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B. EKONOMİK YAPI DEĞİŞİKLİĞİNİN ÖLÇÜLMESİ

2- Üç Sektör Açısından Ekonomik Yapı Değişikliği

Considerando a trajetória da construção andare a + infinitivo, em breve relato nesse estudo, chega-se à conclusão de que sua Gramaticalização ocorre como um processo contínuo. As considerações prévias realizadas por esse estudo com base em Heine (1991, 1993), Bertinetto (1991, 1993, 2003), Amenta (2002), Bybee (2010), Hopper & Traugott (2003) et alii demonstraram o fenômeno de Gramaticalização como um continuum, observado em sincronia. Através desse continuum é possível notar que uma mesma estrutura pode obter usos diversos a depender do contexto.

Por meio de um breve estudo da estrutura ir + infinitivo no português, foi possível concluir que a estrutura atingiu um estágio de Gramaticalização no qual o verbo auxiliar ou modificador encontra-se dessemantizado, sendo impossível, então, considerar o significado disassociado de cada um dos componentes da estrutura, que só faz sentido como uma unidade. O padrão representacional da estrutura verte para a expressão de futuro na atualidade, em concorrência com o futuro simples do indicativo e o presente do indicativo. No italiano, através dos estudos realizados, foi possível concluir que a estrutura andare a + infinito apresenta diversos graus de perifrasticidade, desde os casos em que o verbo andare apresenta seu sentido pleno na estrutura, ou seja, não dessemantizado, passando pelos casos em que se apresenta como formador de uma estrutura lexicalizada, até um padrão mais próximo do português, quando o verbo já dessemantizado, é utilizado na estrutura com sujeito inanimado e há ausência do traço movimento, as chamadas perífrases resolutivas. Como fora já exposto, as gramáticas italianas e até mesmo os estudos descritivistas mais recentes omitem que essa estrutura perifrástica possa verter para a expressão de um futuro próximo.

Ainda que a forma seja regularmente atestada tanto nos textos antigos quanto nos modernos, a menor atenção que lhe é atribuída seria sugerida pelo fato de ser

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evidenciada como a menos estável quando comparada com aquelas com o gerúndio e com o particípio passado em termos de organicidade sintática e semântica. A um certo ponto questiona-se inclusive a licitude de se tratar de uma construção perifrásica unitária, tendo se direcionado para um processo de Gramaticalização, ou se é questionável considerá-la como um caso de Gramaticalização interrompida.

Levando em conta seu caráter histórico, político e social, o italiano é uma língua que apresentou algumas distinções básicas em relação ao português, espanhol e francês, devido ao fato de ter sido oficializada como língua nacional tardiamente, apenas no século XIX, de ter convivido ao longo da história com uma ampla variedade de dialetos num mesmo espaço geográfico desde tempos remotos, de ter sido imposta como língua de prestígio – o dialeto Fiorentino – levando em consideração fatores políticos e de ter sido ao longo de muitos séculos, até o momento de unificação da Itália, uma língua elitizada, conhecida por poucos, cerca de aproximadamente 10% da população da península, restrita a um uso extremamente formal e voltado para a escrita, em detrimento da fala, tendo consequentemente, um índice de analfabetismo que beirava aproximadamente 90% da população já no final do século XIX, segundo De Mauro (1993).

Todos esses fatores em convergência, talvez, tenham provocado um processo de atraso em relação às mudanças que ocorreram naturalmente em outras línguas neolatinas aqui abordadas, em particular o uso de andare a + infinito. Essas evidências são baseadas nos estudos de De Sanctis (1870), Bertinetto (1985-93), Migliorini (2001), dentre outros. E não está excluída pela historiografia linguística italiana que essa estrutura tenha sofrido uma interferência em seu desenvolvimento natural por interferência do Purismo linguístico italiano do século XIX (800’), movimento que influenciou de forma contundente a implementação do italiano como língua nacional,

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moldando por meio de grandes intervenções formais, a língua escrita, buscando eximir o uso de estrangeirismos.

O estudo da perífrase verbal em questão mostra que os fenômenos de mudança linguística e de Gramaticalização ocorrem de forma variável nas diversas línguas. A Gramaticalização é um fenômeno gradual e contínuo, que porém não está imune a intervenções de outra natureza. E o caso do italiano, é um exemplo evidente nesse processo.

E a partir dos pressupostos de Gramaticalização envolvidos no desenvolvimento dessas estruturas e a ampliação da frequência de uso das mesmas, é que esse estudo busca mostrar que andare a + infinito passa por uma mudança paradigmática, e que podemos notar um continuum no processo de Gramaticalização descrito por Heine (1991, 1993) num contexto (língua) em que há fluidez, ou seja, em que há a co-presença de formas com significados distintos, que caberão em contextos igualmente distintos. A despeito das considerações de muitos estudos linguísticos italianos analisados, nos quais se nota uma veemência retórica de rejeição absoluta apontando para a incompatibilidade com um traço de futuridade na construção andare a + infinito, o que essa pesquisa comprova, de fato, é que na atualidade os padrões de uso estão em constante mudança – o que pode ser comprovado pelos dados dos corpora analisados – , que mostram que essa estrutura pode estar vertendo para um novo parâmetro de uso, ou seja, para a expressão de futuridade. Portanto, os critérios de distinção dessa estrutura no italiano atual frente ao mesmo modelo em outras línguas, converge de um modelo conservador ainda muito forte que confere à língua o status de uma Instituição. Ainda não houve por parte da Literatura Linguística italiana uma reanálise dos parâmetros vigentes atualmente na língua.

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As trocas linguísticas por meio da velocidade intensa que se observa na atualidade nas mídias, principalmente, aquelas on-line, certamente favorecem que aconteça no italiano de hoje, um forte influxo linguístico, em vários níveis. E, de fato, as perífrases verbais, que sempre estiveram presentes na língua são estruturas que mudam paradigmaticamente, e já é possível notar nas mídias, um forte apelo ao uso da forma andare a + infinito como uma forma de expressão de futuridade em substituição ao futuro simples.

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7. BIBLIOGRAFIA

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8. ANEXOS

ANEXO 1

TEXTOS NA ÍNTEGRA DOS CORPORA DE ANÁLISE DA PESQUISA Esse anexo compreende a apresentação de alguns textos dos corpora na íntegra visando a ilustração dos mesmos. A descrição da fonte após a apresentação dos exemplos no texto dessa Dissertação busca mostrar a veracidade dos textos. Os textos referentes aos corpora, em sua íntegra, estão presentes no disco multimídia que acompanha essa Dissertação de Mestrado.

125 TEXTO 2:

126 TEXTO 3:

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ANEXO 2

Forum Wordreference.com

Thread: andare a + verbo infinito USUÁRIOS

MEMBROS

Tópico/ domanda

Francisgranada Ciao e buona sera a tutti,

La mia domanda è se sia corretto usare il verbo andare per indicare un futuro prossimo o per esprimere l’intenzione di far qualcosa (incluso i

casi quando di fatto non bisogna “spostarsi” fisicamente).

Contesto/Esempi:

Domani vado a comprar un libro Domani vado ad alzarmi presto Ora vado a dirti che non mi sento bene

Adesso vado a leggere un libro (senza allontanarmi dal mio posto)

Vado a cantarvi una bella canzone (rimango seduto, non vado ad alcuna parte)

Andiamo a vedere cosa c’è scritto nel dizionario (senza far un passo)

Grazie in anticipo.

Senior member Tópico / resposta ElFrikiChino Contesto/ Esempi:

Domani vado a comprar un libro (OK) (ma è un presente con valore di

futuro, e andare significa andare, non perde il suo significato per indicare

solo un’azione futura)

Andiamo a vedere cosa c’è scritto nel dizionario (OK)

Però non so la regola che ammette l’uso di andare in senso di futuro nell’ultima frase. Pensandoci un attimo ti dico però che “andare a vedere” è una costruzione piuttosto usata e spesso ha valore di futuro, ma

non sempre.

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Olaszinho

Risposta: Tutte le frasi sono scorrette, però due o tre di esse possono avere un senso compiuto in italiano, se si sottintende uno spostamento fisico. Domani vado a comprare un libro: uscirò ed andrò in un negozio. In italiano non esiste il verbo andare + infinito come in spagnolo,

portoghese o francese. Per indicare un’azione imminente puoi usare il

presente semplice, o la perifrasi stare per + infinito o il futuro semplice. Domani andrò / vado al mercato.

Sto per andare a letto: fra poco ci andrò.

Purtroppo però, debbo ammettere, questa costruzione perifrastica sta sempre più prendendo piede anche in Italia, frasi del tipo: andrò a fare, vado a discutere, senza implicare nessuno spostamento, sono sempre più diffuse, sebbene siano ancora considerate scorrette dalla grammatica

normativa. A me pare, tuttavia, che quest’uso o abuso sia piuttosto

recente.

Senior member Tópico / resposta

Annapo Bé, insomma. Prova a guardare una delle trasmissioni di cucina che in Italia oggigiorno impazzano tanto o la previsione del tempo. Io ho sentito continuamente usare espressioni del tipo:

“e adesso andiamo a preparare una panna acida per la guarnizione” “andiamo a ricavare una montagna con la farina, in cui andiamo a

mettere le uova, il lievito e il sale”

“e ora andiamo ad esaminare la situazione delle massime e minime per la giornata di domani”

La verità è che questa forma, benchè oggettivamente antipatica nella sua ridondanza (in pratica, non andiamo a fare un bel niente, lo faciamo e basta) è usatissima in questo mondo che manda in diretta le azioni e i pensieri mentre si formano.

Inúmeros blogs e sites sobre estudos linguísticos debatem a autenticidade da perífrase andare a + infinito com valor de futuro próximo no italiano, devido ao seu elevado aumento quantitativo no uso, tanto na oralidade, quanto na escrita. O site da internet www.wordreference.com é um fourm on-line muito utilizado por tradutores e linguistas que mantém uma plataforma de debates em rede, que permite, a partir de inscrição prévia, a criação de threads / tópicos de discussão de determinados

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argumentos e dúvidas que são compartilhados entre outros usuários do site igualmente cadastrados.

Nesse site, foi possível encontrar o argumento de estudo dessa Dissertação no tópico andare a + verbo in infinito, no qual foi possível encontrar um debate produtivo entre estudiosos, tradutores e anônimos sobre o comportamento dessa estrutura no italiano atual, que, de certo modo, contribuiu para corroborar as conclusões que foram alcançadas com essa pesquisa. Alguns tópicos retirados do thread foram disponibilizados acima.

A partir do debate na íntegra, conclui-se que o uso dessa estrutura, ainda que não formalmente admitida para a expressão de futuro, está presente no uso diário dos italianos, e é veiculada intensamente pela mídia. É irrefutável que os meios de comunicação atuam na sociedade como um ditador de padrões, e provavelmente, a velocidade dessa difusão está associada ao bombardeamento midiático, considerando a força que a mídia televisiva apresenta na Itália.

ANEXO 3

Esse anexo é um cd que consta junto do texto com a compilação dos exemplos dos corpora.

Benzer Belgeler