III BÖLÜM
MADDE 17. Belirsiz süreli iş sözleşmelerinin feshinden önce durumun diğer tarafa bildirilmes
o quadro de dissensão entre Backer e Nilo Peçanha seria agravado a partir das discussôcs sobrt" a cobrança da sobretaxa do café numinense. ini ciada em janeiro de
.1907.
em decorrincia do acordo firmado pelo Estado do Rio com São Paulo e Minas Gerais em torno do primeiro plano de valoriza ção do café. Esta questão iria se tomar o estopim da crise. acabando por provocar um racha definitivo no interior do nilismo.A participaçâo numilM!nse no Convênio de Taubaté. ditada pelos interes ses políticos de Nilo Peçanha. desde cedo mostrou-se problemática. pois já naquela época era do conhecimento Reral que seriam poucas ou quase nulas as vantagens do plano de valorização para o Estado do Rio. jâ que o café aí produzido em de qualidade inferior. e apenas o café de tipo superior teria sua compra garantida. Na medida em que o café numinense não seria dire tamente beneficiado. a cobrança da sobretaxa de três frdncos por saca de 60
1.;8 de cofé e)lportodo. que tinha por finolidade garantir as operdçõcs de cré dito, certamente representario paro os cafeicultores. já onerados pelos cus tos da produção e sacrificados pelo baixo produtividade e qualidade de seus grãos. um golpe dc misercórdia.
Compreendendo os resist�ncias que enfrentaria junto aos cafeicultores fluminenses. Nilo havia defendido a inclusão no convênio de dois itens es tratégicos: cm primeiro lugor. otrelou aO plono de valorização a estabilização combial, provavelmente supondo que o discussão deste item polêmico no Congresso retardoria o oprovoção do próprio plano: em segundo lugar, fez incluir junto à clãusulo que criava o sobretaxa um parâgrdro segundo o qual coberio oos presidentes de estado determinar quando teria inicio sua cobran ça. Com isso. na verdode, Nilo passava o problema poro seu sucessor.
De fato. somente em fins de 1906. quondo Nilo já havia sido empossodo na vice-presidência da Republica. o governo fluminense mostrou-se disposto o ceder às fortes pressõc:s de São Poulo pam que iniciosse o cobranço do so bretallo, como garantia para o segunda operação de empréstimo, que envol viiI" quontia uc três milhõcs de libras esterlinos. Assim. em
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de novembro, São Poulo promoveu novo acordo com os estados cofeeiros. conhecido como "subconvênio" - e, no coso do Estado do Rio. assinado por Oliveira Botelho -. instituindo o cobronça imediato do sobrt:lall3 contro a promesso de compros de café no porto do Rio e o garanlia do preço de sete mil rêis por arrobo de grâo tipo 7.Firmodo o compromisso. em janeiro de 1907, no inicio do governo Bac ker. o Estodo do Rio iniciou a cobronça do sobrctoxo. cuja receita deveria ser utilizado em programas de estímulo e aperfeiçoamcnto dos métodos de produção. Em meatJos de fevereiro. o governo federol. através do Banco do Brasil, concordou em emprestor a São Poulo seis milhõcs dc contos de réis poro que este est.1.do comprasse cofés mineiros e fluminenses de qualidades entre 8 e 9. Como o montante do empréstimo, o uma tolla combial de 15 pences estipulado pelo Caixa de Conversiio. atingia aproximadomente 375 mil libms esterlinas. o que gomntia apenas a compro de uma parcela irrisória do c)lcedente fluminense e milU:;ro. logo verificou-se que os dois estados pouco lucrdriom com o subconvênio. Por outro lado. com recursos insufi cientes e preferindo compror cofé em Sontos. em pouco tempo São Paulo deixou dc comprar o cofé numilU:nse e mineiro, rompendo assim o acordo que promovera.
Os produtores fluminenses. ossim comu os mineiros. concenlrardm a portir de então seus esforços no supressâo do sobretolla. Es�s iniciativas. no entanto. mo�tnlr-se-iom inôcuas_ nào só pela decisivo interferência do governo federal e dos políticos paulistos. que vÍlcm na medida o oniquila-
mento do selor cafeeiro em seu conjunto. mas também porque. lanto no Es tado do Rio como em Minas Gerais. o montante arrecadado com a sobre taxa fora desde o inido incorporado à receita estadual para 8a..�tos ordinârios com a administl".tÇão publica." Na verdade'. pouco importava 'a São Paulo e ao governo federal o deslino dado
à
arrecadação do imposto no EStado doRio e em Minas. e sim sua manutenção. de modo a propiciar ao café paulista uma posição ravonivel no mercado internacional. Este paIO poi apontado pelo deputado eSladual Eugênio Pinto. defensor da cobnlnça: .. A extinção da so bretaxa serill a ruínll de Siio Paulo e de todo o país l .. . ) A situação dos nu
minenses é de sacrificio pelos outros eSlados."
As discussões em tomo dá sobretaxa dominaram o cenârio politico es ta
dual desde o inicio do governo Backer. Panindo da constatação de que Bac ker. antes mesmo de tomar posse. parecia dispo5l0 a desvincular-se da mã quina nilista que O elegera. pode-se entender a atitude revanchiSlll assumida por Nilo e seus correligionários. de utilizar a questão da sobretaxa cC.no ins trumento de ataque. Desse modo, tão logo cessaram as compras de café no
pono do Rio, os nilistas procuraram desvincular a cobrança da sobretaxa da
responsabilidade de Nilo. sob o argumento de que a medida passara a ser ilegal. Ao mesmo tempo. desencadeou-se um processo radkal de crgticas a Backer. que insistia em manter a cobrança. não só por prenão do governo federal. mas pelo interesse na renda arrecadada para a execução de seu pro
grama de obras e par-ot o atendimento das práticas clientelisticlI$.
A posição dos nilistas sem dúvida angariou a simpatia das chefias ligadas à cafeicultura. amonecendo antigos desentendimentos. Por outro lado. li
postura de B"lcker parecia incoerente. pois sendo o setor cafeeiro o que ge rava li maior renda e o de maior representatividade polgtica. tomava·se nt
cessârio ao gov:mo estadual atender as suas reivindicações. Tecendo um parilelo com as análises de Amilcar Manins sobre Minas Gerais. entende-se poTim que também no Estado do Rio a insuficiência de recursos destinados
â
administração e obras públicas. imprescindgveis b práticas c1ientelisticas. tenha impelido o governo a reforçar ao máximo sua capacidade de arrecadação."
As divergências em (Orno ua questão da sobretua atingil"Jm seu clímax
quando o governo. ignorando os protestos da oposição. apresentou à
ALERJ o projeto n_o 1.626. que visava regulamentar a cobnlnça da sobre taxa e os destinos da arrecadação du imposto."" Em síntese. o projetO per mitia ao Poder Executivo promover a propaganda para ampliar o consumo do café no exterior. bem como incrementar seu comércio através do benefi ciamento. dll fundaçâo de armazén5 gerais. do estabelecimento de crêdito
móvel agncola. da coloniução de zonas cafeeiras e de outras medidas que '00
julpsse conveniente, com base na arrecadação da sobretaxa de três francos,
ClUa
cobrança seria mantida ate que se re,ulllTizasse o mercado.Percebendo a intenção do governo de buscllf na ALERJ a le&itimação da sobre1a1{a. o grupo nilista manifest04.l total repUdio a esse procedimento. de�tacando-se as críticas dos deputados Ari FonteneUe. Mário de Paula.
Raul Fernandes. Raul Veiga e Ot{ivio Kelly. Paralelamente às discus5ÕC:s na ALERJ. 05 nilistas procederam a uma articulação de bastidores para derru bar a proposta de Backer. como demonstra o lelelVam& enviado por Pi
nheiro Machado a Nilo: .. Na queslio da Assembléia do Estado, não dur ma.":IO Por seu lado. Backer pedia aos deputados apoio e sotidariedade. argumentando que a manutenção da sobrelua era dever de lealdade para com Minas e São Paulo.
A votação do projetO, finalmente realizada em 16 de setembro de 1907. levou a uma polarizaçiio de forças no interior da ALERJ.:IO Considerando se a denúncia do lider do aoverno, Eugenio Pinto. no inicio da legislatura. de que a representação estadual já estava dividida. conclui-se que a regulariu. ção da sobretaxa scl"liu de prete1{lo para tomar ellplicita uma cisão politica até então latente.
Os resultados da votação prantiram expressiva vitória aos nmstas que. por 26 votos contra 17. derrotaram o projeto de 8acker dando provas da
força que detinham no estado.:11 Em virtude dos mecanismos institucionais vigentes na República Velha. era rreqüente a subordinação dos interesses econômicos aos interesses políticos." Sem dúvida foi este o caso