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4.1. Risk Altındaki Kız Çocuklarının Kendi YaĢamları Ġle Ġlgili Algılarına Dair

4.1.4. Aile Ġle Ġlgili Algılar

Nos dias 10 de novembro de 1987 começou a sessão das votações das emendas e os destaques sobre o título da reforma agrária. O primeiro destaque a ser votado foi do constituinte Vicente Bogo, PMDB, que representava a emenda popular da CONTAG e das outras. Todavia o presidente Fernando Henrique Cardoso, PMDB, reconheceu a validade da observação de José Lins, PFL, que se tratava de fato de um substitutivo integral do inteiro capítulo da reforma. A emenda, portanto, foi retirada para não ser prejudicada. O mesmo foi pelo destaque de José Egreja, PTB, que era substitutivo do capítulo II (sistematização III p. 191). Os substitutivos, dessa forma, foram proibidos.

O destaque seguinte era defendido por Afif Domingos, PL, e Sandra Cavalcanti, PFL, e tinha o objetivo de não pôr a propriedade sob a condição da função social, mas somente o seu uso. O destaque foi rejeitado por 33 SIM e 59 NÃO e uma abstenção. Na discussão houve um levantamento das galerias que foi rapidamente controlado pelo presidente da mesa que intimou o silêncio: “Peço às galerias que não se manifestem. Quero dizer – e direi uma só vez – : qualquer manifestação ordenarei a evacuação das galerias” (ibi p. 192). Assim as galerias tiveram que assistir sem torcidas ou perturbação.

parte dos critérios de cumprimento da função social da propriedade da terra, o limite máximo da propriedade. Nas palavras de Hage a decisão de retirar essa parte seguia a intenção de encontrar um acordo e de permitir a aprovação dos demais itens a seguir. Citando os progressistas como Oswaldo Lima Filho e Ademir Andrade, que defendiam a introdução do limite máximo, sustentava-se a necessidade de encontrar um acordo entre as maiorias, em particular com o PFL, fato que obrigava a fazer um passo por trás (ibi p. 194-195).

Não houve contraste e o limite máximo foi retirado por 85 SIM contra 8 NÃO. A maioria dos exponentes radicais votou sim, sinal de uma coerência nos acordos. O passo sucessivo foi a emenda de Ademir Andrade para introduzir uma percentagem fixada a 5% do orçamento anual da União para os fins da reforma agrária, que novamente, por efeito do acordo entre as parte o destaque da emenda, foi retirada (ibi 197-198). A emenda sucessiva era do constituinte José Egreja, PTB, pela introdução da expressão “prévia e justa” antes da indenização, o que deixaria mais clara a determinação do valor da terra a ser expropriada determinada pelo mercado. Novamente em razão do acordo a emenda foi retirada.

O constituinte Nelton Friedrich, PMDB, propôs por sua vez excluir dos dispositivos a necessidade da vistoria prévia da propriedade em presença do proprietário, pelo caráter procrastinatório da medida. Com o parecer favorável de José Lins, respeitando o acordo, a emenda supressiva do inteiro art. 211 sobre a vistoria prévia do proprietário foi eliminada com 86 SIM e 7 NÃO. Seguiram as emendas de Amaury Müller, PDT, e José Lins, PFL, que foram ambas retiradas, com as congratulações do Lins para a mesa pela gestão consensual dos acordos sobre uma matéria tão polarizadora como a reforma agrária (ibi. p.199).

A emenda sucessiva de co-autoria dos constituintes Jovanni Masini, PMDB, e José Eymael, PDC, foi muito importante porque introduzia o dispositivo do processo judiciário de rito sumário (ibi p. 199-201). A emenda foi debatida, falaram contra Plínio Arruda Sampaio, PT, José Genoino, PT, e Oswaldo Lima Filho, PMDB, pela manutenção da Imissão Automática. Aldo Arantes, PCdB, declarou o seu voto favorável em nome do acordo e porque representava a melhor alternativa viável (ibi p. 202). Novamente o acordo não encontrou resistências significativas e o procedimento por rito sumário passou com 86 SIM e 7 NÃO. Entre os votos do não, Osvaldo Lima Filho, Ademir Andrade, Luiz Inácio da Silva, Plínio Arruda Sampaio.

capacidade de mediação e acordo porque significava um verdadeiro avanço e não uma inútil luta de demagogia e ideologias (ibidem). A emenda sucessiva de José Lins, por efeito dos acordos, foi retirada e assim foram debatidas outras emendas menores.

Interessante o caso da emenda de José Egreja, PTB, que tinha o objetivo de introduzir maiores especificações na definição da política agrária: uma questão que anteriormente não tinha polarizado nenhum debate, mas que no resultado da votação viu a comissão rachada na metade com 50 SIM e 43 NÃO, o que talvez possa ser explicado pelo fato que faltava uma indicação precisa de acordo sobre a matéria.

Concluiu-se a sessão com a retirada da emenda do Jonas Pinheiro, PFL, que tratava do crédito fundiário e dos programas de colonização. A reunião foi retomada no dia seguinte, 11 de novembro, com a entrega da lista da ordem dos suplentes do PMDB fornecida por Covas, importante para manter a proporcionalidade ideológica além daquela partidária.

O debate do dia começou com o destaque de Haroldo Lima, PCdB, sobre a emenda de Aldo Arantes, PCdB, para introduzir o limite máximo das propriedades fixado em 500 hectares no norte e 200 na restante parte do Brasil. Acusando a UDR de radicalização, Arantes e sucessivamente Ademir Andrade, falaram em favor do limite máximo como medida necessária pela reforma, (ibi p. 209-211). Posto em votação o destaque recebeu 27 SIM e 42 NÃO, por um total de 71 votos que prejudicou o destaque por falta de quorum qualificado. O limite máximo não entrava no texto da reforma.

A emenda de Vicente Bogo, PMDB, sobre os termos da usucapião de terras foi consensual e passou com 68 SIM e 7 NÃO. Com a última emenda retirada sobre a destinação de 20% de todas as propriedades para a produção alimentar, terminaram as votações sobre a reforma agrária.

Em conclusão, o andamento da deliberação foi consensual, no respeito dos acordos fechados nos dias anteriores entre as lideranças e os grupos, sem radicalizações e com evidente capacidade de convergir. Em particular permaneceu a definição clara da função social, cujo cumprimento previa o respeito simultâneo dos critérios de aproveitamento racional, respeito dos direitos dos trabalhadores e do meio ambiente. Por outro lado foi cancelada a imissão automática e encontrado um ponto de acordo na definição do rito judiciário sumário. Não foi debatida a questão da defesa separada da propriedade produtiva, que se tornaria, novamente, polarizadora na próxima etapa.

No mesmo dia 11 de novembro 1987, a Folha de São Paulo publicara na quinta página dois artigos sobre a realização do acordo na sistematização, chamado “acordão”, e sinalizando que ao ganhar da emenda sobre a manutenção da função social, o presidente da UDR, que estava presente nas galerias, teria abandonado a sala falando de traição dos constituintes conservadores, quando porém, como declarado por ele mesmo, a questão mais importante, que era a exclusão da imissão automática, foi excluída. Caiado denunciou os constituintes Sandra Cavalcanti, PFL, José Richa, PMDB, e José Inácio Ferreira como traidores e conseqüentemente pode ler-se no artigo, o líder da UDR se comprometia com o leilão de gado maior do mundo para comprar os votos no plenário da ANC, na ultima fase da constituinte.

O acontecimento crucial, todavia foi o levantamento do Centrão que, com a proposta de mudança do regimento interno da ANC, abriu novamente a possibilidade de alterações quase integrais nos resultados da sistematização.