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GEOFÁCIE GEOTÓPO CLASSIFICAÇÃO

ECODINÂMICA

USOS ECONÔMICOS OU DE INTERVENÇÂO RECOMENDADOS SUPERFÍCIE DE CIMEIRA Afloramentos Rochosos Estável Ecoturismo

Ilhas de Mata de Brejo Estável Ecoturismo

Pastagem Cultivada Estável Agrosilvopastoralismo

VERTENTE

Vertente Superior Média Estabilidade Reflorestamento e agrosilvopastoralismo Vertente Intermediária Baixa Estabilidade Reflorestamento e agrosilvopastoralismo Vertente Inferior Média Instabilidade Reflorestamento e agrosilvopastoralismo VALE FLUVIAL Agricultura Baixa Instabilidade Reflorestamento e agrosilvopastoralismo Ilhas de Mata Ciliar Baixa Instabilidade Reflorestamento e agrosilvopastoralismo Fonte: Elaboração própria.

125 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os meios Ecodinâmicos classificados na APA das Onças mostram o quanto ela insere-se num quadro de vulnerabilidade. Mesmo com aspectos geológicos e pedológicos favoráveis a existência de um ambiente variando entre Intermediário à Estável, os processos aliados a Instabilidade apresentam-se relativamente presentes.

Traduzidos em números, os resultados encontrados demonstraram o disposto no quadro 5, a seguir.

Quadro 5 – Classes Ecodinâmicas relacionadas aos meios Ecodinâmicos de Tricart (1977). Classes Ecodinâmicas

Definidas para a APA

Meios

Ecodinâmicos Predmina

Área Total (ha)

Instável Instável Morfogênese 100,71

Média Instabilidade

Intermediários Equilíbrio entre Morfogênese e

Pedogênese 35.712,99 Baixa Instabilidade

Baixa Estabilidade Média Estabilidade

Estável Estável Pedogênese 2.723,40

Fonte: Adaptado de Tricart (1977); Crepani et al. (2001).

Com base nos resultados destacados, tem-se que as atividades de agricultura de subsistência, criação de caprinos, ovinos e bovinos, desmatamentos e queimadas desordenados e através da exploração madeireira para a produção de carvão, colocam parte da APA das Onças com características de instabilidade. Ainda assim, predomina a situação Ecodinâmica de um meio Intermediário.

A possibilidade do uso mais intenso dos recursos vegetais existentes, associado a intensificação de usos dos solos mais impactantes gera alguns temores com a preservação dessa UC, uma vez que o limite do que é considerado Estável para Intermediário e deste para Instável na APA em questão é muito tênue, o que afetaria tanto os recursos naturais quanto a vida das comunidades inseridas e dependentes da APA.

Além disso, embora não faça parte da metodologia utilizada nesse trabalho, observamos que muito da vegetação nativa vem sendo substituída por espécies exóticas, o que por si só acarreta em um tipo de impacto ambiental. Espécies invasoras e mais resistentes as

condições ambientais desfavoráveis criadas em algumas áreas, fazem com que a vegetação perca suas características originais em termos de espécies e estrutura.

A Caatinga vem sendo explorada pelo Homem desde antes da colonização européia, pelos índios que habitavam essas terras. O tempo passou e técnicas de manejo dos solos foram criadas, porém ainda muito se vê das tradicionais formas de manusear as terras, sem manejo adequado e sem a preocupação em recuperar o solo, pela falta de conhecimento técnico ou por falta de incentivo por parte dos grupos governamentais.

A classificação Ecodinâmica realizada dentro da APA, juntamente com as sugestões do quadro 4, visam auxiliar o manejo adequado da UC estudada. Neste sentido, com a classificação dos meios Ecodinâmicos podemos observar as áreas com maior prioridade para a recuperação e conservação, destacando a importância da APA das Onças dentro do seu município e dentro do estado da Paraíba, tendo em vista que, em termos de Nordeste, pouco se preserva da região semiárida, região tão rica e pouco conhecida.

Ainda assim, entendemos que são necessários outras análises que aprofundem o conhecimento sobre a flora, a fauna e as questões socioeconômicas, entre outros elementos característicos dessa UC que possam vir a contribuir com a sua preservação, orientando o uso sustentável dos recursos naturais.

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