ADLİ MUHASEBE MESLEĞİNİN KAPSAMI VE TÜRKİYE’DE ADLİ MUHASEBE MESLEĞİNİN GELİŞİMİ
3. ADLİ MUHASEBE UYGULAMALARI
4.2. ADLİ MUHASEBE EĞİTİMİNİN TÜRKİYE’DEKİ GELİŞİMİ
De acordo com Bandick e Dick (1999), as enzimas do solo têm se mostrado como potencial indicador da qualidade do solo, em decorrência de sua ligação com a atividade biológica e sua sensibilidade perante as mudanças de manejo de solo. No presente estudo, a atividade das enzimas desidrogenase, fosfatase ácida e urease diferiram entre as áreas e os período avaliados, reforçando a idéia de que a sazonalidade altera as condições microbiológicas e enzimáticas do solo. As enzimas fosfatase ácida e urease indicaram comportamentos semelhantes com maior atividade nas áreas cultivadas e menor atividade na área de mata. Entretanto, a enzima desidrogenase indicou atividade inversa as duas primeiras apresentando maior atividade na mata e menor atividade nas áreas cultivadas.
Visser e Parkinson (1992) sugeriram a análise da atividade da desidrogenase como indicadora do estado metabólico da biomassa, dado a sua relação direta com a atividade de oxidação da matéria orgânica, tendo em vista que essas enzimas só ocorrem em células vivas. Como esperado, a área de mata indicou a maior atividade da enzima desidrogenase, tanto no período chuvoso como seco (Figura 6A), indicando assim que áreas de mata possuem uma maior atividade metabólica proveniente dos microrganismos. A área de cajueiro A apresentou em ambos os períodos valores mais próximos aos da área de mata, sendo também indicativo de que áreas recentemente perturbadas e em condições de estresse hídrico (por falta de irrigação), com temperaturas elevadas e deficiência de nutrientes também apresentam altas taxas metabólicas provenientes dos microrganismos. Os valores mais baixos para a desidrogenase nas demais culturas indicam que os microrganismos presentes nas mesmas não precisam investir tanta energia para manter-se, dado que existe irrigação para manter os níveis de água e amenizar a temperatura e adubação fornecendo nutrientes prontamente disponíveis e facilmente degradáveis.
Quando comparadas as áreas observou-se que entre os períodos, o seco apresentou os maiores valores da desidrogenase para todas as culturas, não sendo diferente apenas para as áreas de gravioleira e cajueiro B (Tabela 11). O aumento da
temperatura média e a menor disponibilidade de nutrientes são fatores que levam os microrganismos a aumentarem a sua atividade metabólica.
As diferenças significativas encontradas em quase todos os contrastes nos dois períodos (Tabela 11) mostram que esta enzima representa de forma bastante específica, sem muitas variações, o estado metabólico de cada solo. Os valores encontrados para a mata nativa no período seco são duas vezes menores do que os observados por Oliveira (2007) também estudando uma área de mata, contudo o autor não apresenta o período da condução das coletas e análises.
Autores como Quilchano e Maranón (2002) e Ralte et al. (2005) tem demonstrado que o aumento da atividade da desidrogenase durante as diferentes estações do ano tem sido relacionados ao aumento no conteúdo de umidade do solo e ao crescimento da população microbiana, dados estes que não se relacionam com os resultados encontrados nesta pesquisa onde os maiores valores para a desidrogenase se encontraram no período seco e em área onde havia a menor quantidade de microrganismos. Segundo Cattelan, Torres e Spoladori (1997), a diversidade vegetal é importante para a manutenção e o aumento da diversidade do solo, como observado na mata, fazendo com que o solo seja biologicamente mais ativo.
Outra enzima de importância ecológica e também utilizada como indicadora das condições do solo é a fosfatase. Esta enzima é de fundamental importância no ciclo do fósforo, atuando na sua mineralização, transformando fósforo orgânico em inorgânico, disponibilizando-o assim para as plantas.
Para a fosfatase, no período chuvoso, a maior atividade foi verificada nas áreas cultivadas, exceto na área com cajueiros A, em comparação com a área de mata (Tabela 11). Segundo Moreira e Siqueira (2002) a atividade da enzima fosfatase é aumentada quando existe a escassez de fósforo no ambiente o que ocorreu no período chuvoso, visto que a adubação se realizou 3 dias antes da coleta, não havendo tempo hábil para que os microrganismos aumentassem a quantidade desta enzima no solo, isto indica também que a enzima é mais ativa em sistemas onde existem culturas, dado que as plantas acabam por utilizar o fósforo mineralizado. Segundo Raij et al. (1996) apenas de 5% a 20% do fósforo aplicado é absorvido pelas plantas em decorrência do fenômeno de fixação que ocorre no solo e só é possível mediante transformação do substrato por meio das fosfatases. No período seco os maiores valores foram encontrados nas áreas com coqueiros e gravioleiras (Figura 6B), que eram irrigadas, levando a crer que a umidade também está relacionada com a atividade desta enzima.
As outras duas áreas cultivadas e não irrigadas apresentaram os menores valores, e a mata valores intermediários entre as áreas irrigadas e não irrigadas. Outro fato que corrobora a hipótese de que a atividade desta enzima está relacionada à umidade é que não somente entre as culturas no mesmo período foram encontradas diferenças (Tabela 11), mas também entre os períodos, ocorrendo no seco a menor atividade. Esta menor atividade encontrada no período seco também deve estar relacionada a deposição de fósforo via adubo, já que neste período os microrganismos teriam suas enzimas suprimidas pela presença do substrato mineral em abundância. Os contrastes entre períodos apresentaram diferença significativa para todas as áreas, exceto para a área com gravioleiras.
Almeida et al. (2008) também encontraram valores mais elevados para a fosfatase no período chuvoso e entre as áreas de estudo a que possuía a vegetação nativa também apresentou a menor atividade para a fosfatase. Da mesma forma Jakelaitis et al. (2008), observaram que os maiores valores para a enzima fosfatase também não ocorreram em área de mata. Os dados obtidos corroboram com tais observações feitas pelos autores, onde a mata apresentou valores intermediário entre as culturas.
A enzima urease, tão importante quanto a fosfatase, também é bastante utilizada em estudos de manejo e conservação do solo, pois está envolvida no ciclo do nitrogênio que possui uma relevante importância agrícola, econômica e ecológica, sendo sua principal característica a interação entre a atividade de organismos autotróficos e heterotróficos (Camargo et al., 1999) como fixadores de nitrogênio e microrganismos ureolíticos. A quantificação da enzima urease pode fornecer uma indicação do potencial do solo em converter o nitrogênio orgânico em mineral através do processo de amonificação onde a uréia se transformará com o auxílio da urease em amônio que, por sua vez, terá vários destinos, de acordo com as condições ambientais (VICTORIA; PICCOLO; VARGAS, 1992).
A adubação das áreas foi realizada no dia 28 de abril, 3 dias antes da coleta das amostras no período chuvoso, este fato pode ter ocasionado a uniformidade da atividade da enzima neste mesmo período para as áreas com coqueiros, gravioleiras e cajueiros B, contudo a mata e a área com cajueiros A apresentaram os menores índices (Figura 6C) mostrando que estas áreas possuem uma menor oferta de substratos potencialmente mineralizáveis, o que estaria de acordo com as observações feitas por Bandick e Dick (1999). No período seco a mata e o cajueiro A também apresentaram os índices mais baixos para a urease, porém desta vez acompanhados da área de cajueiro B.
Os valores apresentados para o período seco são superiores ao período chuvoso (Figura 6C) o que pode sugerir que a oferta de substrato, a umidade e a sazonalidade podem estar relacionadas à atividade desta enzima. O aumento da atividade desta enzima no período seco talvez esteja ligado disponibilidade deste nutriente, visto que no período chuvoso não houve tempo hábil para os microrganismos produzirem a enzima, dada a disponibilidade do substrato. Segundo Camargo et al. (1999), a quantidade de nitrogênio mineralizado em um determinado período depende de fatores como temperatura, umidade, aeração, quantidade e natureza do material orgânico presente. Assim, algum ou alguns desses fatores devem ter influenciado a atividade dos microrganismos ureolíticos nesse período.
Barreto e Westerman (1989) evidenciaram aumento da atividade da urease no solo sob plantio direto de aveia em relação a solo sob plantio convencional após 4 anos consecutivos, comprovando que o tempo de aplicação dos resíduos influiu na atividade da urease, o que pode ter ocorrido no presente estudo dado que as áreas onde a atividade foi maior já possuem mais de 10 anos.
Segundo Lloyd e Sheaffe (1973) a uréia pode ser hidrolisada por actinomicetos, bactérias e fungos, sendo as bactérias o grupo mais importante. Esta afirmação é correspondida pelos dados encontrados para microrganismos onde houve maior contagem dos mesmos no período seco em relação ao chuvoso. Entretanto, segundo Santos e Monteiro (1994) a percentual de bactérias ureolíticas no solo permanece sempre constante, variando apenas a população total. Desse modo, a atividade da urease, no solo, pode estar associada com o tamanho da população e as condições nutricionais as quais as mesmas estão submetidas.
Corroborando com os dados obtidos, Longo e Melo (2005) verificaram que a urease variou com o período de amostragem. Valores similares para a urease no período seco foram encontrados por Carneiro et al. (2008) em um estudo realizado em fevereiro, comparando o cerrado com áreas cultivadas em relação a dois tipos de solos (Neossolo Quatzarênico e Latossolo Vermelho). Carvalho (2005), em contrapartida, não verificou diferenças estatísticas quando a sazonalidade foi avaliada, sendo os valores encontrados por ele similares aos do período seco, porém no mesmo estudo encontraram-se diferenças entre os ecossistemas avaliados o que condiz com os resultados encontrados.
Maiores valores de uréase no período seco também foram verificados por Facci (2008), porém estes foram muito mais elevados no verão (5400 µg NH4 g-1 solo .
2 h-1) em comparação ao inverno (900 µg NH4 g-1 solo . 2 h-1).