5. TARTIŞMA
5.1. ÇOCUKLUK ÇAĞI TRAVMATİK YAŞANTILARI VE ALT
Para a implementação das ações do Projeto São José, o Governo do Estado do Ceará conta, de forma integrada, com a parceria de dez secretarias de Estado e suas entidades descentralizadas, destacando-se a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATERCE, Superintendência de Obras Hidráulicas - SOHIDRA e Companhia de Água e Esgoto do Ceará – CAGECE. Os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Sustentável – CMDS têm uma participação importante na aprovação das propostas de financiamento, além de serem atores da sociedade civil para acompanhar e fiscalizar a implementação do projeto. O CMDS está presente em todos os municípios beneficiados pelo Projeto São José e recebem treinamento periódico do Governo do Estado para melhorar sua atuação.
De acordo com a avaliação do Banco Mundial (2003), o Projeto São José é um bom instrumento, que oferece ampla assistência a um número relativamente elevado de agricultores e comunidades rurais, incluindo áreas de baixa produtividade.
O Projeto São José se divide em fases, que serão descritas parcialmente, a seguir, com o uso de tabelas e figuras.
Tabela 4 – Liberação de recursos do Projeto São José
LIBERAÇÃO DAS PARCELAS
ÉPOCA DA LIBERAÇÃO
PRIMEIRA Quando executar 20% da obra.
SEGUNDA Quando executar o correspondente a
50% da obra.
TERCEIRA
50% restante quando a Empresa concluir a obra e esta encontrar-se em pleno funcionamento
Fonte: Secretaria do Desenvolvimento Local e Regional (SDLR)
É interessante ressaltar que após a liberação dos recursos a comunidade beneficiada recebe o acompanhamento dos técnicos pertencentes aos vários órgãos do Estado5 com o seguinte objetivo:
• Verificar se os beneficiários foram suficientemente orientados sobre licitação e prestação de contas do recurso financeiro recebido;
• O projeto está sendo executado conforme a solicitação da comunidade; • As pessoas que estão sendo beneficiadas são aquelas listadas no projeto
inicial;
• A comunidade está participando das decisões sobre o uso do benefício (Projeto);
• A comunidade recebe Assistência Técnica (no caso de projetos produtivos); • O CMDS (Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável) está
acompanhando o Projeto;
• A comunidade está fazendo a administração do Projeto sozinha, ou se está recebendo ajuda;
• O Projeto conseguiu beneficiar mais pessoas do que as que estavam listadas;
As associações comunitárias e municípios beneficiados podem entrar em contato com os técnicos do Projeto de forma gratuita, tendo em vista que o Governo do Estado disponibilizou uma linha 0800. Esta linha é utilizada para tirar dúvida sobre a situação do projeto (aprovação), liberação do recurso e sobre o processo de execução, bem como para efetuar denúncias.
Figura 5 - Funcionamento do Projeto São José
Fonte: elaboração própria
Licitação do serviço Associação abre conta corrente especifica para recurso Aprovação do projeto Entrega do projeto na secretaria de estado responsável Aprovação do projeto pelo CMDS Início Elaboração do projeto pela associação Prestação de contas pela associação dos recursos recebidos Liberação do recurso na conta da associação PROJETO SÃO JOSÉ
Nas várias fases do Projeto São José está prevista a participação das secretarias e órgãos ligados à estrutura governamental (chamadas de co-participantes) que orientam as associações beneficiadas, além do CMDS que recebeu capacitação específica, mostrando-se apto a ajudar as comunidades. Umas das fases que despertam mais dúvida e dificuldade de operacionalizar é a prestação de contas dos recursos recebidos. Como solução, os presidentes e tesoureiros das associações comunitárias recebem treinamento e formulários explicativos, com o passo-a-passo da prestação de contas. Caso a Entidade não preste contas fica em um cadastro de inadimplentes que impossibilita o recebimento de novos recursos.
Sobre a continuidade do Projeto, que passa a ser gerenciado pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), o Secretário Camilo Santana em entrevista a um jornal local fala:
“Historicamente, sobretudo se for feita uma avaliação no período de 2002 a 2006, o projeto São José investiu praticamente todos os seus recursos em água e energia. Claro que isso é importante. Agora, queremos investir nos projetos produtivos, dentro de uma visão integrada. Estamos, no momento, com uma missão do Banco Mundial (Bid) visitando as áreas beneficiadas pelo projeto no Estado. (...) Após a visita da missão do Banco Mundial iremos reavaliar o programa para que seja reiniciado com essa nova visão que estamos querendo. O projeto São José fase 2 foi garantido até 2009 e os recursos são da ordem de US$ 50 milhões. Houve um desempenho bastante satisfatório do programa em 2006, quando foram utilizados quase 50% dos recursos. Nossa intenção é solicitar, até o final do ano e início de 2008, renovação do convênio para que fiquem garantidos os recursos até 2009 (...) com relação às críticas de que os recursos do projeto São José foram utilizados para fins políticos, queremos mudar essa sistemática. Desde o primeiro dia em que cheguei aqui na Secretaria, recebi algumas reclamações de prefeitos e lideranças de que muitas políticas eram direcionadas. Estamos querendo estabelecer critérios dentro dessa visão de desenvolvimento do território integrado. Pretendemos criar um comitê que possa decidir quais são as ações prioritárias, estabelecendo critérios e normas para a aplicação dos recursos, com transparência e participação. Não podemos desperdiçar recursos, principalmente do São José. Ao contrário do que as pessoas pensam, não são a fundo perdido. É um empréstimo e o Governo terá de pagar”. (CAMILO SANTANA, DIÁRIO DO NORDESTE, 11/02/20076)
Desde o ano de 2007 o Projeto São José passou da condição de Coordenadoria para a condição de departamento que está subordinado a Coordenadoria de Desenvolvimento 6 Transcrição de trechos da entrevista do secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará falando sobre o Projeto São José.
Territorial de Combate à Pobreza, porém não tem nenhuma relação ou diálogo com a célula de Desenvolvimento Territorial Sustentável e Combate à Pobreza Rural e a célula de Desenvolvimento Sustentável dos Assentamentos.