1. BÖLÜM
2.4. MÂTÜRÎDÎ’NİN SENEVİYYE’NİN ÂLEMİN KIDEMİNİN KAYNAĞ
2.4.1. Âlemin Kıdemini Nur ve Zulmetin Tabî Kuvvetine Bağlayanlara
Tendo em vista o cenário exposto, buscamos compreender a motivação que tem nos impulsionado a empreender esforços rumo a novos caminhos. Entendemos que é fundamental pensar na inter-relação entre a assistência à saúde oferecida ao ser humano e a formação de profissionais da área, pois ela interfere substancialmente nos rumos que devemos dar ao processo de capacitação profissional, no sentido de contemplar a visão holística de homem que refletirá inevitavelmente no exercício de sua profissão.
Vale ressaltar que, ao longo do nosso percurso como educadora, temos questionado o papel da Universidade na formação dos profissionais de saúde. Será que a sua preparação visa contemplar apenas conhecimentos e teorias? Há lugar para buscar conhecimentos e significações, observando as experiências de cada um? A partir dos caminhos percorridos e dos resultados encontrados por ocasião do nosso mestrado, fomos voltando nosso interesse para o aprofundamento de tais reflexões, agora sob a ótica do corpo docente, cujo papel foi valorizado no processo de formação do aluno (ESPERIDIÃO, 2001).
Como sustentação do novo currículo proposto pelas Diretrizes Curriculares do Conselho Nacional de Educação (CNE, 2001), em âmbito nacional, partimos do entendimento da necessidade de compreender e apreender os seus princípios, resgatando a experiência anterior da reforma curricular na instituição de ensino em questão e, acima de tudo, encontrar meios operacionais de implantar as alterações sugeridas ao longo das discussões.
Neste sentido, focamos a pesquisa na demanda do grupo envolvido, fato que nos norteou na escolha da metodologia deste estudo, a pesquisa- ação, em razão também das especificidades que tais debates proporcionavam a busca de ações operacionais voltadas à questão central, a reforma curricular eminente.
Desta maneira, percebemos que o acesso ao grupo deveria ser centrado muito mais no significado do referencial filosófico escolhido por ele, como sustentação da nova proposta curricular, do que propriamente por meio de objetivos particulares da pesquisadora, considerando que a abordagem
humanista está presente na Resolução nº 3 (CNE, 2001) e, por sua vez, tem permeado as discussões dos docentes da Unidade, constituindo-se ao nosso ver, num importante recorte no processo de transição nos cursos de Enfermagem brasileiros.
Nessa perspectiva, durante o debate acerca da mudança curricular na instituição em foco, observamos que o grupo foi delineando, como ponto de partida, o perfil do aluno a ser colocado no mercado de trabalho. Ao longo desse processo, chamava-nos especial atenção um dos aspectos apontados pelos docentes como suporte teórico-filosófico norteador da nova proposta: o referencial ético-humanista.
Participando das reuniões atinentes à mudança curricular na FEN/UFG, percebemos que o delineamento de algumas propostas foi se esboçando através do amadurecimento das discussões junto ao corpo docente, mais no sentido da compreensão do significado e desdobramentos de como operacionalizar o desenvolvimento do referencial teórico-filosófico, o qual aparece explícito na resolução que norteia o currículo vigente da instituição em foco (UFG, 1998), do que propriamente adequações mais tangenciais à formação do enfermeiro, ou seja, àquelas que se preocupam apenas com conteúdos, carga horária, ementa, grade curricular, entre outras.
Assim, a Faculdade de Enfermagem, a qual fazemos referência, estava reconstruindo seu projeto político-pedagógico e, para tanto, precisava ter claro o que é atender ao referencial ético-humanístico, no bojo do currículo proposto.
Esperávamos, portanto, que no decorrer dessa investigação fosse possível aos docentes a tomada de consciência acerca do significado da
abordagem filosófica escolhida, compreendendo o momento histórico pelo qual está passando a Instituição onde estão inseridos, sem se tratar apenas de modismo, tendências na formação do enfermeiro, mas percebendo o real valor da atitude assumida para si, enquanto formadores. Por outro lado, acreditamos que não se trata de introjetar o cunho filosófico presente nas Diretrizes Curriculares, que enaltece a formação integradora, holística e humanística, nem tampouco de cristalizá-lo ao nível de discurso acadêmico. Buscamos possibilitar um discurso refletido, cônscio, passível de aplicação no cotidiano do ensino, por meio de práticas docentes apropriadas a tal postura.
Nesse raciocínio, salientamos o pensamento de Freire (1980), relativo à conscientização, considerando que ela supõe o desenvolvimento crítico, permitindo desvelar a realidade. A conscientização assume, desta maneira, um caráter que avança a uma simples aproximação espontânea de algo, mas torna-se uma ação, mesmo que seja ao nível de consciência. Esse conceito, para Freire (1980), é totalmente dependente da idéia de práxis, que não separa reflexão e ação, consciência e ação. Portanto, somos convictos de que o fato de tomar consciência de algo provoca inevitavelmente uma ação transformadora, pois na medida em que se desenvolve a consciência crítica da situação, a ação em si é conseqüência inevitável.
Mudanças dessa natureza tornam-se possíveis a partir de um processo de amadurecimento que propicia a incorporação não só de idéias em continência a algo proposto, mas também de ações que venham ratificar o pensamento dos formadores, nutrindo-os de alguma forma, situação que facilita o caminhar de um percurso desejado. É um desafio que temos que abraçar, na
tentativa de integrar estas questões às propostas das instituições de ensino, com risco dos esforços dispensados não se tornarem efetivos.
Entendendo que estas colocações propiciam uma ampla discussão e sugerem algumas vertentes a serem escolhidas como norteadoras de investigações, pretendemos com o desenvolvimento desse estudo apontar caminhos que possam tornar possível a mudança de paradigma que influencia a assistência e a educação em saúde hoje, pensando que a Universidade é parte integrante desse processo e que é dela que partem os profissionais para o mercado de trabalho.
Tais considerações visam clarear a nossa intenção, que não pretende resolver a problemática posta, dada a dimensão macro em que está inserida, nem de tornar os docentes aptos a desenvolver seu próprio potencial ético-humanístico, na medida em que este se traduz, ao nosso ver, numa tomada de posição frente à vida, de atitudes e enfrentamento diante de algo, não se tratando de doutrinação ou imposição de valores.
Apesar de entendermos que o momento da FEN/UFG, alvo desta investigação, era bastante fértil e permeável às discussões acerca das mudanças curriculares necessárias à formação do enfermeiro, sustentamos como pressuposto básico para esta investigação que os docentes não têm clareza suficiente do significado da abordagem ético-humanista e seus desdobramentos para suas ações pedagógicas.
Assim, desenvolvemos a trajetória do trabalho a partir dos objetivos apresentados a seguir.
GERAL:
• Desenvolver, junto ao corpo docente da Faculdade de
Enfermagem da Universidade Federal de Goiás, um processo de conscientização crítica sobre os princípios ético-humanistas na formação do enfermeiro.