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2.5 Çatışmanın Nedenleri

2.5.1 Örgütsel yapıya ilişkin etmenler

3.1- As relações de gênero como organizadoras de hierarquias

e produtoras de realidades

“O interesse na vida não está no que as pessoas fazem, nem em suas relações mútuas, mas principalmente no poder de comunicar-se com uma terceira parte, antagonista, enigmática, ainda que talvez persuasiva, o que alguns chamam de vida em geral”

VIRGINIA WOOLF

Tratar este assunto, o de mãe, o de mulher e o de professora, como uma tensão aparentemente insolúvel é a nosso ver, entender que a questão entre identidade de grupo e identidade individual como aponta Scott, não pode ser resolvido, precisa ser tratado enquanto paradoxo formativo do indivíduo e da identidade, de forma a compreender que a diferença é a organizadora da vida social.

A disponibilidade de conhecer o trabalho, a prática e a história dessas mulheres, na sua condição profissional e pessoal, procurando entender as suas diferentes identidades, nos possibilitou adentrar no espaço da creche.

Este estudo avaliou a hipótese de que, no interior da escola, reproduzem-se as relações de gênero observadas na sociedade, persistindo as mesmas diferenças de atribuições e de valorização social do trabalho.

A pesquisa em questão foi realizada em Escola da Rede Municipal da cidade de Guarulhos/SP. A escola atende crianças na modalidade educacional creche, ou seja, o atendimento de crianças de zero a três anos de idade, além da educação infantil (de quatro a seis anos) e os dois primeiros anos da educação fundamental do ciclo de nove anos (crianças de sete e oito anos de idade). Mas em razão do recorte exigido pelo objeto de estudo, me detive nas observações sobre a creche e nas relações que as professoras de outras modalidades de ensino estabelecem com as professoras de creche.

Considerando que, no cotidiano da creche, as mulheres continuam sendo consideradas como principais responsáveis pela manutenção dos cuidados e educação de crianças pequenas, muitas falas das professoras de creche deixam transparecer que este papel não poderia ser exercido senão por uma mulher.

Trata-se, na verdade, não da observação propriamente isolada das práticas pedagógicas das professoras de creche e o desenvolvimento de suas atividades com crianças pequenas. Mas, no entanto, consiste em observar e compreender como as relações de gênero organizam e hierarquizam estas práticas pedagógicas bem como atuam na constituição da identidade das professoras de creche.

Em relatos, falas e observações foi possível, nas nuanças cotidianas, entender que a relação estabelecida entre mães e professoras de creche, assim como entre as próprias professoras remetem, na maior parte do tempo, ao conflito encontrado na relação entre o cuidado com a criança pequena e os papéis femininos, especialmente aos que se relacionam à maternidade.

E como sugere Auad (2004), ao considerar a categoria gênero é possível colocar em causa as tradicionais assertivas sobre o que é “natural”, no sentido do que é inato e instintivo para cada um dos sexos. Tal assertiva, indica que ser mulher não é o suficiente para ser educadora de creche e também atesta que a função não está interditada aos homens. As mulheres não teriam um dado biológico que as colocaria em vantagem no momento do ingresso na carreira docente na Educação Infantil. Homens e mulheres podem aprender a cuidar/educar as crianças pequenas. Foram sondadas neste projeto, as semelhanças nos estereótipos femininos e maternos que tendem a criar uma estreitada e forçosa relação entre o exercício da docência, em especial no trabalho com crianças muito pequenas, como é o caso da

creche, relacionado ao fato de que o trabalho realizado nesta modalidade de ensino é exercido, quase que exclusivamente por mulheres, e que se destina ao cuidado/educação que se encontram intimamente ligado ao universo feminino.

O gráfico a seguir ilustra a situação das Agentes de Desenvolvimento Infantil, quanto ao gênero:

Gráfico 4 : Porcentagem de ADI / PEI em exercício nas creches da rede municipal de Educação, separados por gênero:

Fonte: Gráfico construído para este estudo, através da coleta de dados da

Publicação oficial da Classificação Final de ADI /PEI - 2011, no Boletim Oficial do Município de Guarulhos datado de 19 de novembro de 2010, páginas 27-32.

3%

97%

Homens Mulheres

3.2 Caracterização do espaço físico e atendimento da creche

analisada

A escola pesquisada foi inaugurada em janeiro de 2004 e atende a Educação Infantil - (Creche e Estágios), de 0 a 5 anos e a Educação Fundamental – ciclo de nove anos - a partir dos seis anos. A escola funciona em dois turnos, manhã: Das 07h00min às 13h00min Tarde: das 13h00min às 19h00min horas. Atende 679 alunos no total, sendo 234 na modalidade pré-escola, 312 na modalidade creche e 133 na modalidade fundamental.

A escola possui mobiliário para a educação infantil composto por mesas e cadeiras em formato trapézio, o que propicia a vivencia em grupo das crianças, respeitando os tempos e espaços de vida da Educação Infantil. O refeitório possui bancos e mesas coletivas, para possibilitar a convivência das crianças de idades diferentes e oportunizar espaços coletivos. As refeições são servidas em sistema

self-service, com alimentos in natura, onde as crianças são incentivadas a escolher

seu próprio alimento, de acordo com o cardápio do dia, sendo orientadas pelas educadoras a provar alimentos diferentes.

Possui um espaço para a realização de brincadeiras, além da sala de aula e dos espaços externos, onde as crianças têm acesso a brinquedos pedagógicos, brinquedos confeccionados por mães e educadoras, objetos para brincadeiras simbólicas, instrumentos musicais, fantasias, fantoches, sucata para confecção de brinquedos, livros de histórias, revistas científicas, cordas, bolas e uma série de outras possibilidades.

A escola recebe grande parte de seus recursos através de um convênio com a Secretaria Municipal de Educação, onde são repassadas parcelas trimestrais, calculadas de acordo com o número de matrículas no ano em vigência, para a manutenção do prédio, a aquisição de materiais em geral, aquisição de bens permanentes, revitalização e embelezamento do prédio e outras necessidades a

serem estabelecidas através de um plano de trabalho discutido e elaborado em conjunto com o Conselho Escolar.

Os recursos físicos da Creche observada constituem-se em:

1) Salas de aula: 13 salas de aula destinadas a servirem como espaço necessário, mas não único, para o desenvolvimento da ação educativa.

2)Sanitários: sendo 15 sanitários de uso infantil com adequação a necessidade das crianças oito de uso adulto, destinado as professoras e funcionárias.

3)Diretoria: constitui em um espaço para o desenvolvimento de atividades administrativas e atendimento ao público.

4) Secretaria: constitui em um espaço para o desenvolvimento de atividades administrativas e atendimento ao público.

5) Sala das Professoras: um espaço destinado para discussões, debates, troca de experiências e estudos necessários à prática pedagógica, visando à formação profissional e o constante aperfeiçoamento das agentes educacionais.

6) Cozinha: necessária ao preparo de alimentos in natura e industrializados, enviados pela Prefeitura Municipal de Guarulhos e destinadas à alimentação escolar, bem como a higienização de todos os materiais usados neste processo. 7)Refeitório: Espaço reservado para a alimentação dos educandos.

8) Fraldário: utilizado para o banho e troca das crianças que ainda não iniciaram o desfraldamento.

9) Quadra poliesportiva com cobertura: espaço necessário ao desenvolvimento de atividades do movimento e dança.

10)Casinha de bonecas: espaço essencial para o desenvolvimento de brincadeiras simbólicas, onde a criança cria hipóteses, aprende e entende o mundo que acerca através da imitação.

Em uma análise dos espaços do espaço físico existente e de sua distribuição, considero que a creche parece bem adequada para a educação infantil, apresentando diferenciação entre o mobiliário destinada à pré-escola e à creche, organizando-se, prioritariamente, em função das necessidades das crianças. As salas da creche são amplas, arejadas, coloridas, com tapetes emborrachados e com vários brinquedos e circuitos à disposição das crianças.

Arquitetonicamente é bem planejada, a não ser pelo refeitório que fica um pouco distante das salas da creche, mas este fator aparentemente negativo é utilizado pelas professoras como uma oportunidade para as crianças circularem por todos os ambientes da escola.

Na aparente negatividade da disposição dos espaços físicos, surgiu a oportunidade de integrar creche e pré-escola como modalidades de Educação Infantil contíguas, de forma a diminuir a ruptura construída ao longo dos anos entre as modalidades.

Interessante é o relato das educadoras, nas conversas informais, da existência na gestão anterior da creche, de um portão instalado bem no meio do corredor da creche para separar as crianças da creche das crianças da pré-escola, o que para elas representava, na verdade uma grande segregação de toda a creche, das crianças e das educadoras, em relação à pré-escola.

O portão não existe mais, desde 2008, quando da assunção da atual gestão da escola, que também nas conversas informais nos colocou:

Tirar o portão era um símbolo de integração entre a creche e a escola, mas mais difícil foi tirar o portão da cabeça das professoras, foi um intenso e longo trabalho de formação e reconhecimento das educadoras de creche como professoras. No início elas queriam continuar do lado de lá, precisávamos ganhar a confiança e o respeito delas. É de se entender, durante muitos anos elas eram apenas as guardiãs da segurança, da limpeza e da guarda das crianças. Hoje elas escancararam o portão e estão por todos os cantos da escola, apropriaram-se dos espaços que sempre foram também delas e das

crianças, porém infelizmente nem elas, nem a direção entendiam assim. (Coordenadora Pedagógica, d.d.)55

Nas observações diárias pude perceber que o respeito e a solidariedade estão presentes, na maior parte do tempo, nas relações entre as professoras da escola, da creche e a equipe responsável pela gestão da escola. A escola realiza um trabalho de reconhecimento de seu corpo docente e fortalecimento do Projeto-Político- Pedagógico construído coletivamente.

3.3 Histórico da Região de atendimento da creche analisada por

uma de suas moradoras

“… O homem (…) devido a seu poder de lembrar, acumula seu próprio passado, toma posse dele e o aproveita. O Homem nunca é o primeiro homem: desde o princípio já existe a partir de um certo nível de passado acumulado. Este é o tesouro único do homem, seu privilégio e sua marca.”

JOSÉ ORTEGA Y GASSET

Ao examinar os documentos escola56 o relato oral da Dona Zuleica57, me

chamou a atenção para alguns aspectos constituintes do estabelecimento da escola na região.

55 As várias conversas e relatos coletados na observação participante têm diferentes datas devido ao

extenso período da observação. Para facilitar a leitura utilizei a abreviatura d.d (diferentes datas).

56 Cabe ressaltar que os documentos foram gentilmente disponibilizados pela escola, que faz um

trabalho de resgate de sua história, através de fotos, recortes de jornais e revistas e utilizando-se da memória e relato oral dos moradores da região. Os termos Dona e Seu são aqui utilizados conforme como usualmente a pessoa é conhecida no bairro e na escola.

57 O relato da Dona Zuleica encontra-se áudio-gravado e transcrito fazendo parte do Projeto-Político-

Pedagógico da escola. Cabe ressaltar ainda que, durante a pesquisa tive contato direto com Dona Zuleica que simpaticíssima, confirmou as versões que deu à escola.

Acredito que, assim como para Bosi (1998), a memória poderá ser elaboração do passado ou sua conservação, porque o seu lugar na vida do homem e da mulher se acha a meio caminho entre o instinto que se repete e a inteligência capaz de inovar. Para elucidar a autora cita que um dos aspectos mais instigantes do tema é o da construção social da memória:

Quando um grupo trabalha intensamente em conjunto, há uma tendência de criar esquema coerentes de narração e de interpretação dos fatos, verdadeiros “universos de discurso”, “universos de significado”, que dão ao material de base uma forma histórica própria, uma versão consagrada dos acontecimentos. O ponto de vista do grupo constrói e procura fixar a sua imagem para a História. Este é, como se pode supor, o momento áureo da ideologia com todos os seus estereótipos e mitos. No outro extremo, haveria uma ausência de elaboração grupal em torno de certos acontecimentos ou situações. A rigor, o efeito, nesse caso, seria o de esquecer tudo quanto não fosse “atualmente” significativo para o grupo de convívio da pessoa. É o que sucede às vezes: os fatos que não foram testemunhados “perdem-se”, “omitem-se”, porque não costuma ser objeto de conversa e narração. (BOSI, 1998, p.66-67).

Esse resgate e a vontade de conhecer as próprias origens assim como sua própria constituição se encontram presentes tanto nas falas das Professoras de Creche como das Gestoras, está inserido e serviu de base para a construção do Projeto-Político-Pedagógico da escola. Se partirmos do pressuposto de que o espaço social é integrado pelos indivíduos que o percebem e o que representam a partir dele, concordamos com Hall (2003), que nos indica que o sujeito fala sempre a partir de uma posição histórica e cultural específica. Podemos considerar, então, que todo o sistema de representações, independente daquilo que enfoca poderá ser associado a um quadro cultural, por intermédio do qual adotamos determinadas posições e narramos algo.

Dona Zuleica mora nas proximidades do bairro há 34 anos, o que me permitiu conhecer um pouco mais sobre a instalação do bairro, a vida de seus moradores e o histórico cultural da região e consequentemente das condições de instalação da escola, através da transcrição de suas falas. Bem como, foi possível relacioná-los ao desenvolvimento e formação da territorialidade do município, como apontado em capítulo anterior.

A região onde hoje se localiza a escola pertence a uma área onde antes se avistava apenas a Mata Atlântica, na reserva da Serra da Cantareira, tratava-se uma extensa área de eucaliptos e outros espécimes nativos. No ano de 1989, surgiu o loteamento, com vistas à implantação de residências pela imobiliária Continental, de propriedade do Sr. Walter Luongo, de onde advém o nome dos bairros da região.

A comunidade, conta Dona Zuleica, começou a se movimentar para a construção de melhorias para o bairro. Ela mesma relata que lutou muito pela construção da escola para os seus filhos, mas lamenta que só tenha ficado pronta para os seus netos. Conta que ela e outras mulheres foram várias vezes a prefeitura, para reivindicar a construção da escola e também do posto de saúde.

Zuleica, Neusa, Fátima, Dora, Luzia, Célia e Vera participaram das reuniões ativamente para solicitar ao Sr. Orlando Fantazini, da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de Guarulhos, na época pertencente ao Partido dos Trabalhadores (e que representava uma forte oposição ao governo do Prefeito

Paschoal Thomeu)58, pedindo que fossem realizadas pelo poder público, as

melhorias urbanas necessárias para o bairro, iniciando-se a partir de então, a negociação para implantação da urbanização do bairro tão esperada por seus moradores e moradoras.

Em janeiro de 1994, uma comitiva de moradores (as) foi a Secretaria Estadual de Educação, junto com o Sr. Antonio Silvan (um líder de bairro na época) e o então

Deputado Elói Pietá (PT) 59, solicitando a construção de uma escola estadual para o

bairro. Segundo ela, o funcionário que as atendeu, olhou em um arquivo e disse que

58 O Prefeito Paschoal Thomeu ( um importante industrial da Cidade ) governou a cidade de 1988 a

1992 e deixou em seu lugar como seu sucessor Salvador Papotto que governou de 1993 a 1996, dando continuidade aos ideais políticos aplicados por Thomeu.

59 Elói Pietá do Partido dos Trabalhadores foi Prefeito de Guarulhos posteriormente por duas gestões

a construção da tão esperada escola sairia somente em meados de 1995, mas a mobilização das mulheres daquela comunidade conseguiu adiantar este processo para um ano antes, o ano de 1994.

Conta que desde 1985, já se reuniam com a Diretora de uma Escola Estadual, no Bairro do Cabuçu, para mobilização da comunidade por uma escola no bairro do Parque Continental, pois seus filhos iam de ônibus ou a pé para esta outra escola muito distante. A Dona Zuleica conta que chorou no dia da inauguração da escola, pois foi um sonho de mais de 30 anos, que se realizava naquele momento.

Começaram então, a reivindicar a instalação de uma escola municipal com creche. As negociações começaram durante a gestão do Prefeito Paschoal Thomeu,

Salvador Papotto e Jovino Candido60 e continuou durante a gestão do Ex-Deputado

e então Prefeito Elói Pietá (PT).

No ano de 2004, então foi inaugurada a creche com 12 salas e com capacidade de atendimento de 700 crianças do bairro. Continua Dona Zuleica:

“Agora a comunidade tem uma nova luta, um espaço de lazer e esporte no bairro”.

Muito interessantes são os relatos saudosistas, mas obviamente não ingênuos, de Dona Zuleica para a compreensão da expansão populacional de Guarulhos:

“Na Rua de trás, existia uma bica onde todos tomavam o banho,

era o espaço de lazer das crianças e as mulheres lavavam suas roupas. A nascente era no pé do morro e descia com água potável, o Sr. Valter Luongo por ocasião de lançamento do loteamento, fez o esgoto no caminho da bica. Sinto muita falta desses tempos, onde as crianças podiam brincar livremente quando me lembro desses momentos a emoção vem, lembro dos meus filhos que hoje tem 36 e 35 anos”. (grifos meus)

(Projeto-Político-Pedagógico da Creche Observada, d.d.)

60 Jovino Candido era vice-prefeito de Néfi Tales, esse eleito como uma alternativa e resposta aos

anos de abandono em que Guarulhos se encontrava, tornou-se prefeito quando do afastamento de Néfi tales pela justiça e posteriormente cassado pela Câmara Municipal por irregularidades.

E continua:

“Na outra rua tinha um caminho para carro que dava para subir até a bica, onde os homens iam lavar os carros, havia uma pedra esculpida pela erosão aonde “a mulherada” ia até lá para bater papo. Da janela se via os bichos”. (grifos meus)

(Projeto-Político-Pedagógico da Creche Observada, d.d.).

Dona Zuleica hoje tem dois netos na escola. Traz seus netos para escola todos os dias, participa da vida e das melhorias da comunidade com suas vizinhas, preocupa-se com o andamento do bairro e com a melhoria da vida das pessoas da região. Mas conta que “o povo fala demais”, ela foi atrás das melhorias do bairro e

as vizinhas dizem que ela fazia isto porque não tinha o que fazer. 61

Algumas naturalizações a respeito dos papéis atribuídos ao gênero masculino e feminino aparecem claramente nas falas de Dona Zuleica, o que foram grifados por mim, no intuito de deixar transparecer as questões de gênero imbricadas no cotidiano e nas várias situações sociais que perpassam o ambiente escolar.

3.4- O ideal formativo e profissional

O primeiro concurso público de provas e títulos para a função de ADI, em Guarulhos, com a devida exigência de habilitação profissional, só foi realizado tardiamente, após a publicação no Boletim Oficial do Município no ano de 2005, onde abria vagas em cadastro de reserva para a função de Agente de Desenvolvimento Infantil. A aprovação gerava, para o/a candidato/a, apenas o direito à preferência na admissão, dependendo de sua classificação no certame.

61 Agradeço gentilmente à Dona Zuleica pelas fotos que elucidam o desenvolvimento da região e que

Os/As candidatos/as aprovados no concurso realizado no ano de 200262, concurso que não exigia qualquer habilitação profissional para a função de Agente de Desenvolvimento Infantil, teriam prioridade na convocação. Ao término da lista ou encerramento do Concurso Público ainda em vigência, seria iniciado o processo de convocação do presente Concurso.

O referido concurso realizado em 2002 tinha como exigência apenas o Ensino Médio na Modalidade Regular, o que explicita que ainda não era considerada importante pela Administração Pública Municipal, a habilitação em modalidade Normal, visto que estes, conforme o edital de abertura, ainda teriam preferência na assunção do cargo, em relação aos candidatos enquadrados nas novas exigências de habilitação profissional. A jornada de trabalho era de 40 horas semanais para um salário de R$ 627,32. Os quais,quando divididos pelos dias úteis e número de horas trabalhadas, rendiam às profissionais a lamentável quantia de R$ 3,50 por hora. E que, quando comparados aos salários pagos às estagiárias, conforme apontado anteriormente, obviamente gerou grande conflito.

Entre as atribuições gerais da função de Agente de Desenvolvimento Infantil figuravam as seguintes, como transcrevo na íntegra:

• O ADI é o profissional responsável pelas ações de cuidado, educação e recreação, sendo facilitador do desenvolvimento integral da criança nos seus diversos aspectos e dimensões, através das ações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens organizadas, estabelecendo com as crianças uma relação segura, estável e afetiva que contribua para sua formação

Benzer Belgeler