3.5. Mısır’daki Siyasal Durumun Analizi
3.5.3. Çatışmayı Körükleyen/Uzlaşıyı Mümkün Kılacak Hâlihazırda Var Olan Faktörler
(1994) citam teores de gordura de 8,16 para o leite bubalino contra 3,68% para o bovino. Os autores ainda informam que a umidade é inferior no leite bubalino, citando outros teores, como: 204,27 UI de vitamina A, 4,50% proteína bruta e 104,29 calorias por 100 mL.
O leite de búfala possui cerca de 25% mais aminoácidos do que o leite de vaca, podendo se destacar, por exemplo, a lisina (10,30 vs. 8,22) e leucina (12,61 vs. 8,84), dentre outros. Esse leite é superior em alguns minerais também, como o cálcio, por exemplo (1,88% vs. 1,30) (Verruma e Salgado, 1994).
Além de possuir produtos de melhor qualidade, a produção de búfalos pode ser mais rentável do que a de bovinos, pois, como será melhor detalhado (item 1.5.3), os bubalinos convertem melhor o alimento; adaptam se a diversas e adversas situações; permitindo sua criação até em locais inapropriados para outras espécies. O que não significa que as condições dificultosas sejam as indicadas à sua criação.
1.5.3. Características nutricionais e reprodutivas dos bubalinos
Trabalhos indicam que o búfalo converte melhor os alimentos do que os bovinos (Zava, 1984; Marques, 2000) e que possuem enorme potencial para produção de carne (Carvalho, 2000). O búfalo possui índice de conversão alimentar superior também quando em alimentação de baixa qualidade, comparado a espécie bovina (Verruma e Salgado, 1994)
A principal vantagem nutricional do búfalo reside no fato de possuir uma maior eficiência da utilização do material fibroso de uma dieta. Isso porque, por muitas décadas, os búfalos foram alimentados por uma dieta bastante fibrosa, com baixos níveis de proteína e energia, com predominância de gramíneas nativas e por esse motivo desenvolveram adaptações no sistema digestivo, que os permitiu aumentar a eficiência da utilização desse material fibroso (Angulo et. al., 2005).
Bartocci et al. (1997) e Franzolin (1994) indicam que as principais diferenças do trato gastrointestinal (TGI) entre bovinos e bubalinos, são: Tamanho e capacidade, tipo e quantidade de mastigações, contrações ruminais, ruminação, ecossistema e fermentação
ruminal e digestibilidade e degradabilidade dos nutrientes.
Os bubalinos possuem mesma fórmula dentária dos bovinos, porém os dentes são mais fortes (melhor mastigação de materiais fibrosos) e irrompem das gengivas em idades posteriores (Zava, 1984). A erupção do segundo par de incisivos permanentes acontece com 2 ½ a 3 anos, contra 1 ½ a 2 anos em bovinos, o que permite que o búfalo seja enquadrado na categoria de animal precoce até um ano a mais do que os bovinos, característica que aparentemente não é tão vantajosa, já que o bubalino, em condições adequadas de manejo alimentar, atinge peso para abate mais precocemente do que os bovinos.
Os bubalinos possuem um rúmen retículo maior (que lhes permite uma maior ingestão de matéria seca), intestino delgado menor e intestino grosso semelhante ao de bovinos (Leão et al., 1985). O tempo de ruminação é menor (425 min/dia) comparados com os bovinos (635 min/dia) em dietas ricas em fibras, devido uma maior força de contração do rúmen e menor velocidade de trânsito do alimento no rúmen (Bartocci et al, 1997). Em função disso os bubalinos gastam 3,5 horas a menos com a ruminação diária, o que lhes libera para novos consumos voluntários de alimentos.
Outra característica importante do TGI dos bubalinos refere se à taxa de passagem dos alimentos sólidos e líquidos, que no trato, como um todo, é mais lenta do que em bovinos (Bartocci et al., 1997); porém mais rápida no retículo rúmen, em função da melhor mastigação por parte dos búfalos e da maior degradação da fração fibrosa em seu rúmen (Jalaludin et al 1992).
A taxa de passagem é mais lenta no intestino, o que favorece a absorção dos nutrientes. O tempo médio de retenção no TGI (trato gastrintestinal) é menor nos búfalos, o que permite ao animal ingerir mais alimento.
Sidney e Lyford (1993) relataram que os bubalinos possuem papilas ruminais mais desenvolvidas, ou seja, suas papilas possuem maior superfície de absorção dos produtos da fermentação (NH3, AGV). Algumas papilas ruminais do búfalo são de tamanho e formatos
A eficiência do búfalo na utilização dos carboidratos complexos da parede celular das plantas depende fundamentalmente da eficiência da fermentação produzida pelas diversas espécies de microrganismos existentes no rúmen e do tipo e quantidade de substrato existente no rúmen devido à alimentação do animal, capaz de promover um ambiente ruminal propício ao crescimento e manutenção da população microbiota no rúmen.
A determinação da extensão da habilidade do microbiota em obter energia dos carboidratos complexos da parede celular e o real papel na fermentação ruminal dependem do ambiente existente no rúmen, dos processos metabólicos produzidos nesse ambiente e da dinâmica envolvida na movimentação do conteúdo ruminal (Franzolin, 2001). Segundo o relato do autor, em dietas com forragens, os bubalinos possuem um maior número de bactérias/ml e de fungos/ml e um menor número de protozoários ciliados. Em dietas com cereais, aconteceu o oposto, os búfalos obtiveram maior percentual de protozoários e número igual de bactérias. Em geral há dos búfalos em relação aos bovinos uma maior quantidade de bactérias e fungos que permitem, portanto, uma degradação mais eficiente da parede celular das forragens e da proteína da dieta.
Naga y El Shazly (1969) informam que os búfalos requerem menos proteína para mantença do que os bovinos e mesmo recebendo 40% das exigências dos bovinos demonstram balanço positivo, concluindo que há reciclagem da uréia mais eficiente nessa espécie animal.
A partir do exposto pode se verificar que o búfalo é um animal rústico, que se adapta às mais variadas condições climáticas e de manejo nutricional, mantendo sua produtividade. Entretanto a importância econômica na exploração dos búfalos reside também nas vantagens proporcionadas quanto à fertilidade, longevidade, dentre outros (Vale, 2001).
Quanto à reprodução, os búfalos são considerados por alguns autores como animais poliéstricos sazonais enquanto para outros são poliéstricos contínuos, dependendo da região e do nível nutricional ao qual estão submetidos (Vale et al, 2002). As búfalas apresentarem comportamento reprodutivo com estação de monta concentrada no outono e consequente estação de parição concentrada no verão.
O desempenho reprodutivo depende da interação de fatores genéticos e ambientais, sendo a espécie mais susceptível ao segundo. Embora em algumas regiões do mundo, os bubalinos sejam considerados sazonais, o macho dessa espécie parece ser menos susceptível a essas variações. Entretanto, a qualidade do sêmen é afetada quando o animal encontra se em estresse térmico. Altas temperaturas, manejo deficiente e alimentação desbalanceada levam a qualidade do ejaculado a se deteriorar e perder a qualidade para o congelamento (Vale, 2001).