2) Zihinsel Kurgu: Halihazırda yaşamsal nitelikler üzerinde engel teşkil eden bir dizi sorunun aşılmasına yönelik kişiler tarafından benimsenen yöntem ve araçlar üzerinde
2.3. Öğretmen Modelleri
De acordo com Pochmann (2007), o primeiro emprego é decisivo para a trajetória futura do jovem, mas se a aquisição do emprego ocorre apenas para suprir necessidades de renda, minimiza seu caráter educativo, visto que ao ingressar precocemente no mercado de trabalho, sem ter continuado ou concluído os estudos no ensino regular, limitará o emprego a condições imediatas, à medida que a qualificação faz-se, sobretudo com o prosseguimento dos estudos.
Para Pochmann (2007), o mercado de trabalho reproduz a desigualdade verificada no sistema educacional, destinando os empregos mais concorridos aos mais qualificados, ou seja, limitando a ascensão social e profissional aos menos favorecidos econômica e socialmente.
Pochmann (2007) ressalta que a qualificação do jovem por meio da escolarização, o permitirá a capacitação postergar sua entrada no mercado de trabalho
são caminhos apontados para as políticas públicas juvenis de primeiro emprego. “A necessidade de suprir precocemente a renda futura ou de ajudar no orçamento familiar tem pressionado os filhos, sobretudo os de famílias de menor poder aquisitivo, a terem uma passagem breve pela escola” (POCHMANN, 2007, p. 63).
O desafio imposto pela supervalorização via qualificação, para aquisição e/ou manutenção do emprego reforça os princípios propostos pela concepção da Teoria do Capital Humano, explicitado no primeiro capítulo. Desloca-se a responsabilidade do “Estado para o indivíduo, adaptar-se, esforçar-se, passa a ser sinônimo de superação da concorrência em relação aos outros. Logo, a vítima do desemprego é identificada como responsável pelo próprio desemprego” (POCHMANN, 2007, p. 76).
Na pesquisa realizada por Alves e Pinto (2012) são analisados os microdados do Pnad em 2008, sobre os alunos potenciais ingressantes na Educação Básica na realidade atual do Brasil. Os autores apontam em suas análises que o atendimento no ensino médio para os alunos na faixa etária de 15 a 17 anos está muito abaixo do esperado, em números a taxa de atendimento cresceu 9,9% no período. A supremacia da distorção idade série é muito preocupante, sobre tudo no Pará que apresenta os maiores índices, pois 45% dos jovens de 15 a 17 anos frequentam o ensino médio no período de 1998 a 2008 fora da faixa etária.
Alves e Pinto (2012) consideram que para universalizar o ensino médio no contexto da federação Paraense deverá incluir 18,9% dos jovens no ensino médio o que requer um esforço de ampliação da rede de 12%. Os jovens que poderão ser beneficiados com a ampliação da rede seriam em potencial 40% negros e pardos que estão fora da escola, 47% das famílias da zona rural sofrem mais com a exclusão dos que as que residem na cidade, à chance de um jovem cujos pais têm baixo nível de escolaridade é 03 vezes maior de ficar fora da escola dos que os que tiveram acesso ao ensino superior.
Mas a alternativa para os filhos da classe trabalhadora que não podem somente estudar, é equilibrar a balança entre a escola e o trabalho, conforme os dados da SIS (2014) houve avanços significativos na inserção dos jovens na escola e no mercado de trabalho nos últimos anos, considerando a quantidade de jovens que em 2014 não trabalhavam nem estudavam no ensino regular. Entre os jovens de 15 e 29 anos de idade, praticamente 1 em cada 5 não frequentava escola de ensino regular e não trabalhavam em 2013.
O grupo etário mais jovem de 15 e17 anos a proporção foi de 10,2%, enquanto entre os de 18-24 anos a incidência chegou a 24% dos jovens, e para aqueles com 25-29 anos de idade o indicador foi maior com 21,8%. Entre o elevado número de jovens da faixa etária de 15 e 29 anos que não estudavam ou trabalhavam grande parte residia nas regiões nordeste e norte do país se comparada com a proporção de jovens residentes nestas regiões (38,3%), o que demonstra que a educação nestas regiões ocorre de maneira limitada.
Vale ressaltar a redução da participação relativa dos estudantes mais ricos entre 2004 e 2013 nas duas redes de ensino. Em 2004, eles representavam 55,0% e 68,9% dos estudantes nas redes de ensino pública e privada, respectivamente. Em 2013, essas taxas caem para 38,8% e 43,0%, respectivamente (SIS, 2014). Como resultado, os estudantes com maiores rendimentos deixaram de ser maioria nas duas redes do ensino superior, aumentando o acesso de estudantes provenientes das camadas mais pobres da sociedade.
Na ótica da SIS (2014), no mesmo período, de 2004 a 2013, os estudantes que fazem parte dos 20% com os maiores rendimentos, (5°quinto), deixaram de ser a maioria tanto nas universidades públicas (38,8%) quanto nas particulares (43,0%), consequentemente, aumentando o acesso a esse nível de ensino a alunos com rendas inferiores, inclusive aos mais pobres. Em 2004, apenas 1,7% dos estudantes do ensino superior pertencentes aos 20% com os menores rendimentos (1° quinto) frequentavam universidades públicas. Em 2013, essa proporção chegou a 7,2%.
De fato, observamos um aumento da proporção de pessoas de 18 a 24 anos de idade que frequentavam o ensino superior. Em números temos 10,4%, em 2004; e 16,3%, em 2013. Todavia a Meta 12 do PNE é que esse número dobre até 2020, assegurando a qualidade da oferta. Enquanto do total de estudantes brancos de 18 a 24 anos, 69,4% frequentavam o ensino superior, apenas 40,7% dos jovens estudantes da mesma faixa etária pretos ou pardos cursavam o mesmo nível, o que significa que, mesmo com o ingresso da classe trabalhadora nas instituições de ensino superior, esta realidade é limitada pela lei de cotas, seja no ensino público seja no privado, via ProUni.
Os dados da SIS (2014), demonstram ainda que 84,3% dos jovens de 15 a 17 anos que frequentavam a escola, pouco mais da metade estava no ensino médio. A elevada frequência escolar bruta dos jovens de 15 a 17 anos (84,3%) não significa que eles estavam no nível adequado à faixa etária. As proporções dos que frequentavam o
ensino médio subiu de 44,2%, em 2004, para 55,2%, em 2013, elevando a taxa de frequência escolar líquida. Com isso, caiu a proporção desses jovens no ensino fundamental, reduzindo de 34,7% em 2004 para 26,7% em 2013. Nessa faixa etária, os brancos possuíam uma taxa de frequência escolar líquida 14,4 pontos percentuais acima dos jovens pretos ou pardos (49,3%).
Neste contexto, fica evidente que o acesso à Educação no Brasil e, sobretudo, na região Norte é preocupante diante dos indicadores: acesso, permanência e renda, o que aumenta o processo de exclusão intelectual dos sujeitos em situação de vulnerabilidade ao direito à educação, considerando as desigualdades regionais evidenciadas no capítulo 2. Ao tratarmos da escolaridade média da população de 25 anos ou mais, houve um aumento de 2004 a 2013, passando de 6,4 para 7,7 anos de estudo completos. Apenas 41,8% das pessoas dessa faixa etária alcançaram 11 anos de estudo ou mais. O incremento de escolaridade foi mais intenso para o quinto de rendimento inferior, cujo aumento foi de 45,9%, enquanto o quinto superior apresentou uma elevação de 9,2% na média de anos de estudo entre 2004 e 2013.
Nesse sentido, o ProUni é fator preponderante para a redução das “desigualdades intelectuais e trabalhistas” dos selecionados, à medida que oportuniza o ingresso dos cidadãos não diplomados no ensino superior. As normas do Programa centram-se no desempenho acadêmico dos bolsistas como forma de manutenção da bolsa, o que acaba forçando o beneficiário a se dedicar à Política, tornando-a mais exitosa tanto para o graduando quanto para o Programa, ocasionando, provavelmente, melhores oportunidades profissionais e ingresso no mercado de trabalho pós-conclusão do curso.
A formação científica limitada para os egressos do Ensino Médio equacionada ao sucateamento da educação pública e a fragmentação dos conteúdos comprometendo a aquisição de conhecimentos, em decorrência de sua inconclusão, reduz as chances de ingresso no ensino superior, sobretudo para os estudantes das instituições públicas, estes fatos constituem-se em elementos preponderantes vivenciados pelos sujeitos de vulnerabilidade econômica. Diante desta realidade, Oliveira e Bittar (2010, p. 7) afirmam:
O ingresso no ensino superior é certamente uma parte visível desse funil de seletividade social, perpassado por processos de seleção excludentes adotados pelas IES, especialmente as públicas. Processos que aniquilam o ideário, o sonho, a igualdade real de oportunidade dos estudantes que buscam, no ensino superior, uma oportunidade de conquistar um espaço na
carreira acadêmica e profissional. O esforço é ainda maior para os estudantes universitários que estão matriculados nos cursos noturnos, pois, para a grande maioria, isso acontece depois de uma jornada de trabalho diária de oito horas. A frustração pode vir de várias formas nessa trajetória: evadir-se por não conseguir pagar as mensalidades; não acompanhar o curso devido à fragilidade da formação anterior; concluir o curso e descobrir que pouco ou quase nada foi agregado de valor à formação, devido à qualidade do curso; não conseguir inserir-se profissionalmente no mercado de trabalho; e, finalmente, não conseguir a melhoria da qualidade de vida que tanto desejava.
Corroborando com o debate, Carvalho (2006) já havia mencionado que a questão do acesso ao ensino superior é polêmica, haja vista que não basta permitir o acesso, pois a permanência continua sendo o grande desafio, uma vez que o acesso não simboliza garantia de oportunidades de ingresso no mercado de trabalho, muito menos ascensão social. Acrescenta a autora que a maioria das instituições privadas limita-se ao ensino, o que pode ocasionar restrições ao processo educativo, tendo em vista a ausência de pesquisa e a extensão, elementos ímpares que compõem a educação superior em sua totalidade.
Ao considerarmos a importância do ensino superior, destacamos com base nos dados da SIS (2014), o aumento da proporção de pessoas de 18-24 anos de idade que frequentava o ensino superior. Essa proporção era de 10,4%, em 2004, e passou para 16,3%, em 2013, mas terá que dobrar até 2024, para atingir a Meta 12 do Plano Nacional de Educação (PNE) que prevê essa expansão, assegurando a qualidade de oferta.
Esta realidade é reforçada pelo crescimento significativo no ensino superior privado, principalmente, por meio dos Programas voltados ao setor privado ProUni e Fies. Enquanto nas Universidades federais foi superada a marca de um milhão de matrículas de graduação, registrando um crescimento de 10% das vagas no intervalo de um ano, enquanto a rede privada cresceu 4,8% no mesmo período, conforme os dados evidenciados no primeiro capítulo (MEC, 2014).
3.4 A percepção dos egressos sobre o ProUni na Unama
Conforme os dados dos questionários, 62% dos egressos afirmaram que não tiveram dificuldades para permanecerem na Instituição durante o curso, enquanto que 38 %, admitiram as ter enfrentado. Diante do exposto, percebemos que as dificuldades contemplaram a minoria neste percurso no ensino superior, o que demonstra, mesmo