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Afetlere Müdahalede Etkinlik

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2. ETKİN AFET YÖNETİMİ

2.7. Afetlere Müdahalede Etkinlik

De acordo com estudo recente preparado pela Divisão de Estudos Econômicos e Estatística da OMC, foram identificados 14 (quatorze) ARCs que proíbem a aplicação de medidas antidumping no comércio intrarregional71, incluindo: União Europeia; Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA)72; Acordo Comercial sobre Relações Econômicas entre Austrália e Nova Zelândia (ANZCERTA); Acordo de Livre Comércio entre Chile e Canadá (CCFTA); Acordo de Livre Comércio entre Canadá e EFTA; Acordo de Parceria Econômica entre China e Hong Kong; Acordo de Parceria Econômica entre China e Macau; União Aduaneira da África Austral (SACU); Acordo de Livre Comércio entre União Europeia e Islândia; Acordo de Livre Comércio entre União Europeia e Noruega; Acordo de Livre Comércio entre EFTA e Cingapura; Acordo de Livre Comércio entre União Europeia, Suíça e Liechtenstein; União Aduaneira entre União Europeia e Andorra; União Aduaneira entre União Europeia e San Marino.

Jean-Daniel Rey dividiu os ARCs acima identificados em três categorias. A primeira categoria compreende os ARCs que proíbem expressamente o uso de medidas antidumping entre no comércio intrarregional e contêm provisões que permitem aos membros tratar das práticas desleais de comércio por outros meios que não o antidumping, como cooperação em matéria antitruste e/ou mecanismos regionais de consulta. A segunda categoria engloba ARCs que eliminam o uso de medidas antidumping no comércio intrabloco e aplicam medidas antidumping contra terceiros países, mas não estabelecem procedimentos regionais específicos para a aplicação de medidas contra países não-

71Cf. REY, Jean-Daniel. op. cit., p. 16. O estudo contemplou uma análise de 192 ARCs notificados ao sistema GATT/OMC e em vigor.

72A Associação Europeia de Livre Comércio foi criada em 04 de janeiro de 1960, em Estocolmo, Suécia, pelo Reino Unido, Portugal, Áustria, Dinamarca, Noruega, Suécia e Suíça, países que não tinham aderido à Comunidade Econômica Europeia (CEE). A Finlândia aderiu ao bloco em 1961, a Islândia em 1970 e Liechtenstein em 1991. Hoje a EFTA é apenas constituída por quatro países: Suíça, Liechtenstein, Noruega e Islândia.

membros. A terceira categoria compreende ARCs que não proíbem especificamente a aplicação de medidas antidumping intrabloco, mas como se tratam de uniões aduaneiras perfeitas e possuem um regime antidumping similar às categorias anteriores, Rey assume que o uso de medidas antidumping entre os membros desses ARCs foi abolido. Enquadram-se nessa categoria a União Aduaneira entre União Europeia e Andorra e a União Aduaneira entre União Europeia e San Marino73.

O estudo de Jean-Daniel Rey foi elaborado como uma forma de complementação ao estudo preparado por Teh, Prusa e Budetta, em 2007, sobre instrumentos de defesa comercial em ARCs74. No entanto, há divergências entre os dois estudos. Teh, Prusa e Budetta identificaram apenas 9 (nove) ARCs que eliminam a aplicação de medidas antidumping intrabloco. Os autores não enquadram, por exemplo, União Aduaneira entre União Europeia e Andorra e a União Aduaneira entre União Europeia e San Marino como ARCs que eliminaram medidas antidumping intrabloco.

Além disso, Teh, Prusa e Budetta não incluíram em sua análise os acordos de livre comércio entre União Europeia e Islândia, União Europeia e Noruega, e União Europeia, Suíça e Liechtenstein (com exceção da Suíça). Em seu lugar, analisaram o Espaço Econômico Europeu (European Economic Area − EEA), composto pelos membros da União Europeia e os membros do EFTA, exceto Suíça75. Assim, enquanto Rey não incluiu o EEA na categoria de ARCs que aboliram medidas antidumping intrabloco e somente

73Sobre o assunto, Rey explica que: “The EU-Andorra Customs Union, signed on 28 June 1990 and in force since 1 July 1991, establishes a Customs Union for industrial products under HS Chapters 25-97. For agricultural products, Andorra is treated as a non-EU member. EU Trade relations with San Marino are based on the EU-San Marino Customs Union Agreement, signed on 16 December 1991 and in force since 1 April 2002 (summarized in an ‘Aide Mémoire’ by the Republic of San Marino (2002)). The Agreement establishes a Customs Union applying to most products within HS Chapters 1 to 97. For both these Customs Unions Article 7 of the Agreement requires Andorra and San Marino to ‘apply … the laws, regulations and administrative provisions applicable to customs matters in the Community and necessary for the proper functioning of the Customs Union … [as well as] the common commercial policy of the [Union] …’ for products covered by the CU. Consequently, the EC, Andorra and San Marino apply a common anti-dumping regime vis-à-vis Third Parties.” REY, Jean-Daniel. op. cit., p. 17.

74TEH, Robert; PRUSA, Thomas J.; BUDETTA, Midele. op. cit., p. 50.

75O EEA foi formado em 01 de janeiro de 1994 e permite que Islândia, Liechtenstein e Noruega participem do mercado da União Europeia sem serem membros efetivos da UE. Por outro lado, assumiram o compromisso de adotarem toda a legislação da UE relacionada ao mercado único, exceto a legislação referente à agricultura e pesca. A Suíça não aderiu ao EEA. Os acordos de livre comércio entre UE, e Islândia, UE e Noruega e UE, Suíça e Liechtenstein remontam a 1972. Tais acordos não previam a remoção das medidas antidumping entre seus membros. No entanto, quando o EEA foi constituída, em 1992 (com entrada em vigor em 1994), foram suspendidas algumas disposições dos acordos de livre comércio, incluindo a aplicação de medidas antidumping intrabloco. Nesse sentido, o EEA previu que “antidumping measures (…) attributable to third countries shall not be applied in relations between the Contracting parties, unless otherwise specified in [this] Agreement.”

considerou nessa categoria os acordos de livre comércio entre União Europeia e Islândia, União Europeia e Noruega e União Europeia, Suíça e Liechtenstein, o estudo de Teh, Prusa e Budetta incluiu o EEA nessa categoria e deixou de fora os outros três ARCs.

Por fim, o estudo de Rey incluiu a SACU como ARC que proíbe o uso de medidas antidumping intrabloco, mas tal ARC não foi incluído no estudo de Teh, Prusa e Budetta. Esses fatores explicam a diferença entre o total de ARCs que possuem regras proibitivas do uso de medidas antidumping intrarregional identificado por Rey (14) e por Teh, Prusa e Budetta (9).

De todo modo, não é escopo da presente dissertação analisar exaustivamente todos os ARCs que eliminaram o uso do instrumento antidumping entre seus membros. A proposta é analisar o regime antidumping intrarregional em alguns ARCs selecionados para um estudo comparado com o regime adotado no MERCOSUL. Nesse sentido, serão analisadas, a seguir, as regras antidumping existentes na União Europeia, ANZCERTA, Acordo de Livre Comércio entre Canadá e Chile, Acordos de Livre Comércio da China com Hong Kong e Macau e SACU. Apesar de o NAFTA não abolir as medidas antidumping intrabloco, será incluído no presente estudo por conter um mecanismo diferenciado, i.e., a existência de um painel binacional com poderes para revisar a aplicação de medidas pelas autoridades nacionais dos Estados-Partes76 do NAFTA, o que pode ser útil e interessante para o propósito desta dissertação. Por fim, será analisado o regime antidumping vigente no MERCOSUL.

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