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Çevre Alanındaki Farklı Uygulamalar ve Ödüller

3.5. ARAŞTIRMA BULGULARININ DEĞERLENDİRİLMESİ

3.5.2. Otellerin ÇYS ve Çevresel Duyarlılık Kapsamındaki Faaliyetleri İle İlgil

3.5.2.14. Çevre Alanındaki Farklı Uygulamalar ve Ödüller

De acordo com pessoas envolvidas nos processos de indicação, a pre- sidente também vale-se de um critério — altamente subjetivo — que

é uma das máximas do tribunal: o Supremo não é lugar para se fazer biograia. Ou bem se tem bagagem acumulada — além da idade —, ou não. E se não tem, o candidato precisará ainda amealhar currículo para ser escolhido neste governo.

São critérios que a presidente Dilma Rousseff seguiu e segue para iltrar os nomes indicados para a Corte. Todos os presidentes que cum- priram a missão de indicar ministros do STF adotaram fórmulas pró- prias. Se bem escolheram, só uma análise histórica exaustiva — e uma dose de subjetividade — poderia dizer. De qualquer maneira, as esco- lhas de cada um serão julgadas no futuro.

A iminência deste nova escolha faz lembrar três textos, um deles público e já mencionado — de Rui Barbosa — e dois privados, cor- respondências trocadas há mais de 20 anos e que revelam muito deste dever do presidente da República. São raciocínios, alertas e respostas que bem explicam o que está em jogo.

No discurso proferido em 1911, Rui Barbosa recordava a diicul- dade que o presidente Ulysses Grant, dos Estados Unidos, enfrentou numa das indicações, a participação dos advogados no processo e o rigor do Senado na avaliação dos nomes apontados.

Palavras ainda atuais no Brasil, onde as sabatinas promovidas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na maioria dos casos, não cumprem sua função essencial.

“Vede o que ali (nos Estados Unidos) se deu, sob a administração de Grant, quando o capricho da sua escolha, para uma cadeira na Suprema Corte, recaiu num dos membros do seu gabinete, George H. Williams, que, no caráter de attorney general, era, digamos assim, o seu ministro da Justiça”, iniciava Rui Barbosa.

“Entre nós, avesados, como estamos, a ver a mais alta dignidade judiciária da União convertida em posto de acesso para os chefes de polícia, naturalmente seria cotada como sublime a nomeação para tal cargo (de ministro do Supremo) do Secretário de Estado em quem o serviço administrativo da Justiça tem o seu chefe”, acrescentava.

A Bar Association de Nova Iorque (num paralelo, seria uma sec- cional da Ordem dos Advogados do Brasil) protestou contra a designa- ção do nome. Conforme relatou Rui Barbosa, carecia Williams de “in-

teligência, madureza e fama”, características vistas como fundamentais para a vaga. A certeza de uma derrota no Senado fez o presidente ame- ricano retirar a indicação. O nome escolhido em seguida, de Caleb Cushing foi rejeitado pelo Senado em 1874. Outros foram convidados, mas nenhuma das indicações vingava. Somente quando um nome in- controverso foi sacado, a escolha foi pavimentada e a nomeação feita. Mais recentes, a carta enviada pelo então ministro do STF, Paulo Brossard, ao presidente da República Itamar Franco denota o cuidado que a escolha merece e reforça outra máxima do STF: a cadeira não se almeja nem se recusa.

Brossard estava com 68 anos. Faltava pouco menos de dois anos para sua aposentadoria. Entretanto, achou por bem alertá-lo com an- tecedência da vaga que se abriria.

“Ita, querido amigo”, começava Brossard na carta de 30 de de- zembro de 1992. “Com a liberdade nascida do afeto, quero fazer-te um pedido, impessoal e em benefício do país”, continuava.

“Uma das mais altas atribuições coniadas ao chefe do Estado, ao seu critério, sabedoria e patriotismo, reside na escolha dos magistrados superiores da República, precipuamente do mais alto deles. No teu governo haverá pelo menos uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A partir de 5 de abril de 94 eu poderei aposentar-me; chegando o dia 23 de outubro, querendo ou não, serei aposentado. De modo que, se outros não forem os decretos da Providência, uma vaga ocorrerá no Supremo e a ti caberá provê-la. Tens bem mais de ano, por conseguinte, para pensar no assunto. Exatamente para que não sejas surpreendido, em meio ao alude de problemas e preocupações, é que, com antecedên- cia, te dou a notícia”.

Em seguida, um alerta: “Pode ocorrer que surjam candidatos, mas é preciso não esquecer que ninguém, por mais eminente que seja, tem direito de postular o cargo, que se não pleiteia, e aquele que o izer, a ele se descredencia; seu provimento é entregue à integridade, descor- tino e senso de responsabilidade do presidente da República, sujeito apenas ao praz-me do Senado Federal”.

Por im, o pedido: “Pensando no ilustre do teu governo, faço esta lembrança para que possas melhor cumprir essa delicada função, ‘entre

todas melindrosa e sagrada’, no dizer de Rui. Eu de mim icarei feliz, por ti e pelo Supremo Tribunal Federal, que hoje tenho a honra de integrar, se o escolhido para substituir-me for, como espero, melhor do que eu. Este é o pedido que faz o velho amigo, que te deseja os maiores êxitos no exercício da suprema cheia da Nação”.

A resposta, curta e afetuosa, veio no dia 12 de janeiro de 1993. “Caro e dileto amigo Brossard”, iniciava o presidente Itamar Franco com este escrito à mão.

“Sua carta de 30 de dezembro tem a marca de grandeza das ami- zades perenes e intemporais e o desprendimento e espírito público que caracterizam os homens raros e os varões ilustres que marcam uma época. Esses aspectos a transformam de singela correspondência entre dois amigos fraternos em documento que, um dia, será devidamente catalogado e valorizado pela história como paradigma de conduta e de acepção do exercício da magistratura em nossa mais alta Corte de Justiça. Recebo-a como colaboração valiosa e advertência sincera, de- sinteressada e fraternal”, escreveu o presidente da República para logo encerrar.

“Tenho certeza de que, no momento certo, sua lembrança virá à tona, esperando poder aconselhar-me então direta e pessoalmente com o velho companheiro de jornadas inesquecíveis e com o querido e soli- dário colega e amigo de sempre”, concluiu.

Quando Brossard aposentou-se, Itamar Franco indicou justamen- te o seu ministro da Justiça, Maurício Corrêa, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. Se o presidente Itamar Franco atendeu ao pedido do amigo Paulo Brossard, apenas a história poderá responder.

Certo é que, depois de aposentado Paulo Brossard voltou ao tribu- nal e dirigiu-se ao gabinete que fora seu. Por lá, encontrou um antigo assessor que de vez em quando ainda o ajudava em tarefas simples, como enviar artigos que o ex-ministro escrevia (e ainda escreve). Sen- tou-se à mesa deste assessor e por lá estava quando o ministro Maurí- cio Corrêa adentrou a sala.

Maurício Corrêa sabia do teor da carta enviada ao presidente Ita- mar Franco e por certo tempo icou incomodado, como se aquele pe- dido fosse algo direcionado a ele. Quando a mensagem foi escrita por

Brossard, ele já era ministro da Justiça de Itamar Franco. Além disso, reforçando seu incômodo com o teor da carta, a imprensa o criticava, dizia que ele não tinha condições e conhecimentos técnicos necessários para o STF.

Logo que Corrêa deu os primeiros passos em seu gabinete, de- parou-se com o antecessor. O ministro caminhou na direção de Pau- lo Brossard. Os dois, em pé, cumprimentaram-se com um sorriso no rosto. Maurício Corrêa, numa demonstração de absoluta deferência a Brossard, simplesmente perguntou: “Por que o senhor não escreve da minha mesa?”.

Se o presidente Itamar Franco atendeu ao pedido do amigo Paulo Brossard, só a história julgará. Brossard recusa-se a responder.

Felipe Recondo

O

s números seriam suicientes para evidenciar a demora do Su- premo Tribunal Federal (STF), mas a objetividade dos dados matemáticos não contariam detalhadamente as duas décadas de lenta tramitação de uma ação direta de inconstitucionalidade do Rio Grande do Sul.

Nesta semana, o tribunal registrou a entrada da ADI 5.221. Nos últimos dois anos, foram ajuizadas na Corte aproximadamente trezen- tas ações diretas. Com base nestes números, é possível já identiicar quão antiga é a ADI 807.

Aos detalhes.

Em 1990, uma lei estadual recém-aprovada permitia que tra- balhadores da extinta Comissão de Energia Elétrica Rio Grandense (CEERG), absorvida pela Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), optassem retroativamente pelo regime jurídico mais conve- niente para contagem do tempo de serviço para ins de aposentadoria. A lei reconhecia ainda como servidores autárquicos os emprega- dos da extinta Comissão Estadual de Energia Elétrica admitidos até 9/1/1964. Financeiramente, o estado alegava que a legislação impunha o desembolso imediato e constante de valores vultosos.

Quem integrava a empresa naquela época airma categoricamente que as despesas com processos trabalhistas superava R$ 1 milhão por empregado. As dívidas trabalhistas passaram a corroer as inanças da empresa.

Logo depois de a lei entrar em vigor, uma representação foi enca- minhada — ainda em 1991 — ao Ministério Público por Odilon Abreu, procurador de Justiça do Estado e ex-diretor da estatal de energia.

Em seguida, também com a avaliação de que a lei é lagrantemente inconstitucional, o Ministério Público estadual representou ao então procurador geral da República. Ante a provocação, a Procuradoria- -Geral da República ajuizou a ação direta de inconstitucionalidade, distribuída em novembro de 1992.

O processo foi distribuído inicialmente ao ministro Celso de Mello. Uma das primeira medidas foi intimar o governador do estado para que se manifestasse. O governador prestou as informações e, adi- cionalmente, pediu para igurar na ação ao lado do Ministério Público e, portanto, contra a lei. Requereu ainda que o STF concedesse uma liminar para suspender os efeitos da legislação.

Era maio de 1993, ao julgar uma primeira questão de ordem no caso, o STF indeferiu a admissão do governador e negou a liminar. A decisão foi publicada no dia 2/6/1993. A partir daí, o processo assumiu marcha lenta.

No dia 1º de julho foi dada vista à Advocacia-Geral da União. O processo só retornou ao Supremo um ano e meio depois. O ministro Celso de Mello enviou a ação para o Ministério Público para que fosse emitido parecer no dia 1º de fevereiro de 1995. O MP demorou sete anos para devolver o processo. A data: 16/5/2002.

O ministro Celso de Mello foi substituído na relatoria do caso pelo ministro Sepúlveda Pertence. Um ano e seis meses depois, em novembro de 2003, o Supremo leva a plenário uma segunda questão de ordem no caso. O governador pedia que aquela manifestação feita anos antes e negada pelo Supremo fosse recebida como uma nova ação direta de inconstitucionalidade.

Pedido aceito pelo plenário. Uma nova ADI — 3.037 — passou a tramitar em conjunto com a ADI 807.

Do inal de 2003 até 2007, o processo permanece parado. O minis- tro Sepúlveda Pertence se aposenta. A relatoria passa para o ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Com o novo relator, não houve ne- nhuma movimentação do processo.

O ministro Menezes Direito morreu em 1º de setembro de 2009, sendo substituído na vaga pelo ministro Dias Toffoli. De posse do novo gabinete, o ministro Toffoli liberou o processo para ser julgado um ano

e meio depois de chegar à Corte. Mas o julgamento só foi iniciado no dia 1º de março de 2012.

Em longo voto, o ministro Dias Toffoli julgava a lei inconstitu- cional, dando razão, portanto, ao pedido do estado e do Ministério Público Federal.

Mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista da ministra Rosa Weber, oriunda do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, onde centenas de casos relativos a esta lei foram julgados nas décadas anteriores.

Desde então — desde março de 2012 — o processo está no gabine- te da ministra Rosa Weber, sem previsão para que seja liberado e para que o julgamento seja retomado.

Há cinco anos morreu Odilon Abreu. Sem muitas esperanças de que fosse julgado o processo que ele inicialmente provocou. Em no- vembro deste ano, o primeiro relator da ADI, o ministro Celso de Mello, vai se aposentar. No mesmo mês, a ação completará 23 anos de tramitação no Supremo Tribunal Federal.

Lentamente

24/11/1992 — protocolada a ADI 807 pelo Ministério Público Fede- ral e distribuída ao ministro Celso de Mello

27/5/1993 — julgada questão de ordem em que o governo do RS pe- dia para igurar ao lado do Ministério Público na ação.

1/7/1993 — Vista ao advogado-geral da União.

3/1/1995 — AGU devolve o processo ao STF com parecer. 1/2/1995 — Vista ao Ministério Público Federal.

16/5/2002 — O mesmo Ministério Público que protocolou a ação dá parecer pela improcedência do pedido.

20/10/2003 — Governador do RS pede que nova ação direta seja aberta para que ele igure como autor.

06/11/2003 — Em plenário, STF concorda com pedido e nova ADI 3.037 passa a tramitar em conjunto.

10/9/2007 — Substituição do relator. Assume o caso o ministro Me- nezes Direito.

18/12/2009 — Com a morte do ministro Menezes Direito, assume o caso o ministro Dias Toffoli.

9/6/2011 — Processo liberado para pauta.

1/3/2012 — Ministro Dias Toffoli vota pela inconstitucionalidade da lei. Ministra Rosa Weber pede vista.

Felipe Recondo

Q

uando o presidente do Senado anunciar o encerramento da votação e o placar eletrônico mostrar os votos “sim”, “não”, as “abstenções” e o “quórum”, o advogado Luiz Edson Fa- chin estará colocando seu nome na história das indicações para o Su- premo Tribunal Federal.

Aprovado, será o 166º ministro do STF, o 18º gaúcho na história da Corte e o 5º indicado pela presidente Dilma Rousseff. Se não obti- ver os 41 votos necessários, igurará numa lista menos honrosa: será o 6º indicado para o cargo a não passar pelo crivo do Senado e o 1º desde 1894.

Fachin foi aprovado na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por 20 votos a 7. O voto na CCJ era secreto, assim como será a votação em plenário. Mas há uma diferença. É fácil saber na comissão quem foram os votos pró e contra. A oposição tinha 5 votos declarados em Fachin. E dois integrantes da base adiantavam que votariam contra. Daí a reação dos secretários da CCJ quando o presidente anunciou, como de praxe, que os votos escritos nas cédulas seriam destruídos para garantir a conidencialidade da votação:

“Não sei pra que isso! Todo mundo sabe os votos”, airmou para o colega o servidor que carregava um bolo amassado de cédulas nas mãos.

Perante 81

No plenário é diferente. Com quórum mais elevado, senadores da base aliada poderão subir à tribuna, discursar em favor de Fachin e, na clausura do voto digital, teclar “não”. Diicilmente será descoberto.

É este segredo e jogo de despistes que deinirá em qual lista estará Fa- chin: no rol dos ministros da mais alta Corte do País ou entre aqueles que o Senado, como um todo, viu com certa desconiança.

Na história da República brasileira, foram rejeitadas as indicações de Barata Ribeiro, Innocêncio Galvão de Queiroz, Ewerton Quadros, Antônio Sève Navarro e Demosthenes da Silveira Lobo. Três das no- meações foram recusadas por ausência do requisito do notável saber jurídico. Outros dois nomes foram barrados por razões que não ica- ram consignadas para a História em razão do segredo das sessões do Senado da época e de uma certa resignação da imprensa.

Mesmo que igure nessa lista menor, Fachin guardará para os de- mais uma diferença marcante. A Constituição de 1891 estatuía que o nome indicado para o Supremo deveria ser aprovado pela maioria do plenário. Assim, os cinco nomes indicados por Floriano Peixoto foram expressamente rejeitados. Tiveram mais votos contra do que a favor.

A Constituição de 1988, diferentemente, estabeleceu que os indi- cados para o STF devem ser aprovados por maioria absoluta de vo- tos no plenário do Senado. São imprescindíveis para a aprovação 41 dos 81 votos possíveis. Fachin poderá ter mais votos favoráveis ao seu nome do que contra. De nada adiantará, entretanto, se não obtiver pelo menos 41 “sim” no painel eletrônico do Senado.

Se no passado a maioria do Senado disse “não” aos indicados de Floriano, no presente será a minoria oposicionista — com o auxílio de governistas insatisfeitos — que pode se valer do quórum de votação (quanto mais baixo, mais risco para o indicado) e de traições de última hora para impedir a nomeação. Fachin terá a maioria a seu favor. Só não se sabe se será suiciente.

Quando o STF descumpre