III. HİPOTEZLER
2.4. ÜSTÜN YETENEKLİ ÇOCUKLAR VE DEĞERLER EĞİTİMİ
2.4.1. Üstün Yetenekli Çocuklar
O domínio 1 considerado como área de concentração da pesquisa, foi assim estabelecido, por abrigar a totalidade de dados intrusivos de análise, a partir dos quais foram elaboradas as seções geológicas responsáveis pela concepção básica do modelo geológico-estrutural, visando sua extrapolação para o domínio 2, de acordo com o reconhecimento e a adequação das informações coletadas e interpretadas nesse domínio maior, conforme amostragens de campo e da análise das morfoestruturas (Item 6.3).
Como observado na Figura 6.11, a área de concentração (AC) foi delimitada de acordo com a distribuição dos poços e sondagens existentes dentro de seus limites, cobrindo uma superfície de 57 km2 e que circunscreve parte das principais sub-bacias hidrográficas locais, sendo as principais: Jaque, Lagoa Santa e córrego Antônio Ferreira que deságuam no rio das Velhas, e dos córregos Cafundó, José Maria e Buraco, que deságuam no ribeirão da Mata.
A figura citada mostra que a distribuição dos furos de sondagens testemunhados não se apresenta de forma regular, sendo que a conformação do arranjo é decorrente dos processos de investigação geológica da mineração dentro de seu polígono minerário e de seu entorno, conforme a possibilidade de execução dos referidos furos em terrenos de terceiros.
Observa-se ainda que parte dessas sondagens compreende os furos que foram revestidos e aproveitados como piezômetros, estando estes alinhados preferencialmente entre a cava e a lagoa Santa, e às demais zonas de interesse hidrogeológico.
Figura 6.11 - Distribuição espacial dos furos de sondagem.
A seguir, apresenta-se a descrição dos testemunhos das sondagens que foram utilizados como indicadores da conformação atual do substrato rochoso, em termos dimensionais, petrográficos e composicionais, essenciais para a montagem das seções litoestruturais e para a análise morfoestrutural.
6.2.2.2.1 Furos de sondagem testemunhados
Serviram à verificação dos aspectos dimensionais, litoquímicos e estruturais de um vasto pacote litológico compreendido na porção adjacente e imediatamente ao sul da lagoa Santa, funcionando como o alicerce das investigações geológicas locais e permitindo o reconhecimento dos atributos litológicos de uma ampla seção geológica que delimita verticalmente, todo o ‘edifício’ carbonático.
Estas sondagens de controle existentes na área estão representadas por 154 furos testemunhados, somando cerca de 22500 metros lineares. Do total de furos testemunhados, 41 foram revestidos como poços de monitoramento (FPZ’s), sendo que deste total, 12 furos encontram-se na forma de câmaras rasas revestidas como poços de monitoramento da zona epicárstica; 9 furos estão revestidos ao redor da mina como poços de monitoramento das faixas adjacentes à lavra; 20 furos profundos (FPZ’s) encontram-se revestidos até a cota do complexo basal cristalino e, dentre os 113 furos de sondagens restantes, 61 representam apenas os furos testemunhados até profundidades intermediárias da faixa carbonática, e 57 os que atingiram o complexo basal cristalino.
Os furos de sondagem encontram-se distribuídos por toda a área de concentração, mas com uma menor densidade em sua porção centro norte, área esta ocupada por loteamentos urbanizados. A faixa compreendida pelo polígono minerário encontra-se densamente ocupada por uma malha estreita de sondagens mais antigas, com profundidades médias de 80 a 100 m, que não atingiram o complexo basal cristalino.
De forma mais espaçada, nas extremidades do polígono minerário e ao longo dos limites sul, noroeste e nordeste da área de concentração, encontram-se os furos de sondagem profundos que atingiram o complexo cristalino, entre os quais foram revestidos os poços piezométricos para controle de nível d’água, como será visto no Capítulo 7.
Com a finalidade de se apresentar os tipos litológicos identificados a partir das descrições dos testemunhos, foram selecionados dentre 42 furos de sondagens, os mais representativos para caraterizar a coluna litoestratigráfica da área pesquisada, de acordo com sua distribuição e os locais tipo de ocorrência de cada pacote, considerando-se além das características petrográficas, os aspectos estruturais mais evidentes, os quais serão descritos em seguida.
Essa síntese visa aumentar o grau de conhecimento a respeito dos aspectos petrográficos descritos com base nas observações dos referidos testemunhos, cujas características visuais venham a facilitar a compreensão da leitura das seções geológicas a partir de sua escala de apresentação, de sua equiparação posterior com as características composicionais, e de seu aproveitamento no entendimento das questões estruturais.
A listagem de identificação dos furos de sondagem existentes na área de estudo, distribuídos conforme o ano de execução das campanhas de perfuração encontra-se no Anexo 4, onde se
verificam ainda, os dados referentes às profundidades, coordenadas geográficas (UTM), cota altimétrica e espessuras atravessadas em cada tipo de rocha.
6.2.2.2.2 Descrição dos testemunhos das sondagens
As descrições apresentadas a seguir seguem a seqüência de empilhamento normal conhecida para o Grupo Bambuí, da porção basal do complexo cristalino para o topo da coluna, correlacionando-se os termos adotados no estudo com as denominações tradicionalmente conhecidas na litoestratigrafia regional.
Encontram-se apresentados na Tabela 6.4 abaixo, as denominações dos materiais amostrados a partir dos testemunhos de sondagem, bem como as primeiras considerações sobre a faixa de variação da concentração de seus principais elementos constituintes, sendo que as descrições dos testemunhos de sondagens que foram retirados dos poços de monitoramento e de furos adicionais, estão no Anexo 5.
Tabela 6.4 - Empilhamento litoestratigráfico e variações composicionais em %.
Denominação local Grupo Bambuí Litoquímica
Mínimos e máximos (%)
Solos argilosos, vermelhos amarelados, ferruginosos. Ocorrem, localmente, zonas espessas de cascalheiras, com
seixos angulosos de quartzo
Formação Serra de Santa Helena
32% < SiO2 < 90% 0,08%< CaO < 8,7% 0,0% < MgO < 2,1% 2,4% < Al2O3 <36,3 2,3 < Fe2O3 < 17,2 (79 amostras) Calcário calcítico ou calcário
micrítico
Membro Lagoa Santa Cálcio filitos e xistos
carbonáticos
Formação
Sete Lagoas Membro Pedro
Leopoldo Filonitos carbonáticos constituídas por intensas venulações de
quartzo e de calcita, matriz carbonosa
Indiviso 0,38 % < SiO2 < 68% 5,3% < CaO < 58% 0,0% < MgO < 18,3% 0,0% < Al2O3 <16,1% 0,0% < Fe2O3 < 6,8% (869 amostras)
- Complexo basal cristalino
Os materiais que constituem o complexo basal cristalino não afloram na área de concentração, tendo sido apenas descritos com base nos testemunhos das inúmeras sondagens que atingiram o referido assoalho gnáissico migmatítico.
bandamento gnáissico. É composta basicamente por quartzo, feldspato, clorita e biotita. A coloração é cinza claro a médio, com traços esverdeados. As Fotos 25 e 26 abaixo mostram detalhes de cor e de textura desses testemunhos descritos.
Foto 25 - Contato mármore/granito
(FPZ-09). Foto 26 - Contato mármore/gnaisse (FS-11).
O embasamento cristalino é apresentado com base nas interpolações das cotas altimétricas pelas quais pôde ser configurado sob a área de concentração, considerando-se as informações obtidas nas 57 sondagens realizadas no referido domínio. A Figura 6.12 evidencia os desníveis existentes sob a área de estudo, os quais materializam as rampas por onde se espelharam as falhas de descolamento basal citadas.
Alguns furos mostraram, de forma pouco comum, a presença de intercalações dos mármores por entre a rocha granítica, ainda que de forma localizada. Para esses materiais não constam análises litoquímicas. Contudo, como será visto no próximo item, dentre as principais variações do teor de MgO observadas, a proximidade da zona de contato com complexo basal reflete uma importante faixa guia, dada a presença constante dos mármores nesses locais.
- Mármores
Os mármores ocorrem de formas variadas, pois representam o calcário metamorfisado a partir dos tipos litológicos encontrados no contato com o complexo basal, podendo ser derivado tanto de um cálcio filito como de um xisto carbonático, ou até mesmo de um calcário calcítico, dependendo da situação litoestrutural em que se encontra diante do empilhamento estratigráfico local.
Mostram-se geralmente como um material amorfo e opaco, cuja estruturação está quase sempre ausente, ou então, preservando feições de bandamentos composicionais com colorações claras, variando desde tons róseos a brancos leitosos, cinza claro a médio esverdeados, amarelos a arroxeados. O fraturamento é em geral, ausente a incipiente.
Foto 27 - Calcita rósea intercalada
(FPZ-13). Foto 28 - Mármore cozido, opaco (FPZ-09).
A característica mais marcante dos mármores refere-se ao elevado grau de recristalização em que se encontra, invariavelmente; podendo exibir ainda feições intensas de deformação, no caso de mostrar-se muito bandado, dobrado ou até mesmo falhado; ou ainda, no caso de não apresentar estruturas, quando se mostra com aspecto amorfo e massivo, a aparência recai num
aspecto de ‘cozimento’ do material, ressaltando-se assim suas características de compacidade elevada (Fotos 27 a 30).
Foto 29 - Deformado, bandado (FPZ-08). Foto 30 - Recristalizado amarelo (FS-13).
Os mármores foram descritos apenas com base nas amostras obtidas a partir dos testemunhos de sondagens, sendo seus limites de potência vertical muito próximos de uma faixa que varia entre 5 e 10 metros de espessura, podendo no entanto atingir até 30 metros de espessura, localmente.
Esses mármores foram observados em todos os furos descritos, com raríssimas exceções, o que o torna, em princípio, um elemento guia quanto a proximidade do complexo basal cristalino. Ainda com relação a espessura desses mármores, foi observado que as faixas coincidentes ao compartimento Lagoa Santa (ver Item 6.2), tendem a se apresentar como as mais espessas para a área analisada.
- Cálcio filitos
Esses materiais podem ser descritos como rochas de coloração cinza clara esverdeada que variam muito alternadamente suas laminações, em diversos níveis, tanto em espessura como em grau de recristalização, sendo constituída predominantemente por intercalações milimétricas de calcita e quartzo, de minerais micáceos a base de clorita, e de material carbonoso escuro (Fotos 31 e 32).
Foto 31 - Deformado e grafitoso (FPZ-16). Foto 32 - Falhado, com brechas (FPZ-16).
As porções mais claras das zonas finamente laminadas, quando menos recristalizadas, referem-se aos níveis de calcita e de quartzo, apresentando nestas zonas, invariavelmente, uma textura micrítica. Já as laminações mais escuras, que ocorrem quase sempre nas zonas menos recristalizadas, mostram-se constituídas por frações de minerais filossilicáticos, cloríticos e pela presença de piritas de forma incipiente.
Com certa freqüência, verifica-se que o cálcio filito grada paulatinamente para um xisto carbonático, fato que fica evidenciado quando se depara com o aumento da espessura das laminações e do grau de recristalização, até se tornar uma rocha com bandas composicionais alternadas em tons de cinza claro a branco e níveis de clorita esverdeados (Fotos 33 e 34) no início da gradação.
Foto 33 - Laminado a bandado (FS-138). Foto 34 - Dobrado e falhado (FPZ-09).
Nos intervalos onde o cálcio filito encontra-se mais movimentado, pode ocorrer um espessamento das faixas escuras, o que dependendo da intensidade da deformação, dão lugar a
uma brecha carbonática, como será descrito adiante. Nesses trechos onde a deformação é proeminente, ocorre via de regra, um aumento do grau de fluidização, materializado pela presença de veios de quartzo e de calcita intercalados, pouco ou muito deformados, possantes ou não, determinando sempre um aspecto anastomosado do pacote como um todo (Fotos 35 e 36). Associados a esses trechos estão sempre presentes, faixas de material carbonoso negro (grafita), ocorrendo de forma mais repetitiva e proeminente no contato com o calcário calcítico.
Foto 35 - Dobrado e falhado
(FS-145). Foto 36 - Clivagens de crenulação (FPZ-09).
O padrão anastomosado, no entanto, corresponde à freqüente atuação dos processos de deformação, dadas às características reológicas de menor competência desses materiais, que respondem mais facilmente aos esforços tectônicos. Devido a essas características intrínsecas destes materiais, podem servir como ótimos balizadores da intensidade de deformação que se manifesta através das texturas miloníticas ou de transposição da foliação, conforme mostram as Fotos 37 e 38, abaixo.
Foto 37 - Dobras transpostas
(FPZ-14). Foto 38 - Textura milonítica (FPZ-16).
Torna-se muito difícil mensurar a potência desses pacotes em termos de suas espessuras, visto que a trama estrutural instalada, oblitera, com freqüência, a continuidade de suas camadas, havendo muitas repetições ao longo de uma mesma seção geológica. No entanto, como demonstrado nas seções geológicas, pode-se identificar alguns estratos que chegam a atingir até 85 metros de espessura, ou um pouco mais.
Esses materiais ocorrem em toda a área de estudo, seja na base do pacote de metassedimentos analisados nas sondagens, seja cavalgando outros níveis de rochas carbonáticas, tanto os calcários calcíticos como os xistos carbonáticos. Mas, sua tendência geral é de ocorrer na base do empilhamento litológico, sobrejacente ao mármore.
- Xistos carbonáticos
Conforme citado anteriormente, os aspectos texturais são identificados, geralmente, através de uma laminação materializada pelos níveis claros e cinza esverdeados constituídos pelos níveis calcíticos/quartzosos e pelas cloritas, passando a um bandamento quando aumenta o grau de recristalização e a espessura desses níveis (Fotos 39 e 40).
Esse aumento gradativo foi observado com freqüência em vários furos, o que a partir das análises litoquímicas puderam ser então identificados e diferenciados os cálcio filitos dos xistos carbonáticos, diante dessas condições.
De certa forma, pode-se afirmar que as diferenças entre tais materiais é bastante sutil, mas o que pode ser adotado como elemento de distinção entre ambos, além do grau de recristalização, é a tendência de se manifestar, nos xistos carbonáticos, uma tonalidade mais clara, além do grau de compacidade destes xistos carbonáticos mostrar-se consideravelmente maior, via de regra.
Foto 39 - Laminado a bandado
(FS-138). Foto 40 - Banda clorítica qz-calcítica (FPZ-08).
Em amostras de mão, verifica-se que estes materiais assumem menos facilmente os esforços de deformação, correspondendo a uma rocha de características mais coesivas, onde os minerais encontram-se de certa forma, mais proeminentes em função da melhor recristalização, além de não conterem o mesmo teor de material carbonoso que os cálcio filitos. Este fato mostra-se como uma característica marcante no tocante a sua tendência de partição mais acentuada que em relação aos cálcio filitos, de maior ductibilidade.
Também ocorrem de forma laminada como nos cálcio filitos, mas a presença das cloritas e das faixas calcíticas são dominadas pelo elevado teor de quartzo, inibindo um pouco as reações de efervescência ao ataque do ácido clorídrico.
Os xistos carbonáticos foram assim denominados por apresentarem teores de CaO bem inferiores aos cálcio filitos, e teores de SiO2 muito elevados, como será visto nas
considerações sobre os aspectos composicionais dos metassedimentos que compõem o empilhamento do edifício carbonático na área pesquisada; além dos aspectos texturais peculiares, cuja granulação se mostra mais grosseira e a massividade bem elevada.
Foto 41 - Fraturado e dobrado
(FS-16). Foto 42 - Dolomítico, fraturado (FS-12).
As diferenças entre as características composicionais dos xistos carbonáticos e dos cálcio filitos, em termos de seu conteúdo relativo a sílica (SiO2) e ao cálcio (CaO), proporcionam
uma evidente correspondência com o comportamento reológico desses materiais, conforme citado anteriormente, e apresentado através das Fotos 41 a 44.
Foto 43 - Cataclasito (FPZ-16). Foto 44 - Dobrado e falhado
(FPZ-16).
Nas porções onde a matriz é composta predominantemente por material silicoso, em relação aos elementos calcita e clorita, observa-se que a rocha tende a se cataclasar, como mostra a foto 39. Nas porções onde o xisto carbonático contém concentrações de CaO e de SiO2
similares (~30%), e os teores de material clorítico é equiparável, observam-se feições de dobras com rupturas associadas a pequenos falhamentos. Xistos carbonáticos também a são denominados como calcários silicosos ou magnesianos, ou também, minério de baixo teor.
Esses materiais, assim como os cálcio filitos encontram-se de forma variável ao longo do pacote litoestratigráfico, ora no topo da pilha, ora em sua porção basal, porém, observa-se que tendem a ocorrer, de maneira mais expressiva, nas porções sul e sudeste do domínio de investigação.
- Calcários calcíticos
Pode ser definida como uma rocha de coloração cinza escura a média, compacta, de textura micrítica (Folk, 1962) podendo variar localmente a granulação dos materiais que compõem a matriz, com cristalinidade fina a muito fina (0,01 a 0,04mm, conforme Grabau, 1913), exibindo pronta efervescência ao ácido clorídrico diluído 10%.
Feições de dissolução são comuns, principalmente nos calcários que se encontram próximos à superfície de contato com os materiais intemperizados de topo, perfazendo a principal zona de carstificação da área, na zona epicárstica (Fotos 45 e 48).
Localmente, pode apresentar-se bastante laminado (Foto 46), variando entre frações muito finas, submilimétricas intercaladas em níveis homogêneos de espaçamentos centimétricos, ao longo de um mesmo estrato.
Foto 45 - Fraturas e fendas (FPZ-08). Foto 46 - Finamente laminado (FPZ-16).
Exibem, com freqüência, trechos micro fraturados ou falhados, preenchidos por veios de calcita espática tardia (Foto 47), com níveis bem marcados de pirita disseminada ao longo das laminações milimétricas a centimétricas.
Os calcários calcíticos, micríticos ou de alto teor, ocorrem predominantemente nas porções norte e nordeste da área de concentração, mostrando-se bem expressivos desde as faixas em torno da cava, no compartimento Lagoa Santa (ver Item 6.3), prolongando-se para a porção leste, conforme caimento das camadas nessa direção geral.
Foto 47 - Laminado e falhado
(FPZ-09). Foto 48 - Cavernas preenchidas (FS-141).
Podem atingir desde lentes delgadas com espessuras inferiores a 5 m, como também alcançarem potências de até 150m, intercalados ou não com outros materiais, como cálcio filitos ou xistos carbonáticos. As maiores espessuras foram determinadas através das seções geológicas (Item 6.2.2) para as áreas adjacentes à cava, e exatamente ao norte desta. Outras faixas expressivas foram localizadas nas cabeceiras do córrego Antônio Ferreira, a nordeste. Estes calcários denotam características marcantes diante de seu posicionamento no pacote litoestratigráfico, visto exibir, constantemente, uma brecha carbonática em sua base. Em geral situa-se no topo do pacote, onde se exibe com maior espessura, mas freqüentemente, é mapeado de forma adelgaçada, intercalada aos outros litotipos.
- Filonitos e brechas carbonáticas
Foram denominadas como filonitos, os termos litológicos resultantes dos processos de deformação e do metamorfismo gerados ao longo das zonas de falhamentos intraestratal e interestratais, freqüentemente observados em distintos níveis do empilhamento de metassedimentos que constitui a coluna litoestratigráfica local.
O material negro carbonoso é vulgarmente denominado na literatura geológica como grafita. Tanto sua composição como sua estrutura atômica variam gradualmente com o aumento do
Foto 49 - Brechas no Cálcio filito
(FPZ-09). Foto 50 - Filonitos com brechas (FPZ-10).
Podem ocorrer a partir da reação de descarbonização descrita pela decomposição dos minerais carbonáticos, tais como calcita e dolomita. Myashiro (1973) cita um exemplo onde se adicionando calor a uma rocha contendo calcita e quartzo, eventualmente ocorrerá uma reação em que as condições de equilíbrio em relação à ‘P e T’ são análogas às reações de desidratação. Cita, ainda, que em rochas carbonáticas metamorfisadas, a fase fluida raramente consiste de puro CO2, sendo normalmente uma mistura de CO2 e H2O (e outras espécies
voláteis).
Associa-se geralmente aos filonitos, de forma bastante distinta dentre os demais materiais, as brechas carbonáticas, cujas características principais variam em dois tipos: a primeira e mais comum mostra-se como uma rede caótica de vênulas de calcita e quartzo, dispersa numa massa carbonática de granulação fina; tonalidade cinza escuro a médio, observada geralmente como faixas isoladas, delgadas ou espessas, dentro dos cálcio filitos (Fotos 49 e 51).
A segunda refere-se, basicamente, às faixas onde os processos de deformação aparentam ter sido mais enérgicos, cataclasando a rocha em fragmentos angulosos de calcita e de quartzo em meio a uma matriz de minerais filossilicáticos bastante deformados, geralmente mostrando aspectos fibroso e crenulado, entremeado por material carbonoso de tonalidade bem escura. Essas brechas (Fotos 50 e 52) mostram-se via de regra, em contato com o calcário calcítico ou mesmo em caráter intraestratal.
De maneira geral, essas brechas são identificadas por apresentarem ausência de estruturas ou descontinuidades. A coloração típica é predominantemente negra, junto aos filonitos, face ao conteúdo sempre elevado de material carbonoso quando em contato com os calcários calcíticos, seu aspecto mais marcante; às vezes, denotando matriz anastomosada, face a presença relativa de minerais micáceos. Ocorrem ainda, em meio a uma massa de tonalidade cinza, entrecortada por venulações de tonalidade clara de quartzo e calcita, associadas aos cálcio filitos.
Os filonitos carbonáticos, do ponto de vista de sua potência vertical, não são muito