1.10. ESKİŞEHİR’DE DERLEME YAPILAN YÖRÜK KÖYLERİ
2.1.2. Ses Değişmeleri
2.1.2.2. Ünsüz Değişmeleri
2.1.2.2.3. Ötümlüleşme-Yarı Ötümlüleşme
O inadimplemento169
das obrigações representa uma das formas de violação das normas que informam o direito objetivo que, por isso mesmo,
168 Sobre o poder geral de cautela e sua natureza nitidamente preventiva, MARCUS VÍNICIUS DE ABREU
SAMPAIO preleciona que “...a existência do poder geral de cautela se explica principalmente na própria necessidade que tem o Estado-juiz de criar mecanismos para a preservação da eficácia de sua própria atividade jurisdicional. Sem esse poder geral de cautela, muito provavelmente várias situações jurídicas criadas pelo Estado poderiam constituir um nada no mundo pragmático das partes. E a constância dessa
indesejável situação afetaria diretamente a ordem jurídica e social como um todo” (MARCUS VINICIUS DE
ABREU SAMPAIO, O Poder Geral da Cautela do Juiz, pág. 143)
demanda a imposição de sanções destinadas a punir o executado, a coagi-lo ao cumprimento, a recompor o prejuízo causado (in natura ou pelo equivalente) ou a prevenir que tal fato venha a ocorrer.170
Para tanto, tais sanções atuam em dois planos específicos, quais sejam, o do direito material e, quando o inadimplemento é de obrigação que encontra consubstanciada em título executivo (judicial ou extrajudicial), o plano do direito processual.
Seria inócua a imposição de sanções somente no plano do direito material se não se conceder ao credor instrumentos que permitam a efetivação forçada de seu crédito em caso de renitência do devedor. Entra- se, assim, no plano das sanções processuais que são representadas, basicamente, pelos atos de execução praticados pelo órgão jurisdicional,171 desde que o credor esteja munido de título executivo.172
170 Explica JOSÉ MIGUEL GARCIA MEDINA que “a tutela jurisdicional executiva, portanto, consiste na
prática de atos jurisdicionais tendentes à realização material do direito atual ou potencialmente violado. Deste conceito depreende-se que a tutela jurisdicional executiva: (a) realiza-se não só com o intuito de ver restaurado um direito violado, como também para impedir a ocorrência de tal violação; (b) abrange não apenas o resultado da execução forçada (= realização material do direito do demandante), mas também os meios tendentes à sua obtenção” (Execução, p. 25).
171 Conforme determina o art. 577, do CPC, salvo disposição legal em contrário, os atos executivos são
praticados mediante determinação judicial e cumpridos pelos oficiais de justiça. “No que se refere aos provimentos judiciais proferidos na atividade jurisdicional executiva, é certo que, dentre os diversos tipos de provimentos emitidos, destacam-se aqueles que dão característica e tipicidade à função executiva, quão são, por isso mesmo, denominados atos processuais executivos. Tais atos são assim chamados porque emanam do poder do Estado-juiz, e têm por finalidade satisfazer à pretensão do exeqüente, sujeitando o executado a essa finalidade. Esses atos processuais executivos são realizados mediante as técnicas processuais de sub-rogação ou coercitivas. Lembre-se de que a finalidade do ato executivo é satisfação à pretensão executiva, e, por isso mesmo, tais atos são destinados a criar alterações no mundo dos fatos, tornando concreta e real a prestação contida no título executivo provisório ou definitivo. Justamente porque têm essa finalidade de realizar o comando contido no título, com vistas a alterar o plano dos fatos, esses atos (executivos) são denominados pela função coercitiva, que se operará diretamente sobre o patrimônio do executado, compelindo-o por pressão psicológica (coerção) a cumprir a prestação (multa etc.), ou então realizando, independentemente de sua vontade, aquilo que ele deveria realizar (sub- rogação). Por intermédio dos meios sub-rogatários, o Estado-juiz substitui a atividade do executado,
Destaca-se, todavia, que a natureza instrumental do direito processual impõe considerar que as chamadas sanções processuais nada mais são do que meios destinados a fazer atuar as sanções materiais. Tanto é assim que a responsabilidade patrimonial encontra sua sede legal tanto na legislação civil quanto na legislação processual civil.173
Sem prejuízo desta constatação, não há dúvida de que a atuação da atividade jurisdicional executiva é, em si mesma considerada, uma forma de sanção ao inadimplemento do devedor, na medida em que tem, em sua essência, a natureza de conseqüência desfavorável àquele que viola um preceito emanado pelo poder estatal no exercício do jus imperii.174
Com efeito, verificado o inadimplemento e preenchidos os demais requisitos necessários para tanto (existência de título executivo; liquidez, exigibilidade e certeza da obrigação nele retratada, legitimidade do exeqüente e do executado etc.), o devedor é reduzido à posição de sujeição em relação à prática dos atos executivos.175
Assim, a tutela jurisdicional executiva exige, para a sua legítima atuação, além de outros requisitos, o inadimplemento da obrigação, ou seja,
prescindindo da sua vontade, e realiza o direito do exeqüente. Podem ser divididos ainda em
instrumentais e finais” (MARCELO ABELHA, Manual de Execução Civil, pp. 28-29).
172 Sobre a exigência de título executivo, ver o que se disse no Cap. I, item 2, i, supra.
173 Art. 391, do CC, e art. 591, do CPC, respectivamente. Sobre a responsabilidade executiva, ver o que se
disse no Cap. I, item 2, iii, supra, sobre o princípio da patrimonialidade da execução.
174 Ver, sobre o conceito de sanção, o disposto no Cap. V, item I, supra.
175 CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO explica que a sujeição “consiste na impossibilidade de evitar os atos
de exercício do poder, de modo que, nos limites do que for legítimo e necessário à satisfação do credor, o executado simplesmente suporta as medidas executivas até que cumpridos os objetivos da execução forçada” (Execução Civil, p. 248).
a conduta do devedor de não cumprimento da obrigação à qual ele está adstrito é pressuposto fático da execução forçada176
que, via de regra, pode ter a natureza jurídica de sanção compulsória, reconstitutiva ou compensatória, conforme as peculiaridades do crédito, da sanção de direito material e do ato executivo, ou série de atos executivos, destinado(s) a implementá-la.177
No campo específico das obrigações pecuniárias, que interessam particularmente, uma vez que é nesta esfera que tem lugar a multa pelo não cumprimento da sentença prevista no art. 475-J, do Código de Processo Civil, deve-se ter em vista que os atos executivos são especialmente conformados para o atingimento do fim a que se propõem, qual seja, garantir a tutela específica da obrigação mediante a entrega ao credor do montante em dinheiro ao qual ele faz jus (sanção de natureza reparatória
176 Tanto é assim que o art. 580, do CPC, condiciona o exercício do poder do credor de provocar a
prestação da tutela jurisdicional executiva, em processo autônomo ou não, ao descumprimento da obrigação por parte do devedor, sendo certo, outrossim, que a primeira parte do art. 581, desse mesmo Código, veda a instauração ou o prosseguimento da execução forçada quando o devedor cumpre a obrigação.
177 EDUARDO JUAN COUTURE ensina que as formas de execução dependem do título utilizado para serem
promovidas. A “multiplicidade de títulos” é que enseja, portanto, a multiplicidade de processos de execução (o autor citado advertia, também, que não seria correto falar em “processo executivo”, mas sim em “processos executivos”, obviamente, o vocábulo processo está sendo utilizado como sinônimo de procedimento) (Fundamentos del Derecho Procesal Civil, p. 454-455).
ou, nos casos em que ocorre a adjudicação do bem penhorado,178 compensatória).179
A técnica processual que atua na execução para pagamento de quantia certa é denominada de expropriação. Consiste ela no desapossamento e posterior alienação do patrimônio do devedor (responsabilidade patrimonial ou patrimonialidade da execução) para, com o produto desta alienação, satisfazer o credor in natura até o limite do crédito estabelecido no título executivo.180
Pode o credor, ainda, optar por adjudicar o bem do executado que foi penhorado, caso em que a restituição não será in natura, mas sim pelo equivalente.181
178 Nos termos previstos no art. 685-A, do CPC. Neste sentido, BARBOSA MOREIRA esclarece que a
execução tende à obtenção do mesmo resultado prático, do ponto de vista quantitativo e qualitativo, que o exeqüente obteria caso o devedor tivesse adimplido a obrigação, concluindo que ela deve ser específica. Há casos, contudo, continua o mestre, em que não é possível a execução específica da obrigação, situação na qual a lei reconhece a possibilidade de conversão da execução em outra modalidade (execução genérica) (O Novo Processo Civil Brasileiro, p. 227).
179 Mesmo quando se trata exclusivamente de obrigação pecuniária, o ordenamento jurídico faz algumas
distinções no regime jurídico de sua execução forçada. São exemplos de procedimentos especiais de obrigações pecuniárias a execução de alimentos, a execução de crédito da Fazenda Pública e a execução contra a Fazenda Pública, entre outros. Nesses casos específicos, a diferenciação da tutela se dá em razão da natureza do crédito ou da pessoa do credor ou da pessoa do devedor.
180 Neste sentido, MARCELO ABELHA afirma que, “na execução para pagamento de quantia certa contra
devedor solvente, há um itinerário procedimental em que primeiro se pinça do patrimônio do executado qual (ou quais) o(s) bem(ns) – para em seguida avaliá-lo(s) – que suportará(ão) a expropriação para a satisfação do crédito. Se o bem singularizado for dinheiro, então o caminho fica mais curto, pois o crédito será pago com a referida quantia, e não precisará ser feita avaliação alguma. Todavia, se o bem individualizado não recair sobre o dinheiro, será necessário que o primeiro se proceda à penhora de determinado bem do patrimônio do executado e, em seguida, proceder-se-á à sua avaliação para saber se o bem afetado poderá converter-se em quantia suficiente à satisfação do crédito exeqüendo. Assim, a regra geral, esses dois atos executivos instrumentais são necessários para que se realize a execução por
expropriação (para pagamento de quantia certa contra devedor solvente)” (MARCELO ABELHA, Manual de
Execução Civil, pp. 32-33).
181 A alteração promovida pela lei n.° 11.382/06 na sistemática da expropriação, em especial no que diz
respeito aos arts. 647 e 685-A, do CPC, dando ao credor, como primeira opção, a adjudicação de bem do devedor, configura clara mitigação do vetusto mas, até pouco tempo, vigente com grande rigor, princípio da vedação do pacto comissório, ainda previsto no art. 1.428, do CC. Este pacto “consiste na possibilidade que tem o credor de uma garantia real a obter a propriedade plena e ficar com o bem dado em garantia. O artigo veda referido pacto. O credor pignoratício, anticrético ou hipotecário, não pode permanecer na posse do bem e obter para si o bem dado em garantia na hipótese da dívida não ser paga no vencimento” (SÉRGIO IGLESIAS NUNES DE SOUZA et alii, Comentários ao Código Civil, p. 1055).
Os atos de expropriação, na tutela jurisdicional executiva das obrigações de pagar quantia certa, são, portanto, a sanção processual prevista no ordenamento jurídico para aquele que não cumpre as obrigações de pagar quantia certa retratadas em títulos executivos judiciais ou extrajudiciais.