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Öğrencilerin Facebook Sitesini ve İnternet Kullanımlarına İlişkin Bulgular

II. BÖLÜM

4.1. Araştırmanın Yöntemi

4.2.2. Öğrencilerin Facebook Sitesini ve İnternet Kullanımlarına İlişkin Bulgular

E

sta publicação teve o objetivo de disseminar conheci- mento sobre inovação e sustentabilidade na gestão de resíduos sólidos e pós-consumo, apresentando e ana- lisando referências conceituais, opiniões de especialistas e, principalmente, compartilhando os aprendizados advindos

das atividades realizadas ao longo do ciclo de trabalho. Com base na experiência vivenciada, apresentaremos a seguir al- gumas considerações finais para orientar empresas e outros atores que desejam se engajar na problemática da gestão de resíduos e provocar mudanças nas cadeias produtivas.

4. Considerações finais

4.1.1. Recomendações para grandes empresas que buscam a incorporação da sustentabilidade

na gestão de resíduos e materiais pós-consumo

A

s estratégias empresariais para gerenciamento de resíduos e materiais pós-consumo não se restrin- gem ao atendimento da PNRS. O setor privado, como detentor de tecnologias e formador de opiniões e hábitos de consumo, tem papel fundamental na incor- poração da sustentabilidade na gestão de resíduos e ma- teriais pós-consumo. Essa responsabilidade vai desde o projeto do produto até o desenvolvimento de tecnologias para reciclagem e para utilização de materiais reciclados na confecção de novos produtos. De acordo com o estu- do Resíduos Sólidos Urbanos e a Economia Verde, realizado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sus- tentável (FBDS)26 , a função dos produtos e serviços pre- cisa ser revista. O resgate da valorização de produtos du- ráveis é uma necessidade, pois produtos que atualmente possuem vida útil reduzida visam o aumento da produção e movimentação da economia, em detrimento da ação responsável, da conservação de recursos e da não geração de resíduos. Esse ciclo precisa ser revisitado. A ampliação da vida útil dos produtos manufaturados e o design para

facilitar a recuperação e reciclagem devem ser considera- dos desde os estágios de pesquisa e desenvolvimento.

Para atender a PNRS as empresas precisarão avançar na construção de parcerias e assumir respon- sabilidades compartilhadas. A cultura empresarial vol- tada para resultados e metas próprias precisará ser con- ciliada com uma visão sistêmica das cadeias de resíduos e dos atores nela envolvidos, respeitando suas especifi- cidades e a diversidade cultural. Muitas empresas ainda aparentam estar procurando brechas na lei para se livrar de algumas dessas responsabilidades. Dos cinco acordos setoriais em discussão atualmente no âmbito da PNRS, apenas um – o de embalagens de óleos lubrificantes – chegou ao entendimento sobre um sistema de logística reversa. Esse dado evidencia a dificuldade que muitos se- tores ainda têm em compreender e assumir as suas res- ponsabilidades em um cenário multistakeholder.

4.1. Proposições

E

m relação aos gargalos mencionados pelas em- presas participantes na incorporação da susten- tabilidade na gestão de resíduos sólidos e pós- -consumo, bem como para a inovação protagonizada por pequenos empreendimentos que operam com re-

síduos em suas cadeias de valor, serão feitas a seguir algumas proposições. Elas dizem respeito também a outros atores que desempenham importantes papéis no universo dos resíduos sólidos e materiais pós-con- sumo, como catadores e governo.

26 Eloisa Garcia – Resíduos Sólidos Urbanos e a Economia Verde, disponível em http://fbds.org.br/fbds/IMG/pdf/doc-543.pdf

O cenário jurídico incerto e as iniciativas ain- da fragmentadas não podem servir como justificativa para a inação. O setor privado precisa assumir seu pa- pel de modo permanente, apoiando as prefeituras e as cooperativas de catadores de forma contínua e ao longo do tempo. As empresas, assumindo um papel de prota- gonistas na busca de acordos, poderão minimizar as as- simetrias jurídicas entre o regramento geral federal e as possíveis exigências complementares de estados e muni- cípios, evitando também que o governo chegue a emitir algum decreto para garantir a aplicação da lei.

As empresas devem conhecer, interagir e for- talecer as cadeias de reciclagem. As empresas devem fomentar o desenvolvimento de soluções tecnológicas

para a cadeia da reciclagem, estimulando o desenvolvi- mento de tecnologias limpas e economicamente viáveis. Cabe também ao setor privado apoiar o trabalho de coo- perativas de catadores, fomentando o desenvolvimento institucional dessas associações e a inclusão social dos trabalhadores, auxiliando na redução da influência de atravessadores. A medida aceitável para este envolvi- mento com catadores será diferente para cada empresa, sendo resultante não apenas de seu contexto de geren- ciamento de resíduos, mas também de suas crenças e valores. O tema de gestão de resíduos tem ainda uma sé- rie de questões não respondidas, mas ao longo do ciclo 2013 foi possível identificar um ambiente institucional em que os negócios já estão acontecendo. O diálogo so- cial, a articulação e a compreensão dos papéis e respon- sabilidades por cada ator são fundamentais.

C

omo tratado na introdução desta publicação, o GVces promoveu junto ao Instituto Ethos, o Conselho Em- presarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentá- vel (CEBDS) e a Força-Tarefa de Meio Ambiente do Comitê Brasileiro do Pacto Global, uma das 19 Conferências Livres do Meio Ambiente organizadas por iniciativas empresariais. O evento foi realizado no dia 29 de agosto de 2013 na Câ- mara Americana de Comércio (Amcham) em São Paulo e contou com a presença de mais de 100 representantes de empresas, setores e instituições envolvidas na temática da gestão de resíduos sólidos.

Esse foi um encontro preparatório para a 4ª Confe- rência Nacional do Meio Ambiente (CNMA) e apresentou um caráter inovador ao poder encaminhar diretamente à etapa nacional as propostas elaboradas. Foram discutidos os principais desafios relacionados à logística reversa e consumo sustentável enfrentados pelo setor empresarial brasileiro frente à implementação da PNRS. Os represen- tantes desse setor ali presentes contribuíram para a cons- trução de dez propostas direcionadas aos eixos “Produção e Consumo Sustentável” da CNMA. Entre as principais de- mandas identificadas e proposições estavam:

l Isenção de carga tributária dos produtos oriundos

da reciclagem pós-consumo.

l Financiamento, subsídio e fomento à pesquisa e

desenvolvimento de inovações e tecnologias para o aproveitamento de materiais de difícil comer- cialização, reaproveitamento e reciclagem.

l Estímulo ao design sustentável de produtos e

serviços por meio de sistema público de monitora-

mento, relato e verificação das metas de redução, reutilização e reciclagem.

l Reconhecimento dos créditos de logística reversa

dos catadores como meio de cumprimento da obrigação de logística reversa.

Após dois meses da realização da Conferência Livre do Meio Ambiente relatada acima, a etapa nacional da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente aconteceu em Brasília (DF) de 24 a 27 de outubro, e perseguiu os seguintes objetivos:

l Divulgar a Política Nacional de Resíduos Sólidos

para cada ente da federação.

l Contribuir para a implementação da Política Na-

cional de Resíduos Sólidos com foco nos eixos: produção e consumo sustentáveis, redução de impactos ambientais, geração de emprego e renda e educação ambiental.

l Estabelecer a responsabilidade compartilhada en-

tre governos, setor privado e sociedade civil.

l Contribuir para que estados e municípios solu-

cionem os entraves e desafios na implementação da gestão dos resíduos sólidos.

l Difundir práticas positivas que possam contribuir

para desenhos de políticas públicas locais e regionais. Os delegados presentes no encontro escolheram 60 ações para auxiliar na implementação da PNRS, sendo 15 de