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1. BÖLÜM

1.4. Konaklama Hizmetlerinin Pazarlanması

1.4.3. Konaklama İşletmeleri Hizmetleri için 7p Pazarlama Karması

1.4.3.1. Ürün

Conforme discutido anteriormente, de forma individual, o nascimento do filho representa forte impacto nas práticas de lazer dos entrevistados. O quadro 33 mostra as atividades que mais sofreram redução de freqüência com o nascimento do filho, na percepção dos entrevistados.

Atividade D1 D2

Alugar filmes Intelectual e Culturall Domiciliar

Leitura Intelectual e Cultural Domiciliar

Ouvir música em casa Intelectual e Culturall Domiciliar

Receber amigos Social Domiciliar

Ficar sozinho Outro Domiciliar

Ir ao cinema Intelectual e Cultural Externo

Ir ao teatro Intelectual e Culturall Externo

Ir a shows Intelectual e Culturall Externo

Visitar museus e exposições Intelectual e Cultural Externo

Visitar parentes e amigos Social Externo

Sair com os amigos Social Externo

Sair à noite para jantar no final de semana Social Externo

Viagens (só o casal) Turístico Externo

Viajar para o exterior Turístico Externo

Caminhar pelo bairro, pela manhã Físico Externo

Praticar exercícios Físico Externo

Sair sozinho para tomar cerveja Outro Externo

Quadro 33 – Atividades de lazer que sofreram diminuição de freqüência, com o nascimento do filho

Fonte: autor da dissertação

Como foi comentado durante a análise individual e que pode ser visto no quadro 33, as atividades externas foram as que mais sofreram diminuição de freqüência, o que é congruente com o trabalho de Landon e Locander (1979). Isso se deve, em parte, aos cuidados que um filho demanda. Assim, para poder sair à noite os pais dependem de outras pessoas que possam tomar conta da criança. Além disso, os horários para se alimentar e dormir, no caso de crianças, costumam seguir um padrão relativamente rígido, o que gera restrições para o lazer dos pais, notadamente os noturnos e externos.

“Porque ele [o filho] está novo ainda e os horários de almoço, de comida dele, são diferentes. [...] Aos poucos a gente vai começar a ajustar mais o horário dele com o nosso. A gente vai diminuir o dele um pouquinho para a gente poder estar mais junto” (Emerson).

“Você abre mão de muita coisa. Você tem que ter uma agenda. Tem horário para comer, horário para dormir, para fazer na, na, na. É uma mudança” (Emerson).

“Minhas filhas têm muito horário. Horário de almoço, sempre o mesmo horário. Horário do jantar, é sempre o mesmo horário” (Marcela).

No caso de viagens, fica clara a questão da infra-estrutura necessária para que se possa levar o filho, o que se torna um elemento fundamental na escolha da localidade ou do prestador de serviço. Esse fato mostra que o lazer, antes do nascimento do filho, é mais espontâneo. Com o nascimento da criança, as viagens e os passeios necessitam de uma programação, de um planejamento.

Outro motivo que parece desfavorecer as atividades externas é o fato de a criança consumir energia física dos pais, conforme salienta Sandro:

“Eu perdi um pouco da necessidade de sair. (...) porque fico muito cansado. Você brinca 15 minutos com o moleque, tira a vontade de sair para fazer outras coisas”.

Assim como algumas atividades sofreram redução na sua freqüência, outras passaram a fazer parte do rol de práticas dos entrevistados. O quadro 34 apresenta essas atividades.

Atividade D1 D2

Receber amigos e parentes Social Domiciliar

Brincar / estar com o filho Social Domiciliar

Assistir a desenhos infantis Intelectual e Cultural Domiciliar

Ler Intelectual e Cultural Domiciliar

Dormir Outro Domiciliar

Ir ao clube Social Externo

Passeios em parques, zoológicos, etc. Social Externo

Passeios em shopping Social Externo

Ir à livraria – contador de história Intelectual e Cultural Externo Ir ao teatro infantil Intelectual e Cultural Externo

Quadro 34 – Atividades de lazer que surgiram com o nascimento do filho Fonte: autor da dissertação

Considerando o volume de atividades, percebemos que há uma igualdade entre domiciliares e externas. É interessante notar que a criança demanda muito tempo dos pais, nessas novas atividades, uma vez que praticamente todas elas são realizadas em conjunto entre pai/mãe e filho.

Do ponto de vista do momento das atividades de lazer, podemos entender que o filho restringe as atividades noturnas, enquanto direciona as atividades diurnas. Eugênio confirma essa característica: “eu realmente não faço muitos programas diurnos, desconectados da minha filha”.

Um aspecto importante que deve ser considerado, quando se pensa no impacto que o nascimento de um filho representa para o lazer dos pais, é a idade da criança. Os dados da pesquisa sugerem que há uma relação direta entre o nível de atividades de lazer e a idade do filho, de forma que quanto mais nova a criança for, mais restrições oferece às práticas de lazer dos pais. Leonardo, que na época da entrevista era pai de uma menina de apenas 25 dias de vida, comenta claramente essa questão:

“Eu acho que nesses três primeiros meses, o impacto é gigantesco, porque assim, a gente está 24 horas em função dela. Porque é tudo novo para a gente, tudo novo para ela. [...] Então, o impacto no curto prazo, foi gigantesco. Mudou completamente mesmo. Como eu te falei, você não liga mais a televisão em casa, não sai mais de casa, mesmo porque não dá para sair agora com ela”.

O fato de ter filho também parece alterar as relações sociais dos entrevistados, conforme já comentado na análise individual. Assim, há uma aproximação com os amigos que estão no mesmo estágio do Ciclo de Vida Familiar e uma redução dos contatos com os amigos que se encontram em estágios anteriores. Ainda mais forte é a percepção da aproximação com a família extensa. Uma prática bastante constante é visitar os pais ou sogros, notadamente no final de semana, normalmente para almoço (este último aspecto combina com Forjaz [1988] e Taschner [1991], que também registraram a tradição de almoço de domingo com os pais/avós entre membros da população paulistana de diversas classes sociais).

Do ponto de vista de conflitos gerados com as obrigações familiais, aspecto destacado pelo trabalho de Willming e Gibson (2000), percebemos, a partir das análises realizadas na primeira parte deste capítulo, que as atividades complementares de lazer (como definido por Kelly [1975]) são notadas, pelos entrevistados, como obrigatórias. O trecho abaixo mostra a presença do conflito gerado pelo papel familiar sobre o lazer ou as restrições que a presença do filho exerce sobre o lazer.

“Então, essa coisa de ‘coisa para mim’, depois que as meninas nasceram é com toda a culpa [...] E, pior, se alguém me perguntar se eu quero sair 4 horas e ficar fora, no clube e voltar depois, eu não ia ter coragem de fazer” (Marcela).

“Não tem muita escapatória. Você fala, então vou deixar ele (o filho) e vou me divertir. Você não consegue também, desligar. Então você tem sempre que tentar otimizar colocando essa pessoa que, afinal está na sua vida, não tem jeito. E você, pai, mãe, se direciona, quer saber se a criança está satisfeita. Não tem problema se você se sacrifica um pouco” (Ana).

“Eu acho que, para mim, hoje, o lazer, com uma criança pequena, ele é mais restritivo. Até porque eu opto de participar ativamente da vida do meu filho, então, eu não deleguei a função de cuidar, de estar perto, dar para uma babá. Eu estou muito participando da vida dele, né? Isso, de certa forma, restringe meu lazer, enquanto esposa, ou com os amigos” (Ana Carolina).

Entretanto, ainda que obrigatórias, algumas práticas de lazer são geradoras de prazer e divertimento.

“Eu chego em casa, tem que dar banho nela. Isso é vinte minutos. É só isso. A gente brinca, agora, isso é mais lazer do que obrigação” (Mônica).

“Eu levei a Luiza uma vez no teatro, duas vezes na verdade, um evento muito especial, eu diria assim, sabe, poder fazer isso para ela, com ela, é muito especial. Eu levei uma vez para assistir o Mágico de Oz que teve uma superprodução e foi muito legal, muito emocionante estar lá e mostrar o teatro. Isso foi muito gostoso e olha que eu não gosto de ver teatro” (Marcela).