2.5 Veri Analizi Araçları ve Geliştirilmesi
2.5.2 Öğrenci ve Öğretmen Tutum Ölçeklerinin Hazırlanması ve
2.5.2.1 Öğretmen Sağlık Tutum Ölçeğinin Geliştirilmesi Süreci
Não há informações que indicam se o esquema do Projeto Mina D’água realizou análises econômicas de custo efetividade e custo-benefício no momento inicial de planejamento e elaboração do projeto.
O esquema buscou atingir a condição Equidade e justiça priorizando pequenas propriedades de agricultura familiar (VON GLEHN et al., 2013). No entanto, a formulação do esquema ocorreu no âmbito da Secretaria do Meio Ambiente (SMA) e não foram realizados estudos e levantamento prévios reconhecendo os desejos, anseios e disposição em participar da população. Dessa forma, foi atribuído o valor 0,5 a essa condição.
Quanto ao Contexto, foi atribuído valor 1, pois a seleção do município para implantação do esquema considera seu desempenho no Programa Município Verde Azul, de âmbito estadual (VON GLEHN et al., 2013), que elenca e premia os municípios que apresentam melhores resultados de eficiência na gestão ambiental, considerando critérios ambientais como: proteção de matas ciliares, proporcionalidade de cobertura florestal, educação ambiental, uso da água, estrutura ambiental municipal (leis, articulações intergovernamentais e quadro técnico), entre
1900ral 1900ral
1900ralCusto efetividadeRelação custo-benefício Equidade e a justiça. Contexto Linha de base Critérios de … Sustentabilidade … Gestão participativa Celebração de parcerias Capacidade … Segurança na posse da … Informação Monitoramento Gestão Adaptativa conflitos e sinergias Condicionalidade Adicionalidade
outros (SÃO PAULO, 2011). As informações são prestadas pelos municípios, que preenchem as planilhas e formulários informando a situação das condições ambientais.
O esquema também utilizou as informações prestadas pelo município ao Programa Município Verde Azul para o levantamento das nascentes e situação da cobertura florestal. Em 2012, foram aplicados questionários para o levantamento de informações sobre o uso da terra, percepção ambiental e indicadores socioeconômicos dos municípios de Ibiúna e Jaguariúna, que também fornecem informações importantes para determinação da linha de base. Contudo, o esquema não realizou um diagnóstico ambiental aprofundado com levantamentos de campo para definição adequada da linha de base, sendo atribuído valor 0,5 a essa condição.
Os critérios para seleção das áreas prioritárias para implantação do esquema consideram fatores ecológicos, sociais, econômicos e políticos, conforme apresentado no quadro 9, e atendem aos objetivos propostos. Todavia, não é possível aferir se os critérios foram sistematicamente seguidos na seleção das áreas, razão pela qual foi atribuído valor 0,5 à condição.
O esquema não atende à condição de sustentabilidade financeira, pois os recursos alocados do FECOP são estimados para apenas cinco anos de execução (SÃO PAULO, 2012), não havendo outra fonte de recursos.
Os proprietários rurais potenciais provedores não participaram do processo de tomada de decisão, assim como os usuários dos serviços. As prefeituras dos municípios participantes também não participaram da elaboração do projeto, razões pelas quais foi atribuído valor zero à condição gestão participativa.
O projeto Mina D’água foi inicialmente elaborado pela SMA, que firmou convênios com as prefeituras participantes. Estas, por sua vez, exercem a função de executoras do esquema. Os demais parceiros exercem funções de apoio técnico e institucional. Todavia, as informações sobre as responsabilidades entre os intermediários envolvidos na execução do esquema não são claras. No caso do esquema implantado em Ibiúna, por exemplo, não é possível identificar os parceiros e suas funções. Kamiyama et. al. (2014) relatam que em alguns municípios participantes há o envolvimento da Casa da Agricultura, vinculada à Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), e em outros municípios, há forte interação com os Comitês de Bacias, que fornecem apoio técnico ao trabalho das prefeituras.
Pela falta de clareza nas funções dos parceiros envolvidos, foi atribuído o valor 0,5 para a condição Celebração de parcerias.
A falta de informações afeta também a avaliação da condição Capacidade organizacional, por não haver clareza no organograma e funcionamento dos processos decisórios. Além disso, não é possível verificar alcance de metas nem mapear os procedimentos e ações de forma a compreender a razão de cada um, sendo atribuído valor 0,5.
A comprovação de posse do imóvel é um critério para participação dos provedores, por isso foi atribuído valor 1.
As informações sobre o esquema não são bem divulgadas. Não são disponibilizados documentos e resultados de levantamentos de campo ou entrevistas com os proprietários. As informações disponíveis não são claras, havendo divergências nos diferentes documentos. Nem mesmo o número exato de participantes do esquema no estado é claramente divulgado. Devido a tais constatações, foi atribuído valor zero à condição informação.
Conforme descrito no quadro 9, o acompanhamento do cumprimento dos contratos é função das prefeituras participantes, que verificam in loco,existindo ainda um plano de monitoramento de avaliação dos impactos do esquema (VON GLEHN et al., 2013), mas não há informações sobre os indicadores a serem utilizados e sobre a implantação do plano. Com isso, foi atribuído o valor zero à condição.
Não há informações disponíveis sobre a realização de ajustes ou adaptações do esquema, todavia observou-se que em cada município foram ajustadas condições que se adequassem aos contextos locais, sendo atribuído valor 0,5 à Gestão adaptativa.
O esquema tem como base o Programa de Remanescentes Florestais (PRF) do governo do estado, estando integrado ao Projeto de Recuperação de Matas Ciliares (PRMC), ao Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável (PDRS) Microbacias II e ao Programa Município Verde Azul. Observa-se, portanto, a sinergia do esquema com outros programas no âmbito da SMA. Todavia não é feito levantamento dos co-benefícios e impactos ocasionados pelo esquema em outros programas implantados fora da SMA. Dessa forma, foi atribuído valor 0,5 à condição Conflitos e sinergias.
Os pagamentos são condicionados ao cumprimento do contrato. Todavia não há verificação de melhorias na provisão do serviço, motivo pelo qual foi atribuído valor 0,5 à condicionalidade. E, como em todos os outros esquemas, analisados não é verificada a adicionalidade.
A somatória dos valores atribuídos a cada condição no projeto “Mina D’água totalizou 5,5, que representa 32% do total geral esperado de um esquema efetivo. Entre os maiores problemas do esquema verificaram-se a ausência de estudos sobre a viabilidade de implantação e sobre a relação custo-benefício, capacidade institucional, gestão participativa, disponibilidade e clareza da informação, monitoramento e adicionalidade. O Gráfico 7 mostra o desempenho do esquema frente às condições.
Gráfico 7. Desempenho do esquema de PSA Mina D’água quanto à sua efetividade