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Çocuklarla Felsefe Eğitimi Nedir?

2. YÖNTEM

2.1. Çocuklarla Felsefe Eğitimi Nedir?

A dimensão instrumental consiste na busca pela adequação nos aparelhos, equipamentos, ferramentas e outros dispositivos que constituem um ambiente. Não por acaso esta dimensão sucede a arquitetônica, tendo em vista que elas, grande parte das vezes, ocupam os mesmos ambientes. Por esta razão elas podem inclusive serem confundidas, mas a dimensão instrumental se refere aos utensílios, ou a ausência destes. Já a arquitetônica está ligada a estrutura do ambiente.

Nesta seção serão apresentados os fatores que propiciam esta barreira nos meios hoteleiros. Vale salientar que como esta dimensão está ligada a presença ou ausência de objetos específicos que facilitem para a pessoa com deficiência física o acesso aos serviços hoteleiros. Por esta razão, a barreira desta dimensão refere-se na ausência ou precariedade dos utensílios considerados básicos para uma boa acomodação de uma pessoa com deficiência física, a saber: elevador, cadeira de rodas, barras nos banheiros, cadeira de banho, espelho e camas adaptados. Desta forma, levando em consideração os utensílios elencados, a PcD09, PcD13 e PcD15 relatam sobre as suas experiências.

Uma situação desagradável foi que, ao chegar a um determinado hotel eles não ofereciam recursos para deficientes físicos, quando

fui usar o elevador o mesmo não estava em condições de uso (PcD09).

A estrutura do hotel era razoável. As portas permitiam o acesso com alguma facilidade, porém os trincos destas eram inacessíveis para

mim. O elevador pequeno, os botões eram muito altos e por isso eu não conseguia usá-lo sozinha, só com a ajuda de alguém. O

dificuldades para me locomover para o ambiente de self-service (PcD13).

O elevador, embora pareça opcional tê-lo, nos hotéis verticalizados é fundamental a manutenção constante, para evitar casos como o relatado pela PcD09. Para as pessoas com deficiência física o elevador constitui um acesso instrumental, logo a ausência, precariedade ou inadequação dimensional deste configura-se em uma barreira de acesso instrumental. Esta barreira, em alguns estabelecimentos hoteleiros, é erroneamente ‘transposta’ com objetos improvisados ou funcionários do hotel e que momentaneamente substituem a ferramenta específica.

Como já exposto neste trabalho, alguns entrevistados relataram que as cadeiras de banho eram trocadas por cadeiras de plástico ou ainda os funcionários do hotel, em alguns momentos, serviam como elevadores, no entanto, esta não é a maneira de transpor esta barreira, mas de apenas esquivar-se temporariamente. Enxergando como uma experiência positiva a PcD10 relata algo semelhante.

Cara a situação que eu achei mais bacana foi em um hotel foi em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Eu saí pra comer uma pizza com os colegas, quando eu voltei o bairro estava todo sem energia

elétrica, o quarto era no primeiro andar, tinha duas escadas para subir, eu tava na recepção aguardando alguma informação sobre o

retorno da energia e o pessoal do hotel me perguntou se eu queria

voltar para o quarto, mas eu respondi que sem elevador não dá e

tal e eles disseram que se o senhor quiser a gente leva e tal para o senhor descansar. E rapidinho eles pegaram a cadeira, eu concordei, eles me levaram para o quarto, eles me deram o celular para eu entrar em contato. Eu achei bem legal isso. Eles perceberam a minha

necessidade vamos dizer assim, incomum (PcD10).

Neste caso específico, por motivo de força maior, foi sensata a atitude dos funcionários, ou seja, para a comodidade do hóspede eles se dispuseram para levá-lo até o quarto carregando-o pelos lances escadas. Para tanto, o que se combate neste trabalho é a constante utilização deste meio, levando também em consideração a saúde ergonômica do colaborador. Diferente do relato acima, o depoimento a seguir demonstra a utilização de utensílios inadequados para a situação vivenciada.

Aí eu estava procurando um hotel adaptado aqui na minha cidade, nem era pra mim a reserva, era pra um amigo meu. Daí eu perguntei

ao gerente: Ah vocês tem quartos adaptados? Daí ele disse: Ah tem não, mas qualquer coisa a gente coloca uma cadeirinha de plástica no banheiro! (PcD15)

Um dos utensílios que apareceu na entrevista com a PcD04 e que causou estranhamento, pois não havia aparecido nos exemplos contidos na literatura da área, foi o armário acessível. A entrevistada ao relatar uma experiência positiva trouxe mais este utensílio que pode ser considerado inserido na dimensão instrumental.

Perfeito! Era tudo, tudo, tudo perfeito! Não tinha um degrau no

hotel inteiro, eram rampas em todos os lugares, eu nunca vi uma coisa... ...O quarto era uma coisa imensa, imensa. A tal da motinho que é Scooter, não sei se você conhece, é uma... aquela mesma. Ela entrava em tudo que é lugar, ela entrava no banheiro, a gente tinha a

opção de arrumar as próprias roupas, tinha um armário acessível. Pense em uma coisa que você não encontra em todo canto é um armário acessível que você possa andar com a cadeira de rodas

(PcD04).

Ao analisar o discurso suprarrelatado, identifica-se pela ênfase que a entrevistada deu as palavras “Perfeito! Era tudo, tudo, tudo perfeito!” a satisfação dela com a hospedagem. Ela relata diversos fatores que influenciaram positivamente para que ela ficasse satisfeita com o serviço que estava sendo oferecido. A priori ela cita aspectos ligados as barreiras arquitetônicas e no final da sua fala a mesma relata a surpresa em encontrar um armário adaptado. É notória a surpresa dela, pois em seguida a mesma retoricamente questiona-se onde se poderia encontrar um daqueles.

Ao contrário da PcD04, embora a experiência relatada pela PcD12 tenha sido surpreende ela não pareceu ser agradável. O entrevistado relata que no banheiro do hotel, substituindo uma cadeira de banho, eles prenderam algo semelhante a uma mesa. Esta espécie de mesa de banho (como o mesmo nomeia) era presa na parede e debaixo do chuveiro. A função dela era servir de cadeira de banho para as pessoas com deficiência poderem banhar-se com ‘autonomia’, como descreve o entrevistado.

E quando eu tava tomando banho, essa ferramenta se quebrou, e

eu fui acometido de um acidente, a mesa de banho específica para pessoa com deficiência, ela se desprendeu da parede... E ocasionou alguns arranhões nas minhas costas lá em Salvador sabe!? A sorte é

que eu tava com meu filho, eu tava hospedado com meu filho, e ele

assim, se eu tivesse sozinho eu tava, tinha ficado só como é a história, mas meu filho tava lá e entrou em contato com a gerência do hotel e eles, além de dar o suporte necessário no momento, eles fizeram a troca de quarto pra mim entendeu, se desprendeu da parede mesmo,

quebrou, quebrou cerâmica, quebrou tábua, quebrou tudo

(PcD12).

Levando em consideração o discurso das pessoas com deficiência e comparando com informações coletadas nas entrevistas feitas com os gestores, constatou-se que embora todos

os hotéis possuíssem alguma unidade habitacional adaptada, apenas um hotel apresentou itens extras relacionados à dimensão instrumental.

Nós temos a rampa de acesso e um elevador na entrada do hotel, elevadores dentro do hotel, não temos box pra que a cadeira de banho possa ter acesso e temos a cadeira de banho (Gestor 08). Ao se analisar a fala do gestor 08, constata-se que a ausência de alguns objetos pode ser favorável para a pessoa com deficiência, como por exemplo, a inexistência do box nos banheiros. Logo, neste caso específico, a barreira instrumental é transposta mediante uma ausência. Ainda falando nos itens que podem ajudar as pessoas com deficiência, a PcD03 relatou outros que ainda não foram expostos neste trabalho.

Eu falo que para o banheiro é preciso uma tampa que tem um

buraco, às vezes facilita na hora que você for fazer higienização, (...)

às vezes a pia não está adaptada para o cadeirante, e a gente não consegue ficar direito. O espelho tem que ficar habilitado entre zero a dez graus, até dez graus. Todos esses problemas acontecem em todos os hotéis (PcD03).

Para tanto, infere-se que os estabelecimentos hoteleiros ao evitarem a barreira instrumental estão garantindo o melhor acesso para as pessoas com deficiência. Além disso, constatou-se que a ausência desta dimensão é quase imperceptível para quem não é deficiente, mas é essencial para os usuários dos utensílios referentes a esta. Desta maneira, mediante as entrevistas conclui-se que dos 8 estabelecimentos hoteleiros entrevistados, 7 deles não possuíam nenhum das ferramentas desta dimensão, expressando assim uma possível falta de conhecimento dos gestores acerca da acessibilidade nas empresas hoteleiros.