, tendo como ponto central a variação deles.

Essa variação foi possível porque os alunos juntamente com a professora questionaram a adequação de muitos dos operadores argumentativos usados por eles na primeira versão. Como forma de comprovação podemos verificar que A6 demonstrou competência argumentativa através do uso dos operadores “e”, “porém”, “entretanto”, “já que”, “portanto”, e “assim”. A quantidade de operadores dobrou de número em relação ao início.

Na primeira versão, observando o primeiro parágrafo, A6 apenas apresenta as informações sem a presença de um operador que os ligue. Na segunda, o aluno-produtor repete a mesma ideia, mas agora faz uso do operador “porém”, que indica relação de oposição, de acordo com o que estudamos, contrapondo as duas orações em que afirma que as propagandas possuem a “intenção de convencer”, mas a “mal interpretação” (sic) pode causar danos. Essa relação não foi bem esclarecida de início, em seu primeiro texto, já no segundo, quando se valeu do operador, tornou-se eficaz.

O segundo parágrafo é introduzido por outro operador argumentativo de mesmo sentido do anterior. Podemos entender que pode ter havido, nesse caso, um reforço gerado

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pelo debate em sala de aula e o enfoque dado pelo aluno nesse operador especificamente. A estrutura não foi de todo descontruída, o “entretanto” introduz um argumento contrário ao que apresentou parágrafo anterior, isto é, a má interpretação da propaganda pode fazer diferença, mas nem sempre ela será negativa. Após isso, ainda explica sua posição utilizando o “já que”, que introduz uma justificativa ou explicação relativa ao enunciado anterior (KOCH, 2006). Concluindo, o aluno lançou mão dos operadores argumentativos “portanto” e “assim” no parágrafo final da produção: “Portanto ser bem interpretada ajuda a população não ser conduzido pelas propaganda, assim vai da consciência de cada um”. Esses usos ajudaram o aluno a somar os argumentos para a conclusão de que a má/boa interpretação das propagandas depende de cada um, pois existem os dois lados.

Conferimos, então, o desenvolvimento da competência argumentativa do aluno no texto analisado à oportunidade de rever o seu primeiro texto e o reescrever, de tal forma que foi possível realizar a repetição da ideia inicial, que não comprometia o sentido da sua argumentação, eliminar o que percebeu ser incoerente e acrescentar novos (e diversificados) operadores respeitando suas funções. Na realização das aulas, não foram necessários os usos de nomenclaturas nas quais a metalinguagem gramatical, no caso, os operadores argumentativos, ocupassem o foco central da discussão em sala.

Foi por meio da análise e revisão da primeira versão dos textos que o conteúdo foi trazido para a aula como ponto de reflexão, com o auxílio de atividades e discussões pertinentes, em função dos argumentos apresentados e da adequação dos usos dos operadores argumentativos. Sabendo disso, consideramos como fator primordial que o professor esteja sempre consciente de que o texto de seu aluno, embora apresente o uso coerente de operadores argumentativos, não significa que ele esteja pronto, ou seja, que a produção tenha atingido todos as condições que o classificam como um “bom texto”.

Essa ideia retoma a orientação disposta nos PCN (1998) de que não há texto pronto, acabado, pois mesmo que houvesse, caberia muitas versões, como pode ser refletido por meio da leitura do trecho extraído do documento:

a refacção faz parte do processo de escrita: durante a elaboração de um texto, se relêem trechos para prosseguir a redação, se reformulam passagens. Um texto pronto será quase sempre produto de sucessivas versões. Tais procedimentos devem ser ensinados e podem ser aprendidos. (...)Graças à mediação do professor, os alunos aprendem não só um conjunto de instrumentos linguístico-discursivos, como

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também técnicas de revisão (rasurar, substituir, desprezar). Por meio dessas práticas mediadas, os alunos se apropriam, progressivamente, das habilidades necessárias à autocorreção (BRASIL, 1998, pp. 77-78).

Tabela 3 – A6

Aluno 6

Etapas Operadores Argumentativos Quantidade de Palavras

PRODUÇÃO INICIAL 5 95

REESCRITA 7 63