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4.1. Birinci Alt Probleme Ait Bulgular

4.1.1. Öğretmen Adaylarının Genel Anlamda Sahip Oldukları Periyot

Sobre a introdução a Lutas de classe na frança (1895)

O embate com a socialdemocracia no sentido de manterem-se os pressupostos revolucionários persistiu sem uma solução adequada. Pior, encontrou ecos em setores de direita do partido que tentavam isolar os quadros teoricamente mais radicais, mesmo sem exercerem ainda influência política direta. Este debate acompanhou Engels até seu último texto, a introdução escrita ao livro de Marx as lutas de classes na França (1895), quando,

316 ENGELS, Friedrich. Kann Europa abrüsten? In: Karl Marx/Friedrich Engels - Werke. Vol. 22, 3. Berlin/DDR: Dietz Verlag, 1963, p.374.

317 O que para nós soaria abusivo hoje em dia, certamente se comparado a exércitos regulares de países pacíficos, mas é impactante para o período, apesar de este tempo ser usual em exércitos como o israelense que manteria este tipo de sistema ligado à ideia de exército de cidadãos para países sob tensão militar.

durante o debate sobre as leis antissocialistas, que colocaram a Socialdemocracia na ilegalidade e obstruiram, deste modo, as táticas mais utilizadas pela Socialdemocracia até então. Engels acreditava que seria necessário em seus últimos momentos marcar uma posição não apenas de uma luta política pela representação parlamentar antimonárquica que mantivesse repulsa do processo político revolucionário, no campo mais geral da luta política pela legalidade do partido, mas deveria ser sempre posta a possibilidade de ação revolucionária, latente a partir da condição “subterrânea” à qual a Socialdemocracia era obrigada a lidar. Assim, Engels criou uma fábula esopiana (como ilustrado por Hal Draper319) que se tornou novo motivo de controvérsia entre Engels e o partido. O trecho é longo, mas certamente divertido:

Há quase exatos 1.600 anos atuava no Império Romano igualmente um perigoso partido da sublevação. Ele solapou a religião e todos os fundamentos do Estado, negou abertamente que a vontade do imperador fosse a lei suprema; era um partido sem pátria, internacional, expandindo-se por todas as terras do império desde a Gália até a Ásia e mesmo para além das fronteiras do império. Por longo tempo ele havia operado subterraneamente, na clandestinidade; porém, depois de certo tempo, ele se considerou suficientemente forte para mostrar-se abertamente à luz do dia. Esse partido da sublevação, que era conhecido pela designação “cristão,” também tinha uma forte representação no exército; legiões inteiras eram cristãs. Quando recebiam ordens para dirigir-se às cerimônias sacrificais da igreja territorial pagã para prestar as venerações de praxe, o atrevimento dos soldados sublevados era tal que, como forma de protesto, afixavam insígnias especiais – cruzes – em seus elmos. As intimidações costumeiras de caserna por parte dos superiores não surtiam nenhum efeito. O Imperador Diocleciano não pôde assistir por mais tempo como a ordem, a obediência e a disciplina eram minadas sem eu exército. Ele interveio energicamente porque ainda havia tempo. Promulgou uma lei contra os socialistas, quer dizer, cristãos. As reuniões dos sublevadores320 foram proibidas, os seus salões de reuniões fechados ou até demolidos, as insígnias cristãs, as cruzes etc. foram proibidas, como na Saxônia os lenços vermelhos. Os cristãos foram declarados incapazes de assumir cargos no Estado, nem mesmo libertos eles poderiam ser. Como naquele tempo ainda não se dispunha de juízes tão bem treinados em fazer “acepção de pessoas” como pressupõe o projeto de lei contra a sublevação, de autoria do senhor Von Köller, os cristãos ficaram sumariamente proibidos de recorrer à justiça dos tribunais. Essa lei de exceção também ficou sem efeito. Os cristãos por zombaria a arrancaram dos muros e até se conta que teriam incendiado o palácio do imperador em Nicomédia com ele dentro. Ele então se vingou com a grande perseguição aos cristãos do ano 303 da nossa era. Foi a última desse tipo. E ela foi tão ineficaz que, dezessete anos depois, o exército era composto em sua esmagadora maioria por cristãos, e o autocrata seguinte de todo o Império Romano, Constantino, chamado “o Grande” pelos padrecos, proclamou o cristianismo como religião do Estado321. Este texto que continua parte do sentido do texto da introdução de 1891 e A Europa

pode se desarmar? colocou certamente um problema para as lideranças do movimento

319 DRAPER, Hall; HABERKERN, E. Karl Marx`s Theory of Revolution, Vol. 5: War & Revolution. New York, NY: Monthly review Press, 2005, p.186-188

320 No original Umstürzler.

321 ENGELS, Friedrich. Introdução à Lutas de classe na França de 1848 a 1850. In: MARX, Karl. As lutas

operário alemão, pois a estratégia adotada naquele momento envolvia parecer aos olhos da censura o mais pacífico possível. Esta posição parecia a Engels algo difícil e muito penosa de se sustentar, especialmente já estando vigentes as leis de repressão obrigando à condição de uma luta subversiva. Postos estes limites, pensou, porque não apelar à um projeto mais amplo que não apenas um retorno à plataforma política de reivindicação dentro do Estado, isto é, limitado a seus parâmetros mutáveis conforme a conjuntura política pode indicar?

Richard Fischer, membro do grupo e mediador com Engels quanto à publicação de seus textos, manifestou a Engels a reprovação em nome de todo o comitê central, mas, como é possível observar, a posição de Engels é coerente com tudo o que ele colocava até então, considerando que a mobilização política deveria sempre considerar a possibilidade de condições mutáveis e, acima de tudo, preparando o partido para aquilo que acreditava ser necessário: um posicionamento em relação às consequências de uma possível guerra, que envolveria toda a sociedade alemã. O que era possível de observar desde as análises sobre o que representava a crescente mobilização da sociedade e da economia alemã para a guerra. Era necessário fomentar um distanciamento em relação ao Estado, ao menos no que tocava à forma como funcionava – e onde um aparente pacifismo encobriria uma economia política e socialmente voltada para a guerra e a conquista e, acima de tudo, a possibilidade de uma negação radical de todo o sistema econômico, baseando-se numa aliança internacional da classe trabalhadora.322 Em suma, mantendo os princípios de um programa comunista, o que explica em parte o trabalho de divulgação em novas publicações e textos sobre a obra de Marx, destacando a necessidade de manter-se a ideia de revolução.

O desafio posto era conseguir ser capaz de manter uma mobilização da classe trabalhadora contra o estado que não apenas individualizava a população enquanto consumidores, como conseguia gerar uma forma de agregação em torno de uma identidade ideológica favorável à destruição de outros povos, corroendo as bases da solidariedade, mesmo que isso fosse contrário à forma aparentemente mais fácil de conquistar direitos sociais reivindicados ao estado e melhorar pontualmente as condições materiais de vida dos

322 Draper cita uma carta que não está presente no espólio das cartas presentes no MEW de Engels para Fischer onde discute o que acha ser uma posição recuada da direção do partido Socialdemocrata, estranhando a reação ao texto que acreditava, a princípio, relativamente disfarçado para os censores: “você mesmo vai admitir que um adversário mal disposto não possuiria problemas em apresentar como a quintessência de sua argumentação: 1) a admissão de que, se não estamos no momento fazendo a revolução, é porque ainda não estamos suficientemente fortes, porque o exército ainda não está suficientemente infectado – o que é um argumento [quod erat demonstrandum] em favor da lei anti-subversão e 2) que em caso de guerra ou qualquer outra complicação séria que seria, como a Comuna, levantar a bandeira da insurreição em face do ataque inimigo, etc.” (DRAPER; HARBEKERN. Idem, p.187-8) Posição em que ainda persiste um papel importante para o papel militar, novamente, frisando qual seria o papel do partido frente a uma nova guerra com consequências ainda mais desastrosas que a guerra franco-prussiana que teria iniciado a Comuna de Paris.

trabalhadores, mas mantendo de certa forma a alienação política quanto aos aspectos mais fundamentais desta. A dificuldade em se pensar esta forma de ação política não era acidental, pois algo movia esta adaptação do estado contra o qual a Socialdemocracia concorreu durante certo período na condição de ilegalidade.