• Sonuç bulunamadı

ÜCRET KAVRAMI

Belgede ANKARA Sayı: 15 / Aralık 2019 (sayfa 85-88)

ÜCRET DÜZENSİZLİĞİNİN ÖRGÜTSEL BAĞLILIK VE İŞTEN AYRILMA NİYETİNE

THE EFFECT OF WAGE IRREGULARITY ON

1. ÜCRET KAVRAMI

De acordo com as técnicas de levantamento da organização das representações, foram formulados instrumentos que viabilizassem a apreensão de seus elementos constituintes. Inicialmente, foram formuladas quatro fichas com o intuito de realizar uma pesquisa multimetodológica, coletando dados que possam ter um caráter complementar e que proporcionem uma maior riqueza de detalhes aos resultados encontrados (Spink, 1993; Wagner, 1995; Sá, 1998; Camargo, 2000; Almeida, 2001; Moscovici, 2003). O roteiro para aplicação das fichas em campo (Anexo 1) detalha os procedimentos esperados para a exata aplicação das técnicas de evocação livre, confirmação do valor simbólico e constituição de pares de palavras. As quatro fichas de coleta de dados foram elaboradas à medida que os resultados parciais eram obtidos (Anexo 2). A primeira ficha solicita informações sócio- econômicas, a partir da qual foi traçado o perfil da amostra, e foi aplicada juntamente com a segunda ficha, que contém espaços próprios para realização da evocação livre, onde foram utilizados dois termos indutores: SÍMBOLO DA PAZ e POMBO. Após tomarem nota das palavras, era solicitado que os sujeitos realizassem a marcação da palavra que lhe parecesse mais importante, deixando assim de atribuir exclusivamente à ordem com que foram evocados a saliência do elemento da representação (Vergès apud Sá, 1998). A terceira ficha contém o primeiro questionamento do núcleo central, realizado através de sete perguntas com as

Figura 15 – Quadro de quatro casas do EVOC (extraído de Paredes, E. C. et alli., 2001)

respostas objetivas sim ou não. O teor dessas perguntas parte do princípio da imprescindibilidade de cada possível elemento do núcleo central da representação (Sá, 1998). Por fim, a quarta ficha solicita que a amostra forme pares de palavras convencionados por sua relação, com as palavras previamente selecionadas criteriosamente, de acordo com os possíveis elementos do núcleo central já apreendidos. Esses dados nos levam à obtenção da estrutura esquemática da representação a partir das semelhanças entre as conexões estabelecidas. Os resultados obtidos com a evocação de palavras foram analisados com o uso do software EVOC (Ensemble de Programmes Permettant’l Analyse des Évocations), que foi elaborado na França por Pierre Vèrges e seus colaboradores. Neste estudo foi utilizada a versão 2.0, de 1999, que roda sobre plataforma Windows, e seus resultados são apresentados tanto numericamente quanto figurativamente.

Numericamente, os dados coletados são tratados quantificando-se sua constituição semântica. Em seguida, o programa analisa os valores de freqüência, a ordem de evocação, calcula médias simples e ponderadas e fornece um quadro com quatro casas, onde são distribuídas as cognições que mais provavelmente fazem parte do núcleo central da representação (Sá, 1998). A representação figurativa deste quadro apresenta a possível distri-

buição dos elementos centrais da representação social, conforme sua categoria em cada quadrante (Figura 15). O quadrante superior esquerdo apresenta os elementos mais freqüentes e prontamente evocados pelos sujeitos, sendo possivelmente os constituintes do núcleo central (Sá, 1998).

Com este levantamento inicial obtiveram-se os resultados parciais e optou-se por testar novamente a centralidade dos supostos elementos centrais fazendo uso do teste de

centralidade proposto por Abric (Anexo 3). Os resultados são apresentados de acordo com a

freqüência e o percentual de ocorrência.

1.2.1. QUESTIONÁRIO DE EVOCAÇÃO LIVRE

Com o requisito para tornar a cognição fértil para significação e imbricação de suas vinculações, a técnica de associação livre de palavras foi usada com o objetivo de minimizar os recursos psicológicos de conservação dos elementos representacionais, inicialmente, encobertos. Seguindo a identificação, esta técnica permite distinguir sua estrutura e organização interna, desvendando os possíveis elementos dos sistemas central e periférico. Pierre Vergès (Sá, 1998) primeiramente a usou como um recurso quantitativo para identificar o esqueleto representacional a partir da agregação de idéias, que é o indicativo dos constituintes da representação.

Alves-e-Silva (2002) considera a organização semântica conseqüente à estrutura estável da representação social, o que a torna propícia à demonstração em um teste de associação de idéias, e o cruzamento entre a freqüência e a ordem de evocação proporcionam o acesso à variedade do campo semântico do grupo (Ribeiro, 2000). Entre os métodos de levantamento, como forma de ter acesso aos possíveis constituintes da representação social do pombo, foi utilizado o Teste de Associação Livre de Palavras por mostrar-se adequado à realidade da área de estudo, que se caracteriza como um ambiente público, cercado por uma cadeia de lojas comerciais, com paradas de ônibus na calçada e com espaço total diminuto (aproximadamente 5.000m²).Por isso, a disponibilidade dos passantes se restringe a alguns poucos minutos, o que pôde ser contornado com o uso de uma técnica simples e de fácil aplicabilidade, que produz resultados eficientes no levantamento de conteúdos inconscientes através de sua expressão por meio de verbalizações ou desenhos (Coutinho, 2003). Camargo (2000) nota, oportunamente,

que um questionário desse tipo impetra um material cognitivo de associação de conceitos, e esta ligação sugere uma representação social, pois os resultados apresentam a cognição coletiva a respeito do objeto.

1.2.2. TESTES DE CENTRALIDADE

A técnica inicialmente aplicada foi a da constituição de pares de palavras, que proporcionou a categorização dos elementos externalizados na evocação livre, e posterior evidencia de suas relações (Alves-Mazzotti, 2005). Essa técnica consiste em pedir aos sujeitos que pareiem os elementos produzidos por ele mesmo na evocação livre de acordo com sua ligação. No momento do tratamento dos dados, isso permite, segundo Moliner (Sá, 1998), que se chegue à exatidão do sentido dos termos utilizados pelo sujeito, pois demonstra os termos centrais da representação pela repetição com que ele foi conectado a outros (ibid.).

Em seguida, a freqüência das palavras principais foi analisada para conferir a consistência da ordem de evocação, eliminando possíveis vieses. Esses vieses passam a existir quando o controle das regras de aplicação que o pesquisador deva exigir está além do alcance do mesmo e, então, os sujeitos possivelmente elaboram as palavras antes de registrá-las. A elaboração pode acontecer em poucos segundos após a solicitação da palavra, quando o sujeito ao invés de escrevê-la de imediato, pára, pensa e depois faz sua associação.

Finalizando esta etapa, foi aplicado o questionário de controle da centralidade. Abric (1998) comenta que o elemento central é mais característico da representação que qualquer outro elemento, o que torna seu valor simbólico legítimo do conteúdo do senso comum. Os elementos centrais também indicam a homogeneidade do grupo, indicando a similaridade dos valores em relação ao objeto (ibid.), o que sugere a veracidade e a real existência do objeto de estudo enquanto representação social.

1.3. APLICAÇÃO

As coletas foram realizadas respectivamente, numa única ocasião com cada sujeito abordado. A primeira fase foi constituída pelo preenchimento da ficha de dados sócio- econômicos e pela evocação livre seguida do pareamento de termos evocados. Após a obtenção dos resultados preliminares, a equipe voltou a campo para aplicação do segundo teste de controle da centralidade, com a meta de ampliar a variação metodológica e confirmar os dados já obtidos.

De acordo com Coutinho (op. cit.), a associação livre é uma técnica projetiva de origem psicanalítica, usada para análise de diagnóstico psicológico. Na pesquisa em representação social, o teste é usado como instrumento de coleta de dados, e sua aplicação ocorre com a preparação inicial do sujeito, quando é apresentado a um termo indutor da liberação do universo semântico relacionado ao objeto de estudo, geralmente o rótulo do objeto da representação (Sá, 1998). Sua aplicação se deu com o pronunciamento de tal termo, do qual o sujeito deverá fazer rápido registro (verbal ou escrito) das palavras que primeiro lhe vierem à mente. Nesse momento é extremamente relevante que o sujeito tenha tempo limitado para registrar sua reação, pois a elaboração de repostas poderia comprometer o resultado do estudo (ibid.). Após o registro inicial, foi solicitado que o sujeito fizesse a marcação da palavra que mais se aproximasse do termo indutor, o que pôde revelar primariamente a organização interna da representação, pois essa marcação permite uma maior margem de segurança de sua saliência (Sá, 1998). Em seguida, foi solicitada a formação de pares de palavras. Em outro momento, numa visita posterior à área de estudo, o teste de centralidade foi aplicado. Este método consiste em pedir aos sujeitos que escolham uma alternativa, segundo sua opinião, que melhor se adequa aos rótulos simbólicos do objeto em questão. Entre as alternativas estão a confirmação, a negação e a possibilidade de relação do objeto com o símbolo enunciado.

A aplicação dos questionários de evocação e pareamento foi realizada sujeito a sujeito na Praça da Bandeira, no intervalo entre 8:00 e 14:00h, durante os meses de agosto a outubro de

2005. As abordagens foram feitas pela pesquisadora e uma auxiliar, devidamente orientada para tal atividade. Houve recusas de participação na pesquisa, reação prontamente aceita e, geralmente, justificada pelo desinteresse no tema ou pela falta de tempo no momento. O teste de controle da centralidade foi aplicado em igual condição do anteriormente citado, exceto no concernente ao período, que foi durante o mês de novembro de 2005.

Belgede ANKARA Sayı: 15 / Aralık 2019 (sayfa 85-88)