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KURAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.1 MOTİVASYON

2.1.3 Öğrenci Motivasyon Dinamiği

A primeira LDB foi publicada em 20 de dezembro de 1961 pelo presidente João Goulart, quase trinta anos após ser prevista pela Constituição de 1934. O primeiro projeto de lei foi encaminhado pelo poder executivo ao legislativo em 1948, e foram necessários treze anos de debate até o texto final. A LDB de 1961 foi seguida por uma versão em 1971, que vigorou até a promulgação da mais recente, em 1996.

Com a LDB de 1961, os sete anos do ensino médio são mantidos, ainda com a divisão entre ginásio e colegial. É iniciada a descentralização do ensino e, para isso, cria-se o Conselho Federal de Educação, ao qual compete indicar, para todos os sistemas de ensino médio, até cinco disciplinas obrigatórias, cabendo aos conselhos estaduais de educação completar o seu número e relacionar as disciplinas de caráter optativo que poderiam ser adotadas pelos estabelecimentos de ensino. (LEFFA, 1999)

A LDB de 1961 retira a obrigatoriedade do ensino de LE no ensino médio e no ensino secundário e deixa as decisões sobre o ensino de línguas estrangeiras sob responsabilidade dos

Conselhos Estaduais de Educação. Portanto, segundo Leffa (1999, p.20), comparada à

Reforma Capanema e à LDB que veio em seguida, a lei de 1961 é o começo do fim dos anos dourados das línguas estrangeiras. Nela, o ensino de línguas estrangeiras é reduzido a menos

de dois terços do que foi durante a Reforma Capanema. Paiva (2003, p.56) aponta que:

Paradoxalmente, o prestígio da língua inglesa aumenta a partir do momento em que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1961 retirava a obrigatoriedade do ensino de LE do ensino médio, atual ensino básico e deixava a cargo dos estados a opção pela sua inclusão nos currículos. Desde então, cresce a opção pelo inglês e, nos últimos 30 anos, observa-se uma explosão de cursos particulares de inglês a partir da intensificação do senso comum de que não se aprende língua estrangeira nas escolas regulares.

Em 11 de agosto de 1971 é lançada uma nova versão da LDB, a qual dá ênfase à habilitação profissional. O ensino é reduzido de doze para onze anos, estabelecendo-se para o 1º grau a duração de oito anos e o para o 2º grau a duração de três anos. Leffa (1999) critica tal medida, ao ponderar que:

A redução de um ano de escolaridade e a necessidade de se introduzir a habilitação profissional provocaram uma redução drástica nas horas de ensino de língua estrangeira, agravada ainda por um parecer posterior do Conselho Federal de que a língua estrangeira seria “dada por acréscimo” dentro das condições de cada estabelecimento. Muitas escolas tiraram a língua estrangeira do 1º grau, e no 2º grau, não ofereciam mais do que uma hora por semana, às vezes durante apenas um ano. Inúmeros alunos, principalmente do supletivo, passaram pelo 1º e 2º graus, sem nunca terem visto uma língua estrangeira. (LEFFA, 1999, p.20)

É também introduzido o núcleo comum para os currículos de ensino de 1º e 2º graus no Brasil. Esse núcleo comum estabelece que as seguintes matérias fariam parte do currículo: Comunicação e Expressão, Estudos Sociais e Ciências. Em Comunicação e Expressão, o único conteúdo obrigatório é a Língua Portuguesa. Uma LEM poderia ser incluída, desde que o estabelecimento tivesse condições para ministrá-la com eficiência15.

15 Assim propõe o artigo 7º da LDB de 1971: “Recomenda-se que em Comunicação e Expressão, a título de acréscimo, se inclua uma Língua Estrangeira Moderna, quando tenha o estabelecimento condições de ministrá-la com eficiência”. (PAIVA, 2003, p.58)

Dessa forma, a não obrigatoriedade do ensino de uma LE traz como conseqüência a ausência de uma política nacional de ensino de línguas estrangeiras, a diminuição da carga horária e um status inferior ao das disciplinas obrigatórias, uma vez que em alguns estados, as línguas estrangeiras perdem o “poder” de reprovar16 (PAIVA, 2003, p.59).

A resolução n° 58 de 1º de dezembro de 1976 resgata, parcialmente, o prestígio das línguas estrangeiras, ao declarar seu ensino obrigatório para o 2º grau e ao recomendar a sua inclusão nos currículos de 1º grau desde que houvesse condições para tal inclusão. Porém, como aponta Paiva (2003), citando Costa,

[...] o fato de os legisladores federais deixarem à língua estrangeira apenas o caráter de "recomendação" de acréscimo ao currículo de 1º grau contribui de forma decisiva para que, como nenhum outro componente, a sua inclusão fique sujeita a casuísmos e conveniências do momento. (p.60)

Segundo Naves e Vigna (2008), no início dos anos 60, com a introdução da Lingüística como disciplina no país, setores não-governamentais começam a intervir no panorama do ensino de línguas estrangeiras, principalmente no de língua inglesa. Em novembro de 1996, a Associação de Lingüística Aplicada do Brasil (ALAB) promove o primeiro Encontro Nacional de Política de Ensino de Línguas (I ENPLE), no qual é proposto um plano emergencial para o ensino de línguas no país.

No dia 20 de dezembro de 1996 é publicada a nova LDB e assim, o ensino de 1º e 2º graus são substituídos por Ensino Fundamental e Ensino Médio. Segundo a lei, uma base nacional comum deve ser mantida e ser complementada em cada estabelecimento escolar por uma parte diversificada17, na qual é obrigatório o ensino de pelo menos uma LEM. É dada ênfase à necessidade da LE no Ensino Fundamental, sendo estipulado que a mesma deve, obrigatoriamente, ser incluída a partir da 5ª série. Para o Ensino Médio fica também

16 Paiva (2003, p.59) esclarece que: “Não me incluo entre os que pensam que o número de horas dentro de sala de aula e a possibilidade de reprovação são condições necessárias para uma aprendizagem bem sucedida. No entanto, como estamos inseridos em um sistema educacional punitivo, que usa a avaliação como mero mecanismo de controle, é impossível impedir que se faça uma equivalência entre o número de aulas, seu poder de reprovar, ou seja, de punir e o seu status dentro do sistema educacional”.

17 Segundo o artigo 26º da LDB: “Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela”.

obrigatória a inclusão de uma disciplina de LE, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, de acordo com as possibilidades de cada instituição18.

Embora pareça que a importância do ensino de línguas estrangeiras tivesse sido novamente legitimada, de alguma forma, ao ser “apoiado” pela legislação nacional, Paiva (2003) alerta para o fato de que algumas ações governamentais e algumas brechas na LDB demonstram que o ensino de línguas ainda é visto como algo pouco relevante. Segundo a autora, a primeira demonstração da pouca importância atribuída ao ensino de línguas está registrada nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Estrangeira (PCNs-LE) para o ensino fundamental publicados pelo MEC em 1998, documento que focalizamos, a seguir.