• Sonuç bulunamadı

IV- Araştırmanın Yöntemi

2. Cezai Mesuliyeti Etkileyen Sebepler

2.1. Düşüren Sebepler

2.1.4. Ölüm (Mevt)

elaboradas pelos alunos também fizeram parte do material a ser

analisado. Todavia não poderia limitar-me a ele por conta do caráter

prescritivo dado pela organização metodológica, pois, alheio ao registro

escrito, deparava-me com olhares, gestos, expressões que diziam mais

que os referidos itens elencados para este fim. Outras iniciativas foram

introduzidas nesse processo as quais, a cada dia, levaram a uma atitude

que fugia aos padrões determinados pela metodologia e que assim se

estabelecia através da reflexão diária após cada encontro.

Penso que esse movimento de previsão e inovação realizado entre metodologia e método é que torna a pesquisa uma construção de ideais e idéias em torno dos pressupostos argumentativos, e não a imobilidade dos fenômenos em um dado programa a fim de garantir resultados condizentes com as determinações estabelecidas pela metodologia.

Ressalto também que, as escolhas metodológicas, epistemológicas, teóricas aqui trazidas de forma alguma dão conta de esgotar o tecimento das várias redes de situações passíveis de entrelaçamento e de retro-alimentação. Nesse caso coloco alguns focos para circunscrever o olhar da pesquisa: a escola, a matemática, a ciência e a tradição. Entretanto a escola não é isolada, contém pessoas, regras, documentos, programas, currículos, espaço físico, horário, etc.; a matemática, bem como a ciência, é permeada por conteúdos, metodologias, recursos humanos e materiais, teorias, paradigmas, filosofias, histórias, etc; e ainda, a tradição traz toda uma bagagem de práticas, vivências,

crenças, mitos, histórias, relações humanas, e outras tantas; tudo se liga a tudo, não há como simplificar essas relações, não há como negá-las, não há como dar conta de um modelo explicativo para esse complexo.

Da incapacidade de totalizar a infinitude dessas redes de informações e situações, coloco a impossibilidade de aprofundamento em todas elas, mas registro, também, o não isolamento das idéias nessa teia. Dadas às impossibilidades retomo a possibilidade de, mediante o estreitamento de minha especialização, problematizar a discussão em torno de um nó pertencente a essa relação: a aprendizagem matemática pelo viés transdisciplinar.

As colocações dos alunos registradas por eles mesmos ou pelas minhas próprias anotações compuseram a grande referência no que diz respeito aos resultados alcançados nas atividades sugeridas, o que já havia sido previsto no planejamento desta fase da pesquisa.

Em relação às manifestações dos alunos quanto aos conhecimentos não restritos à matemática, foi prevista uma associação entre o que denominei de grandes objetivos e conteúdos das áreas temáticas, os quais serão melhores explicitados no próximo capítulo. A intenção era de avaliar, através da exposição de idéias dos alunos, se os grandes objetivos pensados estavam sendo contemplados nas colocações feitas pelos alunos ao se tratar dos conteúdos pertencentes a cada área temática.

Desta forma, o instrumento pensado para a captação dessas informações (além de minhas próprias anotações) foi a redação dissertativa. Digo redação no sentido conhecido pelo público estudantil, sobretudo nas aulas de Língua Portuguesa, um tipo de narrativa sobre um tema específico (geralmente dado pelo professor) em que os alunos devem criar relações entre

suas idéias e o tema proposto e expô-las através da escrita. Porém, muitas das vezes não foi possível concluir esse tipo de atividade em sala de aula prevendo a exigência de certos fatores como tempo e ambientação favorável à criação dissertativa, o que gerou uma certa perda de dados tendo em vista que a maioria dos alunos não retornava à redação quando esta ficava para ser concluída em casa.

Portanto, onde se pensou que a principal referência estaria no material construído pelos próprios alunos, isso foi reformulado. Na verdade, houve um equilíbrio entre os registros dados pelos alunos e aqueles por mim realizados.

Em relação às construções matemáticas, o material impresso sobre as atividades especificamente de matemática (com exercícios e situações problemas) e os relatórios de aula diariamente confeccionados formaram o corpo do conteúdo a ser analisado. Foi planejado que: 1. todos os registros dos alunos deveriam ser tabulados e organizados em blocos por similaridades de colocações; 2. as similaridades formariam categorias; 3. as categorias seriam caracterizadas em níveis de aprendizagem usando as orientações de Skemp (1980) e Devlin (2004) sobre a formação de conceitos matemáticos; por fim, 4. as respostas dos alunos deveriam ser analisadas com relação às possíveis interferências sofridas pelas outras atividades propostas e que não dizem respeito exclusivamente à matemática.

Vale ressaltar que essa orientação estava prevista para ser usada nas turmas-alvo da intervenção pedagógica; no entanto, com as mudanças ocorridas durante a realização da pesquisa, dois períodos distintos para a análise foram gerados. O primeiro considera uma turma completa, embora a atividade que diz respeito à matemática, apenas, não tenha sido concluída

satisfatoriamente. No segundo período muda-se o público-alvo, pois somente os alunos selecionados fazem parte da próxima atividade sobre matemática.

Enfim, a experiência pedagógica, fonte principal do olhar dessa pesquisa, desemboca uma reflexão sobre o uno e o múltiplo no fazer da sala de aula, sobre os limites do sonho e da realidade, da utopia e da realização. Até que ponto é possível confrontar teoria e prática no cotidiano escolar? Até que ponto etnomatemática como um congregador de princípios que defendem uma prática pedagógica pelo viés transdisciplinar é passível de acontecer para além da teoria?

Esse tipo de reflexão, embora não prevista no planejamento metodológico da pesquisa, foi se constituindo ao longo do percurso, principalmente no momento da execução da intervenção pedagógica. Mais uma vez, o sentido dinâmico, entre o previsto e o acontecido, entre a metodologia e o método, aparece em destaque e, como tal, não deve ser esquecido em nome da probidade do plano propedêutico. Essa pesquisa está no limite do antevisto e da emergência como um lugar escolhido a fim de produzir conhecimentos passíveis de serem compreendidos como mais um na teia de tantos outros sobre as discussões educacionais, de forma particular, em educação matemática.

Benzer Belgeler