4. Bölüm Bulgular Bulgular
4.2. İkinci Alt Probleme İlişkin Bulgular
4.2.1. Matematik öğretmenlerinin matematiğin amaçlarına, doğasına ve
4.2.1.4. Öğrencilere göre "Matematik dersinin amaçları" ile ilgili bulgular
Além da realização do trabalho de base bibliográfica (teórica analítica), a investigação abrangeu o tratamento e análise dos depoimentos dos quinze (15) sujeitos envolvidos diretamente no processo de interiorização, no tempo histórico do estudo (pesquisa empírica), como se observa no Quadro 1.
Quadro 1– Demonstrativo dos Sujeitos da Investigação
Código Vínculo com a UFPA Formação
Atual
Vínculo profissional Atual
PAI-1 Professor/Aluno Doutorado Prof. da UFOPA Curso de Pedagogia
PAI-2 Professor/Aluno Especialista Prof. da UFOPA Curso de Letras e Artes
PAI-3 Professor/Aluno Especialização Prof. da Rede Estadual de Ensino
PAI-4 Professor/Aluno Graduação Prof. Aposentado
PAI-5 Professor/Aluno Especialização Prof. da Rede Estadual de Ensino
PAI-6 Professor/Aluno Especialização Prof. da Rede Estadual de Ensino
PAI-7 Professor/Aluno Especialização Profa. Aposentada
PAI-8 Professor/Aluno Mestrado Prof. da Rede Estadual de Ensino
PADS -1 Ex Reitor da UFPA Doutorado Reitor Pro Tempore da UFOPA PADS-2 Ex Diretora do Centro de
Educação da UFPA
Doutorado Diretora do ICED/UFPA
PADS-3 Ex Coordenador do Campus de Santarém
Doutorado Pró-Reitor da UFOPA PADS-4 Ex Coord. de Interiorização da
UFPA - 80 e 90
Doutorado Profa. Efetiva licenciada para Pós Doutorado
PUFPA-1 Professora/UFPA/Stm Mestrado Profa. da UFOPA Curso de Pedagogia
PUFPA-2 Professora/UFPA/Stm Especialização Profa. da UFOPA Curso de Direito
RSind. Representante Sindical Doutorado Profa. Aposentada/UFPA Fonte: Dados da pesquisa.
Vale esclarecer que para definir quais seriam os sujeitos, foi adotado um critério mais representativo do que quantitativo, a partir da relação direta estabelecida pelos sujeitos com a UFPA (funcionário, professor ou aluno). Como consta no Quadro 1, foram constituídos como sujeitos da pesquisa: um (01) Ex Reitor, uma (01) Ex Diretora do então Centro de Educação, uma (01) Ex Coordenadora de Interiorização, um (01) Ex Coordenador do Campus de Santarém, duas (02) Professoras da UFPA/Campus de Santarém, um (01) Ex Representante
Sindical, e oito (08) Professores/alunos egressos (as) da Interiorização da UFPA, vinculados profissionalmente à Rede Estadual de Ensino, quando alunos (as) da UFPA.
Na definição da escolha dos sujeitos trabalhou-se com os indicadores: a) Profissionais da Administração Superior da UFPA (Ex Reitor, Ex Diretora do então Centro de Educação, Ex Coordenadora de Interiorização, Ex Coordenador de Campus), profissionais efetivos da UFPA e com vínculo profissional com a interiorização; b) Professores efetivos da UFPA lotados no Campus de Santarém, docentes da interiorização; c) Representante Sindical, membro da diretoria da Associação dos Docentes da UFPA, Sindicato Nacional (ADUFPA- Sind); d) Professores/Alunos vinculados à SEDUC, exercendo docência na Rede Estadual de Ensino, quando regularmente matriculados nos cursos de graduação na UFPA, no período.
A codificação dos sujeitos se deu da seguinte forma: Profissional da Administração Superior (PADS), seguido de numeração ordinal, Professores da UFPA Santarém (PUFPA) seguido de numeração ordinal, Representante Sindical (RSind.) e Professores/Alunos da Interiorização (PAI), seguido da numeração ordinal, como mostram os Quadros 2, 3 e 4.
Quadro 2– Demonstrativo dos Professor/Alunos por Município
Município Código Curso Ano Função Atual
Alenquer PAI-7 Pedagogia 1999 Diretora de Escola Pública PAI-8 Geografia 1987 Prof. da Rede Estadual de
Ensino e Pesquisador Itaituba PAI-5 Pedagogia 1994 Prof. Aposentado
PAI-6 Pedagogia 1987/2002 Profa. Efetiva da Rede Estadual de Ensino
Óbidos PAI-3 Pedagogia 1994 Prof.Efetivo das Redes Estadual e Municipal
PAI-4 Pedagogia 1987 Profa. Aposentada Santarém PAI-1 Pedagogia 1982 Prof. Efetivo da UFOPA
PAI-2 Letras 1982 Prof. Efetivo da UFOPA Fonte: Dados da pesquisa
Como se observa, no Quadro 2 consta informações sobre municípios de origem, a codificação, o Curso de Licenciatura cursado na UFPA, o ano em que foi cursado e a função exercida atualmente pelos professores/alunos na UFPA, no período da investigação, além da formação atual constante no Quadro 1. A intenção foi dispor de dados que pudessem ser úteis para análises posteriores.
Quadro 3 – Demonstrativo dos Profissionais da Administração Superior Código Vínculo Anterior com a UFPA Vínculo Profissional Atual
PADS -1 Ex Reitor da UFPA Reitor Pro Tempore da UFOPA PADS-2 Ex Diretora do Centro de Educação
da UFPA
Diretora do ICED /UFPA PADS-3 Ex Coordenador do Campus de
Santarém
Pró-Reitor de Planejamento da UFOPA PADS-4 Ex Coord. de Interiorização da UFPA
nas Décadas de 1980 e 1990
Professora Efetiva da UFPA, licenciada para cursar Pós Doutorado
Fonte: Dados da pesquisa
Quadro 4 – Demonstrativo de Professor da UFPA e Representação Sindical
Código Vínculo Anterior com a
UFPA
Formação Vínculo Profissional Atual
PUFPA-1 Professora/UFPA/Stm Mestrado Professora da UFOPA Curso de Pedagogia – ICED
PUFPA- 2 Professora/UFPA/Stm Especialização Professora da UFOPA do Curso de Direito
RSind. Representante Sindical Doutorado Professora Aposentada/UFPA Fonte: Dados da pesquisa.
Como visto, nos Quadros 3 e 4 estão contemplados os profissionais com vínculo direto com a Universidade Federal do Pará – UFPA. Estes quadros apresentam além da referência de codificação, o tipo de vínculo estabelecido com a instituição no tempo histórico da investigação, a formação e o vínculo profissional estabelecido na atualidade. Vale destacar que o Ex Reitor da UFPA e Ex Coordenador do Campus Universitário da Santarém, foram Reitor e Pró Reitor de Planejamento Pro Tempore, respectivamente, da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, quando da transição da UFPA. A experiência anterior desses profissionais com a Interiorização da UFPA se acredita que pode ter sido um fator relevante para suas nomeações.
Após o processamento dos dados originários dos depoimentos dos sujeitos, adotou-se a linguagem como mediadora do diálogo com esses sujeitos, por se entender que ao possibilitar a comunicação, a linguagem traduz o pensamento dos sujeitos e torna possível o acesso a esse pensamento. Para Chauí (1989), “a linguagem não veste ideias – encarna significações, estabelece a mediação entre Eu e o Outro e sedimentam os significados que constituem uma cultura” (apud SOUZA, 1994, p. 116).
Para Chauí (idem), o pesquisador não traduz as palavras que escuta em pensamentos, da mesma forma que ao se expressar não escolhe as palavras representadas fora do
pensamento, em função de pensamentos já concebidos, o que evidencia ser a linguagem quem realiza a mediação entre os sujeitos. Sentido em que na comunicação como entende Monteiro (2006) “O dilema, porém, é só aparente, porque a linguagem é mesmo, fundamentalmente, um instrumento de comunicação. É possível pensar sem utilizar a linguagem, mas não é possível se comunicar sem utilizar (algum tipo de) linguagem”.
Vale ressaltar que na análise dos depoimentos colhidos dos sujeitos pretendeu-se considerar também a relevância e a importância da informação para qualificar o específico sobre o objeto estudado, além de outras questões que pudessem se apresentar como importantes na engenharia de construção do texto da tese.
Para tornar possível a análise, constituiu-se como instrumento de coleta de dados além da bibliografia e dos documentos, uma entrevista aberta realizada a partir de uma questão comum (ver apêndice 4) que se desdobrou ao longo do diálogo estabelecido com os entrevistados. A opção por esta estrutura se deve ao fato de se entender que a mesma possibilita ao entrevistador um melhor entendimento sobre como o entrevistado interpreta e comunica aspectos da realidade, neste caso, a respeito da interiorização da UFPA e suas repercussões no trabalho dos docentes da Rede Estadual de Ensino no Pará nas décadas de 1980 e 1990. A melhor prova dessa possibilidade adveio do fato, dos quinze entrevistados no estudo, todos foram unânimes em afirmar terem gostado da forma como a entrevista foi conduzida, por deixá-los à vontade para falar sobre o conteúdo.
Para Bauer (2002), a entrevista aberta é um processo muito familiar que todos, de alguma forma, já realizaram. Trata-se de uma conversa que apresenta um caráter intencional que embora possa envolver mais pessoas, geralmente é realizada entre duas pessoas, sendo dirigida por uma com objetivo de obter informações sobre a outra. Para ele, a investigação que apresenta um caráter qualitativo, pode se constituir em estratégia dominante para coleta de dados ou ser usada em conjunto como a observação participante, análise de documentos e outras técnicas, utilizada para recolher dados descritivos do próprio sujeito, o que permite ao entrevistador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre como os sujeitos interpretam aspectos do mundo.
Informa ainda o autor (idem) que as entrevistas com essa base variam quanto ao grau de estruturação, podendo ser estruturadas, não estruturadas ou abertas, onde o sujeito desempenha um papel crucial na definição do conteúdo da entrevista e na condução do estudo. Mas, ressalta que no início é importante informar seu objetivo ao entrevistado e assegurar de que suas informações serão confidenciais.
Em síntese, a investigação foi delineada para se desenvolver etapas como: a) levantamento e revisão bibliográfica, b) investigação e análise documental, c) investigação de base exploratória empírica com transcrição e análise de dados, d) redação e editoração do Relatório Final da Pesquisa – Qualificação e Defesa Pública dos dados resultantes do estudo realizado. Ressalta-se que os depoimentos dos sujeitos da pesquisa foram transcritos, catalogados e codificados se encontrando armazenados como gravação em Celular, Pendrive e External Hard Drive e à disposição para consulta a quem interessar possa.