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III BÖLÜM

ZORUNLU İŞTEN ÇIKIŞ NEDENLERİ

t. os REFLEXOS DA ASCENSÁO DE NILO PEÇANHA

À

PRESlDtNCIA DA REPÚBLICA

de retomada do conlrole po][tico do nilismo no Estado do Rio leve seu momento decisivo com a pos� do vice-presidente Nilo Pcçanha na presidência da República, em virtude da mone dI:' Monso Pena em 14 de junho de 1909. Situada no campo oposicionista esta­ dual desde a cisão com Backer em 1907, o grupo nilista passaria a se fortale­ cer aradativamcnte _ e também a reincorporar 05 antigos correligKIOário5

que haviam aderido ao situacionismo backerista - em função não SÓ da pre­

sença de Nilo na presidência como, mais adiante, da eleição de Hennes da Fonseca. A retomada nitiua se concrelizaria finalmente com a posse de Oli­ veira Botelho na presidência do Estado do Rio em dezembro de 1910. garan­ tida pelo governo federal.

A ascensâo de Nilo à presidência da República ocorreu em um momento em que as disçussóes sobre a sucessão de Afons.o Pena, a ser definida em eleição lI'IaJ"cada Panl 1.0 de março de 1910, dominavam o cenário nacional. O presidente da RepUblica faleceu sem ter encontrado um candidato tapa2. de aglutinar as forças pollticas mineiras e garantir o domfnio de Minas no novo governo. Por outro lado. o principal adversário de Afonso Pena. Pi­ nheiro Machado, apoiava a. candidatura recém-lançada do marechal Hermes da Fonseta. Se. panl Pinheiro, a posse de Nilo, seu antigo aliado. tomaya­ se um elemento importante para seus objetivos de conduzir o processo su­ cessório. para. Nilo, apoiar a candidatura Hermes na tondição de presidente • Este eapitulo � wna ve ... modificada doi cIoc"mentN de trWll>ol de Ver. L6çia I'tÜÓ. "U­ milaçõea e r ... do ni�1mO no E.todo do Rio: o I"vemo Alfredo &..cru" e de M6nic_ Al­

.... idIo Komil. "o. ;mpasou parTo_ çonsolidaçiodo nil;lmO: retomada. enfn:ntamentoe..::ordo··.

AI .olte de re ... ftub'(;dade de M6nic_ AI .... � Kornil.

da República signifiçava garantir a vitória do mareçhal e. çonseqüentemen· te. çonsolidar seu próprio poder no Estado do Rio.

É

nesse çontexto que residem as raizes da progressiva perda de poder de Alfredo Baçker e da rec:onquista do çontrole da polítil:a fluminense pelos ni­ listas. Na medida em que o nilismo reartil:ulava suas forças no Estado do Rio. aprofundava-se o esvaziamento polítil:o do governo dirigido por Baç· ker. que perdeu o apoio feder,1I até então assegurado por Afonso Pena e pelo Jardim de Infânda. Deve·se ainda registrar que a presença de Nilo à frente do E;ltec:utivo federal permitiu a çonçessão de bcneliçios ao Estado do Rio. que se voltaram sobretudo para o desenvolvimento e o aumento do numero de linhas férreas.'

Para uma análise da base real de sustentação do governo Baçker em 1909. çontudo. toma-se neçessário examinar não só a situação da ALERJ. çomo a çomposição da bançada feder,d fluminense eleita em janeiro desse mesmo ano. antes portanto da posse de Nilo na presidclK!ia. Embora o apoio às váriu situaçõcs estaduais estivesse induldo na estr.tlégia de çonsolidação do poder polítlÇQ de Afonso Pena. e embora o governo federal estivesse apoiando Baçker, o resultado das eleições federais demonstrou o quão rela­ tivo era o poder do situaçionismo fluminense na Câmara e no Senado. A despeito do avanço das posições de Baçker e da adoção de çertas medidas çondliadoras por parte de segmentos nilistas. a força de Nilo Peçanha mostrou-se signifiçativa naquele pleito. Um çerto equilíbrio marcou a artiçu­ lação das çhapas. já que nenhuma das duas fac:çõcs leve çondiçõcs de apre­ sentar çhapa çompleta. !icando reservado de ambos os lados um número de vagas para o grupo çonçorrente. O resultado final do pleito reiterou o equilr. brio de (orças. já que foram eleitos nove deputados ligados a Baçker e oito deputados. e tris senadores ligados à façção nilista.'

Já na ALERJ. a situação era bastante distinta. na medida em que em 1908 vários deputaços nilistas haviam sido çooptados pelo governo Baçker. que alçançard assim o çonlrole da maioria. O primeiro passo na retomada do çontrole polítiço do nilismo foi a rec:onquisla da maioria. desde o inrdo dos trabalhos legislativos. em agasto de 1909. Esta nova çomposição. deçorrente de um çomportamento pendular que apenas çorrobora a predominânda dos çonflitos dientellstiços sobre os interesses ec:ollÕmiÇQS nas ç1ivil8ens entre as faççõcs oligârqukas fluminenses durante a Repúbliça Velha. iria a partir de enlào difkullar a aprovação de projetos oriundos do governo estadual.

predso notar ainda que o móvel do realinhamento dos deputados estaduais a Nilo não se esgotava no fato de o IIder fluminense estar ocupando naquele momento o çargo má;ltimo da polftiça nacional. A perspeçtiva da eleição de

Hermes da Fonseca. apoiado por Nilo, explicava igualmente o interesse das chefias locais em novas composições polfticas.�

Embora o nilismo estivesse se fonalecendo no Estado do Rio. e a ALERJ, majoritariamente pTÓ-Nilo, minasse as forças de apoio ao govemo Backer. a tentativa de fonnaliz.ação de um acordo entre os dois líderes em tomo das eleições legislativas marcadas para dezembro de 1909 veio revelar a necessidade sentida pelos nilistas de ampliar suas bases de sustentação po­ lítica na Assembléia com vis tas ao tão almejado controle do Executivo esta­ dual. Aceito por ambas as panes em 13 de setembro de 1909. a panir de ne­ gociações levadas a cabo pelo deputado federal niJista José Tolentino. o acordo consistia em suas linhas gerais lia proposta de apoio de Backer

à

candidatura de Oliveira Botelho à sua sucessâo em tTOCa de apoio nilista à reeleiçâo de alguns deputados backeristas e a algumas nomeações em muni­ cipios fluminenses.' As dificuldades em neutralizar as hostilidades entre as duas facções criaram no entanto obstáculos para a aceitação do acordo. As desconfianças partiam de ambos os lados. como o comprovam as criticas tanto do nilista Everardo Backheuser. que se recusava a acompanhar Nilo nessa nova aliança.' como do tradicional adversário de Nilo. Miguel de Car­ valho. O fracasso da tentativa de acordo foi afinal saudado pelo IIder de Pe­ trópolis. Hermogéneo Silva. ao afirmar que "ninguém tinha confiança na ati­

tude de Backer e na imparcialidade do Miguel [ de Carvalho

[

.... Diallle do

acirramento do conflito entre as duas facções, o governo estadual enviou tropas policiais a alguns munidpios. apesar das denúncias de violaçâo

à

Constituiçâo Federal feilas por Nilo em face daq\lela atitude.

Num clima tenso e marcado pelas costumeiras denúncias de fraude. as eleições estaduais e municipais se realizaram com a apresentação de duas chapas opostas' que disputavam sobretudo o direito de reconhecer o suces­ sor de Backer no pleito previsto para o ano seguinte. O confronto foi intenso em alguns municfpios. ocupados por tropas estaduais e federais a pretellto de garantir a reali:lação do pleito. Em Petrópolis. Macaé e Niterói. localida­ des cuja base de apoio de Backer era maior. os conflitos foram especial­ mente graves." Os resultados foram cOntestados por ambas as panes. inaugurando-se uma nova situaçâo de dualidade de assembléias. que !IÓ seria solucionada em ravor dos nilistas no governo Hermes da Fonseca.

2. A ELEiÇÃO DE HERMES DA FONSECA E A SUSTENTAÇÃO DO NILlSMO

As discussões em torno da sucessão presidenciaJ"de [910 tiveram início ainda em 1908, com os esforços do presiclente Afonso Pena para anicular

um <:andidato que aglutinasse todas as <:orrentes políticas mineiras !'!onlra a influéncia de Pinheiro Ma<:haoo. O fra<:asso dessa tentativa possibilitou a <:onsolidação oa <:andioatura oo mare<:hal Hermes da Fonseca. que alterou o pa<:to polhi<:o até então dominante. graças às novas alianças que se estabe­ le<:eram.

A tentativa oe Afonso Pena de inoi<:ar um su<:essor mineiro enfrentou se­ rias entraves não só devido à nione oo presidente de Minas Gerais e vinual <:anoidato João Pinheiro. o<=orrida em outubro de 1909. mas tambêm

;:

vido as oivergêndas que se estabele<:eram no interior do Panioo Republicano Mineiro (PRM) em [orno oa inoi<=ação posterior oo ministro oa fazenoa Davi Campista. O impasse criaoo implicou a dsão oa ban<:ada feoeral mi­ neira e a <:onsequente renúncia. em maio de 1909. oo oeputaoo Carlos Pei­ xoto oa presioência da Câmara dos Deputaoos. Tal fato reoundou por sua vez no enfraquecimento do Jardim oa Infãn<:ia. grupo parlamentar que vi· sava impedir o avanço das forças identifi<:aoas !,!om o Bloco pinheirista.

Entre as várias <:anoidaturas então <:ogitaoas, IOmou <:orpo a oo ministro oa guerra, marechal Hermes oa Fonse<:a. Lembraoa oesde o inído oe 1909 em reuniões públi<:QS promovidas por oficiais do Exêrcito,- a <:andioatura Hermes se fonale<:eu em deconincia oo apoio do Rio Grande oo Sul. que além de se opor à permanén<:ia oo domínio mineiro no governo federal. nào havia <:onseguido entrar em acordo com Afonso Pena, através oe Pinheiro Machado, para a escolha oe outro <:anoidato. A própria dsão oas forças mi­ neiras fez com que pane oo PRM aoerisse a <:anoidatura oefendioa pelo Rio Grande. o que lhe abria a possibitioaoe oe inoi<:ar o <:anoidato fi vi<:e-presi· oên<:ia. Assim, em <:onvençào realizada em 22 de maio oe 1909. foi lançaoa a chapa Hermes-Vesceslau Brás. O Estado oo Rio. entào governado por

Bac·

ker. nào <:ompareceu à convenção, <:enamenle em solioariedade a Afonso Pena. que ainoa não se havia manifestado ofi<:ialmente sobre a questão.

Convem destacar que o apoio oo Exérdto â <:anoioatura Hermes en<:on­ trava·se naquele momento suboroinaoo aos interesses oas fOTÇu gaúchas e mineiras lioeradas por Pinheiro Machaoo. Como lembram José Murilo oe Carvalho e Boris Fausto, a canoidatura militar oo marechal não poderia ser consioeraoa fruto da atuação do Exército como força autõnoma.'� Segunoo Jose Murilo, o que ocorreu foi que. diante do desacoroo entre Minas e São Paulo e oa cisâo interna em Minas Gerais. "as lioeranças dvis, princip<ll· meme a mineira. já se oispunham a aceitar uma <=anoidatura militar como saíoa para o impasse sucessório"." A indicação oe Hermes da Fonseca situava-se ponanto dentro oo jogo oeterminaoo pela política oligiÍTqui<:a e sustentava-se graças a um amplo pa<:to político <:uja transitorieoade se mani-

festaria. aliás. nos conflitos entre militares e poUticos ocorridos nos anos se­ guintes.

O lançamento da chapa Hermes-Venceslau Brás veio por outro lado in­ terromper as negociações que vinham sendo entabuladas entre Pinheiro Ma­

chado e Rui Barbosa. Opondo-se a indicação de um candidato militar. Rui Barbosa apresentou-se como concorrente de HenTles. contando com o apoio de ampla facção do Partido Republicano Paulista (PRP) e tomando-se. à frente da Campanha Civilista. um pólo de atração para o voto das popula­ ções urbanas.

A morte de Afonso Pena e a posse de Nilo Peçanha abriram novas pers­ pectivas pano a sucessão. renovando as expectativas de lançamento da can­ didatura do próprio Nilo. cogitada desde

1908

em oposição ir. de João Pinhei­ ro. Segundo Afonso Arinos e Maria do Carmo Campello de Souza. Nilo te­ ria assumido a presidência com a intenção de renunciar em favor de Quin­ tino Bocaiuva. vice-presidente do Senado. para que este chefiasse o pleito no qual sua própria candidatura. se afirmaria como uma expressào da conci­ liação nacional.'" A falta de apoio à sua candidatura levou-o contudo a apoiar Hermes. o que fez com que virios estados da federação tambêm apoiassem o candidato que assim se tomava oficial.

No Estado do Rio, o apoio de Nilo a Hermes levou a maioria da ALERJ. no início dos trabalhos legislativos de 1909. a aprovar a indicação do marechal parn a presidência. A minoria bQ;CkeriJlIA abMeve-se de votar alegando não ter ainda candidato." Seguindo a lógica das alianças poUticas. Backer acabaria por sustentar a candidatura oposicionista de Rui Barbosa.

A vitória da chapa Hermes-Venceslau Brás. em março de 1910. veio refe­ rendar no Estado do Rio a candidatura de Oliveira Botelho à sucessào de Backer, indicada por Nilo. representando assim um novo alento para o pro-­ cesso de afirmação do nilismo. Igualmente importante para a definição do prOl.:esso sucessório fluminense foi a aliança de Nilo com Pinheiro Macha­ do. que desfrutava de um poder crescente na nova composição política na­ cional.

O confronto entre nilistas e backeristas que se estabelecera no pleito de dezembro de 1909 transformou a sucessão de 8acker em disputa acirrada. Desde aquela época até a eleição do presidente estadual. em 10 de julho de 1910. tropas federais e estaduais. a mando de Nilo e Backer. respectivamen­ te. se hostilizavam em alguns municípios fluminenses. Nilo empenhou-se pessoalmente na campanha de Oliveira Bo·telho. enquanto Backer susten­ tava a candidatura do tlt-deputado estadual com base política em Petrópolis.

Manuel Edwiges de Queirós Vieirn.

Realizada a eleiçào em meio as costumeiras denuncias de fraude. caberia ã ALERJ reçOnhecer O caodidato eleito. No enlanto. na primeira sessào preparatória para a in�talação da Assembléia. 27 deputados nilistas se reuni­ ram em Niterói. enquanto 13 backeristas se concentraram em Petrópolis. confiiuraodo-se uma situação de . 'duplicata .. , .. O primeiro movimento pao. a saída desse impasse foi o pedido de habt'us carpUI encaminhado ao Su­ premo Tribunal Federal por 29 nil 15tas. solicitaodo o rcçonhecimento da le­ plidade de seu grupo enquanto maioria na ALERJ. Apesar dos esforços contrârios de Backer. em 15 de agosto de 1910, o STFdivulj:ou decisão favo­ ni,vel aos ni listas. A disputa no entanto prosseiuiu. com 05 backeristas soli· citando habeas corpus para seu reconhecimento. e os nilistas reiviodicando a intervenção federal no estado. Embora aceita no Senado sob B. influéncia

de Pinheiro Machado, a proposta de intervenção foi rejeitada na Câmara por pressão do grupo civilista e do próprio presidente da casa. o mineiro Sabino

Barroso.'�

A discussão sobre a intervenção no Estado do Rio foi finalmente sustada em função da crise polrspica então instalada no Amazonas. Tendo perdido o controle sob!-E o governador recém-empossado. Pinheiro Machado havia s0-

licitado a intervenção naquele estado. A oposição de Nilo à proposta de Pi· nheiro, criando um foco de tensão entre 05 dois líderes que se manifestaria sobretudo nos anos seiuinles. suprimiu naquele momento os fundamentos para a intervenção no Estado do Rio.

Ainda assim. o caso fluminense se encerrou a contento para os nilistas. Embora o problema da ALERJ não estivesse resolvido. Oliveira Botelho tomou posse em 3 1 de dezembro de 1910 e teve a legitimidade de $eU man­

dato reconhedda pelo Decreto n.o 8.499. expedido em 3 de janeiro de 1911

pelo novo presidente da República. Marechal Hermes da Fonseca.

3. O GOVERNO·NILlSTA DE OLIVEIRA BOTELHO

Ao tomar posse na presidéncia do Estado do Rio, Oliveira Botelho profe­

riu um discurso em que defendia a reabilitação do estado "na ordem moral, na ordem política e na ordem administraliva .... e prometia dar continuidade aos programas eçooõmico e financeiro iniciados na gestão de Nilo Peçanha. Embora tenha enfrentado difICuldades decorrentes das divergéncias entre llS

lideranças que haviam apoiado sua eleição -o próprio presidente Hermes da Fonseca. Pinheiro Machado e Nilo -, seu ioverno assegurou aos niJistas o controle da politica numinense. situação esta que só seria alterada na su­

cessão de Hermes da Fonseca.

Contando com o reconhecimento do presidente da Republica e com o aloio da assembléia niJista. mas enfrentmndo a olosição da assembléia bac· kerista. Oliveira Botelho não esperos que o Congresso Nacional se promm­ ciasse sobre a legitimidade da ALERJ e dois dias após sua posse anulou re­ soluções e decretos e1lpedidos no ano anterior pelo e1l-presidente Backer. A assembléia nilisla também iniciou seus trabmlhos logo após a posse de Bole­ lho. resnindo-se em sessões e1ltraordinárias, e concentros suas forças em denuncias contrm o governo anterior. Entre suas iniciativas constam pedidos de esclarecimento sobre irregularidades finmnceiras e administrativas que le­ riam abalado o orçamento do estado. a reivindicação de sm serviço de gsca­ lização dos impostos territorial e de industrims e progssões. e as propostas de reforma do serviço público. de nova divisão judiciárim do estado e de re· organizmção do serviço lolicial.

A oposição backerista reagiu em alguns msnicipios, o que provocos sma onda de demissões por pane do govemo. além da deposição de algumms cã­ maras de veremdores. O domínio do gropo nilista na politica estmdsal erm evidente. chegando a contar com o apoio. segundo notícia publicada em

15

de fevereiro de

191 1

por O Fluminense . da unanimidade da representação no Senado e

2/3

da bancmda na Câmmrm dos Depstados. além de

37

uas

48

mu­ nicipalidades e da maioria da Assembléia. Tratava-se. evidentemente. da as­ sembléia nilistm.

qse os backeristas continsavam a se resnir separadamen­

te, prolongmndo a sitsação de dualidade.

. Ao mesmo te'mpo em qse procurava consolidar-se na politica interna nsmincnse. Oliveira Botelho precisava observar os compromissos asssmi­ dos com o presidente Hermes da Fonseca e o senador Pinheiro Machmdo. que haviam gmrantido sua posse nm presidéncia do estmdo. A gestão desses compromissos foi a herança qse Botelho recebes de Nilo Peçanha. jâ que este. em fevereiro de

1911.

paniu para uma viagem à Esropa da qsal só rc· lomaria em junho do ano seguillte. A ausência de Nilo. aliada à amplitude do acordo político qse ssstentava o go;vemo Botelho. iria sem dúvida dig­ csltar a reimplantação do nilismo no Estado do Rio.

A primeira demonstração de rJdelidade de Oliveira Botelho aos compro­ missos firmados com Hermes e Pinheiro Machmdo ocorres dsrante a con· venção do panido situacionista. qse desde

1909

voltara a adotar a sigla PRF. No encontro. remlizmdo em

14

de fevereiro de 1911. foi eleita a nova comissâo e1lecsliva. integrada por Nilo Peçanh:t. os senadores Qsilltino Bocaiúva. Oliveira Figseiredo e BarbO de Miracema. e os vice-presidentes do estado João Gsimarães. Amônio Ribeiro Velho de Avelar e coronel Al­ fredo Loles Manins. Além disso. o partido aprovou moção.de solidariedade ao presidente da República e integrou-se ao Panido Repsblicano Conserva-

dor (PRC). fundado por Pinheiro Machado uma semana antes du posse de Hermes da Fonseca com o objetivo de promover a união das oligarquias dominantes e dos militares numa agremiação de carãter nacional que, sob sua direção, apoiaria o novo govemo. O partido situacionista fluminense passou então a se chamar Partido Republicano Conservador Fluminense (PRCF), enquanto a antiga sigla PRF passou a ser utilizada pela oposição.

O projeto de Pinheiro Machado ao criar o PRC, de promover a unilica­ ção politica nacional, não foi contudo hem sucedido. Na verdade, os situa­ cionismos mineiro e gaúcho a ele se aliaram apenas temporo!riamente, num

momento em que lhes interessava a uniâo de forças, e as próprias oligar­ quias dos estados menores reagiram ao comando pinheirista. O movimento dos grupos de oposição desencadeado em alguns estados do Nordeste como Ceará, Alagoas. Pernambuco e Sergipe contra as oligarquias dominantes re­ heldes ao controle de Pinheiro conlou com forte apoio do govemo federal mas não propon;:ionou em tTOca uma real base de apoio a Hermes e Pinhei­ ro, Ao contrário, o movimento das "salvações" militares. assim cha­ mado em alusâo ao objetivo de "salvar" as instituições republicanas através da derrubada dos governos estaduais. abriu novos focos de rebeldia e ten­ são, revelando a inexistência de uma sólida co"sâo política em tomo do novo presidenle."

Os reflexos desse complicado jogo de alianças e dissensões logo se fez sentir no Estado do Rio. Embora ausente. Nilo Peçanha acompanhava o processo político fluminense através de vasta correspondência com seus correligionários, assumindo um papel de guia para a condução da política es, tadual. Seu afastamento do país era aliãs aprovado por seus seguidores." que preferiam preservar sua imagem paro! lançá-lo candidato à sucessão de Hermes da Fonseca. No entanto. o inicio do movimento salvacionista veio