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2.2. Menkul Kıymetlerin Vergi Usul Kanunu’na Göre Değerlemesi

2.2.2. Özel Kesim Tahvil Senet ve Bonoları

Modelos de Risco são construídos pretendendo-se que dêem conta da segurança do sistema e que promova, também, a utilização eficiente do sistema. Kulic e Croft (2005) levaram em conta os robôs de uso industrial por apresentarem grande emprego nos meios produtivos, contudo, analisaram a condição de interação como algo que não se realiza visto que a interação relação homem-robô, para todos os efeitos, não existe, pois, o equipamento mantém-se isolado do ser humano. Muitos modelos de risco procuram estudar a relação entre a força de um ‘braço’ robótico chocando-se com um ser humano. Outros modelos procuram organizar a comunicação entre os diversos sistemas de segurança baseados em redundância sistêmica.

Visinsky et al.12 (1994 apud TERRA, BERGERMAN, TINÓS et al., 2001) apresenta uma colocação muito importante sobre redundância, vejamos:

Redundância física pode proteger o sistema contra falhas dos componentes do sistema de controle, mas não dos componentes da planta. Além disso, em robótica, o uso de redundância física é quase sempre limitado por fatores de custo, tamanho e potência [...]

Redundâncias físicas, cinemáticas e funcionais podem ser utilizadas para evitar falha, ou que a tarefa fique incompleta até que seja possível a correção do problema. Essas alternativas são extremamente bem-vindas, contudo, pelas pesquisas realizadas e os casos relatados, a maior parte dos problemas não parece estar associada a situações em que a redundância não tenha dado conta da preservação da segurança do sistema e do operador. O fato é que outras estratégias, além dessas, devem ser consideradas para ampliar e assegurar a estabilidade do sistema.

12

VISINSKY, M. L.; CAVALLARO, J. R.; WALKER, I. D. Robotic fault detection and fault tolerance: a survey. Reliability Eng. and System Safety, 46, p. 139-158. (1994) apud TERRA, M. H; BERGMAN, M.; TINÓS, R.; SIQUEIRA, A. A. G. Controle Tolerante a Falhas de Robôs Manipuladores. São Carlos SP. SBA Controle & Automação Vol. 12 nº. 02 / Maio. 2001. Disponível em: <http://www.fee.unicamp.br/revista_sba/vol 12/v12a319.pdf>. Acesso em 15 de junho 2006.

Geralmente, estratégias de prevenção propõem-se a eliminar ou reduzir os acidentes e ferimentos. Quatro estratégias distintas de Modelo de Risco estão disponíveis, conforme a apresentação de Hale e Glendon (1987) no Quadro 5.

Estratégias Abordagem

Eliminação Esta estratégia busca eliminar o perigo de tal maneira que o risco não tenha nenhum significado. Podemos pensar, inclusive, na eliminação do robô, mas o equipamento que o substitui também poderá impor riscos.

Isolação Procura reduzir os riscos impondo uma limitação física restritiva, ou seja, isolar o equipamento de tal forma que os usuários não poderão ser afetados. Proteção Procura reduzir os riscos introduzindo equipamentos de segurança como:

barreiras em volta da célula robótica e equipamento proteção de individual – EPI.

Redução dos ferimentos

Procura diminuir a gravidade do ferimento caso aconteça o acidente.

Quadro 5. Estratégias de proteção (adaptado de Hale e Glendon, 1987).

A hierarquização no uso das estratégias vai da remoção sumária do robô a redução dos impactos do ferimento sobre o usuário. Situação que também poderia ser considerada como inaceitável.

O Modelo de Risco (Figura 4), desenvolvido por Goosens (1991), possui uma configuração aparentemente simplificada para eliminar ou reduzir os riscos, porém podemos questionar o modelo a respeito das interfaces de cada fase planejada e apresentada. Observando o Modelo de Risco segundo a posição da fase como: ferimento, ou dano material, podemos perceber que os aspectos críticos apresentam-se, geralmente, no fim da seqüência lógica do modelo de risco. Esta situação pragmática talvez confunda a hipótese principal quando se procura estabelecer a segurança, que é a antecipação dos fatos. Fazendo uma analogia à segurança praticada às rodovias quando em situação de reparos, percebemos que a equipe do setor de segurança se impõe, gerando vários alertas visuais, como: placas, sinais luminosos, painéis eletrônicos, barreiras físicas, entre outros recursos, antes de se chegar ao trecho em obras. Caso a estratégia de segurança designada ao reparo em uma rodovia de grande fluxo se preocupasse primeiramente com o fluxo de carros que irão passar pelo trecho de modo a não interferir nos compromissos dos usuários, evitando assim, críticas a responsável pela obra, certamente outros problemas graves surgissem.

Não se trata simplesmente de uma troca de ordem dos fatores, mas de uma mudança cultural que dê conta, primeiramente, de garantir a integridade de todo o sistema. Assim todo o restante, ou talvez, em paralelo, seria coordenado de maneira a se obter resultados qualitativos e quantitativos na ordem que se deseja em relação ao investimento realizado.

Figura 4. Modelo de Risco (adaptado de Goossens, 1991, p. 220).

Tratar a segurança como passivo não é a proposta que se deva ter em mente do grupo de pessoas envolvidas com o projeto do robô, nem tão pouco da empresa que usará a automação como melhoria da qualidade em seus produtos ou serviços.

Falha de segurança Opção pela aplicação de um robô. Sistema operacional do robô Situação potencial de insegurança Acidente Ferimento ou dano material Projeto do sistema robótico Desvios do projeto do sistema robótico além da tolerância

Kulic e Croft (1999) no texto “Estratégias para uma Interação Segura entre Humanos e Robôs” apresentam um diagrama geral sobre comandos aplicados em um robô de maneira a se obter a execução de uma tarefa de forma segura (Figura 5).

Figura 5. Prioridade hierárquica do Controle de Segurança, Kulic e Croft (2005). Allwood (1984) diz que 80% dos erros são detectados por aqueles que os cometeu e para se evitar o erro propõe a prevenção, recuperação e atenuação que podem ser explicitados da seguinte forma: a prevenção evita que os incidentes encontrem um terreno fértil para se alastrar a recuperação permite paralisar o alastramento do risco, antes que se estabeleça um acidente e a atenuação permite a redução das conseqüências. Para atenuar os riscos, Amalberti (2007) organiza três estratégias denominadas “Dominantes de Redução de Risco”: a qualidade, a supressão e a defesa. A qualidade, por meio dos indicadores do estado de uma produção são naturalmente os primeiros fatores a destacar uma inadequação e consequente geração de risco, ou seja, a melhoria contínua pode tornar-se uma excelente forma de se gerenciar o surgimento dos riscos. A supressão do risco em sua fonte é a posição mais radical, extinguindo do processo produtivo aquilo, ou quem oferece potencialmente valores de risco. Já a defesa consiste em elaborar barreiras físicas ou imateriais em ambientes que apresentem fragilidades percebidas ou preconizadas.

Segundo Amalberti (2007) a mudança cultural sobre como lidar com o risco é que deve ser alterada. Aceitar a potencialidade do risco é fundamental para tornar o ambiente realista e assim poder ser controlado. Admitir a possibilidade da falha e, de

forma razoável, dominá-la, este deve ser o esforço dos gestores nas décadas que estão por vir.

Duijne et al (2007) afirma que: “[...] a avaliação do risco é um importante processo na política de gerenciamento e tomada de decisão”. Esta afirmação nos remete à proposta feita por Amalberti (2007) expressa que o gerenciamento qualitativo poderá identificar o impacto que ocorrerá sobre o consumidor, ou empregado, em caso de um acidente. Assim, como conseqüência, poderá colaborar com o governo e a gestão administrativa a determinarem ações necessárias à prevenção.

Segundo Kanis (1998), o risco em combinar a análise das características humanas como constrangimento e comportamento em relação a um produto análogo podem ser capazes de permitir a construção de cenários descritivos de como as pessoas interagem com o produto durante uma tomada de risco. Kanis (1998) conclui, dizendo que “Este tipo de método para a identificação de riscos em relação às atividades dos usuários podem ser usados pelos ergonomistas para especificar premissas em seus estudos de usabilidade [...]”.

Neboit (2003) destaca a corrente surgida nos anos 80 cuja confiabilidade como principal eixo da organização do trabalho, desenvolveu-se apoiada na evolução tecnológica e como as ciências humanas estudaram os problemas dos acidentes. A evolução em questão é a automatização, a informatização e a tarefa de se controlar, vigiar e manter os sistemas em funcionamento, conforme o planejado. Ou seja, os atos daqueles que interagem com os sistemas em funcionamento transformou-se em pontos importantes e que ao mesmo tempo, apresentaram suas fragilidades perante o processo. Desta forma, para impedir as falhas nos sistemas, físicos ou processuais, estabeleceram-se comportamentos redundantes, levando o sistema a uma configuração complexa e, por este motivo, capaz de dificultar, ainda mais, a ação humana e, por fim, conduzir ao erro.