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1.3 Çevreye Duyarlı İşletmecilik Anlayışı

1.3.4 Çevre Yönetim Sistemleri

O outro lado da moeda, o da arte propriamente dita, pode ser compreendido através da alusão de Danto de que a história da arte teria seguido o caminho delineado a partir de seu descredenciamento (DANTO, 2004, p.16)99, o que significa que o problema da mimesis se

transforma no problema da própria arte. Todo o caminho feito pelo filósofo até agora permite concluir que, na verdade, a arte e a filosofia sempre tiveram a mesma origem, apenas meios diferentes. Portanto, é a diferenciação criada por Platão que implica no processo de autodescoberta histórico tratado no capítulo anterior. A estrutura progressiva da história da arte está ancorada no fato de que, a arte necessita se desenvolver para que ela possa compreender o que realmente é. Exatamente por isso, toda a história da arte Ocidental está diretamente relacionada com o problema da relação entre mimesis e realidade. Levando em consideração o amplo espectro significativo do termo grego, a questão que o Danto propõe é: qual a diferença entre imitação, cópia, aparência e realidade?

Danto discorre longamente sobre o problema no primeiro capítulo de “A transfiguração do lugar comum”. Seu objetivo é tentar compreender as lacunas existentes entre a obra de arte e o que está sendo representado, e entre a arte e a vida (DANTO, 2005, p. 49). Para tanto, inicia o livro propondo uma exposição um tanto monótona. Ele enumera seis obras de arte exatamente iguais, fisicamente, mas completamente diferentes umas das outras. São todas telas quadradas e vermelhas. Para complicar um pouco mais a situação, ele acrescenta uma sétima tela quadrada vermelha, preparada por Giorgione, um pintor renascentista, mas que

99 Danto afirma que a continuação de sua análise estaria no texto “O fim da arte”, parte da mesma coletânea

nunca foi finalizada, e um artefato comum exatamente igual aos sete anteriores. Para finalizar, um artista vê essa exposição e resolve criar uma obra que discute com o problema, ou seja, ele propõe o nono quadrado vermelho. Essa exposição expressa os principais problemas que serão trabalhados no decorrer do livro: os indiscerníveis, a história, a intencionalidade e o que virá a ser chamado posteriormente de significados incorporados100.

Para investigar o primeiro dos problemas, o filósofo faz a seguinte afirmação: “É fato reconhecido que a semelhança ou mesmo a similitude perfeita entre pares de coisas não faz de um a imitação de outro” (DANTO, 2005, p. 49). Existe uma diferença substancial entre a imitação de algo e algo se parecer com outra coisa. A imitação atesta o caráter de reprodução, retirando assim qualquer sentimento que se relacione com o objeto real e, por isso, Aristóteles já afirma que muitas coisas que nos causam angústias na realidade, produzem sentimentos totalmente diversos no caso de suas imitações. Já no caso da aparência, o caráter de realidade do objeto não é retirado, o que mantém o sentimento real (DANTO, 2005, p. 50). E, por isso o prazer da mimesis advém de seu caráter não real. Danto coloca a consciência da realidade como fonte de uma diversidade de sentimentos que ultrapassam a possibilidade de se perceber o objeto enquanto prazeroso. Sendo assim, o prazer está não somente nas características do objeto, mas também na consciência de sua não realidade. Essa consciência dá ao fruidor a possibilidade de se entregar ao sentimento puro e simples, para além das consequências que a situação imitada traria se ela fosse real. E o contrário também é verdadeiro. Descobrir, posteriormente, que se trata de uma imitação e não da realidade, pode dirimir o prazer gerado. Portanto, a capacidade de distinguir entre mimesis e realidade está no cerne da capacidade de se ter prazer com arte (DANTO, 2005, p. 51), o que significa que na própria percepção do que é obra de arte está implícita a sua retirada do âmbito das coisas reais (DANTO, 2005, p. 54). Assim, a arte se desprende do mundo mantendo dele uma distância (DANTO, 2005, p. 55).

Duas coisas podem ser retiradas dessa proposta dantiana, a primeira se refere ao conceito de realidade e, a segunda, à inclusão da necessidade do falso. Apesar de nunca explicitar claramente o que entende por realidade, Danto usa a palavra como antônimo de representação, o que admite conjecturar que sua análise seja platônica. O que permite afirmar que, a diferença entre mimesis e realidade coloca ambas em categorias ontológicas diferentes. A figura mostrada na página setenta, chamada “Estrutura ontológica das obras de arte”, mostra essa distinção. Já, a necessidade do falso, auxilia na compreensão da dicotomia, pois o falso não é colocado na categoria ontológica da realidade, mas sim das representações, pois a

100 Danto utiliza em “A Transfiguração do Lugar comum” apenas aboutness, ou sôbre-o-quê. Somente na década

realidade no pensamento platônico está associada à verdade. Logo, a distinção entre realidade e mimesis pode ser resumida da seguinte maneira: a imitação é uma coisa falsa que tem por função representar coisas reais (DANTO, 2005, p. 55).

O filósofo compreendeu a ambiguidade relativa ao conceito de mimesis a partir da teoria platônica. Platão instituiu a contraposição mimesis e realidade, pois acreditava que as formas estavam de certa maneira presentes em suas manifestações. Desse modo, duas formas de entender mimesis são propostas: a primeira enquanto identidade, i.e., as duas coisas parecem fisicamente iguais, e a segunda enquanto designação, ou seja, existe uma lacuna entre a representação e a realidade que Danto compara à da própria língua (DANTO, 2005, p. 58). Essa distinção não impede que as duas características possam ser encontradas em uma mesma coisa, sendo esse o caso da arte tradicional. É na arte que, o que Danto vai chamar de o problema da mimesis aparece de forma clara, e, por isso, o falso se mostra necessário. A arte mimética existe devido à união dessas duas formas de compreender a mimesis, sem isso não seria possível separar arte de realidade (DANTO, 2005, p. 63).

Dentro da compreensão da história da arte, de Arthur Danto, é somente quando a arte se liberta de sua teoria descredenciadora, que ela toma consciência de sua origem filosófica, e, quando isso ocorre, as representações eliminam o hiato entre mimesis e realidade. Essa eliminação implica na ineficácia do conceito de mimesis para pensar a arte, pois a arte transformou-se, pelo menos fisicamente, na própria realidade. Os indiscerníveis colocam uma diferença ontológica entre duas coisas exatamente iguais, fisicamente, como no caso das seis obras de arte da exposição proposta por Danto e do artefato unido ao grupo. São todos quadrados vermelhos exatamente iguais uns aos outros. É justamente o caráter representativo de cada um dos quadrados que os transforma em coisas diferentes.

Para explicitar melhor essa diferença ontológica, Danto sugere o uso do termo transfiguração. Proveniente do vocabulário religioso, transfiguração é a atitude de adorar algo ordinário como se fosse Deus, como no caso das imagens de santos e das relíquias religiosas (DANTO, 1997, p.128). Logo, a transfiguração, em arte, é o ato de perceber objetos/situações comuns como obras de arte. É essa diferença ontológica que modifica a relação entre mimesis e realidade. E, por isso, Danto elege a pop arte como principal exemplo, pois “[a] pop define- se contra a arte como um todo em favor da vida real”101 (DANTO, 1997, p.131). Ela subverte

a concepção de mimeses platônica102 (DANTO, 1997, p.124), isso porque não é possível separar

101“Pop set itself against art as a whole in favor of real life”.

102Apesar de discutir a questão com a pop arte, no “Descredenciamento Filosófico da arte” Danto afirma que

arte e realidade em termos visuais, ou seja, não é mais possível procurar o significado da arte através de exemplos (DANTO, 1997, p.125). Nesse sentido, as duas lacunas expressas anteriormente, referentes à relação entre mimesis e realidade, mostram-se inoperantes. Tanto a separação entre representação e representado, quanto entre arte e vida necessitam ser realizadas a partir de outros parâmetros. Com os indiscerníveis, a arte se liberta tanto da filosofia descredenciadora, como de sua própria história, pois eles são a expressão da compreensão dos artistas de que a arte tem a mesma origem da filosofia, o que invalida todas as narrativas precedentes e a própria ideia de narrativa. É uma espécie de conhece-te a ti mesmo, de realização do caminho proposto por Sócrates.

No momento em que a arte se liberta da filosofia é que ela se torna um assunto extremamente relevante para a última. A questão que a Brillo Box coloca, de como evitar que a arte se desmorone na realidade é tarefa para a filosofia resolver (DANTO, 1997, p.71). E essa é a tentativa de Arthur Danto. Ao mencionar a exposição de arte do primeiro capítulo de “A transfiguração do lugar comum” afirmei que ela abordava os quatro problemas principais a respeito dos quais Danto trabalhou nessa obra. Até aqui, apenas discorri sobre o primeiro deles, os indiscerníveis. Os outros três serão elaborados para tentar responder à questão que Danto se propôs.

Quando Danto coloca em sua exposição uma tela preparada pelo artista Renascentista Giorgione, ele está implicando em sua proposta o conceito de “mundo da arte” explorado no primeiro capítulo. Ele nem chega a citar a expressão em “A Transfiguração do lugar comum”, mesmo tendo ele sido escrito quase vinte anos após o texto “O mundo da arte”. Conjecturo que o filósofo tenha preferido trabalhar o conceito de história e de interpretação, que estão ambos contidos na expressão supracitada, para expressar a mesma ideia devido às críticas já mencionadas anteriormente. O importante é que, a ideia trabalhada através da expressão mundo da arte se mantém, o que significa que, apesar de a tela do Giorgione ser visualmente indiscernível das demais, ela não pode ser considerada como obra de arte porque, no período do renascimento era impossível que uma tela vermelha fosse compreendida enquanto tal. Nesse sentido, Danto afirma que o problema da identidade da obra de arte é metafísico e Borges já havia percebido isso ao dizer que “(…) as obras se constituem, de um lado pelo lugar que ocupam na história da literatura e, de outro, pela relação que tem com seus autores” (DANTO, 2005, p. 74).

A segunda parte do argumento atribuído a Jorge Luís Borges se refere ao problema da intencionalidade. No trecho em questão Danto está discorrendo sobre o conto “Pierre Menard, autor de Dom Quixote”, no qual Borges propõe que tenha existido um Pierre Menard que

escreveu um trecho indiscernível do texto de Cervantes e, mesmo sendo ele indiscernível em cada palavra ou vírgula do último, é uma obra completamente diferente. Danto utiliza o exemplo para pensar sobre a figura do autor/artista e sua relação com o produto de seu trabalho, a obra de arte, pois a história causal é a razão de, entre duas coisas indiscerníveis, uma poder ser obra de arte e outra não. Essa história começa no artista, pois enquanto a obra está sendo feita a história causal já se iniciou. Logo, os dois trechos citados por Borges, por não serem um a cópia do outro, mas sim obras diferentes, possuem histórias causais distintas e cada uma começa em um autor diferente, com objetivos diferentes e em períodos históricos também diferentes. O que significa que a intencionalidade do artista é parte integrante da delimitação de algo como obra de arte.

A intencionalidade é importante, justamente devido à indiscernibilidade entre a arte e meras coisas, pois a separação entre a obra de arte e a realidade que a circunda só é possível após a delimitação do universo da mesma, que é feita pelo artista. Só se sabe o que é obra de arte e o que não é, o que é parte do ambiente no qual ela se encontra e o que é parte da obra de arte em questão, devido à intenção do artista (DANTO, 2005, p.162). A situação é mais facilmente compreendida ao imaginar uma obra de arte qualquer que seja, fisicamente, igual a um martelo, e fosse exposta em cima de uma mesa de madeira. O problema de se a mesa é parte da obra de arte ou não é iminente na ocasião de sua apreciação e essa resposta só é possível se a intenção do artista é levada em consideração. “Aliás, foi um mérito da arte contemporânea, não só da pop, mas também do minimalismo, o de ter ampliado o campo visual da arte. Agora podemos ver que a obra não pode ser vista de forma isolada, pois ela agrega o espaço em torno dela para se constituir como obra” (RAMME, 2009, p.209).

Danto leva essa ideia ao extremo ao propor que um artista, ao ver a sua exposição monótona, produz um quadrado vermelho exatamente igual e o expõe. A história causal dessa obra contém todas as obras e artefatos presente na exposição de Danto, inclusive os problemas suscitados por ela. Logo, existe uma singularidade específica na forma como cada ideia é incorporada pelo artista que faz parte de sua história causal. E é isso que Danto quer aludir com a expressão significados incorporados103. Para explicitar o que entende pela expressão, o filósofo cita Hegel104:

103 Optei por traduzir Embodied Meanings por Significados Incorporados em detrimento de Significados

Corporificados. O verbo embody permite as duas traduções. Entendo que o verbo incorporar parece remeter a algo existente, mas essa não é sua única significação. O problema do verbo corporificar é que ele exige uma materialidade que não é necessária na arte. A arte requer uma existência, mas não uma objetualidade, e por isso preferi traduzir por significados incorporados.

104 Como o filósofo não cita a página de onde retirou o trecho, apenas que o encontrou nos Cursos de Estética,

O que é agora despertado em nós por obras de arte não é apenas prazer imediato, mas também o nosso juízo, desde que submetamos à nossa consideração intelectual (i) o conteúdo da arte, e (ii) os meios de apresentação da obra de arte, e a adequação ou inadequação de ambos um ao outro105 (In:

DANTO, 1997, p.194-5)

Assim, Danto mostra que os critérios hegelianos para arte continuam válidos, pois a citação permite concluir que a expressão “significados incorporados” é, na verdade, uma elaboração dos dois critérios da citação. A ideia contida por trás do termo “significados” se refere ao conceito de representação, tendo como objetivo afirmar que obras de arte têm um aboutness, ou seja, como foi exposto no primeiro capítulo, são sobre alguma coisa. Danto elabora que tipo de representação seria a arte no último capítulo de “A transfiguração do lugar comum”, através das noções de metáfora e expressão. Acontece que a tentativa não foi bem sucedida e, por isso, preferi não abordar o problema, mantendo a noção mais abrangente de aboutness como uma espécie de modo preferencial de se compreender a primeira parte da expressão “significados incorporados”, até porque, o próprio Danto faz isso em seu último livro (DANTO, 2013, p.37). Já a incorporação foi negligenciada em “A transfiguração do lugar comum”, pois o filósofo trabalha rapidamente os conceitos de dom e estilo sem fazer uma análise acurada deles. No caso da noção de estilo, Danto a rejeita como condição, em “Após o fim da arte”, ao afirmar que o conceito de mundo da arte é incompatível com o de matriz estilística106 (DANTO, 1997, p. 165). Já a ideia de dom é utilizada como critério diferenciador

entre artista e as demais pessoas, em uma perspectiva romântica que, infelizmente, o filósofo manteve. Mesmo em seu último livro, publicado esse ano, ele mantém a ideia.

A incorporação só será mais bem elucidada posteriormente no último capítulo de “Após o fim da arte” e em “What art is”. No primeiro, Danto parte da diferença entre duas formas de pensar a essência: a intensional e a extensional. A primeira define através de propriedades e a segunda por indução, como no caso do conceito de semelhança de família. Como um essencialista, Danto mostra que, as definições extensionais são impossíveis na arte após Duchamp e Warhol e sua tentativa é justamente a de buscar uma solução para o problema. É nesse contexto que ele propõe o que vai chamar de condição necessária da arte, a expressão significados incorporados (DANTO, 1997, p.194)

105“What is now aroused in us by works of art is not just immediate enjoyment but our judgment also, since we

subject to our intellectual consideration (i) the content of arte, and (ii) the work of art’s means of presentation, and the appropriateness or inappropriateness of both to one another”

106Em “A Transfiguração do Lugar Comum” a noção de estilo começa com matriz estilística, mas migra para o

que Danto chama de “O estilo é o homem”, ou seja, para uma aproximação com a ideia de dom. Logo, apesar do filósofo ter compreendido o problema do conceito de estilo, a ideia de dom ainda permanece, o que inviabiliza a eliminação do conceito.

Incorporação vai além, ou fica fora, da distinção entre intensão e extensão como capturadas dimensões de significado, e não o será até Frege apresentar sua importante ideia, porém não desenvolvida, de Farbung para complementar Sinn e Bedeutung, que os filósofos da linguagem encontraram (e rapidamente perderam) uma forma de lidar com significado na arte107

(DANTO, 1997, p.195).

Através do desenvolvimento da noção de coloração (Farbung), emprestada de Frege, Danto propõe que ela sirva como uma forma de perceber como o sentido é incorporado, fincando, assim, entre a singularidade da expressão de cada artista e a ideia que é expressa por ele, pois a primeira poderia ser designada como representando o sentido (Sinn) e a outra como representando o significado (Bedeutung). Dessa forma, a coloração é uma espécie de tonalidade através da qual, o sentido é incorporado (DANTO, 1997, p.195). Logo, a ideia de coloração permite perceber não somente o que é visto, mas a forma como o artista vê o problema (DANTO, 2005, p. 241).

A incorporação é a forma específica como uma pessoa, e somente ela, vê uma determinada coisa. A mesma coisa pode ser incorporada de várias maneiras diferentes. Uma imagem pode incorporar uma ideia inteira, e ao fazê-lo torná-la mais completa e complexa que a própria ideia (DANTO, 2013, p.125). “Uma obra de arte é um significado incorporado, e o significado é tão intrinsecamente relacionado ao objeto material quanto a alma é ao corpo”108

(DANTO, 2013, p.66). O que faz de uma obra ser uma obra de arte é justamente o modo como o significado é incorporado, pois a mesma coisa pode ser incorporada pela filosofia e discutida através de um discurso lógico racional, i.e., significados semelhantes podem ter incorporações completamente diferentes e, por terem incorporações diferentes, passam a ter significados também diferentes.

Nesse contexto, a questão acerca da distinção entre a arte e a filosofia se impõe. Danto coloca que a única diferença está na característica retórica da arte, pois a filosofia tem o objetivo de provar a verdade dos argumentos que propõe (DANTO, 2004, p.21).

“os objetos se aproximam de zero enquanto a teoria sobre eles se aproxima do

infinito, de modo que virtualmente tudo que há no final é teoria, tendo a arte se vaporizado num deslumbre de puro pensamento de si mesma, permanecendo, como ela era, apenas como objeto de sua própria consciência

teórica” (DANTO, 2004a, p.18)

107“Embodiment goes beyond, or falls outside , the distinction between intension and extension as capturing the

dimensions of meaning, and it will not be until Frege introduced his important but undeveloped notion of Farbung to supplement Sinn and Bedeutung that philosophers of meaning found (and quickly lost) a way of handling artistic meaning”.

108 “(…) an artwork is an embodied meaning, and the meaning is as intricately related to the material object as