• Sonuç bulunamadı

1.2. Evrensel Ahlaki Ġlkeler

1.2.4. Özgürlük Ġlkesi

Salientar a importância da geografia no rol das ciências práticas foi um ponto nodal no discurso proferido pelo inglês L. D. Stamp, na seção de abertura do XVIII Congresso Internacional de Geografia da União Geográfica Internacional, sediado no Rio de Janeiro, em 1956, evento de inegável impacto na geografia brasileira. Conforme disse na ocasião, o então presidente da UGI (STAMP, 1959, p.140)34, era de sua opinião haver um “um grande campo de trabalho” ao aguardo dos geógrafos, o qual poderia ser chamado de Geografia Aplicada, ou seja, “a aplicação de métodos geográficos de mapeamento e de análise em direção a solução de muitos dos grandes problemas” da época35.

Igualmente imbuído desse afã progressista, Jurandyr Pires Ferreira (Presidente da Comissão Organizadora do Congresso), após destacar a era de “transformação da estrutura econômica” pela qual o Brasil passava, o que abria o país a um fértil campo de investimentos estrangeiros, recordaria o “surto notável” no desenvolvimento da geografia brasileira, demonstrado através, por exemplo, do Conselho Nacional de Geografia, dos Serviços Geográficos Militares, da Associação dos Geógrafos Brasileiros, do Instituto Pan- Americano de Geografia e História36 e da Comissão Nacional da UGI. Mas qual seria o elo entre as necessidades advindas desses novos tempos e a geografia? Ora, para Ferreira (1959, p.138), se a matemática se generalizara em importância – já na década de 1950 – entre “todos os terrenos da atividade humana”, tal qual preconizara Auguste Comte, a ligação entre desenvolvimento e aplicação da geografia se daria por meio da geografia matemática, que, ao lado “da precisão obtida nos processos mais avançados de medidas”, desenvolveria o “emprego de processos que, cobrindo largas extensões [ofereceriam] a utilidade relativa às necessidades solicitantes”.

34 Lembramos que os anais do Congresso da UGI só foram publicados em 1959, três anos depois do evento. 35 Problemas dentre os quais chama atenção um deles: a preocupação com a pressão demográfica sobre os

recursos naturais, que estaria ocorrendo nos países subdesenvolvidos.

36 Criado em 1928, por ocasião de uma reunião interministerial de Estados americanos, em Havana, o Instituto

Pan-Americano de Geografia e História, cuja sede foi estabelecida na Cidade do México, tornou-se, a partir de 1950, um organismo especializado da OEA (Organização dos Estados Americanos), “dedicado à geração e transferência de conhecimento [...] nas áreas de cartografia, geografia, história e geofísica [...] com a finalidade de manter atualizados, e em permanente comunicação, os pesquisadores e as instituições científicas dos países membros”.<http://www.ipgh.org/spanish/quienes-somos/> [31 de julho de 2007]. Segundo Milton Santos (1991/1992), nomes do IBGE, politicamente ligados à direita, como Nilo Bernardes, Miguel Alves de Lima (por mais de cinco anos Secretário-Geral do CNG) e Speridião Faissol mantiveram estreitos contatos com o IPGH.

Não haveria dúvidas de que essas necessidades, solicitadas ao planejamento, seriam um ponto central da relação entre a geografia e as políticas territoriais, demandas assumidas pelo próprio IBGE. Por ocasião do XVIII Congresso, tal relação era explicitada no discurso proferido pelo Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, para quem, se o Brasil atingira uma “consciência geográfica plenamente amadurecida”, cabia aos “homens de ciência” realizar o que JK chamaria de um “extraordinário projeto de vida prática” (OLIVEIRA, 1959, p.155). São de salientar, a propósito, tanto as relações que Juscelino Kubitschek notava entre este projeto prático e a geografia quanto as próprias considerações a respeito desta ciência. Para o Presidente da República:

A geografia moderna, que se abre com a sistemática de Humboldt e de Ritter, estende o campo de sua investigação a todos os setores do pensamento científico relacionados com a localização e a dinâmica das transmissões terrestres (J. K. de OLIVEIRA, 1959, p.155).

Ora, é significativo o posicionamento de JK em relação à gênese da geografia

moderna, além do que, tal como na Era Vargas, a importância dada à aplicação de um

campo do conhecimento para – pode-se dizer – a “consciência” por parte do Estrado de seu território, ainda então não totalmente perscrutado, e à necessidade, justamente, de criar uma infra-estrutura espacial, para lembrar, Gottmann, fundamentalmente ligada à noção de circulação. A qual se somava, frisemos, a questão da aplicabilidade.

Não seria difícil identificar o sopro dessa vertente prática percorrendo boa parte das 270 comunicações agrupadas, ao lado de 1220 inscrições institucionais e individuais, que compreenderam o XVIII Congresso da União Geográfica Internacional, realizado concomitantemente à Exposição Geográfica e Cartográfica no Rio de Janeiro entre 08 e 19 de agosto de 1956, nas dependências da Escola Naval. As instituições brasileiras representadas na ocasião foram, dentre outras, a AGB, o Centro de Pesquisa em Geografia do Brasil (CPGB)37, o Conselho Nacional de Geografia, a ESG, a USP, o IBGE e o Ministério da Marinha, sendo principais financiadores o Centro Cultural Brasil-Israel, a

37 O Centro de Pesquisa em Geografia do Brasil (CPGB) foi organizado, em 1952, por intermédio de Hilgard

O’Reilly Sternberg (1º professor da Universidade do Brasil formado nela mesma e figura-chave na geografia carioca nos anos de 1940-1960), recebendo apoio financeiro da Standard Oil, ligada à Fundação Rockfeller, para sua implantação. Teria sido o CPGB o ponto inicial do futuro programa de pós-graduação em geografia da UFRJ, criado em 1972. Com a reforma universitária de 1967/68 e a ida de Sternberg para os EUA, em 1964, o CPGB perdeu força, sendo desmantelado no início da década de 1970 (MACHADO, 2002, p.99-101). Ainda de acordo com Mônica S. Machado, nos seus primeiros dez anos, “o CPGB desenvolveu suas atividades primeiramente elaborando um Relatório Interdisciplinar sobre a Conservação da Natureza no Brasil, por solicitação da Associação Internacional de Proteção à Natureza, sediada em Bruxelas. Em seguida, assume como projeto a Biblioteca Cartográfica e a Biblioteca Geográfica do Brasil, cuja publicação passou a representar valioso elemento de intercâmbio com pesquisadores de outras instituições de pesquisa nacionais e estrangeiras” (MACHADO, 2002, p.100).

Fundação Rockfeller, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o Ministério do Exterior, a USP (por meio de Aroldo de Azevedo), a prefeitura do Distrito Federal e o CPGB (MACHADO, 2002, p.122; UGI, 1959, p.I-III)38.

Por ocasião de seu 18º congresso, a UGI contava em seu comitê executivo com H. Sternberg, da antiga Universidade do Brasil, o qual desempenhou, entre 1952 e 1956, o cargo de 1º Vice-Presidente da União Geográfica Internacional39. Entre o Congresso de Washington (1952) e o do Rio de Janeiro, estabeleceu-se o Comitê Nacional do Brasil, cujo presidente-honorário era Aroldo de Azevedo (da USP), tendo Victor Antonio Peluso Jr como presidente e Sternberg como secretário-geral. A comissão organizadora contava com Jurandyr Pires Ferreira (presidente), Fábio de Macedo Soares Guimarães (do IBGE) (vice- presidente) e (novamente) Hilgard Sternberg (secretário-geral) (UGI, 1959, p.I-XIX).

A importância do evento é perceptível em algumas dentre as temáticas abordadas que seriam emblemáticas nos anos seguintes ao congresso. A simples enumeração das seções em que as comunicações se dividiam atesta os ramos enfatizados: cartografia e fotogeografia, geomorfologia, climatologia, hidrografia, biogeografia, geografia humana (“questões diversas”), geografia da população e do povoamento, geografia médica, geografia agrária, geografia da indústria, do comércio e dos transportes, geografia histórica e política, metodologia, ensino da geografia e bibliografia, geografia regional (UGI, 1959, p.XX-XXI).

Vale lembrar que, por essa época, Pierre Monbeig (1957, p.28) lamentava o rumo que certas pesquisas tomavam na geografia, ao valorizar excessiva e exclusivamente a “sólida fé nos documentos”, sobretudo, nos estatísticos, em detrimento – numa filiação bem

38 Como lembra Machado (2002), em 1935 é implantado o curso de geografia na antiga UDF (Universidade do

Distrito Federal – mantida pela prefeitura do então Distrito Federal), no Rio de Janeiro, transferido em 1939 (quando a UDF é extinta) para a Universidade do Brasil, na qual compõe a Faculdade Nacional de Filosofia dessa universidade. Em 1965 a Universidade do Brasil passa à denominação atual (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Com a reforma da UFRJ em 1967/1968, o curso de geografia passa a pertencer ao Instituto de Geociências.

39 A União Geográfica Internacional foi fundada em 1922, em Bruxelas, por iniciativa de De Martonne. O

Conselho Nacional de Geografia (CNG) foi criado sob influência das idéias da União Geográfica Internacional, inclusive, como exigência para a adesão do Brasil a ela (MACHADO, 2002, p.60). Através de De Martonne (então presidente da UGI), a União, representada no país pela Academia Brasileira de Ciências, defendia uma visão de organização técnica para a geografia, ainda que dessa fusão – do CNG e do CNE, com a participação de várias esferas do governo (municipal, estadual e federal) – pouca voz tivessem de fato os geógrafos (GEIGER, 1988, p.62/64). No período abrangido neste trabalho, vale lembrar que a UGI teve como presidentes (entre 1952 e 1978 – para limitarmos cronologicamente), o britânico L. Dudley Stamp (1952- 1956), o sueco Hans W. Ahlmann (1956-1960), o alemão Carl Troll (1960-1964), o indiano Shiba P. Chatterjee (1964-1968), o francês Jean Dresch (1968-1972), e o polonês Stanislaw Leszczycki (1972-1976). (Union Géographique Interationale – Histoire de l’UGI <http://www.igu- net.org/fr/ce_qui_est_ugi/histoire.html>

ligada à sua formação “clássica” – à pesquisa de campo. Não era o que se enfatizava no Congresso da UGI, no entanto. Ora, a perspectiva da geografia aplicada (“conseqüência lógica da geografia pura”) se destacaria, a ponto de ser proposta, pelo belga O. Tulippe (1959, p.609), a criação de uma Comissão de Geografia Aplicada no âmbito da UGI40. Durante o congresso da UGI, algumas comunicações já apresentariam também métodos bastante influenciados por fórmulas matemáticas, à semelhança das propostas advindas da economia espacial. Se – recordando o discurso de Jurandyr Ferreira, proferido na abertura do XVIII Congresso –, os métodos quantitativos seriam universais (exemplificados no congresso por trabalhos acerca de cálculos sobre a diversidade industrial e que poderiam ser amplamente empregados fora de seus contextos originais [STEIGENGA, 1959, p.476- 477]), no Brasil, porém, teriam que aguardar alguns anos para uma maior difusão.

Mas o observado acima não se estenderia à geografia urbana, cujo interesse vinha de longa data, não apenas no IBGE, mas em outras instituições do país. Não obstante, os anos seguintes ao Congresso são marcados por um profícuo intercâmbio entre geógrafos brasileiros e franceses, testemunhando, inclusive, uma parceria estabelecida, no limite, desde a fundação da USP e da antiga UDF, envolvendo, por meio das conhecidas “missões” acadêmicas, intelectuais como Pierre Deffontaines, Georges Dumas, Pierre Monbeig, Roger Bastide, Claude Lévi-Strauss etc (MACHADO, 2002, p.41-42; THÉRY; MELLO, 2005, p.9). Em particular, tratou-se de uma relação entre o IBGE e nomes da Geografia Ativa, como Michel Rochefort e Pierre George. O primeiro, por exemplo, orientou o Grupo de Trabalho de Geografia Urbana do Departamento de Geografia do Conselho Nacional de Geografia, cujo resultado foi o trabalho, coordenado por Lysia Bernardes, O Rio de Janeiro

e sua região, de 1964. Igualmente, o método de classificação das redes urbanas, vinculado

aos autores franceses citados, teve ecos em trabalho como os de Pedro Pinchas Geiger (Evolução da rêde urbana brasileira [1963]) e, sobretudo, produções do Conselho Nacional de Geografia (Esbôço preliminar de divisão do Brasil em espaços homogêneos e

espaços polarizados [IBGE, 1967]), e do Instituto Brasileiro de Geografia, como os

Subsídios à regionalização (IBGE, 1968)41.

40 De fato, essa reivindicação seria aprovada, passando a existir a Comissão de Geografia Aplicada, cuja

respectiva seção constaria nos congressos da UGI de 1960 (Estocolmo), 1964 (Londres) e 1968 (Nova Deli). No congresso de 1972 vê-se, em seu lugar, a seção dedicada ao estudo de Teorias e Modelos (UGI, 1972).

41 Michel Rochefort veio ao Brasil, pela primeira vez, em 1956, no âmbito do XVIII Congresso da UGI, indo, à

convite de Milton Santos, para Salvador, onde ministrou conferência. Sob os auspícios da Embaixada da França, lecionou entre 1960-1961 na então Universidade de Pernambuco, em um contexto no qual, durante o governo Jânio Quadros, pensou-se em descentralizar o planejamento. Na mesma época, tem seu primeiro contato com o

Assim, no Congresso da UGI debateu-se o papel dos centros urbanos, enquanto suportes “à atividade regional de produção industrial”, e definidos de acordo com as atividades neles presentes e pelas relações havidas entre esses centros – a cidade – e seu entorno – a região –, marcando bem uma classificação tanto estrutural como funcional das cidades (ROCHEFORT, 1959, p.427).

Configurava-se, pois, a rede urbana de uma região, entendida como a associação de um certo número de tipos de cidade em relação de interdependência. Ora,

Esses tipos são determinados não somente pelas funções atuais das cidades, mas por sua posição e sua estrutura, que refletem sua história. Nessas condições, a unidade de comparação, no interior de uma série maior considerada, não é mais a cidade, mas a rede urbana regional, definida, nos limites regionais de influência da cidade-metrópole, pela existência e pela localização de um certo número de tipos de cidades que servem [...] como suporte para a atividade industrial regional (ROCHEFORT, 1959, p.427).

Seria um problema sempre pendente, exatamente a questão do estabelecimento desses limites de influência. Afinal, como defini-los? Conforme se procura mostrar mais adiante – por exemplo, no estabelecimento dos espaços homogêneos nos estudos preliminares sobre a regionalização do Brasil feitos pelo IBGE ou ainda na crítica do próprio Rochefort à aplicação de seus métodos – esse aspecto, aliás, fundamental para qualquer validade de regionalização, mostrou-se, no caso brasileiro, bastante complexo, mesmo subjetivo, e restrito, à equivalência de diversos conteúdos regionais a limites político-administrativos municipais e/ou estaduais. Os critérios de delimitação, sugeridos por Rochefort (ao menos nessas suas propostas preliminares), passavam pela utilização de questionários – cuja dificuldade de obtenção de dados completos ou mesmo fidedignos sempre foi fator limitante – e pelo denominado método indireto, a partir do qual a “zona de influência da metrópole regional” seria estabelecida pela “confrontação” de cartas temáticas obtidas em relação a vários estudos (indústria, agricultura, população, etc.), chegando-se à configuração de linhas cartográficas que indicariam, poder-se-ia dizer, alguma homogeneidade na configuração espacial dos fenômenos sobre determinada área.

IBGE, na qualidade de consultor para regiões metropolitanas, orientando grupo de pesquisa que produziria o livro O Rio de Janeiro e sua região, organizado por Lysia M. C. Bernardes. Retorna ao Brasil em 1966/1967, dando consultorias para o IPEA e o IBGE, cujos resultados estão presentes, dentre outros exemplos, em trabalhos como Subsídios à regionalização e Divisão do Brasil em micro-regiões homogêneas. A partir dessa época, direta ou indiretamente, Rochefort se envolveu com o SERPHAU (Serviço Federal de Habitação e Urbanismo do BNH) e, quando retorna ao Brasil, no governo Geisel, com a Comissão Nacional de Política Urbana (CNPU), de 1974 a 1978, em Brasília (ROCHEFORT, 2006; Maria A. A. de SOUZA, 2002).

Mas não apenas o interesse pela Geografia Urbana cresceria nos meios geográficos, desde então. As excursões42, previstas dentre as atividades do XVIII Congresso, resultaram na confecção de guias que, mesmo concebidos em uma abordagem estritamente clássica, resultaram em um material muito mais difundido do que as comunicações do evento. Essas excursões procurariam descortinar quadros regionais do Brasil (principalmente para o público estrangeiro), marcados, cada qual, por atividades ou particularidades, ou seja, pela individualidade no espaço, que a geografia acreditava poder imputar ou mesmo localizar a priori. Não é o caso, aqui, detalhar cada excursão, mas, pelos locais escolhidos, pode-se perceber alguns pontos privilegiados, como o Planalto Centro-Ocidental e o Pantanal do Mato-Grosso; a Região Metalúrgica de Minas Gerais e o Vale do Rio Doce; a Marcha do Café e as Frentes Pioneiras; o Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Região Sul de São Paulo (com ênfase geomorfológica); a Planície Litorânea e Região Açucareira do Estado do Rio de Janeiro (com destaque para um esboço da área de influência da então capital federal); a Bahia; o Nordeste; a Amazônia (essas três, bem mais genéricas); e o Planalto Meridional (UGI, 1959, p.86-125)43.

O rescaldo imediato do Congresso Internacional foi o curso intitulado Altos Estudos Geográficos, ministrado por Hilgard Sternberg no Departamento de Geografia da Faculdade Nacional de Filosofia, o qual contou com a participação de Deffontaines, Monbeig, André Cailleux e Carl Troll (MACHADO, 2002, p.103-104). Ainda como saldo do encontro, poder-se-ia afirmar que o modelo de análise do espaço, conforme a geografia ativa o trabalharia, seria de fundamental importância na construção da geografia brasileira e, com modificações, claro, foi base para o planejamento e divisão regional do país (em si, um estudo cuja finalidade também seria ligada à planificação), pelo menos a partir do Plano Decenal, sendo incrementado, em seguida, pelos métodos da geografia quantitativa e, sobretudo, da economia espacial.

42 Valer dizer que algumas dessas excursões necessitaram de transporte aéreo, para o qual houve entendimento

entre o Comitê do Brasil da UGI e a Força Área Brasileira. Inegavelmente, mostrava-se aí o grau de interesse governamental em relação a certa geografia para o Estado.

43 A direção dessas excursões (assim como a tarefa de elaboração dos guias) coube a diversos nomes da

geografia que já possuíam destaque ou que se projetariam nos anos seguintes: Miguel Alves de Lima, Ney Strauch, Alfredo José Porto Domingues, Ary França, Nice Lecocq Müller, Aziz Nacib Ab’Saber, Maria Therezinha Segadas Soares, Luiz Guimarães de Azevedo, Lysia Maria Cavalcanti Bernardes, Elza Coelho de Souza Keller, Orlando Valverde, entre outros.