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3.2. MECLİS SORUŞTURMASINDA ÖNERGE AŞAMASI

3.2.3. ÖNERGENİN GÖRÜŞÜLMESİ

Nesse eixo, procurou-se apresentar a percepção que as professoras têm da educação inclusiva, educação especial e inclusão escolar. Primeiramente, colocar-se-á a visão das professoras quanto à educação especial e inclusiva. Ao analisar os depoimentos, observa-se que as docentes não têm um conceito definido do que seja a educação especial - umas creem ser uma modalidade de ensino para alunos que não acompanham o ensino regular:

Professora B: “Ed. Especial o nome já diz é para alunos que não conseguem seguir o

ensino regular que precisam de mais tempo, ou de uma assistência maior pra chegar ao

Professor C: “Ed. Especial seria uma educação diferenciada que pegue todos os

tipos de problema”.

Outras, ser um atendimento diferenciado em salas do ensino regular:

Professora D: “Então a educação especial é especial já está falando a palavra, é aquele aluno que tem necessidades especiais então, tem lá em cima o Z (PC) a necessidade especial dele é motora só que tem inteligência, então o aluno especial são as necessidades

especiais”;

Professora E: “Eu vejo que é uma educação assim, você tem que dar uma atenção maior para aquela criança, não procurar evidenciar na sala que ela é diferente ou não

porque ali todo mundo tem suas habilidades suas dificuldades”;

Professora F: “Eu entendo como uma educação, o próprio nome diz uma educação um pouco mais especial você tem que ter um carinho maior pra você lidar com aquela

criança”.

Todavia, as professoras da sala de aprendizagem lenta definem como atendimento que propiciam aos alunos de suas salas:

Professora A: “São as salas do curso que eu dou aula que foi passado isso pra mim, educação especial”;

Professora H: “[...] Educação especial você trabalha com várias deficiências e várias necessidades especiais juntas. São várias crianças em uma sala só, abordando várias

necessidades”.

Os dados sugerem que os significados construídos pelas professoras são resultados das experiências com educação especial vividas no contexto escolar. Ao considerarmos que as professoras entrevistadas, em sua maioria, construíram suas carreiras profissionais na escola em que atuam, podemos considerar que a formação ao longo dos anos de serviço deu-se pelas experiências vividas no dia a dia da sala de aula, pelas trocas com os outros professores, ainda mais se considerarmos que a maioria das professoras não teve na formação acadêmica o conteúdo sobre deficiência.

No que concerne à educação inclusiva é possível notar que também não há um consenso entre elas, uma vez que algumas acreditam ser a inserção dos alunos em salas do ensino regular:

Professora B: “Ed. Inclusiva pra mim é conseguir inserir um aluno que tenha uma deficiência numa sala regular e que ele consiga atingir os mesmos objetivos no mesmo

tempo, junto com os outros alunos considerados normais”;

Professora C: “Educação Inclusiva seriam todos os tipos de deficiência, que a gente possa estar adaptando em uma sala normal, dentro, cada um com suas dificuldades, cada um com seus limites, isso pra mim seria inclusão, a gente fazer com que este aluno conseguisse

partilhar com uma sala "normal" mais dentro dos limites dele”;

Professora D: “Eles estarem nessa sala ditos dos alunos normais vivenciando aquilo ali só que cabe ao professor ficar observando cada um e na hora da prova a correção da aluna X é de uma maneira do aluno Y é de outra e na prova diferenciada. Que cada um

tem uma deficiência”.

Outra vê como uma modalidade de ensino na qual o professor deve dedicar atenção diferenciada aos alunos com deficiência:

Professora E: “Eu vejo que é uma educação assim, você tem que dar uma atenção

maior para aquela criança”.

A visão que as professoras apresentam sobre educação inclusiva demonstra que as possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos com deficiência no ensino regular está atrelado a suas condições individuais e à capacidade de se adaptar às exigências escolares. A ênfase recai sobre os limites impostos pela deficiência e a impossibilidade do aluno participar efetivamente dos processos educacionais desenvolvidos na sala de aula. Isso se torna evidente quando questionadas sobre a inclusão escolar. Os depoimentos divergiram com relação à condição para que ela de fato aconteça. Pode-se observar que algumas professoras apresentam-se favoráveis à inclusão, porém entendem que é necessário um amparo ao professor para que ele possa oferecer um ensino de qualidade a esses alunos:

Professora D: “Então eu acho que deve haver a inclusão com esse suporte que a

gente tem aqui”;

Professora F: “Eu ainda bato um pouco de frente, eu sou a favor da inclusão mais em certos momentos eu não sou. Por quê? Porque eu vejo assim muita, vezes eu vejo muitas escolas que tem muita inclusão em uma sala. E que a maioria é inclusão e que os alunos não rendem. Ai eu vejo pelo lado assim e os outros alunos? Como que faz? Porque você é uma professora só como que faz? E querendo ou não eu tenho uma auxiliar só, que me auxilia e a outra professora. É eu acho isso errado. Acho que deveria dar muito respaldo antes para

professor para depois ele começar a fazer a inclusão. Até na formação”.

Observa-se que as professoras consideram que a efetivação da inclusão escolar de todos os alunos na escola esbarra especialmente na falta de apoio aos professores. Entretanto, ao considerarmos que a escola em questão parece proporcionar aos docentes apoios

necessários para que a inclusão aconteça, como “auxiliar” de sala e “suporte”, isso justifica o

fato de algumas serem desfavoráveis à inclusão.

É possível que a desinformação a respeito das possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem de pessoas com deficiência atrelada às experiências vividas na escola no que se refere à educação especial e, provavelmente, ao baixo desempenho apresentado pelos alunos com deficiência possa justificar a visão das professoras sobre os limites da inclusão escolar, como podemos observar nos seguintes depoimentos:

Professora A: “Olha eu concordo com a inclusão desde que a criança não vá sofrer, porque não adianta ficar numa sala que eles não vão conseguir acompanhar, e eles vão se sentir excluídos, então a gente faz o máximo pra que eles vão para inclusão, agora tem

criança que não tem condições”;

Professora B: “É eu acho que aí depende do nível da deficiência. É eu acho que tem

aluno que se for inserido em uma sala regular não vai conseguir fazer nada”.

As professoras, baseadas na concepção homogeneizadoras dos processos educativos e da deficiência como incapacidade, acabam por produzir expectativas de que esses alunos estão fadados ao fracasso escolar. Tendo em vista a forma como o atendimento deficiência

ocorre, podemos pensar que os conceitos apresentados pelas professoras refletem a maneira de pensar e agir da instituição, que diferencia os alunos de acordo com as limitações.

Belgede Meclis soruşturması (sayfa 83-87)

Benzer Belgeler