2. Kavramsal Çerçeve
2.6. Öğretmenlik Meslek Bilgisi Derslerinin Ders Tanımları
Na ocasião da promulgação da LDB, Lei 9.394/96, houve a exigência de novas reformulações para a educação básica no país, que geraram a “implantação de Novas Diretrizes Curriculares para o Curso de Pedagogia” (PUC/SP, p. 30), cuja reformulação foi finalmente homologada em 2006. O Projeto Pedagógico da PUC/SP passou, então, por ampla reestruturação para atender às exigências das novas Diretrizes Curriculares Nacionais.
O curso de Pedagogia vigente desde 1988 estava organizado para formar o pedagogo no bacharelado e na licenciatura, com diversas habilitações profissionais e apresentava a atividade docente como um de seus principais pressupostos. Formava também, pelas Habilitações Específicas, o profissional para atuar nas áreas de orientação e administração escolar, educação infantil e de deficientes da áudio-comunicação. Tinha a preocupação de garantir “aos educadores uma sólida fundamentação teórica, centrada no conhecimento científico da educação, no seu sentido político, social, histórico e técnico- pedagógico” (PUC/SP, 2006, p. 38).
No entanto, “a nova concepção de curso preconizada pelos documentos normativo-legais é expressa pela extinção das inúmeras Habilitações existentes” (PUC/SP, 2006, p. 61). Dessa forma, a reforma empreendida pela PUC para o curso de Pedagogia propunha apenas a Licenciatura, de “caráter mais generalista, condizente com a formação de professores de crianças de 0 a 10 anos” (PUC/SP, 2006, p. 62), cuja matriz central é a docência. Essas determinações normativo-legais, aliadas ao levantamento de problemas e expectativas junto a professores, motivaram a reforma curricular do curso de Pedagogia.
Organizou-se um grupo de estudos para discutir os princípios e concepções para a elaboração da estrutura do novo Projeto Pedagógico para o curso de Pedagogia da PUC/SP. Essa Comissão da Reforma Curricular desenvolveu o Projeto Pedagógico do novo curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo tendo em vista os
documentos oficiais (LDB nº 9.394/96 e os documentos do anexo 1). Observou-se que as Diretrizes Curriculares Nacionais aprovadas em 12/12/2005 pelo Parecer CNE/CP nº 5/2005 – Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia, reformulado pelo Parecer CNE/CP nº 3/2006 e pela Resolução CNE/CP nº 1/2006, vieram garantir as especificações propostas no novo Projeto Pedagógico.
Essa Comissão Curricular, criada para estudar os objetivos que norteariam o curso, decidiu que a melhor forma de promover a participação dos alunos no Grupo de Reformulação Curricular seria fazê-los responder a uma pesquisa. Nesse sentido, em 2004 partiu-se para uma pesquisa diagnóstica junto aos alunos, inclusive egressos, e para a consulta a documentos oferecidos pela Coordenadoria de Vestibulares para obter os dados que orientaram a reforma. Foi feito, então, um levantamento de informações com 104 sujeitos, incluindo estudantes dos quatro anos do curso e egressos de 2001, 2002 e 2003. A intenção era obter informações sobre a opinião desses alunos a respeito do curso, seus anseios, os pontos de aprovação e de crítica, o que achavam que deveria ser reformulado e o que achavam que deveria ser mantido.
O questionário foi aplicado de maneira diferenciada aos alunos dos primeiros anos, do quarto ano e aos egressos. De maneira geral, o levantamento apontou que as expectativas dos entrevistados em relação à universidade eram positivas e que eles esperavam que o curso de Pedagogia os preparasse para as várias atividades profissionais ligadas à área de Educação e setores afim. Eles esperavam adquirir uma visão crítica da escola no país, base teórica e de pesquisa para atuar na área de formação e achavam que isso lhes daria segurança para exercer sua profissão. Além disso, eles sabiam que a PUC/SP é uma instituição valorizada no mercado de trabalho, o que foi avaliado pelos entrevistados como ponto positivo em uma área profissional saturada e desvalorizada.
Os estudantes do quarto ano indicaram que tinham a expectativa de que o curso estivesse mais relacionado à prática. No entanto, é unânime entre os estudantes do quarto ano a resposta de que “o curso contribuiu para a formação crítica e aberta do profissional da educação” (PUC/SP, 2006, p. 69).
Aos egressos foram feitas apenas duas perguntas, relacionadas à contribuição do curso para o desempenho profissional e o que eles achavam que deveria ser mantido ou alterado no curso, quanto à duração, conteúdos, atividades e avaliação. As respostas fornecidas pelos egressos, que já estão atuando profissionalmente, são consideradas muito importantes para balizar as ações sobre o currículo do curso.
Esse grupo de entrevistados também tem a percepção de que o curso desenvolve o pensamento crítico e proporciona uma visão ampla da Educação. É interessante notar que eles ressaltam a importância da informática para a prática profissional, não só sua aplicação direta, mas também como ferramenta de mediação pedagógica aplicada à Educação. Dessa forma, propõem a utilização mais intensa do laboratório de informática. Outros aspectos que são enfatizados são a necessidade de incentivo para a atividade de pesquisa e iniciação científica e para o aprofundamento de estudos dos autores teóricos. Chamam a atenção para que se mantenha a competência do corpo docente.
Outro instrumento de pesquisa utilizado em 2006 para traçar o perfil do aluno da PUC/SP foi um questionário aplicado a “todos os alunos que participaram do Processo Seletivo para Ingresso na PUC/SP. No período matutino responderam 42 candidatos matriculados e no período noturno 46” (PUC/SP, 2006, p. 70). Esse instrumento aponta para um público jovem composto principalmente de solteiros. Foram feitas perguntas sobre o local de estudo do Ensino Médio, motivo que orientou a escolha da Universidade e do curso, moradia com a família ou não, expectativas de que o curso subsidie a atuação profissional e atividade remunerada. As respostas apontam para um público diferente nos cursos diurno e noturno.
Também foi realizado, nessa ocasião, um levantamento junto aos professores, sobre sua percepção em relação aos problemas e expectativas que alimentam em relação ao novo curso. As respostas demonstram que esperam um curso mais flexível, com a extinção dos pré-requisitos nas disciplinas, e com interligação dos temas que envolvem o debate educacional. Propuseram uma organização temática, modular e integradora dos conteúdos para evitar a repetição de assuntos nas diferentes disciplinas. “Era expectativa dos
professores, posteriormente, corroborada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Pedagogia, a proposta de extinção das Habilitações Profissionais” (2006, p. 73), proporcionando uma formação humanista e de conhecimentos articulados na prática profissional. Também mencionaram a necessidade de encontrar novas maneiras de sustentabilidade financeira para viabilizar a prática de mensalidades diferenciadas e accessíveis, de forma a manter o papel social do curso sem comprometer a qualidade acadêmica (PUC/SP, 2006).
Os resultados dessas pesquisas deram origem às ações para delinear e elaborar um novo projeto para o curso de Pedagogia da instituição.