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2. BÖLÜM

2.1 Kuramsal Bilgiler

2.1.14. E-Öğrenme

Calum Storrie42, por sua vez, advoga pelo Museu Delirante (Delirious Museum),

cuja ideia principal é a desconstrução da imagem e a reavaliação da função institucional do museu. O autor desassocia a ideia de museu da matéria, seja do edifício, ou da própria coleção.

[O Museu Delirante] é uma ideia parasita encontrada no tecido das cidades, nas práticas urbanas e fragmentos, isto é, no espaço. Mas você também pode encontrá-lo em narrativas ambas dentro ou fora do tempo Capítulo 5

171 39 OBRIST, Hans Ulrich. Re:CP. Berlim: Birkhäuser, 2005. p. 7.

40 VODANOVIC, Lucia. Obsolescence and Exchange in …2007, p. 18. 41 VODANOVIC, Lucia. Obsolescence and Exchange in …2007, p. 18. 42 STORRIE, Calum. The Delirious Museum. 2007.

FIGURA 57 – South Bank Centre Fonte: OBRIST, 2005.

– em fragmentos ficcionais, em anedotas históricas e no detalhe quase esquecido43.

Storrie relaciona o Museu Delirante à cidade, pela sua complexidade social. O autor também associa sua atividade à teorias urbanas relacionadas ao caminhar, como o flaneur44. Neste aspecto, ambos Storrie e Cedric Price se

aproximam, porque exploram a cidade e as conexões possíveis entre o espaço urbano e o museu.

Keri Smith45, por sua vez, utiliza a raiz da palavra “arte” em indo-europeu, que

significa “organizar” ou “encaixar” para propor que arte seja analisada em sua maneira mais simplista. A autora prega a exploração do dia-a-dia como uma abordagem para se criar um museu da vida a partir da exploração do mundo e coleta de objetos, tornando o museu uma experiência pessoal do mundo.

Flusser alerta que o termo “arte” perdeu seu sentido original nas mãos da burguesia, e que hoje lidamos com um conceito especifico e perigoso, em uma situação sem precedentes na história que vem da necessidade burguesa de transformar arte em negócio. “A arte é arte sobre arte, e por isso, um negócio técnico no sentido amplo e estrito da palavra”46.

Atualmente, a sociedade está sendo informada por expressões poderosas de arte, que são, na realidade, modelos de comportamento, e isso é a cultura de massa. “Artistas” podem somente esperar introduzir sua expressão dentro desta cultura se eles permitirem os programadores da cultura de massa recodificar sua mensagem. Qualquer outra tentativa de alcançar a sociedade está fadada a falir47.

O termo “arte” é utilizado desde a Renascença para descrever a atividade de manipular materiais para torná-los “coisas belas”. Esta abordagem se difere do Museus Contemporâneos e o Uso das Tecnologias

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43 STORRIE, Calum. The Delirious Museum. 2007, p.4. “It is a parasitical idea found in the fabric of cities, in urban practices and fragments, that is, in space. But you can also find it in narratives, both in and out of time – in fictional fragments, in historical anectode and near-forgotten detail”.

44 STORRIE, Calum. The Delirious Museum. 2007, p.20.

45 SMITH, Keri. How to be a Explorer of the World. Portable Art Life Museum, 2008. 46 FLUSSER, Vilém. On the importance of art for Survival, p. 6.

47 FLUSSER, Vilém. Is there a rupture between contemporary expressions of art, and society, 1986. “At present, society is being informed by powerful expressions of art, which are in reality models of behaviours, and this is mass culture”. “artistis” can hope to introduce their own expression into that culture only IF they permit the programmers of mass culture to re-code their message. Any other effort to reach society is doomed to fail”.

período anterior, porque mesmo que os homens tenham sempre modificado a natureza, e a informado, a beleza de trabalhos de arte nunca foi seu objetivo. Em um primeiro momento, a beleza do trabalho de construtores de barco ou nos artesãos que produziam flechas estava no fato de que servissem ao seu propósito, em uma relação inseparável entre beleza e utilidade (goodness48). 49

A burguesia foi responsável por separar estes dois conceitos. Por isso hoje, pode-se escolher entre uma vida dedicada à beleza (beauty),como a do Artista com ʻAʼ maiúsculo, e a vida dedicada à utilidade, como a do homem de negócios, o reformista, cientista, tecnocrata. E esta separação é extremamente complicada e a alienação mútua de beleza e utilidade cria Artistas que estão acima do bem e do mal e técnicos que desprezam as pequenas coisas da existência humana50.

Ainda segundo Flusser, a “crise da arte” antes da Segunda Guerra Mundial criou a necessidade de os artistas questionarem o próprio significado da arte e, no processo, chegou-se a “descoberta dolorosa” de que o mundo não é feito de objetos, e sim de relações. A revolução da mídia trouxe a consciência de que não são objetos que penetram a consciência das massas. Desta maneira, a nova arte não manipula os materiais para obter objetos bonitos, mas para criar eventos sensacionais, criando a fissão entre a arte de elite (a dos objetos) e a arte de massa (a do evento)51.

Flusser afirma que a arte do objeto (da elite) não se ocupa das necessidades contemporâneas, e, ao mesmo tempo, que a arte de massa é um meio de manipulação, que contribui para a uniformização da sociedade. Desta maneira, deve-se pensar em museus que explorem conceitos alternativos de arte, ou seja, que questionem a “Cultura” elitista mas que, ao mesmo tempo, não resultem em soluções que homogeneízem as pessoas propondo eventos para a massa, sem que considerem o indivíduo.

Capítulo 5

173 48 O sentido de goodness aqui foi traduzido como utilidade, e não com o fato moral de ser bom.

49FLUSSER, Vilém. Is there a rupture between contemporary... 1986.

50 FLUSSER, Vilém. Is there a rupture between contemporary... 1986. 51 FLUSSER, Vilém. Is there a rupture between contemporary... 1986, p. 12

Para isso, deve-se questionar a possibilidade de explorar o conceito de cultura como “objetos do dia-a-dia”52 ou a idéia de “culturas”, que inclui socialmente as

diferenças e leva em consideração o cotidiano e os costumes com um ponto de vista mais antropológico 53 . Tal estratégia visa ser mais inclusiva, mas ao

mesmo tempo, afastar-se das práticas espetaculares em eventos (como atualizações das virtualidades). Para isso, é necessário que haja uma mudança de paradigma em direção à produção de lugares para a comunicação e o diálogo. Neste cenário, as tecnologias de informação e comunicação podem contribuir para a criação de outros engajamentos entre indivíduos, espaço e experiência.

5.4

Problemas relacionados ao uso de tecnologias de informação e