4. Bulgular
4.2. Öğretmen Adaylarının Teknolojik Yeterliklerine İlişkinin Bulgular
4.2.6. Öğretmen Adaylarının Teknolojik Yeterlikleri Bilgisayara Sahip Olma İlişkin Bulgular
Para o desenvolvimento do material didático foram reunidas informações sobre como os programas, cursos e unidades podem ser planejados e elaborados, segundo as diretrizes apresentadas por Laaser (1997), Peters (2001) e UNICAMP (2003).
Para Laaser (1997), Peters (2001) e UNICAMP (2003), o planejamento e a elaboração de material didático, de cursos ou de disciplinas que utilizem recursos de EaD pode ser desenvolvido em duas fases:
a) Fase de análise ou planejamento do programa
A fase de análise ou de planejamento do programa inicia o projeto de um curso que utiliza recursos de EaD. Ocorre o levantamento de informações sobre a natureza do curso a ser desenvolvido; fornece subsídios necessários para a definição do escopo do projeto e
resultam na produção de um esboço contendo uma descrição sucinta do curso e sua estrutura. Para isso, são realizados questionamentos a fim de identificar: o perfil dos alunos, objetivos de aprendizagem ou definição dos objetivos gerais e específicos, estratégias metodológicas e mecanismos de avaliação.
b) Fase da abordagem para o projeto
A identificação da abordagem para o projeto é feita a partir das respostas da fase anterior, pois o professor tem informações suficientes para identificar abordagem mais adequada ao curso. O modo de se configurar as seqüências de atividades desenvolvidas determina as características diferenciais da prática educativa, desde o modelo com base na instrução e transmissão de conteúdos, até o método de projetos de trabalho com base na construção do conhecimento e no trabalho colaborativo. Para o desenvolvimento do projeto do curso são indicadas duas abordagens: instrucional – centrado nos objetivos de aprendizado estabelecidos no conteúdo e a interacionista – centrado na elaboração do conhecimento através de projetos e da interação entre os participantes. As duas abordagens pressupõem um conjunto ordenado de atividades estruturadas e articuladas para a realização de certos objetivos educacionais, os quais tem um princípio e um fim conhecido por professores e alunos.
O processo de ensino-aprendizagem é definido a partir da seqüência de atividades, do papel dos professores e dos alunos, da organização social da aula, da utilização dos espaços e do tempo, da organização dos conteúdos e da avaliação. Quanto aos conteúdos, estes podem ser: conceituais, quando se tratam de fatos, conceitos, princípios; procedimentais, quando envolvem procedimentos, técnicas e métodos; ou comportamentais, envolvendo valores, atitudes e normas. Quando se tem como objetivo a formação integral dos alunos, o uso dos diferentes tipos de conteúdo estará equilibrado; por outro lado, um ensino que se pauta prioritariamente no entendimento de informações, priorizará os conteúdos conceituais. Outro
aspecto a ser considerado no processo ensino-aprendizagem diz respeito ao papel dos professores e dos alunos (PETERS, 2001; UNICAMP, 2003).
Ainda os autores citados acima referem um outro aspecto a ser considerado no processo ensino-aprendizagem: o papel dos professores e dos alunos. Dentro das duas abordagens, a denominada instrucional, atribui aos professores o papel de detentores do conhecimento e controladores dos resultados obtidos, sua função consiste em criar situações que permitam a exposição do aluno ao conteúdo; ao aluno compete o papel de internalizar o conhecimento como lhe é apresentado e sua avaliação se dá por meio de testes que mensuram o conhecimento adquirido. Sob este olhar, o professor tem o principal papel e a relação privilegiada é a estabelecida entre o professor e o aluno. Já na abordagem interacionista, a aprendizagem é um processo social e o ato de ensinar envolve estabelecer uma série de relações interativas que buscam conduzir o aluno à elaboração de representações pessoais sobre o objeto de aprendizagem. São considerados neste processo os fatores culturais, a experiência acumulada do aluno e a utilização de instrumentos que lhe permitem construir uma interpretação pessoal e contextualizada com sua realidade sobre o objeto de estudo. Isso quer dizer uma interação direta entre alunos e professores e uma redefinição de papéis, onde o aluno e professor são co-participantes do processo de ensino-aprendizagem, sendo que o papel do professor é o de facilitador que cria as situações de aprendizagem e a relação privilegiada é entre os alunos.
As duas fases do planejamento e elaboração do material didático, curso ou disciplina contempla diversos itens. A seguir será apresentado no quadro 7 a fase de análise ou
Quadro 7 – Apresentação dos itens da fase de análise ou planejamento do programa para o
desenvolvimento do material didático para educação a distância
Itens da fase de análise ou planejamento do programa
Perfil dos alunos ou características e recursos do aluno
É pela identificação das características do aluno que os elaboradores podem determinar as necessidades de aprendizagem do grupo-alvo em qualquer programa, assim como o conteúdo e a metodologia a serem utilizados. Para isso, são necessárias as seguintes informações:
• dados pessoais - sexo, idade, estado civil, tamanho da família, condição social, recursos financeiros, condições de saúde, compromissos pessoais junto à família e à comunidade; ocupação, incluindo horários e padrões de trabalho; grau de escolaridade;
• quantidade de alunos (máximo e mínimo);
• recursos necessários para estudo (software, hardware e material adicional), experiências anteriores com os recursos utilizados e a motivação dos alunos com relação ao uso desses recursos.
Objetivos de aprendizagem ou definição dos objetivos gerais e específicos do programa
Um objetivo claro de aprendizado direciona tanto os professores quanto os alunos no que se refere ao conteúdo da matéria e dos processos mentais que se espera que o aluno realize. Devem ser estabelecidos os objetivos gerais e específicos que se deseja atingir ao final do curso.
Para isso sugere-se algumas perguntas como: pré-requisitos, objetivos gerais e específicos para a realização e aprendizagem do curso, o que os alunos deverão aprender e estar aptos a fazer, quais aspectos os alunos deverão comportar-se de maneira diferente após estudar a unidade e como o aluno poderá demonstrar que entendeu o material.
Estratégias metodológicas
Devem ser levantadas as informações que auxiliarão na identificação da metodologia mais adequada ao curso oferecido, ou seja, identificar meios ou métodos alternativos que possam ser utilizados no programa, incluindo: impressos, rádio, CD, Internet, computador, televisão, etc.
Recomenda-se algumas perguntas que ajudarão a identificar a dinâmica a ser aplicada no curso:
o assunto abordado é apropriado para ser disponibilizado na Web; qual a abordagem pedagógica mais apropriada para disponibilizar o conteúdo (auto-aprendizagem, baseado em conteúdo, colaborativo, baseado na solução de problemas, baseado em projetos, etc.); qual o nível de suporte técnico oferecido aos alunos; qual o nível de suporte pedagógico (interação, comunicação, etc.) oferecido aos alunos; o curso será totalmente à distância ou terá uma porcentagem de aulas presenciais e a distância; qual o cronograma do curso e se as estratégias didáticas adotadas estão explicitadas de forma organizada aos alunos.
Mecanismos de avaliação
As definições sobre as avaliações são de extrema relevância durante o planejamento do curso. Deverá permitir a aferição dos objetivos do curso (se foram alcançados) e se as estratégias adotadas foram apropriadas. Podem ser utilizadas avaliações do tipo:
• diagnóstica (é aplicada, normalmente, antes de iniciar o curso para identificar e avaliar o conhecimento do aluno);
• formativa (é aplicada durante o curso com o objetivo de identificar as estratégias e recursos utilizados pelo professor, para disponibilizar o conteúdo, estão sendo eficientes);
• somativa (é aplicada, normalmente, ao final de cada unidade de aprendizado e tem o objetivo de avaliar o conhecimento adquirido pelo aluno).
Recomendações de perguntas úteis para esclarecer dúvidas relacionadas à avaliação: quais os tipos de avaliação serão utilizados, há uma política clara sobre datas e tipos de avaliações a serem utilizadas, quais os formatos das avaliações (múltipla escolha, questões dissertativas, interpretação de textos, entrega de projetos, participação, etc.), as atividades e os formatos de avaliação estão de acordo com os objetivos de aprendizagem, as avaliações serão presenciais e em que locais; toda informação sobre a avaliação é apresentada em um local de fácil acesso aos alunos.
O planejamento do programa ou fase de análise pode-se dizer que é o amplo perfil de estudos para um grupo específico de alunos para a identificação da necessidade educacional do programa (LAASER, 1997).
Ainda o autor citado acima ressalta que a partir da análise do que é preciso saber sobre os alunos, dos objetivos do programa, das estratégias metodológicas e de avaliação, pode-se decidir que tipo de curso vai ser desenvolvido. O planejamento de curso pode ser feito por uma equipe ou por um elaborador individual.
Será apresentada no quadro 8 - a fase de identificação da abordagem do projeto apresentada segundo a abordagem instrucional. É dividida em duas etapas que são: a elaboração do projeto e o desenvolvimento do curso. A proposta dessa abordagem está centrada na preparação do conteúdo e no uso de ambientes virtuais de aprendizagem (LAASER, 1997; PETERS, 2001; UNICAMP, 2003).
Quadro 8 – Itens da abordagem instrucional
Abordagem Instrucional
a) Elaboração do projeto - são apresentadas um conjunto de orientações para auxiliar o professor a elaborar o conteúdo instrucional de acordo com a abordagem instrucional.
Devem ser relacionadas:
• Informações gerais – auxiliam o professor na organização do curso e fornecem aos alunos uma visão geral da proposta do curso. São elas: título, ementa, objetivo geral, duração do curso, método de trabalho. Pode-se definir, também, materiais complementares para o curso. Relação de materiais complementares que podem ser agregados a um curso: apresentação do curso – pode-se colocar informações sobre o instrutor e os recursos tecnológicos necessários para participar do curso; guia do estudante; guia do instrutor; respostas para perguntas freqüentes e mensagens de divulgação e ajuda; referências – links, livros, artigos, etc.
• Estratégias metodológicas – deverá mostrar a estratégia que será utilizada e mostrar a estrutura básica do conteúdo programático, a dinâmica a ser adotada e a descrição dos métodos de avaliação. A metodologia aplicada em um curso instrucional está diretamente relacionada como o conteúdo a ser elaborado em função dos objetivos de aprendizagem e do perfil dos alunos já identificados. A divisão e organização do conteúdo são as principais formas de levar o aluno a alcançar os objetivos definidos para o curso. Caso o curso não seja centrado apenas no conteúdo programático, é necessário que a metodologia promova a colaboração entre os participantes do curso. A colaboração é reconhecidamente uma forma eficiente de promoção da aprendizagem. Para o uso de recursos de comunicação eletrônica é importante a aplicação de metodologias específicas que orientem o uso desses recursos de forma mais adequada.
• Planejamento do conteúdo - inicia-se com a identificação dos objetivos do curso; os objetivos por sua vez, se baseiam no conteúdo proposto para o curso. Na abordagem instrucional, o conteúdo programático pode ser dividido em unidades ou módulos referentes aos objetivos de aprendizado específicos. Planejamento da dinâmica do curso – a dinâmica do curso vai depender se o curso será ministrado totalmente a distância ou de forma semipresencial. Uma forma de preparar a dinâmica é criar um calendário enumerando tudo que está previsto para ocorrer durante o curso. Os alunos devem ter acesso a esse calendário para poderem visualizar as datas do início das unidades, as datas das avaliações e a data dos eventos importantes como chats e videoconferências. Cada unidade deve conter uma agenda com essas orientações. A dinâmica também deve esclarecer como se dará o contato entre os participantes do curso e o tempo previsto do retorno do instrutor para com os alunos.
• Implementação da comunicação – a parte da comunicação de um curso a distância pode ser dividida em duas etapas: o estabelecimento das ferramentas de comunicação e a atividade de moderação, ou seja, o uso dessas ferramentas. As ferramentas de comunicação podem ser divididas em assíncronas (são mais utilizadas por permitir a comunicação entre os participantes independente do horário de acesso) e síncronas. O uso de algumas ferramentas de comunicação (como por exemplo, fórum de discussão, bate papo ou outros recursos mediados por computador) é mais eficaz quando agrega atividades de moderação que se dá por meio de um moderador, pessoa que preside um encontro virtual em tempo real ou conferência. O moderador deve: estar, antes dos alunos, na conferência aprensentado mensagens de boas vindas; providenciar aos participantes a oportunidade de conhecer o sistema de conferência, de preferência antecipadamente; definir objetivos claros e esclarecer as expectativas para os grupos; restringir a discussãoa um ou dois pontos focais; ser paciente e persistente, especialmente para os iniciantes e estabelecer regras de comportamento (Netiqueta).
• Recursos tecnológicos e humanos - no planejamento de um curso mediado por computador é necessário observar as necessidades de recursos tecnológicos e humanos para sua implementação, levando em conta a adequação da infraestrutura existente em relação à sua manutenção e a disponibilidade de profissionais para o suporte. Geralmente, são necessários técnicos de duas principais categorias: um técnico, para orientar o professor na utilização das ferramentas e ambientes virtuais de aprendizagem, assim como na formatação do conteúdo; e outro profissional capacitado em ajudar no planejamento instrucional do curso e na escolha de estratégias de uso das ferramentas disponíveis na infraestrutura. Ainda pode ser necessário contar com o auxílio de instrutores na tarefa de ministrar o curso, caso o número de alunos supere a condição do professor de atende-los sozinhos.
b) Desenvolvimento do curso dividi-se entre a elaboração dos arquivos de informações gerais, a elaboração dos arquivos de conteúdo do curso, publicação na Web e a implementação da comunicação. A avaliação é desenvolvida em conjunto com o conteúdo.
Uma vez que foi definido o que se precisava saber a respeito dos alunos, dos objetivos do programa, da estrutura geral do programa e dos tipos de aprendizagem, pode-se decidir que tipo de curso vai ser desenvolvido. O planejamento de curso pode, mais uma vez, ser feito por uma equipe ou por um elaborador individual.
A seguir será descrito todo o processo de planejamento e elaboração do material didático sobre transtornos depressivos para EaD, seguindo as fases e os itens já citados. Além dessas diretrizes já apresentadas, baseou-se também nos trabalhos desenvolvidos por Cassiani (1998) e por Zem-Mascarenhas (2000) na elaboração de software educacional, no que se refere aos estágios de planejamento inicial, planejamento e desenvolvimento do conteúdo instrucional.