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ĐNOVASYON STRATEJĐLERĐ

2.2. ĐNOVASYON VE ĐNOVASYON STRATEJĐLERĐ

2.2.1. Đnovasyon Kavramı

2.2.1.3. Đnovasyonun Özellikler

Conforme exposto anteriormente, nota-se uma insuficiência na regulamentação do EIV dentro do município de Rio Claro (SP). Esta situação faz com que não haja qualquer tipo de padronização nos estudos elaborados, o que, em tese, resultaria em EIVs com diferentes estruturas, níveis de complexidade, formas de apresentação dos resultados, propostas de melhorias para o empreendimento e assim sucessivamente.

Desta maneira, no presente trabalho, procurou-se analisar alguns dos Estudos de Impacto de Vizinhança elaborados dentro do município de Rio Claro (SP), justamente para se avaliar tais diferenças e verificar se estes estudos atendem à legislação, apresentando elementos suficientes para cumprir com seu objetivo.

Assim, três estudos foram levantados juntos à Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente de Rio Claro (SP) – SEPLADEMA, os quais são referentes a: supermercado de grande porte, prédios residenciais multifamiliares e condomínio residencial multidomiciliar.

O critério para levantamento dos EIVs consistiu, basicamente, na disponibilidade destes estudos, dada a dificuldade de acesso aos mesmos, a qual se evidenciou durante a tentativa de contatar seis diferentes empresas elaboradoras de EIV, a fim de solicitar a disponibilização de alguns de seus estudos para pesquisa acadêmica, sem que se obtivesse qualquer tipo de resposta positiva.

Desta forma, os únicos estudos levantados foram aqueles acima citados, entretanto, ressalta-se que, devido ao compromisso de sigilo firmado pelo autor do presente trabalho junto à SEPLADEMA, nenhum tipo de informação que permita a identificação das obras em questão será divulgado neste relatório.

Os seguintes elementos foram considerados na análise: Caracterização do empreendimento; Compatibilidade com a lei municipal e revisão da legislação incidente; Definição e caracterização das áreas de influência; Aspectos abordados; Avaliação de impactos; Proposta de medidas preventivas, mitigadoras ou potencializadoras; e Programa de monitoramento.

As principais observações feitas durante a análise de tais estudos são apresentadas de maneira sintética no Quadro 3, apresentado na sequência.

Discutem-se, a seguir, alguns dos pontos principais observados durante a análise dos EIVs levantados junto à SEPLADEMA.

O estudo referente ao condomínio residencial apresentou uma particularidade interessante, ele foi elaborado sobre a premissa de que os impactos gerados por este empreendimento relacionar-se-iam quase que exclusivamente à geração tráfego da região, sendo desnecessário considerar os demais aspectos impostos pelas leis federal e municipal.

Embora tal premissa seja questionável, tal estudo foi claro e objetivo no que diz respeito à questão da geração de tráfego na vizinhança do empreendimento. Neste EIV foi realizado um levantamento detalhado da situação atual do tráfego na região, o qual abrangeu a contagem de carros, motos, ônibus, caminhões, bicicletas e pedestres em diferentes horários e lugares. Esta abordagem permitiu observar quais os horários de pico de tráfego na vizinhança e também os locais onde este é mais intenso. Baseado nestas informações o estudo foi capaz de propor medidas mitigadoras precisas e localizadas, a fim de amenizar o impacto da geração de tráfego causado pela instalação do empreendimento.

O EIV do supermercado, por sua vez, foi elaborado de maneira mais abrangente, abordando uma gama maior de aspectos do empreendimento e da vizinhança, tais como: adensamento populacional, uso do solo e adequação do empreendimento na zona urbana, alguns equipamentos e serviços públicos, e sistema viário e de transporte público e coleta de resíduos sólidos.

Quadro 3 – Síntese da análise dos Estudos de Impacto de Vizinhança levantados junto à Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente (SEPLADEMA) de Rio Claro (SP).

Objeto de Estudo Supermercado Residencial Prédio Condomínio Residencial

Caracterização do empreendimento; Caracteriza tipologia, porte e da outras informações. Insuficiente. Caracteriza tipologia, porte e da outras informações. Compatibilidade com a lei municipal

e revisão da legislação incidente Não se considerou as diretrizes da lei municipal, ou uma revisão da legislação incidente. Não se considerou as diretrizes da lei municipal, ou uma revisão da legislação incidente. Não se considerou as diretrizes da lei municipal, ou uma revisão da legislação incidente.

Definição das áreas de influência

Considera o bairro como única área de

influência.

Vagamente definida.

Define uma única área de influência, considerando apenas o tráfego. Caracterização das áreas de influência Apenas do meio socioeconômico. Não caracteriza a vizinhança. Apenas do meio socioeconômico. Aspectos abordados

Não, apenas uso do solo, equipamentos urbanos e tráfego (superficialmente). Considera quatro itens, mas de maneira extremamente superficial.

Não, apenas tráfego (detalhadamente) e adensamento populacional (superficialmente). Avaliação de impactos Superficial. Não considera qualquer impacto causado pelo empreendimento.

Apenas no que diz respeito ao tráfego.

Proposta de medidas mitigadoras ou potencializadoras

Não faz referência a qualquer tipo de

melhorias.

Não faz referência a qualquer tipo de melhorias. Existem medidas mitigadoras para os impactos no tráfego. Monitoramento

Não propõe nenhum plano de monitoramento. Não propõe nenhum plano de monitoramento. Não propõe nenhum plano de monitoramento.

A análise deste estudo incitou a discussão sobre a necessidade de inclusão de todos os aspectos determinados por lei e o nível de profundidade com que cada um destes merece ser abordado. Embora a lei estabeleça sua obrigatoriedade, é compreensível o motivo pelo qual aspectos como as condições de ventilação e iluminação da vizinhança, ou a questão do patrimônio histórico e cultural foram deixados de lado no EIV de um empreendimento desta natureza, no local planejado para sua instalação. Entretanto, por outro lado, ao tratar de um tópico importante para um supermercado, intitulado “coleta de lixo”, o EIV foi

muito sucinto e superficial, dada a tipologia deste empreendimento, um estudo mais cuidadoso e detalhado do gerenciamento de resíduos sólidos poderia ter sido feito, ou requerido posteriormente pela SEPLADEMA.

Quanto ao EIV do prédio residencial, este chamou a atenção por ser inteiramente baseado em juízo de valor, e não em argumentos de fato objetivo. Exemplificando, tal estudo concluiu que o uso e ocupação do solo estão em acordo com o Plano Diretor, que haverá uma valorização imobiliária das casas da vizinhança, que o empreendimento não afetará as condições de ventilação e iluminação do entorno, e assim por diante. Entretanto, tais conclusões são colocadas sem a devida apresentação das premissas que a suportem, ou do método utilizado para se chegar até elas. Para este estudo, seria necessária uma explicação mais detalhada dos aspectos considerados, expondo e ponderando as premissas tomadas como base para a formulação das conclusões expostas no trabalho.

Tratando-se em termos gerais dos estudos observados, observou-se a falta de padronização existente entre eles, o que dificulta a realização de uma avaliação consistente por parte do órgão ambiental. A título de exemplo pode-se citar o EIV do condomínio residencial, que, ao contrário do que se esperaria de um estudo desta natureza, foi focado exclusivamente na geração de tráfego na vizinhança, recebendo, inclusive, o título de Estudo de Impacto no Tráfego (EIT), mas sendo entregue à SEPLADEMA como um Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).

Outra questão interessante consiste na apresentação do método utilizado para a elaboração dos estudos. Nenhum dos EIVs analisados considerou esta questão, do modo que não houve qualquer explicação dos procedimentos empregados para se chegar as devidas conclusões. Esta situação vai contra o princípio da repetitividade dos estudos, segundo o qual toda e qualquer pesquisa deve explicar detalhadamente como foram obtidos seus resultados, a fim de que outros profissionais da área possam executá-la da mesma maneira, verificando e validando, assim, a precisão destes resultados

Por fim, destaca-se outro ponto importante observado, nenhum dos EIVs analisados aborda os sete aspectos mínimos estabelecidos pelo Estatuto da Cidade, ou os dez considerados no Plano Diretor de Rio Claro (SP). Em relação a isto, pondera-se apenas que deveria ter sido considerada a hipótese de solicitação de complementação dos mesmos.